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Filosofia

Nota: Para outros significados, veja Filosofia (desambiguação).

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, philosophia, literalmente "amor pela sabedoria") é o estudo de questões gerais e fundamentais sobre a existência, conhecimento, valores, razão, mente, e linguagem; frequentemente colocadas como problemas a se resolver. O termo provavelmente foi cunhado por Pitágoras (c. 570 – 495 BCE). Os métodos filosóficos incluem o questionamento, a discussão crítica, o argumento racional e a apresentação sistemática. As questões filosóficas clássicas incluem: É possível saber qualquer coisa e provar que se sabe? O que é mais real? Os filósofos também colocam questões mais práticas e concretas, como: Existe uma maneira melhor de se viver? É melhor ser justo ou injusto (se houver como se safar)? Os seres humanos têm livre arbítrio?

Escola de Atenas (1509–1511) por Rafael, representando filósofos gregos clássicos famosos em um cenário idealizado inspirado pela arquitetura grega antiga.

Historicamente, a "filosofia" englobava qualquer corpo de conhecimento. Desde o tempo do filósofo grego antigo Aristóteles até o século XIX, a "filosofia natural" abrangia a astronomia, a biologia, a medicina e a física. Por exemplo a obra de Newton, Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica (1687) mais tarde classificada como um livro de física. No século XIX, o crescimento das universidades de pesquisa modernas levou a filosofia acadêmica e outras disciplinas a se profissionalizar e se especializar.

Outras investigações intimamente relacionadas à arte, ciência, política ou outras atividades continuaram parte da filosofia. Por exemplo, a beleza é objetiva ou subjetiva? Existem muitos métodos científicos ou apenas um? A utopia política é um sonho esperançoso ou apenas fantasia? Os principais subcampos da filosofia acadêmica incluem a metafísica ("preocupa-se com a natureza fundamental da realidade e do ser"), epistemologia (sobre a "natureza e bases do conhecimento [e] ... seus limites e validade"), ética, estética, filosofia política, lógica e filosofia da ciência.

Índice

Etimologia

A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). A primeira é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.

A tradição atribui ao filósofo Pitágoras de Samos (que viveu no século V a.C.) a criação da palavra. Conforme essa tradição, Pitágoras teria criado o termo para modestamente ressaltar que a sabedoria plena e perfeita seria atributo apenas dos deuses; os homens, no entanto, poderiam venerá-la e amá-la na qualidade de filósofos.

A palavra philosophía não é uma invenção moderna a partir de palavras gregas, mas um empréstimo tomado da própria língua grega; os termos φιλοσοφος (philosophos) e φιλοσοφειν (philosophein) já teriam sido empregados por alguns pré-socráticos (Heráclito, Pitágoras e Górgias) e pelos historiadores Heródoto e Tucídides. Em Sócrates e Platão, é acentuada a oposição entre σοφία e φιλοσοφία, em que o último termo exprime certa modéstia e certo ceticismo em relação ao conhecimento humano.

Em um sentido geral, a filosofia é associada à sabedoria, cultura intelectual e à busca de conhecimento. Nesse sentido, todas as culturas e sociedades letradas fazem perguntas filosóficas como "como viver" e "qual é a natureza da realidade". Como uma concepção ampla e imparcial, a filosofia serve de investigação fundamentada em assuntos como realidade, moralidade e vida em todas as civilizações do mundo.

Filosofia ocidental

Ver artigo principal: Filosofia ocidental
Sócrates (469 a.C. - 399 a.C.)
Platão (428 a.C. - 347 a.C.)
Cópias romanas das obras originais gregas, Neues Museum

A Filosofia ocidental é a tradição filosófica do mundo ocidental e data de pensadores pré-socráticos que eram ativos na Grécia Antiga no século VI a.C., como Tales (c. 624-546 a.C.) e Pitágoras (c. 570-495 a.C. que praticavam um "amor à sabedoria" (philosophia) e também foram denominados physiologoi (estudantes de physis, ou natureza). Sócrates era um filósofo muito influente, que insistia em dizer que não possuía "sabedoria", mas sim que era um "perseguidor da" sabedoria.

A era antiga foi dominada pelas escolas filosóficas gregas que surgiram dos vários alunos de Sócrates, como Platão, que fundou a Academia Platônica e seu aluno Aristóteles, fundando a Escola peripatética, ambos extremamente influentes na tradição ocidental. Outras tradições incluem o cinismo, o estoicismo, o ceticismo e o epicurismo. Os tópicos importantes abordados pelos gregos incluíam a metafísica (com teorias concorrentes como atomismo e monismo), cosmologia, a natureza da vida bem vivida (eudaimonia), a possibilidade do conhecimento e a natureza da razão (logos). Com a ascensão do Império Romano, a filosofia grega também foi cada vez mais discutida em latim por romanos como Cícero e Séneca. Toda a teologia e filosofia cristã, judaica e islâmica posterior foi influenciada por platonismo e aristotelismo.

O início da filosofia ocidental moderna começa com pensadores como Thomas Hobbes e René Descartes (1596-1650). Após o surgimento das ciências naturais, a filosofia moderna se preocupou em desenvolver uma base secular e racional para o conhecimento e afastou-se das estruturas tradicionais de autoridade como a religião, o pensamento escolástico e a Igreja. Os principais filósofos modernos incluem Spinoza, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume e Kant.

Grécia Antiga

“Todas as coisas estão cheias de deuses”
Tales de Mileto Aristóteles, De Anima, 411a

A filosofia grega antiga teve início no século VI a.C. e se estendeu até a decadência do Império Romano no século V d.C. Pode-se dividi-la em quatro períodos: (1) o período dos pré-socráticos; (2) um período humanista, em que Sócrates e os sofistas trouxeram as questões morais para o centro do debate filosófico; (3) o período áureo da filosofia em Atenas, em que despontaram Platão e Aristóteles; (4) e o período helenístico. Às vezes, se distingue um quinto período, que compreende os primeiros filósofos cristãos e os neoplatonistas.

Os primeiros filósofos gregos, geralmente chamados de pré-socráticos, dedicaram-se a especulações sobre a constituição e a origem do mundo. O principal intuito desses filósofos era descobrir um elemento primordial, eterno e imutável que fosse a matéria básica de todas as coisas. Essa substância imutável era chamada de physis (palavra grega cuja tradução literal seria natureza, mas que na concepção dos primeiros filósofos compreendia a totalidade dos seres, inclusive entidades divinas), e, por essa razão, os primeiros filósofos também foram conhecidos como os physiologoi (literalmente “fisiólogos”, isto é, os filósofos que se dedicavam ao estudo da physis).

Na transição do século IV para o século III a.C., durante o período helenístico, formam-se duas escolas filosóficas cujos ensinamentos representam uma clara mudança de ênfase em relação à Academia de Platão e à escola peripatética de Aristóteles. Sua preocupação é principalmente a redenção pessoal. Tanto para Epicuro (ca. 341-270 a.C.) e seus seguidores como para Zenão de Cítio e demais estoicos o principal objetivo da filosofia deveria ser a obtenção da serenidade de espírito. As duas escolas também se assemelham na crença de que esse objetivo passa por uma espécie de harmonização entre o indivíduo e a natureza, mas divergem quanto à forma de se realizar essa harmonização. Para Epicuro, a sintonia com a natureza supõe a aceitação das necessidades e desejos naturais e dos prazeres sensoriais. Dessa forma, ele preconiza a fruição moderada dos prazeres e a comedida gratificação dos desejos. :214 Os estoicos, por outro lado, sustentavam a crença de que o cosmos e os seres humanos partilhavam do mesmo logos divino. O ideal filosófico de vida seria, na concepção dos estoicos, a adesão à necessidade racional da natureza e o desenvolvimento de uma absoluta imperturbabilidade (ataraxia) em relação aos fatos e eventos do mundo.:361

Mito e filosofia
Pandora (1896), pintura de John William Waterhouse

Originalmente, a palavra grega mythos significava simplesmente palavra ou fala; mas o termo remetia também à noção de uma palavra proferida com autoridade. As histórias épicas de Homero, permeadas de intervenções sobrenaturais, ou a teogonia de Hesíodo eram mythos no sentido de serem anúncios revestidos de autoridade, dignos de crédito e reverência.

Gradualmente, o termo foi assumindo outro sentido e já à época de Platão e Aristóteles o mythos era empregado para caracterizar histórias fictícias ou absurdas que se afastariam do logos — isto é, do discurso racional. Aristóteles, por exemplo, considerava a filosofia como um empreendimento intelectual completamente distinto das elaborações mitológicas. Na Metafísica, ao tratar do problema da incorruptibilidade, Aristóteles menciona Hesíodo e, logo em seguida, descarta suas opiniões, pois, segundo ele, “não precisamos perder tempo investigando seriamente as sutilezas dos criadores de mitos.”

Os mitos de Prometeu e mito de Pandora narram não só a descoberta do fogo e seu manuseio pelo homens mas demonstra como no período pré-socrático todos os eventos terrenos decorrem das intenções dos deuses, incluindo todos os males, felizmente, o mito de Pandora é reescrito pela filosofia socrática/platônica, essa revolução permitiu reconstruir a estória e tornou possível fazer do homem o sujeito de sua própria História.

Roma Antiga

Roma conheceu e assimilou a literatura, a filosofia e o teatro da Grécia mas logo desenvolveu o próprio estilo; os romanos adotaram o hábito da leitura e da escrita influenciados pelos gregos, assim, a arte de ler, escrever e falar em público (oratória) se tornou essencial na educação dos cidadãos.

Na filosofia, adoram valores éticos gregos e voltaram-se para a valorização da moral. Os principais filósofos romanos são Cícero, Sêneca, Horácio e Macróbio.

Filosofia medieval

A filosofia medieval é a filosofia da Europa ocidental, oriental (Império Bizantino) e do Oriente Médio durante a Idade Média. Começa, aproximadamente, com a cristianização do Império Romano e encerra-se com a Renascença. A filosofia medieval pode ser considerada, em parte, como prolongamento da filosofia greco-romana e, em parte, como uma tentativa de conciliar o conhecimento secular e a doutrina sagrada. As filosofias judaica, cristã e islâmica se derivaram principalmente do platonismo, junto com discussões aristotélicas e outros discursos do raciocínio grego, como o estoicismo. Antes do início da era medieval, Agostinho de Hipona foi o principal expoente da patrística e, com outros neoplatônicos, influenciou toda a filosofia no pensamento cristão ocidental.

São Tomás de Aquino, detalhe do "Triunfo de São Tomás de Aquino" (1631) de Francisco de Zurbarán

A Idade Média carregou por muito tempo o epíteto depreciativo de "idade das trevas" ou "período obscura", atribuído pelos humanistas renascentistas; e a filosofia desenvolvida nessa época padeceu do mesmo desprezo. No entanto, essa era de aproximadamente mil anos foi o mais longo período de desenvolvimento filosófico na Europa e um dos mais ricos. Jorge Gracia defende que “em intensidade, sofisticação e aquisições, pode-se corretamente dizer que o florescimento filosófico no século XIII rivaliza com a época áurea da filosofia grega no século IV a. C.”. Entre os filósofos medievais do ocidente, merecem destaque, como Boécio, João Escoto Erígena, Anselmo de Cantuária, Pedro Abelardo, Alberto Magno, Roger Bacon, Boaventura de Bagnoregio, Tomás de Aquino, João Duns Escoto, Guilherme de Ockham, Hugo de São Vitor, Eckhart de Hochheim e Raimundo Lúlio; no oriente os bizantinos Prisco de Pânio, Leão, o Matemático e Miguel Pselo; na civilização islâmica, Avicena, Averróis, Avempace, Alfarábi, Algazali, Alquindi e Surauardi; entre os judeus, Moisés Maimônides e Salomão ibne Gabirol.

Tomás de Aquino (1225-1274), fundador do tomismo, exerceu influência inigualável na filosofia e na teologia medievais. Em sua obra, ele deu grande importância à razão e à argumentação, e procurou elaborar uma síntese entre a doutrina cristã e a filosofia aristotélica. A filosofia de Tomás de Aquino representou uma reorientação significativa do pensamento filosófico medieval, até então muito influenciado pelo neoplatonismo e sua reinterpretação agostiniana.

O Homem vitruviano, de Leonardo Da Vinci, resume vários dos ideais do pensamento renascentista.

A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo. Nesse período de transição, a redescoberta de textos da Antiguidade contribuiu para que o interesse filosófico saísse dos estudos técnicos de lógica, metafísica e teologia e se voltasse para estudos ecléticos nas áreas da filologia, da moralidade e do misticismo. Os estudos dos clássicos e das letras receberam uma ênfase inédita e desenvolveram-se de modo independente da escolástica tradicional. A produção e disseminação do conhecimento e das artes deixam de ser uma exclusividade das universidades e dos acadêmicos profissionais, e isso contribui para que a filosofia vá aos poucos se desvencilhando da teologia. Em lugar de Deus e da religião, o conceito de homem assume o centro das ocupações artísticas, literárias e filosóficas.

O renascimento revigorou a concepção da natureza como um todo orgânico, sujeito à compreensão e influência humanas. De uma forma ou de outra, essa concepção está presente nos trabalhos de Nicolau de Cusa, Giordano Bruno, Bernardino Telesio e Galileu Galilei. Essa reinterpretação da natureza é acompanhada, em muitos casos, de um intenso interesse por magia, hermetismo e astrologia — considerados então como instrumentos de compreensão e manipulação da natureza.

À medida que a autoridade eclesial cedia lugar à autoridade secular e que o foco dos interesses voltava-se para a política em detrimento da religião, as rivalidades entre os Estados nacionais e as crises internas demandavam não apenas soluções práticas emergenciais, mas também uma profunda reflexão sobre questões pertinentes à filosofia política. Desse modo, a filosofia política, que por vários séculos esteve dormente, recebeu um novo impulso durante o Renascimento. Nessa área, destacam-se as obras de Nicolau Maquiavel e Jean Bodin.

Filosofia do Oriente Médio

Detalhe de uma gravura de Zoroastro no Clavis Artis (1738), um manuscrito de alquimia
Ver artigo principal: Filosofia islâmica

As regiões do Crescente Fértil, Irã e Arábia abrigam a literatura sapiencial filosófica mais antiga que se conhece e hoje são dominadas principalmente pela cultura islâmica; a literatura sapiencial primitiva do Crescente Fértil era um gênero que procurava instruir as pessoas sobre ação ética, vida prática e virtude através de histórias e provérbios. No Egito antigo, esses textos eram conhecidos como sebayt ('ensinamentos') e são fundamentais para nosso entendimento da filosofia egípcia antiga. A astronomia babilônica também incluiu muitas especulações filosóficas sobre cosmologia que podem ter influenciado os gregos antigos. A filosofia judaica e a filosofia cristã são tradições religio-filosóficas que se desenvolveram no Oriente Médio e na Europa, que compartilham certos textos judaicos antigos (principalmente os Tanakh) e crenças monoteístas. Pensadores judeus, como os Geonim das Academias Talmúdicas da Babilônia e Maimonides, se envolveram com a filosofia grega e islâmica. Mais tarde, a filosofia judaica passou por fortes influências intelectuais ocidentais e inclui as obras de Moses Mendelssohn, que inaugurou a Haskalah (o Iluminismo Judaico), o existencialismo judaico e o judaísmo reformista.

A filosofia iraniana pré-islâmica começa com o trabalho de Zoroastro, um dos primeiros promotores do monoteísmo e do dualismo entre o bem e o mal. Essa cosmogonia dualista influenciou desenvolvimentos iranianos posteriores, como o maniqueísmo, o mazdaismo e o zurvanismo.

Após as conquistas muçulmanas, a filosofia islâmica primitiva desenvolveu as tradições filosóficas gregas em novas direções inovadoras. Esta era dourada islâmica influenciou os desenvolvimentos intelectuais europeus. As duas principais correntes do pensamento islâmico primitivo são: Kalam, que se concentra na teologia islâmica e Falsafa, baseada no aristotelianismo e no neoplatonismo. O trabalho de Aristóteles foi muito influente entre os falsafa, como Alquindi (século IX), Avicena (980 – junho de 1037) e Averroes (século XII). Outros, como Algazali, criticaram profundamente os métodos do falsafa aristotélico. Os pensadores islâmicos também desenvolveram um método científico, a medicina experimental, uma teoria da ótica e uma filosofia jurídica. Ibne Caldune foi um pensador influente na filosofia da história.

Filosofia indiana

Ver artigos principais: Filosofia oriental e Filosofia indiana

A Filosofia indiana (em sânscrito:darśana; 'visão de mundo', 'ensinamentos') refere-se às diversas tradições filosóficas que surgiram desde os tempos antigos no subcontinente indiano. O jainismo e o budismo se originaram no final do período védico, enquanto o hinduísmo emergiu como uma fusão de diversas tradições, começando após o final do período védico.

Os hindus geralmente classificam essas tradições como ortodoxas ou heterodoxas — āstika ou nāstika — dependendo se aceitam a autoridade dos Vedas e as teorias de Brâman e Atman (alma, eu) contida nelas. As escolas ortodoxas incluem as tradições hindus do pensamento, enquanto as escolas heterodoxas incluem as tradições budista e jainista. Other schools include the Ajñana, Ajivika e Cārvāka que se extinguiu ao longo de sua história.

Os importantes conceitos filosóficos indianos compartilhados pelas filosofias indianas incluem dharma, karma artha, Kama, dukkha (sofrimento), anitya (anicca, impermanência), dhyana (jhana, meditação), renúncia (com ou sem monasticismo ou ascetismo), vários samsara com ciclos de renascimento, moksha (nirvana, kivali, libertação de renascimento) e virtudes como ahimsa.

Filosofia budista

A filosofia budista começa com o pensamento de Gautama Buda (fl. entre o sexto e o quarto séculos AEC) e é preservada nos primeiros textos budistas. Originou-se na Índia e depois se espalhou para o Leste Asiático, o Tibete, a Ásia Central e o Sudeste Asiático, desenvolvendo tradições sincréticas nessas regiões. Os ramos Mahayana de pensamento budista são as tradições filosóficas dominantes nas regiões do Leste Asiático, como China, Coréia do Sul e Japão. As formas Theravada são dominantes em países do Sudeste Asiático, como Sri Lanka, Birmânia e Tailândia.

A avidyā (ignorância) à verdadeira natureza das coisas é considerada uma das raízes do sofrimento (dukkha), A filosofia budista preocupa-se com a epistemologia, a metafísica, a ética e a psicologia. Os textos filosóficos budistas também devem ser entendidos no contexto de práticas meditativas que supostamente devem causar certas mudanças cognitivas.:8 Os principais conceitos inovadores incluem as Quatro Nobres Verdades como uma análise do sofrimento, anicca (impermanência) e anatta (não-eu).

Após a morte de Buda, vários grupos começaram a sistematizar seus principais ensinamentos, eventualmente desenvolvendo sistemas filosóficos abrangentes denominados 'Abhidharma'.:37 Seguindo as escolas de Abhidharma, filósofos Mahayana como Nagarjuna e Vasubandhu desenvolveu as teorias de shunyata (vazio de todos os fenômenos) e vijñapti-matra (apenas aparência), uma forma de fenomenologia ou idealismo transcendental. A escola Dignāga do pramaṇa (literalmente. meios de conhecimento) promoveu uma forma sofisticada de lógica budista. Havia inúmeras escolas, sub-escolas e tradições da filosofia budista na Índia. Segundo o professor de filosofia budista de Oxford Jan Westerhoff, as principais escolas indianas de 300 a.C. a 1000 d.C. foram::xxiv

Filosofia hindu

As escolas ortodoxas baseadas nos Vedas fazem parte das tradições hindus e são tradicionalmente classificadas em seis darsanas: Nyaya, Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Mimāṃsā e Vedanta. Os Vedas como fonte de conhecimento foram interpretados de maneira diferente por essas seis escolas de filosofia hindu, com graus variados de sobreposição. Eles representam uma "coleção de visões filosóficas que compartilham uma conexão textual", segundo Chadha. Eles também refletem uma tolerância a uma diversidade de interpretações filosóficas dentro do hinduísmo, compartilhando o mesmo fundamento.

Alguns dos primeiros textos místicos e filosóficos hindus sobreviventes são os Upanishads de período védico tardio (1000–500 BCE). Filósofos hindus das seis escolas desenvolveram sistemas de epistemologia (pramana) e investigaram tópicos como metafísica, ética, psicologia (guna), hermenêutica e soteriologia dentro da estrutura do conhecimento védico, apresentando uma diversificada coleção de interpretações. Essas escolas de filosofia aceitavam os Vedas e o conceito védico de Atman e Brahman , diferente das seguintes religiões indianas que rejeitavam a autoridade dos Vedas:

  1. Cārvāka, uma escola de materialismo que aceita a existência do livre arbítrio.
  2. Ājīvika, uma escola materialista que negava a existência do livre arbítrio.
  3. Budismo, uma filosofia que nega a existência de atman (alma imutável, eu) e baseia-se nos ensinamentos e na iluminação de Gautama Buddha.
  4. Jainismo, uma filosofia que aceita a existência do ātman (alma, Eu), mas é baseada nos ensinamentos de vinte e quatro professores ascéticos conhecidos como tirthankaras, com Rishabha como o primeiro e Mahavira como o vigésimo quarto.

As seis escolas ortodoxas comumente nomeadas ao longo do tempo levaram ao que foi chamado de "síntese hindu", como exemplificado por suas escrituras: Bhagavad Gita.

O jainismo defende a Tattvartha Sutra — a não violência, a não possessão e a não determinação — a partir de um vitalismo universal. Sadhvis (freiras) jainistas meditando

Filosofia jainista

A filosofia jainista aceita o conceito de alma permanente (jiva) como uma das cinco astikayas, ou infinitas categorias eternas que compõem a substância da existência. As outras quatro sendo dharma, adharma, akasha (espaço) e pudgala (matéria). O pensamento jainista separa completamente a matéria da alma. Possui duas subtradições principais: Digambara (vestido de céu, nu) e Svetambara (vestido de branco), juntamente com várias outras tradições menores, como Terapanthis. O asceticismo é uma grande virtude monástica no jainismo.

Os textos jainistas como o Tattvartha Sutra declare que a fé correta, o conhecimento correto e a conduta correta são o caminho para a libertação.

O pensamento jainista sustenta que toda a existência é cíclica, eterna e não criada.

O Tattvartha Sutra é a primeira compilação conhecida, mais abrangente e autorizada da filosofia Jain.

Filosofia do Leste Asiático

"Confúcio" (1770), ilustração do filósofo chinês

O pensamento filosófico do leste asiático começou na China antiga e a filosofia chinesa começou durante a dinastia Zhou ocidental e nos seguintes períodos após sua queda, quando a "cem escolas de pensamento" floresceram (século VI a 221 AEC). Esse período foi caracterizado por importantes desenvolvimentos intelectuais e culturais e viu o surgimento das principais escolas filosóficas da China, o Confucionismo, o Legalismo e o Daoísmo, além de numerosos outras escolas menos influentes. Essas tradições filosóficas desenvolveram teorias metafísicas, políticas e éticas, como o Tao, o Yin e yang, Ren e Li que, juntamente com o Budismo chinês, influenciaram diretamente a filosofia coreana, a filosofia vietnamita e a filosofia japonesa (que também inclui a tradição nativa xintoísta). O budismo começou a chegar à China durante a dinastia Han (206 BCE – 220 CE), através da Rota da Seda e por influências nativas desenvolveram formas chinesas distintas (como Chan/Zen) que se espalharam por toda a esfera cultural do Leste Asiático. Durante as dinastias chinesas posteriores como a Dinastia Ming (1368-1644), bem como na Coréia do Norte (dinastia Joseon) (1392-1897), um ressurgente Neo-Confucionismo liderado por pensadores como Wang Yangming (1472-1529) tornou-se a escola dominante de pensamento e era promovida pelo estado imperial.

Na era moderna, os pensadores chineses incorporaram ideias da filosofia ocidental. A filosofia marxista chinesa se desenvolveu sob a influência de Mao Zedong, enquanto um pragmatismo chinês sob a ascensão de Hu Shih e o neoconfucionismo foi influenciado por Xiong Shili. Enquanto isso, o pensamento japonês moderno se desenvolveu sob fortes influências ocidentais, como o estudo das ciências ocidentais (Rangaku) e a sociedade intelectual modernista (Meirokusha) que se inspirou no pensamento iluminista europeu. O século XX viu a ascensão do Xintoísmo estatal e também do Fascismo japonês e do nacionalismo japonês. A Escola de Kyoto, a escola filosófica japonesa influente e única, desenvolvida a partir da fenomenologia ocidental e da filosofia budista medieval japonesa, como a de Dogen.

Filosofia africana

Ver artigo principal: Filosofia africana

A filosofia africana é aquela produzida pelo povo africano, filosofia que apresenta visões de mundo, ideias e temas africanos, ou filosofia que usa métodos filosóficos africanos distintos. O pensamento africano moderno foi ocupado com Etnofilosofia, definindo o próprio significado da filosofia africana e suas características únicas e o que significa ser africano. Durante o século XVII, a filosofia etíope desenvolveu uma tradição literária robusta, como exemplificado por Zera Yacob. Outro filósofo africano antigo foi Anton Wilhelm Amo (c. 1703-1759), que se tornou um respeitado filósofo na Alemanha. Acadêmicos consideram que Yacob e Amo investigaram questionamentos filosóficos similares a alguns encontrados no Iluminismo, antecedendo Descartes e Kant. Ideias filosóficas africanas distintas incluem Ujamaa, a ideia Bantu de Força, a Negritude, o Pan-Africanismo e oUbuntu. O pensamento africano contemporâneo também viu o desenvolvimento da filosofia profissional e da filosofia africana, a literatura filosófica da diáspora africana, que inclui correntes como o existencialismo negro dos afro-americanos. Os pensadores africanos modernos são influenciados pelo marxismo, literatura afro-americana, teoria crítica, teoria crítica da raça, pós-colonialismo e feminismo.

Ver artigo principal: Filosofia moderna

A Filosofia moderna é a filosofia desenvolvida na era moderna e associada à modernidade. Não é uma doutrina ou escola específica (e, portanto, não deve ser confundida com Modernismo), embora existam certas suposições comuns a grande parte dela, o que ajuda a distingui-la da filosofia anterior; é caracterizada pela preponderância da epistemologia sobre a metafísica. A justificativa dos filósofos modernos para essa alteração estava, em parte, na ideia de que, antes de querer conhecer tudo o que existe, seria conveniente conhecer o que se pode conhecer.

Filosofia moderna ocidental

Geralmente considerado como o fundador da filosofia moderna, o cientista, matemático e filósofo francês René Descartes (1596-1650) redirecionou o foco da discussão filosófica para o sujeito pensante; Descartes acreditava ser necessário um procedimento prévio de avaliação crítica e severa de todas as fontes do conhecimento disponível, num procedimento que ficou conhecido como dúvida metódica. Segundo Descartes, ao adotar essa orientação, constatamos que resta como certeza inabalável a ideia de um eu pensante: mesmo que o sujeito ponha tudo em dúvida, se ele duvida, é porque pensa; e, se pensa, é porque existe. Essa linha de raciocínio foi celebrizada pela fórmula “penso, logo existo” (cogito ergo sum).

Filosofia renascentista

Para Erasmo de Roterdã, o essencial é que as pessoas tenham liberdade de escolha. retrato por Hans Holbein, o Jovem, (1523)

O Renascimento foi um período da história europeia que marca a transição da Idade Média para a Modernidade e abrange os séculos XV e XVI. Além da periodização padrão, os defensores de uma Renascença longa colocam seu início no século XIV e seu fim no século XVII. A visão tradicional concentra-se mais nos aspectos da Renascença e argumenta que foi uma ruptura com o passado, mas muitos historiadores hoje se concentram mais em seus aspectos medievais e argumentam que foi uma extensão da Idade Média. Ainda se discute quando da história intelectual da Renascença faz parte de fato da filosofia moderna. Estimulada por novos textos disponíveis, uma das características mais importantes da filosofia renascentista é o crescente interesse nas fontes primárias do pensamento grego e romano que antes eram desconhecidas ou pouco lidas; o estudo renovado do neoplatonismo, estoicismo, epicurismo e o ceticismo corroeu a fé na verdade universal da filosofia aristotélica e ampliou o horizonte filosófico, fornecendo um rico solo a partir do qual a ciência moderna e a filosofia moderna emergiram gradualmente. As principais filosofias da época são o Aristotelismo, o Humanismo, o Platonismo e as Filosofias helenísticas como o Estoicismo, o Epicurismo e o Ceticismo.

Há certa dificuldade em mapear os assuntos de interesse dos filósofos do Renascimento em relação aos interesses dos filósofos contemporâneos, especialmente porque a principal forma de escrita da época permaneceu sendo o comentário, seja sobre Aristóteles ou Tomás de Aquino. Entre alguns do temas comentados nessa época pode-se citar a lógica e a linguagem que eram a base das instituições educacionais, a metafísica e a filosofia da mente, a imortalidade, o livre arbítrio, a ciência e a filosofia da natureza, a filosofia moral e a filosofia política e o ser humano incluindo a distinção entre microcosmo e macrocosmo.

O Renascimento não usava a apalavra "humanismo", em vez disso, usava a frase latina studia humanitatis (literalmente "os estudos da humanidade") frase emprestada da antiguidade clássica. Os humanistas renascentistas entendiam pelo studia humanitatis um ciclo de cinco assuntos: gramática, retórica, poesia, história e filosofia moral, todas baseadas nos clássicos gregos e latinos. Um humanista era um especialista nos studia humanitatis. A disciplina dominante era a retórica, a eloquência era a mais alta realização profissional dos humanistas renascentistas e os interesses retóricos coloriram a abordagem dos humanistas em relação às outras partes do studia humanitatis, os humanistas renascentistas foram os sucessores da tradição retórica medieval e os ressuscitadores da tradição retórica clássica.

Racionalismo × Empirismo

Ver artigos principais: Racionalismo e Empirismo
David Hume, o empiricista dizia que a memória é uma faculdade que evoca ideias baseadas em experiências à medida que elas acontecem. Retrato por Allan Ramsay, 1754
Para o racionalista René Descartes, todas as ideias que representam “essências verdadeiras, imutáveis e eternas” são inatas. Retrato por Frans Hals, c. 1649-1700

O racionalismo é a visão de que a razão, em oposição a por exemplo, experiência sensorial, a revelação divina ou confiança na autoridade institucional, desempenha um papel dominante na nossa tentativa de obter conhecimento; é o oposto ao empirismo, que é a visão de que a experiência sensorial é suficiente para se ter o conhecimento.

O "racionalismo continental" é uma categoria retrospectiva usada para agrupar certos filósofos da Europa continental nos séculos XVII e XVIII, em particular Descartes, Spinoza e Leibniz porque afirmavam o contrário do “empirismo britânico”, notavelmente de Locke, Berkeley e Hume; os empiristas britânicos sustentavam que todo conhecimento tem sua origem e são limitados pela experiência, já os racionalistas continentais diziam que o conhecimento tem sua base no escrutínio e na implantação ordenada de ideias e princípios próprios da mente; os racionalistas não rejeitaram a experiência, como às vezes é erradamente afirmado; eles estavam completamente imersos nos rápidos desenvolvimentos da nova ciência e, em alguns casos, lideraram esses desenvolvimentos, eles apenas reforçavam que só a experiência, embora útil em questões práticas, não era o suficiente para o conhecimento genuíno.

No projeto cartesiano de Descartes estão presentes três pressupostos básicos: (1) a matemática, ou o método dedutivo adotado pela matemática, é o modelo a ser seguido pelos filósofos; (2) existem ideias inatas, absolutamente verdadeiras, que de alguma forma estão desde sempre inscritas no espírito humano; (3) a descoberta dessas ideias inatas não depende da experiência — elas são alcançadas exclusivamente pela razão. Esses três pressupostos também estão presentes nas filosofias de Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), Christian Wolff (1679-1754) e Baruch Spinoza (1632-1677), e constituem a base do movimento filosófico denominado racionalismo.

Se os racionalistas priorizavam o modelo matemático, a filosofia antagônica — o empirismo — enfatizava os métodos indutivos das ciências experimentais. O filósofo John Locke (1632-1704) propôs a aplicação desses métodos na investigação da própria mente humana. Em patente confronto com os racionalistas, Locke argumentou que a mente chega ao mundo completamente vazia de conteúdo — é uma espécie de lousa em branco ou tabula rasa; e todas as ideias com que ela trabalha são necessariamente originárias da experiência. Esse pressuposto também é adotado pelos outros dois grandes filósofos do empirismo britânico, George Berkeley (1685-1753) e David Hume (1711-1776). John Locke influenciou também a filosofia política, sendo um dos principais teóricos na base do conceito moderno de democracia liberal.

Filosofia politica

O Contrato social, tratado político de Jean-Jacques Rousseau foi publicado pela primeira vez em 1762. Retrato por Maurice Quentin de La Tour, 1766
O Príncipe (1532) de Maquiavel foi acusado de imoralidade, introduziu a ciência da política. Retrato por Santi di Tito, séc. 16

A filosofia política é um ramo da filosofia que se preocupa, no nível mais abstrato, com os conceitos e argumentos envolvidos na opinião política, o significado do termo político é, em si, um dos principais problemas da filosofia política; de maneira geral, pode-se caracterizar como política todas as práticas e instituições que se preocupam com o governo, o problema central da filosofia política é como implantar ou limitar o poder público, a fim de manter a sobrevivência e melhorar a qualidade da vida humana. A filosofia política é a tentativa de se saber verdadeiramente tanto a natureza das coisas políticas quanto a boa ou correta ordem política; hoje, a filosofia política está em um estado de decadência, não só há desacordo completo sobre o seu tema, seus métodos e sua função: sua própria existência, em quaisquer de suas formas, tornou-se questionável.

O primeiro trabalho elaborado sobre filosofia política europeia é a A República de Platão, uma obra-prima em forma de diálogo provavelmente destinado à recitação. Um maior desenvolvimento dessas ideias é realizado em seu Político e Leis, este último prescrevendo os métodos cruéis pelos quais elas podem ser impostas; Platão cresceu durante a grande guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta e, como muitos filósofos políticos, tentou encontrar remédios para a injustiça e o declínio políticos prevalecentes.

Na Idade Média, depois de Agostinho de Hipona, nenhum trabalho especulativo completo de filosofia política apareceu no Ocidente até o Policraticus (1159), de João de Salisbury, com base na ampla leitura clássica de João, ele se concentra no governante ideal, que representa um "poder público"; a Suma Teológica de são Tomás de Aquino pretende responder a todas as principais questões da existência, incluindo as da filosofia política que para ele deve ter um propósito ético; em sua obra De Monarchia, Dante cria a mais completa teoria política do império universal e secular formulada no Ocidente medieval e insiste que somente através da paz universal as faculdades humanas podem atingir sua plena capacidade.

Do século XVI ao século XVIII, a filosofia política foi assunto e tema de estudos de vários pensadores como Niccolò Machiavelli, Thomas Hobbes, Spinoza, Richard Hooker, John Locke, Edmund Burke, Giambattista Vico, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau.

No século XIX, o utilitarismo foi uma força importante no pensamento político e social, a doutrina de que as ações dos governos deveriam ser julgadas simplesmente pela extensão em que promovam “mais felicidade ao maior número de pessoas”, o fundador da escola utilitarista foi Jeremy Bentham, um excêntrico inglês formado em Direito. Enquanto isso, Alexis de Tocqueville se preocupava em como se manteriam os padrões e a criatividade da civilização diante da democracia de massa.

Marx e Engels pensavam que o dinamismo da história era gerado por inevitáveis conflitos de classe economicamente determinados, essa era uma ideia ainda mais dinâmica que a de Hegel e mais relevante para as revoltas sociais que foram uma consequência da Revolução Industrial, Marx era um humanista profundamente instruído, e seu ideal era o desenvolvimento completo da personalidade humana, enquanto Platão se preocupava com uma elite, Marx se importava apaixonadamente com a elevação de povos inteiros. A primeira e de longe a mais significativa interpretação da doutrina de Marx foi realizada na União Soviética por Lenin e desenvolvida por Josef Stalin e era totalmente autoritária e adotou a ideia de Leon Trotsky de uma "revolução permanente" por uma pequena elite revolucionária.

Idealismo

Ver artigo principal: Idealismo
Hegel representou o auge do idealismo alemão, muitos dos intelectuals depois de 1830 definiram seus projetos a partir de suas ideias

Idealismo alemão é o nome de um movimento na filosofia alemã que começou na década de 1780 e durou até a década de 1840; os representantes mais famosos desse movimento são Kant, Fichte, Schelling e Hegel; embora existam diferenças importantes entre eles, todos compartilham um compromisso com o idealismo; o idealismo transcendental de Kant era uma doutrina filosófica modesta sobre a diferença entre aparências e as coisas em si, que alegava que os objetos da cognição humana são aparências e não coisas em si. Fichte, Schelling e Hegel radicalizaram essa visão, transformando o idealismo transcendental de Kant em idealismo absoluto, que sustenta que as coisas em si mesmas são uma contradição em termos, porque uma coisa deve ser um objeto de nossa consciência para que seja um objeto.

Embora o sentido exato em que Hegel era um idealista seja problemático, sua influência no idealismo absoluto ou monístico subsequente foi enorme. Nos EUA e no Reino Unido, o idealismo, especialmente do tipo absoluto, foi a filosofia dominante do final do século XIX e início do século XX, recebendo sua expressão mais vigorosa em Francis Herbert Bradley. Declinou, sem morrer, sob a influência de George Edward Moore e Bertrand Russell, e mais tarde dos positivistas lógicos.

Geralmente se considera que depois da filosofia de Kant tem início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizaria por ser uma continuação e, simultaneamente, uma reação à filosofia kantiana. Nesse período desenvolve-se o idealismo alemão (Fichte, Schelling e Hegel), que leva as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro (a realidade em si mesma) inalcançável ao conhecimento humano, levou os idealistas alemães a assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Assim, por exemplo, Hegel postulou que o universo é espírito. O conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento. Enquanto na Alemanha, o idealismo apoderava-se do debate filosófico, na França, Auguste Comte retomava uma orientação mais próxima das ciências e inaugurava o positivismo e a sociologia. Na visão de Comte, a humanidade progride por três estágios: o estágio teológico, o estágio metafísico e, por fim, o estágio positivo. No primeiro estágio, as explicações são dadas em termos mitológicos ou religiosos; no segundo, as explicações tornam-se abstratas, mas ainda carecem de cientificidade; no terceiro estágio, a compreensão da realidade se dá em termos de leis empíricas de “sucessão e semelhança” entre os fenômenos. Para Comte, a plena realização desse terceiro estágio histórico, em que o pensamento científico suplantaria todos os demais, representaria a aquisição da felicidade e da perfeição.

Existencialismo

Ver artigo principal: Existencialismo

Existencialismo é um termo genérico para os filósofos que consideram a natureza da condição humana como um problema filosófico essencial e que compartilham da visão de que esse problema é melhor abordado por meio da ontologia; essa definição engloba temas-chave que os pensadores existencialistas abordam como a existência, o absurdo e a irracionalidade, a facticidade, a ansiedade e a autenticidade e outros temas.

O termo "existencialismo" foi explicitamente adotado como auto-descrição por Jean-Paul Sartre e através da ampla divulgação da produção literária e filosófica pós-guerra de Sartre e seus associados - notavelmente Simone de Beauvoir, Maurice Merleau-Ponty e Albert Camus - o existencialismo tornou-se identificado com um movimento cultural que floresceu na Europa nas décadas de 1940 e 1950.

Os filósofos existencialistas mais importantes são Søren Kierkegaard (1813-1855), Friedrich Nietzsche (1844-1900), Martin Heidegger (1889-1976), Jean-Paul Sartre (1905-1980), Simone de Beauvoir (1908-1986) e Albert Camus (1913-1960). Karl Jaspers, Martin Buber na Alemanha, Jean Wahl e Gabriel Marcel na França, os espanhóis José Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno e os russos Nikolai Berdyaev e Lev Shestov.

Fenomenologia

Ver artigo principal: Fenomenologia

Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. Para Edmund Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos: noesis e noema. O primeiro elemento é o ato intencional; e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência. A fim de revelar a estrutura da consciência, o fenomenólogo deve pôr entre parêntesis a realidade empírica. Segundo Husserl, os procedimentos fenomenológicos desvelam o ego transcendental — que é a própria base e fonte de unidade do eu empírico.

Pragmatismo

Ver artigo principal: Pragmatismo

O pragmatismo é uma tradição filosófica que começou nos Estados Unidos por volta de 1870 suas origens são frequentemente atribuídas aos filósofos Charles Sanders Peirce, William James e John Dewey. Mais tarde, Peirce a descreveu em sua máxima pragmática: "Considere os efeitos práticos dos objetos de sua concepção. Então, sua concepção desses efeitos é a totalidade de sua concepção do objeto".

O pragmatismo tentou encontrar um conceito científico de verdade que não dependa do insight pessoal (revelação) ou referência a algum domínio metafísico e interpretava o significado de uma declaração pelo efeito que sua aceitação teria na prática. A investigação levada longe o suficiente é, portanto, o único caminho para a verdade. O pragmatismo tentou encontrar um conceito científico de verdade que não dependa do insight pessoal (revelação) ou referência a algum domínio metafísico e interpretava o significado de uma declaração pelo efeito que sua aceitação teria na prática. A investigação levada longe o suficiente é, portanto, o único caminho para a verdade.

Filosofia analítica

Premiado, Bertrand Russell fez contribuições significativas para uma ampla gama de assuntos, incluindo ética, política, teoria educacional, história das ideias e estudos religiosos. Retrato de Bassano (1936)
Ludwig Wittgenstein é um dos filósofos mais influentes do século XX e considerado por alguns como o mais importante desde Immanuel Kant. Retrato de Moriz Nähr (1930)

A filosofia analítica, também chamada filosofia linguística, é um conjunto de abordagens vagamente relacionadas aos problemas filosóficos dominantes na filosofia anglo-americana do início do século XX que enfatiza o estudo da linguagem e a análise lógica de conceitos. Embora a maior parte do trabalho em filosofia analítica tenha sido realizado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, também há contribuições significativas de outros países, principalmente Austrália, Nova Zelândia e nos países da Escandinávia.

A filosofia analítica originou-se por volta da virada do século XX, quando G. E. Moore e Bertrand Russell se separaram do que era a escola dominante nas universidades britânicas, o Idealismo absoluto; muitos também incluem Gottlob Frege como fundador da filosofia analítica; quando Moore e Russell articularam sua alternativa ao Idealismo, eles usaram um idioma linguístico, freqüentemente baseando seus argumentos nos "significados" de termos e proposições. Além disso, Russell acreditava que a gramática da linguagem natural é freqüentemente filosoficamente enganosa, e que a maneira de dissipar a ilusão é reexprimir proposições na linguagem formal ideal da lógica simbólica, revelando assim sua verdadeira forma lógica.

Para Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum, a lógica é a própria condição de sentido de qualquer sistema linguístico. Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico. Para esses filósofos e cientistas, caberia à filosofia elaborar ferramentas teóricas aptas a esclarecer os conceitos fundamentais das ciências e revelar os pontos de contatos entre os diversos ramos do conhecimento científico. Nessa tarefa, seria importante mostrar, entre outras coisas, como enunciados altamente abstratos das ciências poderiam ser rigorosamente reduzidos a frases sobre a nossa experiência imediata.

Filosofia moderna asiática

Ver artigos principais: Taoísmo e Zen
Hu Shi, líder da revolução intelectual de 1917 introduziu o pragmatismo no pensamento chinês
Swami Vivekananda, fundador da Ordem Ramakrishna, é considerado figura chave na introdução da Vedanta e da yoga no Ocidente
Kitaro Nishida se concentrou nos fundamentos experimentais e lógicos do julgamento e da ação, que ele chamou de Nada (mu)

Historicamente, a filosofia chinesa passou por quatro períodos: o clássico, o neo-taoísta e budista, o neo-confucionista e o moderno. O período moderno começa no século XX e passa da ocidentalização, através de uma reconstrução da filosofia tradicional, para o triunfo do marxismo. Na segunda e terceira décadas, as obras de Darwin, Spencer e outras foram traduzidas, e as doutrinas de Haeckel, Kropotkin, Nietzsche, Schopenhauer, Bergson, Rudolf Eucken, Descartes e James, além de Platão, Kant e Hegel, foram apresentados, cada um com seus advogados especiais. Mais tarde, Whitehead, Josiah Royce, Carnap e outros foram promovidos por pequenos e sinceros grupos. Esse movimento revelou às novas perspectivas filosóficas chinesas em metafísica, lógica e epistemologia; o tom geral era científico, positivista e pragmático. De todos os sistemas ocidentais, o mais influente foi o pragmatismo, introduzido e promovido por Hu Shi (1891-1962), líder da revolução intelectual de 1917.:399–400 Na “polêmica da ciência versus vida” na década de 1920, os principais intelectuais chineses debateram a questão se a ciência pode ou não formar a base de uma filosofia de vida, o debate serviu para questionar a supremacia da filosofia ocidental, que, como entendida pelos chineses, era considerada essencialmente científica por oposição à metafísica. Na China contemporânea, o marxismo é a filosofia oficial, o pensamento marxista vinha crescendo na China desde meados da década de 1920 e, na época do estabelecimento da República Popular em 1949, havia passado pelo leninismo ao maoísmo.

No século XIX, a Índia não foi marcada por conquistas filosóficas notáveis, mas foi um período marcado por grandes movimentos de reforma social e religiosa, as universidades recém-fundadas introduziram os intelectuais indianos no pensamento ocidental, particularmente nas filosofias empirista, utilitária e agnóstica da Inglaterra, e John Stuart Mill, Jeremy Bentham e Herbert Spencer se tornaram os pensadores mais influentes das universidades indianas até o final do século. As ideias do Ocidente serviram para gerar um ponto de vista secular e racional além de estimular movimentos sociais e religiosos, dentre os quais o mais notável é o movimento Brahmo Samaj fundado por Ram Mohun Roy. Nas últimas décadas do século, são Ramakrishna Paramahamsa de Calcutá renovou o interesse pelo misticismo, e muitos jovens racionalistas e céticos foram convertidos na fé exemplificada em sua pessoa. Ramakrishna ensinou, entre outras coisas, uma diversidade essencial de caminhos religiosos que levam ao mesmo objetivo, e esse ensino recebeu uma forma intelectual de Swami Vivekananda, seu famoso discípulo.

O período moderno da filosofia japonesa começou com a Restauração Meiji em 1868 e a subsequente abertura do Japão às influências ocidentais, incluindo a filosofia ocidental. De fato, uma nova palavra, tetsugaku "sabedoria" (tetsu) e "aprendizado" (gaku) foi inventada para traduzir o termo ocidental filosofia. Embora o tetsugaku tenha sido inicialmente se limitado à reflexão acadêmica sobre a filosofia ocidental, com exclusão da filosofia japonesa, logo abarcou uma gama mais ampla de estudos. Uma investigação sobre o bem (1911), de Kitaro Nishida (1870-1945), foi a primeira grande obra a construir um novo sistema filosófico no estilo ocidental. À medida que seu pensamento evoluiu em trabalhos posteriores, Nishida se concentrou nos fundamentos experimentais e lógicos do julgamento e da ação, que ele chamou de Nada (mu). A filosofia de Nishida se baseou nas ideias da Ásia Ocidental e Oriental (especialmente Zen). Por exemplo, sua preocupação com a "experiência pura" veio do pensamento ocidental do filósofo pragmatista americano William James, enquanto o termo Nada veio do budismo. Após a Segunda Guerra Mundial, enquanto alguns filósofos permaneceram dentro dos parâmetros demarcados pela filosofia ocidental, outros desenvolveram filosofias a partir das ideias asiáticas tradicionais. O último grupo inclui filósofos budistas modernos, como Koshiro Tamaki (1915–99) e Hajime Nakamura (1911–99). Outros ainda continuam engajando outras tradições - ocidentais e asiáticas - na esperança de desenvolver insights filosóficos adequados a uma perspectiva global, e não apenas monocultural. Esses filósofos incluem Yasuo Yuasa (1925–2005) e Shizuteru Ueda (1926-2019), um pensador que defendia a tradição da escola de Quioto.

Ainda que Adam Smith não tenha apresentado uma teoria do valor com a devida coerência, não se pode negar que ele apresentou as bases da teoria do valor-trabalho. Busto de Adam Smith (1845), de Patric Parc.

As questões filosóficas podem ser agrupadas em categorias. Esses agrupamentos permitem que os filósofos se concentrem em um conjunto de tópicos semelhantes e interajam com outros pensadores interessados nas mesmas perguntas. Os agrupamentos também facilitam a filosofia para a abordagem dos alunos. Os alunos podem aprender os princípios básicos envolvidos em um aspecto do campo sem ficarem sobrecarregados com todo o conjunto de teorias filosóficas.

Várias fontes apresentam esquemas categóricos diferentes. As categorias adotadas neste artigo visam amplitude e simplicidade. Esses cinco ramos principais podem ser separados em sub-ramos e cada sub-ramo contém muitos campos específicos de estudo.

Essas divisões não são exaustivas nem mutuamente exclusivas. (Um filósofo pode se especializar em epistemologia kantiana, estética platônica ou filosofia política moderna). Além disso, essas investigações filosóficas às vezes se sobrepõem umas às outras e a outras, como ciência, religião ou matemática.

Metafísica

Ver artigo principal: Metafísica

Metafísica (do grego antigo μετα (metà), depois de, além de tudo; e Φυσις [physis], natureza ou física) é o estudo da realidade, do ser, da natureza real do que quer que seja, dos primeiros princípios, às vezes chamado ontologia (embora alguns filósofos definam ontologia como um ramo da metafísica).

Um ponto importante de debate é entre realismo, que sustenta que existem entidades que existem independentemente de sua percepção mental e o idealismo, que sustenta que a realidade é mentalmente construída ou imaterial. A metafísica lida com o tópico da identidade. A essência é o conjunto de atributos que tornam um objeto o que é fundamentalmente e sem o qual perde sua identidade, enquanto que o acidente é uma propriedade que o objeto possui, sem a qual o objeto ainda pode reter sua identidade. Os particulares são objetos que se diz existir no espaço e no tempo, em oposição aos objetos abstratos, como números e universais, que são propriedades mantidas por vários detalhes.

Epistemologia

Ver artigo principal: Epistemologia

Epistemologia é o estudo do conhecimento (do grego episteme, conhecimento e logos, teoria). Os epistemólogos se preocupam com uma série de tarefas, que podemos classificar em duas categorias; primeiro, devemos determinar a natureza do conhecimento; isto é, o que significa dizer que alguém sabe ou deixa de saber algo? Segundo, devemos determinar a extensão do conhecimento humano; isto é, quanto sabemos, ou podemos saber?

Os assuntos pertencentes à epistemologia são essencialmente o conhecimento proposicional ou conhecimento descritivo que engloba a crença, a verdade e a justificação, a natureza da justificação (internalismo ou o externalismo), a extensão do conhecimento humano, as fontes de conhecimento, o ceticismo (cartesiano ou de Hume), fontes do conhecimento (percepção, introspecção, memória, razão, testemunho, etc.), os limites do conhecimento (ceticismo e fechamento) etc..

Outros assuntos ou ramos da epistemologia incluem a epistemologia da virtude, uma coleção de abordagens recentes da epistemologia que dão aos conceitos de virtude epistêmica ou intelectual um papel importante e fundamental; a epistemologia naturalizada que enfatiza a aplicação de métodos, resultados e teorias das ciências empíricas; a epistemologia religiosa, a epistemologia moral, a epistemologia social, a epistemologia feminista.

Teoria dos valores

Ver artigo principal: Teoria dos valores
A teoria da beleza pura de Kant reunia quatro aspectos: a liberdade dos conceitos, a objetividade, o desinteresse do espectador e sua obrigatoriedade. Retrato de Johann Gottlieb Becker (1768)
O filósofo britânico Thomas Hobbes sustentou que muitas, se não todas, nossas ações são motivadas por desejos egoístas. Retrato por John Michael Wright (c. 1669-1670)

Teoria dos valores é usado de pelo menos de três maneiras diferentes na filosofia, em seu sentido mais amplo, é um rótulo genérico usado para abranger todos os ramos da filosofia moral, da filosofia social e política, da estética e, às vezes, da filosofia feminista e da filosofia da religião — quaisquer que sejam as áreas da filosofia que abrangem algum Aspecto "avaliativo"; em seu sentido mais restrito, teoria do valor é usada para uma área relativamente estreita da teoria ética normativa, particularmente, mas não exclusivamente, que preocupa os consequencialistas. Nesse sentido restrito, "teoria do valor" é aproximadamente sinônimo de "axiologia" que pode ser pensada como uma área da filosofia que se preocupa principalmente em classificar o que é bom e o quão bom é. Por exemplo, uma questão tradicional de axiologia diz respeito a se os objetos de valor são estados psicológicos subjetivos ou estados objetivos do mundo.

Ética

Ver artigos principais: Ética, metaética e moralidade

A ética (ou filosofia moral) consiste em sistematizar, defender e recomendar conceitos de comportamento certo e errado; atualmente os filósofos geralmente dividem as teorias éticas em três áreas gerais: a metaética, a ética normativa e a ética aplicada, a metaética investiga de onde vêm nossos princípios éticos e o que eles significam; se são apenas invenções sociais ou não, se envolvem mais do que expressões de nossas emoções individuais. As respostas metéticas a essas dúvidas se concentram nas questões das verdades universais, na vontade de Deus, no papel da razão nos julgamentos éticos e no significado dos próprios termos éticos; a ética normativa assume uma tarefa mais prática, que é chegar a padrões morais que regulam a conduta certa e errada; isso pode envolver a articulação dos bons hábitos que devemos adquirir, dos deveres que devemos seguir ou das consequências de nosso comportamento para os outros; por fim, a ética aplicada envolve o exame de questões controversas específicas, como aborto, infanticídio, direitos dos animais, preocupações ambientais, homossexualidade, pena de morte ou guerras.

Estética

Ver artigo principal: Estética

A estética é o estudo filosófico da beleza e do gosto, é relacionada à filosofia da arte, que se preocupa com a natureza da arte e com os conceitos nos quais as obras de arte individuais são interpretadas e avaliadas. É mais precisamente definida como o estudosensório ou valores senso-emocionais, às vezes chamados de julgamento de sentimento e gosto. Suas principais divisões são a teoria da arte, teoria literária, teoria do cinema e teoria da música. Um exemplo da teoria da arte é discernir o conjunto de princípios subjacentes ao trabalho de um determinado artista ou movimento artístico, como a estética cubista.

O mais completo e influente dos primeiros teóricos da estética foi Immanuel Kant, no final do século XVIII; Kant às vezes é considerado um formalista na teoria da arte; isto é, alguém que pensa que o conteúdo de uma obra de arte não é de interesse estético.

Alguns dos que estudam filosofia tornam-se filósofos profissionais, normalmente trabalhando como professores que ensinam, pesquisam e escrevem em instituições acadêmicas. No entanto, a maioria dos estudantes de filosofia acadêmica contribui mais tarde para direito, jornalismo, religião, ciências, política, negócios ou artes. Por exemplo, figuras públicas com formação em filosofia incluem comediantes Steve Martin e Ricky Gervais, cineasta Terrence Malick, Papa João Paulo II, co-fundador da Wikipedia Larry Sanger, empreendedor de tecnologia Peter Thiele candidato a vice-presidente Carly Fiorina.

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Referências

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  • BUNNIN, Nicholas; TSUI-JAMES, E. P. (Orgs.) Compêndio de Filosofia. 2.ª ed. São Paulo: Loyola, 2007. ISBN 9788515030477.
  • CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 7. ed. 2. reimp. São Paulo: Ática, 2000.
  • COLCHETE, Eliane e MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. A formação da filosofia contemporânea. Rio de Janeiro: Litteris, 2014.
  • DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia? Trad. Bento Prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro, 34, 1992.
  • MURCHO, Desidério. Filosofia em Directo. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011.
  • NAGEL, Thomas. Que Quer Dizer Tudo Isto? Uma iniciação à filosofia. Lisboa: Gradiva: 1995. ISBN 9789726624219.
  • PAIM, Antonio. História das Ideias Filosóficas no Brasil. 2 ed. São Paulo, Edusp/Grijalbo, 1974.
  • PAPINEAU, David (Org.) Filosofia: grandes pensadores, principais fundamentos e escolas filosóficas. São Paulo: Publifolha, 2009. ISBN 9788579141058.
Antologias
  • BONJOUR, Laurence; BAKER, Ann. Filosofia: textos fundamentais comentados. 2.ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. ISBN 8536321199.
  • MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia: dos pré-sócráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. ISBN 9788571105201.
  • NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das origens à Idade Moderna. Rio de Janeiro: Globo, 2005. ISBN 8525038997.
  • VVAA. Os Filósofos através dos Textos: de Platão a Sartre. São Paulo: Paulus, 1997. ISBN 8534909806.q=Discurso%20do%20M%C3%A9todo%20descartes
Introduções à história da filosofia
Idem. Contra-história da filosofia 2: o cristianismo hedonista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.
Idem. Contra-história da filosofia 3: os libertinos barrocos. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
Idem. Contra-história da filosofia 4: os ultras das Luzes. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
Obras de referência
  • BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010. ISBN 8571104026.
  • BRANQUINHO, João; MURCHO, Desidério; GOMES, Nelson Gonçalves (orgs.) Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos. São Paulo: Martins Fontes, 2006. ISBN 8533623259.
  • FERRATER-MORA, José. Dicionário de Filosofia. 2ª. ed. São Paulo: Loyola, 2004. 4v. ISBN 8515018691.
Revistas (português brasileiro)
  • , Departamento de Filosofia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências e Humanas da Universidade de São Paulo
    • , vinculada ao programa de pós-graduação
    • , Organizada pelo Grupo de Filosofia Crítica e Modernidade (FiCeM)
    • , publicados entre os anos de 1992 e 1993
    • , publica semestralmente trabalhos sobre filósofos seiscentistas
    • , foram publicados entre os anos de 2000 e 2001
    • , foi publicada entre os anos de 1979 e 2008
    • , órgão oficial do Departamento de Filosofia da USP, surgiu em 1970
    • , publicada entre os anos de 1997 e 1999 pelos estudantes
    • , foi publicada entre os anos de 2000 e 2002
    • , é editada por alunos de graduação do Programa de Educação Tutorial
    • , publica artigos, resenhas e notas críticas sobre a filosofia greco-romana antiga
    • , objetiva fomentar o debate entre estudantes através da publicação de textos inéditos.
    • , um almanaque de filosofia e arte que procura mostrar as diferentes manifestações do que se costuma chamar estética
  • do da .
Em inglês

Filosofia
filosofia, estudo, problemas, fundamentais, língua, vigiar, editar, nota, para, outros, significados, veja, desambiguação, grego, Φιλοσοφία, philosophia, literalmente, amor, pela, sabedoria, estudo, questões, gerais, fundamentais, sobre, existência, conhecimen. Filosofia estudo de problemas fundamentais Lingua Vigiar Editar Nota Para outros significados veja Filosofia desambiguacao Filosofia do grego Filosofia philosophia literalmente amor pela sabedoria 1 2 3 4 e o estudo de questoes gerais e fundamentais 5 6 7 sobre a existencia conhecimento valores razao mente e linguagem frequentemente colocadas como problemas 8 9 a se resolver O termo provavelmente foi cunhado por Pitagoras c 570 495 BCE Os metodos filosoficos incluem o questionamento a discussao critica o argumento racional e a apresentacao sistematica 10 As questoes filosoficas classicas incluem E possivel saber qualquer coisa e provar que se sabe 11 12 13 O que e mais real Os filosofos tambem colocam questoes mais praticas e concretas como Existe uma maneira melhor de se viver E melhor ser justo ou injusto se houver como se safar 14 Os seres humanos tem livre arbitrio 15 Escola de Atenas 1509 1511 por Rafael representando filosofos gregos classicos famosos em um cenario idealizado inspirado pela arquitetura grega antiga Historicamente a filosofia englobava qualquer corpo de conhecimento 16 Desde o tempo do filosofo grego antigo Aristoteles ate o seculo XIX a filosofia natural abrangia a astronomia a biologia a medicina e a fisica 17 Por exemplo a obra de Newton Philosophiae Naturalis Principia Mathematica 1687 mais tarde classificada como um livro de fisica No seculo XIX o crescimento dasuniversidades de pesquisa modernas levou a filosofia academica e outras disciplinas a se profissionalizar e se especializar 18 19 Outras investigacoes intimamente relacionadas a arte ciencia politica ou outras atividades continuaram parte da filosofia Por exemplo a beleza e objetiva ou subjetiva 20 21 Existem muitos metodos cientificos ou apenas um 22 A utopia politica e um sonho esperancoso ou apenas fantasia 23 24 25 Os principais subcampos da filosofia academica incluem a metafisica preocupa se com a natureza fundamental da realidade e do ser 26 epistemologia sobre a natureza e bases do conhecimento e seus limites e validade 27 etica estetica filosofia politica logica e filosofia da ciencia Indice 1 Definicao de filosofia 1 1 Etimologia 2 Visao historica 2 1 Filosofia ocidental 2 1 1 Grecia Antiga 2 1 1 1 Mito e filosofia 2 2 Roma Antiga 2 3 Filosofia medieval 2 4 Filosofia do Oriente Medio 2 5 Filosofia indiana 2 5 1 Filosofia budista 2 5 2 Filosofia hindu 2 5 3 Filosofia jainista 2 6 Filosofia do Leste Asiatico 2 7 Filosofia africana 3 Filosofia moderna 3 1 Filosofia moderna ocidental 3 1 1 Filosofia renascentista 3 1 2 Racionalismo Empirismo 3 1 3 Filosofia politica 3 1 4 Idealismo 3 1 5 Existencialismo 3 1 6 Fenomenologia 3 1 7 Pragmatismo 3 1 8 Filosofia analitica 3 1 9 Filosofia moderna asiatica 4 Categorias 4 1 Metafisica 4 2 Epistemologia 4 3 Teoria dos valores 4 3 1 Etica 4 3 2 Estetica 5 Sociedade 6 Ver tambem 7 Referencias 8 Bibliografia 9 Ligacoes externasDefinicao de filosofiaEtimologia A palavra filosofia do grego e uma composicao de duas palavras philos filos e sophia sofia A primeira e uma derivacao de philia filia que significa amizade amor fraterno e respeito entre os iguais a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber Filosofia significa portanto amizade pela sabedoria amor e respeito pelo saber e o filosofo por sua vez seria aquele que ama e busca a sabedoria tem amizade pelo saber deseja saber 28 A tradicao atribui ao filosofo Pitagoras de Samos que viveu no seculo V a C a criacao da palavra Conforme essa tradicao Pitagoras teria criado o termo para modestamente ressaltar que a sabedoria plena e perfeita seria atributo apenas dos deuses os homens no entanto poderiam venera la e ama la na qualidade de filosofos A palavra philosophia nao e uma invencao moderna a partir de palavras gregas 29 mas um emprestimo tomado da propria lingua grega os termos filosofos philosophos e filosofein philosophein ja teriam sido empregados por alguns pre socraticos 30 Heraclito Pitagoras e Gorgias e pelos historiadores Herodoto e Tucidides Em Socrates e Platao e acentuada a oposicao entre sofia e filosofia em que o ultimo termo exprime certa modestia e certo ceticismo em relacao ao conhecimento humano Visao historicaEm um sentido geral a filosofia e associada a sabedoria cultura intelectual e a busca de conhecimento Nesse sentido todas as culturas e sociedades letradas fazem perguntas filosoficas como como viver e qual e a natureza da realidade Como uma concepcao ampla e imparcial a filosofia serve de investigacao fundamentada em assuntos como realidade moralidade e vida em todas as civilizacoes do mundo 31 Filosofia ocidental Ver artigo principal Filosofia ocidental Socrates 469 a C 399 a C Platao 428 a C 347 a C Copias romanas das obras originais gregas Neues Museum A Filosofia ocidental e a tradicao filosofica do mundo ocidental e data de pensadores pre socraticos que eram ativos na Grecia Antiga no seculo VI a C como Tales c 624 546 a C e Pitagoras c 570 495 a C que praticavam um amor a sabedoria philosophia 32 e tambem foram denominados physiologoi estudantes de physis ou natureza Socrates era um filosofo muito influente que insistia em dizer que nao possuia sabedoria mas sim que era um perseguidor da sabedoria 33 A era antiga foi dominada pelas escolas filosoficas gregas que surgiram dos varios alunos de Socrates como Platao que fundou a Academia Platonica e seu aluno Aristoteles 34 fundando a Escola peripatetica ambos extremamente influentes na tradicao ocidental Outras tradicoes incluem o cinismo o estoicismo o ceticismo e o epicurismo Os topicos importantes abordados pelos gregos incluiam a metafisica com teorias concorrentes como atomismo e monismo cosmologia a natureza da vida bem vivida eudaimonia a possibilidade do conhecimento e a natureza da razao logos Com a ascensao do Imperio Romano a filosofia grega tambem foi cada vez mais discutida em latim por romanos como Cicero e Seneca Toda a teologia e filosofia crista judaica e islamica posterior foi influenciada por platonismo e aristotelismo O inicio da filosofia ocidental moderna comeca com pensadores como Thomas Hobbes e Rene Descartes 1596 1650 35 Apos o surgimento das ciencias naturais a filosofia moderna se preocupou em desenvolver uma base secular e racional para o conhecimento e afastou se das estruturas tradicionais de autoridade como a religiao o pensamento escolastico e a Igreja Os principais filosofos modernos incluem Spinoza Leibniz Locke Berkeley Hume e Kant 36 37 38 Grecia Antiga Ver artigos principais Pre socraticos Filosofia da Grecia Antiga e Lista de filosofos platonicos antigos Todas as coisas estao cheias de deuses Tales de Mileto Aristoteles De Anima 411a A filosofia grega antiga teve inicio no seculo VI a C e se estendeu ate a decadencia do Imperio Romano no seculo V d C Pode se dividi la em quatro periodos 1 o periodo dos pre socraticos 2 um periodo humanista em que Socrates e os sofistas trouxeram as questoes morais para o centro do debate filosofico 3 o periodo aureo da filosofia em Atenas em que despontaram Platao e Aristoteles 4 e o periodo helenistico As vezes se distingue um quinto periodo que compreende os primeiros filosofos cristaos e os neoplatonistas 39 Os primeiros filosofos gregos geralmente chamados de pre socraticos dedicaram se a especulacoes sobre a constituicao e a origem do mundo O principal intuito desses filosofos era descobrir um elemento primordial eterno e imutavel que fosse a materia basica de todas as coisas Essa substancia imutavel era chamada de physis palavra grega cuja traducao literal seria natureza mas que na concepcao dos primeiros filosofos compreendia a totalidade dos seres inclusive entidades divinas 40 e por essa razao os primeiros filosofos tambem foram conhecidos como os physiologoi literalmente fisiologos isto e os filosofos que se dedicavam ao estudo da physis 41 Na transicao do seculo IV para o seculo III a C durante o periodo helenistico formam se duas escolas filosoficas cujos ensinamentos representam uma clara mudanca de enfase em relacao a Academia de Platao e a escola peripatetica de Aristoteles Sua preocupacao e principalmente a redencao pessoal Tanto para Epicuro ca 341 270 a C e seus seguidores como para Zenao de Citio e demais estoicos o principal objetivo da filosofia deveria ser a obtencao da serenidade de espirito As duas escolas tambem se assemelham na crenca de que esse objetivo passa por uma especie de harmonizacao entre o individuo e a natureza mas divergem quanto a forma de se realizar essa harmonizacao Para Epicuro a sintonia com a natureza supoe a aceitacao das necessidades e desejos naturais e dos prazeres sensoriais Dessa forma ele preconiza a fruicao moderada dos prazeres e a comedida gratificacao dos desejos 42 214 Os estoicos por outro lado sustentavam a crenca de que o cosmos e os seres humanos partilhavam do mesmo logos divino O ideal filosofico de vida seria na concepcao dos estoicos a adesao a necessidade racional da natureza e o desenvolvimento de uma absoluta imperturbabilidade ataraxia em relacao aos fatos e eventos do mundo 42 361 Mito e filosofia Pandora 1896 pintura de John William Waterhouse Originalmente a palavra grega mythos significava simplesmente palavra ou fala 43 mas o termo remetia tambem a nocao de uma palavra proferida com autoridade 44 As historias epicas de Homero permeadas de intervencoes sobrenaturais ou a teogonia de Hesiodo eram mythos no sentido de serem anuncios revestidos de autoridade dignos de credito e reverencia Gradualmente o termo foi assumindo outro sentido e ja a epoca de Platao e Aristoteles o mythos era empregado para caracterizar historias ficticias ou absurdas que se afastariam do logos isto e do discurso racional 45 Aristoteles por exemplo considerava a filosofia como um empreendimento intelectual completamente distinto das elaboracoes mitologicas Na Metafisica ao tratar do problema da incorruptibilidade Aristoteles menciona Hesiodo e logo em seguida descarta suas opinioes pois segundo ele nao precisamos perder tempo investigando seriamente as sutilezas dos criadores de mitos 46 Os mitos de Prometeu e mito de Pandora narram nao so a descoberta do fogo e seu manuseio pelo homens mas demonstra como no periodo pre socratico todos os eventos terrenos decorrem das intencoes dos deuses incluindo todos os males felizmente o mito de Pandora e reescrito pela filosofia socratica platonica essa revolucao permitiu reconstruir a estoria e tornou possivel fazer do homem o sujeito de sua propria Historia 47 Roma Antiga Roma conheceu e assimilou a literatura a filosofia e o teatro da Grecia mas logo desenvolveu o proprio estilo os romanos adotaram o habito da leitura e da escrita influenciados pelos gregos assim a arte de ler escrever e falar em publico oratoria se tornou essencial na educacao dos cidadaos 48 Na filosofia adoram valores eticos gregos e voltaram se para a valorizacao da moral 48 Os principais filosofos romanos sao Cicero Seneca Horacio e Macrobio Filosofia medieval Ver artigos principais Filosofia crista Filosofia platonica crista Filosofia bizantina e Filosofia do Renascimento A filosofia medieval e a filosofia da Europa ocidental oriental Imperio Bizantino e do Oriente Medio durante a Idade Media Comeca aproximadamente com a cristianizacao do Imperio Romano e encerra se com a Renascenca A filosofia medieval pode ser considerada em parte como prolongamento da filosofia greco romana 49 e em parte como uma tentativa de conciliar o conhecimento secular e a doutrina sagrada 50 As filosofias judaica crista e islamica se derivaram principalmente do platonismo junto com discussoes aristotelicas e outros discursos do raciocinio grego como o estoicismo 51 52 53 54 55 56 57 58 Antes do inicio da era medieval Agostinho de Hipona foi o principal expoente da patristica e com outros neoplatonicos influenciou toda a filosofia no pensamento cristao ocidental 59 Sao Tomas de Aquino detalhe do Triunfo de Sao Tomas de Aquino 1631 de Francisco de Zurbaran A Idade Media carregou por muito tempo o epiteto depreciativo de idade das trevas ou periodo obscura 60 atribuido pelos humanistas renascentistas e a filosofia desenvolvida nessa epoca padeceu do mesmo desprezo No entanto essa era de aproximadamente mil anos foi o mais longo periodo de desenvolvimento filosofico na Europa e um dos mais ricos Jorge Gracia defende que em intensidade sofisticacao e aquisicoes pode se corretamente dizer que o florescimento filosofico no seculo XIII rivaliza com a epoca aurea da filosofia grega no seculo IV a C 61 Entre os filosofos medievais do ocidente merecem destaque como Boecio Joao Escoto Erigena Anselmo de Cantuaria Pedro Abelardo Alberto Magno Roger Bacon Boaventura de Bagnoregio Tomas de Aquino Joao Duns Escoto Guilherme de Ockham Hugo de Sao Vitor Eckhart de Hochheim e Raimundo Lulio no oriente os bizantinos Prisco de Panio Leao o Matematico e Miguel Pselo na civilizacao islamica Avicena Averrois Avempace Alfarabi Algazali Alquindi e Surauardi entre os judeus Moises Maimonides e Salomao ibne Gabirol Tomas de Aquino 1225 1274 fundador do tomismo exerceu influencia inigualavel na filosofia e na teologia medievais Em sua obra ele deu grande importancia a razao e a argumentacao e procurou elaborar uma sintese entre a doutrina crista e a filosofia aristotelica A filosofia de Tomas de Aquino representou uma reorientacao significativa do pensamento filosofico medieval ate entao muito influenciado pelo neoplatonismo e sua reinterpretacao agostiniana O Homem vitruviano de Leonardo Da Vinci resume varios dos ideais do pensamento renascentista A transicao da Idade Media para a Idade Moderna foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo 62 Nesse periodo de transicao a redescoberta de textos da Antiguidade 63 contribuiu para que o interesse filosofico saisse dos estudos tecnicos de logica metafisica e teologia e se voltasse para estudos ecleticos nas areas da filologia da moralidade e do misticismo Os estudos dos classicos e das letras receberam uma enfase inedita e desenvolveram se de modo independente da escolastica tradicional A producao e disseminacao do conhecimento e das artes deixam de ser uma exclusividade das universidades e dos academicos profissionais e isso contribui para que a filosofia va aos poucos se desvencilhando da teologia Em lugar de Deus e da religiao o conceito de homem assume o centro das ocupacoes artisticas literarias e filosoficas 64 O renascimento revigorou a concepcao da natureza como um todo organico sujeito a compreensao e influencia humanas De uma forma ou de outra essa concepcao esta presente nos trabalhos de Nicolau de Cusa Giordano Bruno Bernardino Telesio e Galileu Galilei Essa reinterpretacao da natureza e acompanhada em muitos casos de um intenso interesse por magia hermetismo e astrologia considerados entao como instrumentos de compreensao e manipulacao da natureza A medida que a autoridade eclesial cedia lugar a autoridade secular e que o foco dos interesses voltava se para a politica em detrimento da religiao as rivalidades entre os Estados nacionais e as crises internas demandavam nao apenas solucoes praticas emergenciais mas tambem uma profunda reflexao sobre questoes pertinentes a filosofia politica Desse modo a filosofia politica que por varios seculos esteve dormente recebeu um novo impulso durante o Renascimento Nessa area destacam se as obras de Nicolau Maquiavel e Jean Bodin 65 Filosofia do Oriente Medio Detalhe de uma gravura de Zoroastro no Clavis Artis 1738 um manuscrito de alquimia Ver artigo principal Filosofia islamica As regioes do Crescente Fertil Ira e Arabia abrigam a literatura sapiencial filosofica mais antiga que se conhece e hoje sao dominadas principalmente pela cultura islamica a literatura sapiencial primitiva do Crescente Fertil era um genero que procurava instruir as pessoas sobre acao etica vida pratica e virtude atraves de historias e proverbios No Egito antigo esses textos eram conhecidos como sebayt ensinamentos e sao fundamentais para nosso entendimento da filosofia egipcia antiga A astronomia babilonica tambem incluiu muitas especulacoes filosoficas sobre cosmologia que podem ter influenciado os gregos antigos A filosofia judaica e a filosofia crista sao tradicoes religio filosoficas que se desenvolveram no Oriente Medio e na Europa que compartilham certos textos judaicos antigos principalmente os Tanakh e crencas monoteistas Pensadores judeus como os Geonim das Academias Talmudicas da Babilonia e Maimonides se envolveram com a filosofia grega e islamica Mais tarde a filosofia judaica passou por fortes influencias intelectuais ocidentais e inclui as obras de Moses Mendelssohn que inaugurou a Haskalah o Iluminismo Judaico o existencialismo judaico e o judaismo reformista A filosofia iraniana pre islamica comeca com o trabalho de Zoroastro um dos primeiros promotores do monoteismo e do dualismo entre o bem e o mal Essa cosmogonia dualista influenciou desenvolvimentos iranianos posteriores como o maniqueismo o mazdaismo e o zurvanismo Apos as conquistas muculmanas a filosofia islamica primitiva desenvolveu as tradicoes filosoficas gregas em novas direcoes inovadoras Esta era dourada islamica influenciou os desenvolvimentos intelectuais europeus As duas principais correntes do pensamento islamico primitivo sao Kalam que se concentra na teologia islamica e Falsafa baseada no aristotelianismo e no neoplatonismo O trabalho de Aristoteles foi muito influente entre os falsafa como Alquindi seculo IX Avicena 980 junho de 1037 e Averroes seculo XII Outros como Algazali criticaram profundamente os metodos do falsafa aristotelico Os pensadores islamicos tambem desenvolveram um metodo cientifico a medicina experimental uma teoria da otica e uma filosofia juridica Ibne Caldune foi um pensador influente na filosofia da historia Filosofia indiana Ver artigos principais Filosofia oriental e Filosofia indiana A Filosofia indiana em sanscrito darsana visao de mundo ensinamentos 66 refere se as diversas tradicoes filosoficas que surgiram desde os tempos antigos no subcontinente indiano O jainismo e o budismo se originaram no final do periodo vedico enquanto o hinduismo emergiu como uma fusao de diversas tradicoes comecando apos o final do periodo vedico Os hindus geralmente classificam essas tradicoes como ortodoxas ou heterodoxas astika ou nastika dependendo se aceitam a autoridade dos Vedas e as teorias de Braman e Atman alma eu contida nelas 67 68 As escolas ortodoxas incluem as tradicoes hindus do pensamento enquanto as escolas heterodoxas incluem as tradicoes budista e jainista 69 Other schools include the Ajnana Ajivika e Carvaka que se extinguiu ao longo de sua historia 70 71 Os importantes conceitos filosoficos indianos compartilhados pelas filosofias indianas incluem dharma karma artha Kama dukkha sofrimento anitya anicca impermanencia dhyana jhana meditacao renuncia com ou sem monasticismo ou ascetismo varios samsara com ciclos de renascimento moksha nirvana kivali libertacao de renascimento e virtudes como ahimsa 72 73 Filosofia budista A filosofia budista comeca com o pensamento de Gautama Buda fl entre o sexto e o quarto seculos AEC e e preservada nos primeiros textos budistas Originou se na India e depois se espalhou para o Leste Asiatico o Tibete a Asia Central e o Sudeste Asiatico desenvolvendo tradicoes sincreticas nessas regioes Os ramos Mahayana de pensamento budista sao as tradicoes filosoficas dominantes nas regioes do Leste Asiatico como China Coreia do Sul e Japao As formas Theravada sao dominantes em paises do Sudeste Asiatico como Sri Lanka Birmania e Tailandia A avidya ignorancia a verdadeira natureza das coisas e considerada uma das raizes do sofrimento dukkha A filosofia budista preocupa se com a epistemologia a metafisica a etica e a psicologia Os textos filosoficos budistas tambem devem ser entendidos no contexto de praticas meditativas que supostamente devem causar certas mudancas cognitivas 74 8 Os principais conceitos inovadores incluem as Quatro Nobres Verdades como uma analise do sofrimento anicca impermanencia e anatta nao eu 75 76 Apos a morte de Buda varios grupos comecaram a sistematizar seus principais ensinamentos eventualmente desenvolvendo sistemas filosoficos abrangentes denominados Abhidharma 74 37 Seguindo as escolas de Abhidharma filosofos Mahayana como Nagarjuna e Vasubandhu desenvolveu as teorias de shunyata vazio de todos os fenomenos e vijnapti matra apenas aparencia uma forma de fenomenologia ou idealismo transcendental A escola Dignaga do pramaṇa literalmente meios de conhecimento promoveu uma forma sofisticada de logica budista Havia inumeras escolas sub escolas e tradicoes da filosofia budista na India Segundo o professor de filosofia budista de Oxford Jan Westerhoff as principais escolas indianas de 300 a C a 1000 d C foram 74 xxiv A tradicao Mahasaṃghika As escolas Sthavira que incluem Sarvastivada Sautrantika Vibhajyavada mais tarde conhecida como Theravada no Sri Lanka e a tradicao Pudgalavada As escolas Mahayana principalmente o Madhyamaka Yogachara Tathagatagarbha e Tantra Filosofia hindu As escolas ortodoxas baseadas nos Vedas fazem parte das tradicoes hindus e sao tradicionalmente classificadas em seis darsanas Nyaya Vaisheshika Samkhya Yoga Mimaṃsa e Vedanta 77 78 Os Vedas como fonte de conhecimento foram interpretados de maneira diferente por essas seis escolas de filosofia hindu com graus variados de sobreposicao Eles representam uma colecao de visoes filosoficas que compartilham uma conexao textual segundo Chadha 79 Eles tambem refletem uma tolerancia a uma diversidade de interpretacoes filosoficas dentro do hinduismo compartilhando o mesmo fundamento 80 Alguns dos primeiros textos misticos e filosoficos hindus sobreviventes sao os Upanishads de periodo vedico tardio 1000 500 BCE Filosofos hindus das seis escolas desenvolveram sistemas de epistemologia pramana e investigaram topicos como metafisica etica psicologia guna hermeneutica e soteriologia dentro da estrutura do conhecimento vedico apresentando uma diversificada colecao de interpretacoes 81 82 83 Essas escolas de filosofia aceitavam os Vedas e o conceito vedico de Atman e Brahman 78 diferente das seguintes religioes indianas que rejeitavam a autoridade dos Vedas 71 Carvaka uma escola de materialismo que aceita a existencia do livre arbitrio 84 85 Ajivika uma escola materialista que negava a existencia do livre arbitrio 86 87 Budismo uma filosofia que nega a existencia de atman alma imutavel eu 88 89 90 91 e baseia se nos ensinamentos e na iluminacao de Gautama Buddha Jainismo uma filosofia que aceita a existencia do atman alma Eu mas e baseada nos ensinamentos de vinte e quatro professores asceticos conhecidos como tirthankaras com Rishabha como o primeiro e Mahavira como o vigesimo quarto 92 As seis escolas ortodoxas comumente nomeadas ao longo do tempo levaram ao que foi chamado de sintese hindu como exemplificado por suas escrituras Bhagavad Gita 93 94 95 O jainismo defende a Tattvartha Sutra a nao violencia a nao possessao e a nao determinacao a partir de um vitalismo universal 96 Sadhvis freiras jainistas meditando Filosofia jainista A filosofia jainista aceita o conceito de alma permanente jiva como uma das cinco astikayas ou infinitas categorias eternas que compoem a substancia da existencia As outras quatro sendo dharma adharma akasha espaco e pudgala materia O pensamento jainista separa completamente a materia da alma 97 Possui duas subtradicoes principais Digambara vestido de ceu nu e Svetambara vestido de branco juntamente com varias outras tradicoes menores como Terapanthis 98 O asceticismo e uma grande virtude monastica no jainismo 99 Os textos jainistas como o Tattvartha Sutra declare que a fe correta o conhecimento correto e a conduta correta sao o caminho para a libertacao 100 O pensamento jainista sustenta que toda a existencia e ciclica eterna e nao criada 101 102 O Tattvartha Sutra e a primeira compilacao conhecida mais abrangente e autorizada da filosofia Jain 103 104 Filosofia do Leste Asiatico Ver artigos principais Filosofia chinesa Filosofia coreana e Filosofia japonesa Confucio 1770 ilustracao do filosofo chines O pensamento filosofico do leste asiatico comecou na China antiga e a filosofia chinesa comecou durante a dinastia Zhou ocidental e nos seguintes periodos apos sua queda quando a cem escolas de pensamento floresceram seculo VI a 221 AEC 105 106 Esse periodo foi caracterizado por importantes desenvolvimentos intelectuais e culturais e viu o surgimento das principais escolas filosoficas da China o Confucionismo o Legalismo e o Daoismo alem de numerosos outras escolas menos influentes Essas tradicoes filosoficas desenvolveram teorias metafisicas politicas e eticas como o Tao o Yin e yang Ren e Li que juntamente com o Budismo chines influenciaram diretamente a filosofia coreana a filosofia vietnamita e a filosofia japonesa que tambem inclui a tradicao nativa xintoista O budismo comecou a chegar a China durante a dinastia Han 206 BCE 220 CE atraves da Rota da Seda e por influencias nativas desenvolveram formas chinesas distintas como Chan Zen que se espalharam por toda a esfera cultural do Leste Asiatico Durante as dinastias chinesas posteriores como a Dinastia Ming 1368 1644 bem como na Coreia do Norte dinastia Joseon 1392 1897 um ressurgente Neo Confucionismo liderado por pensadores como Wang Yangming 1472 1529 tornou se a escola dominante de pensamento e era promovida pelo estado imperial Na era moderna os pensadores chineses incorporaram ideias da filosofia ocidental A filosofia marxista chinesa se desenvolveu sob a influencia de Mao Zedong enquanto um pragmatismo chines sob a ascensao de Hu Shih e o neoconfucionismo foi influenciado por Xiong Shili Enquanto isso o pensamento japones moderno se desenvolveu sob fortes influencias ocidentais como o estudo das ciencias ocidentais Rangaku e a sociedade intelectual modernista Meirokusha que se inspirou no pensamento iluminista europeu O seculo XX viu a ascensao do Xintoismo estatal e tambem do Fascismo japones e do nacionalismo japones A Escola de Kyoto a escola filosofica japonesa influente e unica desenvolvida a partir da fenomenologia ocidental e da filosofia budista medieval japonesa como a de Dogen Filosofia africana Ver artigo principal Filosofia africana A filosofia africana e aquela produzida pelo povo africano filosofia que apresenta visoes de mundo ideias e temas africanos ou filosofia que usa metodos filosoficos africanos distintos O pensamento africano moderno foi ocupado com Etnofilosofia definindo o proprio significado da filosofia africana e suas caracteristicas unicas e o que significa ser africano 107 Durante o seculo XVII a filosofia etiope desenvolveu uma tradicao literaria robusta como exemplificado por Zera Yacob Outro filosofo africano antigo foi Anton Wilhelm Amo c 1703 1759 que se tornou um respeitado filosofo na Alemanha Academicos consideram que Yacob e Amo investigaram questionamentos filosoficos similares a alguns encontrados no Iluminismo antecedendo Descartes e Kant 108 109 110 Ideias filosoficas africanas distintas incluem Ujamaa a ideia Bantu de Forca a Negritude o Pan Africanismo e oUbuntu O pensamento africano contemporaneo tambem viu o desenvolvimento da filosofia profissional e da filosofia africana a literatura filosofica da diaspora africana que inclui correntes como o existencialismo negro dos afro americanos Os pensadores africanos modernos sao influenciados pelo marxismo literatura afro americana teoria critica teoria critica da raca pos colonialismo e feminismo Filosofia moderna Ver artigo principal Filosofia moderna A Filosofia moderna e a filosofia desenvolvida na era moderna e associada a modernidade Nao e uma doutrina ou escola especifica e portanto nao deve ser confundida com Modernismo embora existam certas suposicoes comuns a grande parte dela o que ajuda a distingui la da filosofia anterior 111 e caracterizada pela preponderancia da epistemologia sobre a metafisica A justificativa dos filosofos modernos para essa alteracao estava em parte na ideia de que antes de querer conhecer tudo o que existe seria conveniente conhecer o que se pode conhecer 112 Filosofia moderna ocidental Geralmente considerado como o fundador da filosofia moderna 113 o cientista matematico e filosofo frances Rene Descartes 1596 1650 redirecionou o foco da discussao filosofica para o sujeito pensante Descartes acreditava ser necessario um procedimento previo de avaliacao critica e severa de todas as fontes do conhecimento disponivel num procedimento que ficou conhecido como duvida metodica Segundo Descartes ao adotar essa orientacao constatamos que resta como certeza inabalavel a ideia de um eu pensante mesmo que o sujeito ponha tudo em duvida se ele duvida e porque pensa e se pensa e porque existe Essa linha de raciocinio foi celebrizada pela formula penso logo existo cogito ergo sum 114 115 Filosofia renascentista Ver artigos principais Filosofia do Renascimento Humanismo renascentista e Maneirismo Para Erasmo de Roterda o essencial e que as pessoas tenham liberdade de escolha 116 retrato por Hans Holbein o Jovem 1523 O Renascimento foi um periodo da historia europeia que marca a transicao da Idade Media para a Modernidade e abrange os seculos XV e XVI Alem da periodizacao padrao os defensores de uma Renascenca longa colocam seu inicio no seculo XIV e seu fim no seculo XVII A visao tradicional concentra se mais nos aspectos da Renascenca e argumenta que foi uma ruptura com o passado mas muitos historiadores hoje se concentram mais em seus aspectos medievais e argumentam que foi uma extensao da Idade Media 117 118 Ainda se discute quando da historia intelectual da Renascenca faz parte de fato da filosofia moderna 119 Estimulada por novos textos disponiveis uma das caracteristicas mais importantes da filosofia renascentista e o crescente interesse nas fontes primarias do pensamento grego e romano que antes eram desconhecidas ou pouco lidas o estudo renovado do neoplatonismo estoicismo epicurismo e o ceticismo corroeu a fe na verdade universal da filosofia aristotelica e ampliou o horizonte filosofico fornecendo um rico solo a partir do qual a ciencia moderna e a filosofia moderna emergiram gradualmente As principais filosofias da epoca sao o Aristotelismo o Humanismo o Platonismo e as Filosofias helenisticas como o Estoicismo o Epicurismo e o Ceticismo 120 Ha certa dificuldade em mapear os assuntos de interesse dos filosofos do Renascimento em relacao aos interesses dos filosofos contemporaneos especialmente porque a principal forma de escrita da epoca permaneceu sendo o comentario seja sobre Aristoteles ou Tomas de Aquino Entre alguns do temas comentados nessa epoca pode se citar a logica e a linguagem que eram a base das instituicoes educacionais a metafisica e a filosofia da mente a imortalidade o livre arbitrio a ciencia e a filosofia da natureza a filosofia moral e a filosofia politica e o ser humano incluindo a distincao entre microcosmo e macrocosmo 121 O Renascimento nao usava a apalavra humanismo em vez disso usava a frase latina studia humanitatis literalmente os estudos da humanidade frase emprestada da antiguidade classica Os humanistas renascentistas entendiam pelo studia humanitatis um ciclo de cinco assuntos gramatica retorica poesia historia e filosofia moral todas baseadas nos classicos gregos e latinos Um humanista era um especialista nos studia humanitatis A disciplina dominante era a retorica a eloquencia era a mais alta realizacao profissional dos humanistas renascentistas e os interesses retoricos coloriram a abordagem dos humanistas em relacao as outras partes do studia humanitatis os humanistas renascentistas foram os sucessores da tradicao retorica medieval e os ressuscitadores da tradicao retorica classica 122 Racionalismo Empirismo Ver artigos principais Racionalismo e Empirismo David Hume o empiricista dizia que a memoria e uma faculdade que evoca ideias baseadas em experiencias a medida que elas acontecem 124 Retrato por Allan Ramsay 1754 Para o racionalista Rene Descartes todas as ideias que representam essencias verdadeiras imutaveis e eternas sao inatas 123 Retrato por Frans Hals c 1649 1700 O racionalismo e a visao de que a razao em oposicao a por exemplo experiencia sensorial a revelacao divina ou confianca na autoridade institucional desempenha um papel dominante na nossa tentativa de obter conhecimento e o oposto ao empirismo que e a visao de que a experiencia sensorial e suficiente para se ter o conhecimento 125 O racionalismo continental e uma categoria retrospectiva usada para agrupar certos filosofos da Europa continental nos seculos XVII e XVIII em particular Descartes Spinoza e Leibniz porque afirmavam o contrario do empirismo britanico notavelmente de Locke Berkeley e Hume os empiristas britanicos sustentavam que todo conhecimento tem sua origem e sao limitados pela experiencia ja os racionalistas continentais diziam que o conhecimento tem sua base no escrutinio e na implantacao ordenada de ideias e principios proprios da mente os racionalistas nao rejeitaram a experiencia como as vezes e erradamente afirmado eles estavam completamente imersos nos rapidos desenvolvimentos da nova ciencia e em alguns casos lideraram esses desenvolvimentos eles apenas reforcavam que so a experiencia embora util em questoes praticas nao era o suficiente para o conhecimento genuino 123 No projeto cartesiano de Descartes estao presentes tres pressupostos basicos 1 a matematica ou o metodo dedutivo adotado pela matematica e o modelo a ser seguido pelos filosofos 2 existem ideias inatas absolutamente verdadeiras que de alguma forma estao desde sempre inscritas no espirito humano 3 a descoberta dessas ideias inatas nao depende da experiencia elas sao alcancadas exclusivamente pela razao Esses tres pressupostos tambem estao presentes nas filosofias de Gottfried Wilhelm Leibniz 1646 1716 Christian Wolff 1679 1754 e Baruch Spinoza 1632 1677 e constituem a base do movimento filosofico denominado racionalismo 126 Se os racionalistas priorizavam o modelo matematico a filosofia antagonica o empirismo enfatizava os metodos indutivos das ciencias experimentais O filosofo John Locke 1632 1704 propos a aplicacao desses metodos na investigacao da propria mente humana Em patente confronto com os racionalistas Locke argumentou que a mente chega ao mundo completamente vazia de conteudo e uma especie de lousa em branco ou tabula rasa e todas as ideias com que ela trabalha sao necessariamente originarias da experiencia 127 Esse pressuposto tambem e adotado pelos outros dois grandes filosofos do empirismo britanico George Berkeley 1685 1753 e David Hume 1711 1776 John Locke influenciou tambem a filosofia politica sendo um dos principais teoricos na base do conceito moderno de democracia liberal Filosofia politica Ver artigos principais Filosofia politica Utilitarismo Nacionalismo liberal Marxismo Trotskismo Anarquismo Liberalismo e Capitalismo O Contrato social tratado politico de Jean Jacques Rousseau foi publicado pela primeira vez em 1762 129 Retrato por Maurice Quentin de La Tour 1766 O Principe 1532 de Maquiavel foi acusado de imoralidade introduziu a ciencia da politica 128 Retrato por Santi di Tito sec 16 A filosofia politica e um ramo da filosofia que se preocupa no nivel mais abstrato com os conceitos e argumentos envolvidos na opiniao politica o significado do termo politico e em si um dos principais problemas da filosofia politica de maneira geral pode se caracterizar como politica todas as praticas e instituicoes que se preocupam com o governo o problema central da filosofia politica e como implantar ou limitar o poder publico a fim de manter a sobrevivencia e melhorar a qualidade da vida humana 130 A filosofia politica e a tentativa de se saber verdadeiramente tanto a natureza das coisas politicas quanto a boa ou correta ordem politica hoje a filosofia politica esta em um estado de decadencia nao so ha desacordo completo sobre o seu tema seus metodos e sua funcao sua propria existencia em quaisquer de suas formas tornou se questionavel 131 O primeiro trabalho elaborado sobre filosofia politica europeia e a A Republica de Platao uma obra prima em forma de dialogo provavelmente destinado a recitacao Um maior desenvolvimento dessas ideias e realizado em seu Politico e Leis este ultimo prescrevendo os metodos crueis pelos quais elas podem ser impostas Platao cresceu durante a grande guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta e como muitos filosofos politicos tentou encontrar remedios para a injustica e o declinio politicos prevalecentes 130 Na Idade Media depois de Agostinho de Hipona nenhum trabalho especulativo completo de filosofia politica apareceu no Ocidente ate o Policraticus 1159 de Joao de Salisbury com base na ampla leitura classica de Joao ele se concentra no governante ideal que representa um poder publico a Suma Teologica de sao Tomas de Aquino pretende responder a todas as principais questoes da existencia incluindo as da filosofia politica que para ele deve ter um proposito etico em sua obra De Monarchia Dante cria a mais completa teoria politica do imperio universal e secular formulada no Ocidente medieval e insiste que somente atraves da paz universal as faculdades humanas podem atingir sua plena capacidade 132 Do seculo XVI ao seculo XVIII a filosofia politica foi assunto e tema de estudos de varios pensadores como Niccolo Machiavelli Thomas Hobbes Spinoza Richard Hooker John Locke Edmund Burke Giambattista Vico Montesquieu e Jean Jacques Rousseau 132 No seculo XIX o utilitarismo foi uma forca importante no pensamento politico e social a doutrina de que as acoes dos governos deveriam ser julgadas simplesmente pela extensao em que promovam mais felicidade ao maior numero de pessoas o fundador da escola utilitarista foi Jeremy Bentham um excentrico ingles formado em Direito Enquanto isso Alexis de Tocqueville se preocupava em como se manteriam os padroes e a criatividade da civilizacao diante da democracia de massa 133 Marx e Engels pensavam que o dinamismo da historia era gerado por inevitaveis conflitos de classe economicamente determinados essa era uma ideia ainda mais dinamica que a de Hegel e mais relevante para as revoltas sociais que foram uma consequencia da Revolucao Industrial Marx era um humanista profundamente instruido e seu ideal era o desenvolvimento completo da personalidade humana enquanto Platao se preocupava com uma elite Marx se importava apaixonadamente com a elevacao de povos inteiros 134 A primeira e de longe a mais significativa interpretacao da doutrina de Marx foi realizada na Uniao Sovietica por Lenin e desenvolvida por Josef Stalin e era totalmente autoritaria e adotou a ideia de Leon Trotsky de uma revolucao permanente por uma pequena elite revolucionaria 134 Idealismo Ver artigo principal Idealismo Hegel representou o auge do idealismo alemao muitos dos intelectuals depois de 1830 definiram seus projetos a partir de suas ideias 135 Idealismo alemao e o nome de um movimento na filosofia alema que comecou na decada de 1780 e durou ate a decada de 1840 os representantes mais famosos desse movimento sao Kant Fichte Schelling e Hegel embora existam diferencas importantes entre eles todos compartilham um compromisso com o idealismo o idealismo transcendental de Kant era uma doutrina filosofica modesta sobre a diferenca entre aparencias e as coisas em si que alegava que os objetos da cognicao humana sao aparencias e nao coisas em si Fichte Schelling e Hegel radicalizaram essa visao transformando o idealismo transcendental de Kant em idealismo absoluto que sustenta que as coisas em si mesmas sao uma contradicao em termos porque uma coisa deve ser um objeto de nossa consciencia para que seja um objeto 136 Embora o sentido exato em que Hegel era um idealista seja problematico sua influencia no idealismo absoluto ou monistico subsequente foi enorme Nos EUA e no Reino Unido o idealismo especialmente do tipo absoluto foi a filosofia dominante do final do seculo XIX e inicio do seculo XX recebendo sua expressao mais vigorosa em Francis Herbert Bradley Declinou sem morrer sob a influencia de George Edward Moore e Bertrand Russell e mais tarde dos positivistas logicos 137 Geralmente se considera que depois da filosofia de Kant tem inicio uma nova etapa da filosofia que se caracterizaria por ser uma continuacao e simultaneamente uma reacao a filosofia kantiana Nesse periodo desenvolve se o idealismo alemao Fichte Schelling e Hegel que leva as ideias kantianas as ultimas consequencias A nocao de que ha um universo inteiro a realidade em si mesma inalcancavel ao conhecimento humano levou os idealistas alemaes a assimilar a realidade objetiva ao proprio sujeito no intuito de resolver o problema da separacao fundamental entre sujeito e objeto Assim por exemplo Hegel postulou que o universo e espirito O conjunto dos seres humanos sua historia sua arte sua ciencia e sua religiao sao apenas manifestacoes desse espirito absoluto em sua marcha dinamica rumo ao autoconhecimento 138 Enquanto na Alemanha o idealismo apoderava se do debate filosofico na Franca Auguste Comte retomava uma orientacao mais proxima das ciencias e inaugurava o positivismo e a sociologia Na visao de Comte a humanidade progride por tres estagios o estagio teologico o estagio metafisico e por fim o estagio positivo No primeiro estagio as explicacoes sao dadas em termos mitologicos ou religiosos no segundo as explicacoes tornam se abstratas mas ainda carecem de cientificidade no terceiro estagio a compreensao da realidade se da em termos de leis empiricas de sucessao e semelhanca entre os fenomenos 139 Para Comte a plena realizacao desse terceiro estagio historico em que o pensamento cientifico suplantaria todos os demais representaria a aquisicao da felicidade e da perfeicao 140 Existencialismo Ver artigo principal Existencialismo Existencialismo e um termo generico para os filosofos que consideram a natureza da condicao humana como um problema filosofico essencial e que compartilham da visao de que esse problema e melhor abordado por meio da ontologia essa definicao engloba temas chave que os pensadores existencialistas abordam como a existencia o absurdo e a irracionalidade a facticidade a ansiedade e a autenticidade e outros temas 141 O termo existencialismo foi explicitamente adotado como auto descricao por Jean Paul Sartre e atraves da ampla divulgacao da producao literaria e filosofica pos guerra de Sartre e seus associados notavelmente Simone de Beauvoir Maurice Merleau Ponty e Albert Camus o existencialismo tornou se identificado com um movimento cultural que floresceu na Europa nas decadas de 1940 e 1950 142 Os filosofos existencialistas mais importantes sao Soren Kierkegaard 1813 1855 Friedrich Nietzsche 1844 1900 Martin Heidegger 1889 1976 Jean Paul Sartre 1905 1980 Simone de Beauvoir 1908 1986 e Albert Camus 1913 1960 141 Karl Jaspers Martin Buber na Alemanha Jean Wahl e Gabriel Marcel na Franca os espanhois Jose Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno e os russos Nikolai Berdyaev e Lev Shestov 142 Fenomenologia Ver artigo principal Fenomenologia Fora dos paises de lingua inglesa floresceram diferentes movimentos filosoficos Entre esses destacam se a fenomenologia a hermeneutica o existencialismo e versoes modernas do marxismo Para Edmund Husserl o traco fundamental dos fenomenos mentais e a intencionalidade A estrutura da intencionalidade e constituida por dois elementos noesis e noema O primeiro elemento e o ato intencional e o segundo e o objeto do ato intencional A ciencia da fenomenologia trata do significado ou da essencia dos objetos da consciencia A fim de revelar a estrutura da consciencia o fenomenologo deve por entre parentesis a realidade empirica Segundo Husserl os procedimentos fenomenologicos desvelam o ego transcendental que e a propria base e fonte de unidade do eu empirico 143 Pragmatismo Ver artigo principal Pragmatismo O pragmatismo e uma tradicao filosofica que comecou nos Estados Unidos por volta de 1870 144 suas origens sao frequentemente atribuidas aos filosofos Charles Sanders Peirce William James e John Dewey Mais tarde Peirce a descreveu em sua maxima pragmatica Considere os efeitos praticos dos objetos de sua concepcao Entao sua concepcao desses efeitos e a totalidade de sua concepcao do objeto 145 O pragmatismo tentou encontrar um conceito cientifico de verdade que nao dependa do insight pessoal revelacao ou referencia a algum dominio metafisico e interpretava o significado de uma declaracao pelo efeito que sua aceitacao teria na pratica A investigacao levada longe o suficiente e portanto o unico caminho para a verdade O pragmatismo tentou encontrar um conceito cientifico de verdade que nao dependa do insight pessoal revelacao ou referencia a algum dominio metafisico e interpretava o significado de uma declaracao pelo efeito que sua aceitacao teria na pratica A investigacao levada longe o suficiente e portanto o unico caminho para a verdade 145 Filosofia analitica Ver artigos principais Filosofia analitica logicismo logica simbolica atomismo logico positivismo logico e Circulo de Viena Premiado Bertrand Russell fez contribuicoes significativas para uma ampla gama de assuntos incluindo etica politica teoria educacional historia das ideias e estudos religiosos Retrato de Bassano 1936 Ludwig Wittgenstein e um dos filosofos mais influentes do seculo XX e considerado por alguns como o mais importante desde Immanuel Kant 146 Retrato de Moriz Nahr 1930 A filosofia analitica tambem chamada filosofia linguistica e um conjunto de abordagens vagamente relacionadas aos problemas filosoficos dominantes na filosofia anglo americana do inicio do seculo XX que enfatiza o estudo da linguagem e a analise logica de conceitos Embora a maior parte do trabalho em filosofia analitica tenha sido realizado na Gra Bretanha e nos Estados Unidos tambem ha contribuicoes significativas de outros paises principalmente Australia Nova Zelandia e nos paises da Escandinavia 147 A filosofia analitica originou se por volta da virada do seculo XX quando G E Moore e Bertrand Russell se separaram do que era a escola dominante nas universidades britanicas o Idealismo absoluto muitos tambem incluem Gottlob Frege como fundador da filosofia analitica quando Moore e Russell articularam sua alternativa ao Idealismo eles usaram um idioma linguistico frequentemente baseando seus argumentos nos significados de termos e proposicoes Alem disso Russell acreditava que a gramatica da linguagem natural e frequentemente filosoficamente enganosa e que a maneira de dissipar a ilusao e reexprimir proposicoes na linguagem formal ideal da logica simbolica revelando assim sua verdadeira forma logica 148 Para Ludwig Wittgenstein discipulo de Russell os recursos da logica matematica serviriam para revelar as formas logicas que se escondem por tras da linguagem comum a logica e a propria condicao de sentido de qualquer sistema linguistico 149 Sob a inspiracao dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein o Circulo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avancos realizados nas ciencias formais especialmente na logica Essa versao atualizada do empirismo tornou se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo logico O Circulo de Viena consistia numa reuniao de intelectuais oriundos de diversas areas filosofia fisica matematica sociologia etc que tinham em comum uma profunda desconfianca em relacao a temas de teor metafisico Para esses filosofos e cientistas caberia a filosofia elaborar ferramentas teoricas aptas a esclarecer os conceitos fundamentais das ciencias e revelar os pontos de contatos entre os diversos ramos do conhecimento cientifico Nessa tarefa seria importante mostrar entre outras coisas como enunciados altamente abstratos das ciencias poderiam ser rigorosamente reduzidos a frases sobre a nossa experiencia imediata 150 Filosofia moderna asiatica Ver artigos principais Taoismo e Zen Hu Shi lider da revolucao intelectual de 1917 introduziu o pragmatismo no pensamento chines Swami Vivekananda fundador da Ordem Ramakrishna e considerado figura chave na introducao da Vedanta e da yoga no Ocidente Kitaro Nishida se concentrou nos fundamentos experimentais e logicos do julgamento e da acao que ele chamou de Nada mu 151 Historicamente a filosofia chinesa passou por quatro periodos o classico o neo taoista e budista o neo confucionista e o moderno O periodo moderno comeca no seculo XX e passa da ocidentalizacao atraves de uma reconstrucao da filosofia tradicional para o triunfo do marxismo Na segunda e terceira decadas as obras de Darwin Spencer e outras foram traduzidas e as doutrinas de Haeckel Kropotkin Nietzsche Schopenhauer Bergson Rudolf Eucken Descartes e James alem de Platao Kant e Hegel foram apresentados cada um com seus advogados especiais Mais tarde Whitehead Josiah Royce Carnap e outros foram promovidos por pequenos e sinceros grupos Esse movimento revelou as novas perspectivas filosoficas chinesas em metafisica logica e epistemologia o tom geral era cientifico positivista e pragmatico De todos os sistemas ocidentais o mais influente foi o pragmatismo introduzido e promovido por Hu Shi 1891 1962 lider da revolucao intelectual de 1917 139 399 400 Na polemica da ciencia versus vida na decada de 1920 os principais intelectuais chineses debateram a questao se a ciencia pode ou nao formar a base de uma filosofia de vida o debate serviu para questionar a supremacia da filosofia ocidental que como entendida pelos chineses era considerada essencialmente cientifica por oposicao a metafisica Na China contemporanea o marxismo e a filosofia oficial o pensamento marxista vinha crescendo na China desde meados da decada de 1920 e na epoca do estabelecimento da Republica Popular em 1949 havia passado pelo leninismo ao maoismo 152 No seculo XIX a India nao foi marcada por conquistas filosoficas notaveis mas foi um periodo marcado por grandes movimentos de reforma social e religiosa as universidades recem fundadas introduziram os intelectuais indianos no pensamento ocidental particularmente nas filosofias empirista utilitaria e agnostica da Inglaterra e John Stuart Mill Jeremy Bentham e Herbert Spencer se tornaram os pensadores mais influentes das universidades indianas ate o final do seculo As ideias do Ocidente serviram para gerar um ponto de vista secular e racional alem de estimular movimentos sociais e religiosos dentre os quais o mais notavel e o movimento Brahmo Samaj fundado por Ram Mohun Roy Nas ultimas decadas do seculo sao Ramakrishna Paramahamsa de Calcuta renovou o interesse pelo misticismo e muitos jovens racionalistas e ceticos foram convertidos na fe exemplificada em sua pessoa Ramakrishna ensinou entre outras coisas uma diversidade essencial de caminhos religiosos que levam ao mesmo objetivo e esse ensino recebeu uma forma intelectual de Swami Vivekananda seu famoso discipulo 153 O periodo moderno da filosofia japonesa comecou com a Restauracao Meiji em 1868 154 e a subsequente abertura do Japao as influencias ocidentais incluindo a filosofia ocidental De fato uma nova palavra tetsugaku sabedoria tetsu e aprendizado gaku foi inventada para traduzir o termo ocidental filosofia Embora o tetsugaku tenha sido inicialmente se limitado a reflexao academica sobre a filosofia ocidental com exclusao da filosofia japonesa logo abarcou uma gama mais ampla de estudos Uma investigacao sobre o bem 1911 de Kitaro Nishida 1870 1945 foi a primeira grande obra a construir um novo sistema filosofico no estilo ocidental A medida que seu pensamento evoluiu em trabalhos posteriores Nishida se concentrou nos fundamentos experimentais e logicos do julgamento e da acao que ele chamou de Nada mu A filosofia de Nishida se baseou nas ideias da Asia Ocidental e Oriental especialmente Zen Por exemplo sua preocupacao com a experiencia pura veio do pensamento ocidental do filosofo pragmatista americano William James enquanto o termo Nada veio do budismo Apos a Segunda Guerra Mundial enquanto alguns filosofos permaneceram dentro dos parametros demarcados pela filosofia ocidental outros desenvolveram filosofias a partir das ideias asiaticas tradicionais O ultimo grupo inclui filosofos budistas modernos como Koshiro Tamaki 1915 99 e Hajime Nakamura 1911 99 Outros ainda continuam engajando outras tradicoes ocidentais e asiaticas na esperanca de desenvolver insights filosoficos adequados a uma perspectiva global e nao apenas monocultural Esses filosofos incluem Yasuo Yuasa 1925 2005 e Shizuteru Ueda 1926 2019 um pensador que defendia a tradicao da escola de Quioto 151 Categorias Ainda que Adam Smith nao tenha apresentado uma teoria do valor com a devida coerencia nao se pode negar que ele apresentou as bases da teoria do valor trabalho Busto de Adam Smith 1845 de Patric Parc 155 As questoes filosoficas podem ser agrupadas em categorias Esses agrupamentos permitem que os filosofos se concentrem em um conjunto de topicos semelhantes e interajam com outros pensadores interessados nas mesmas perguntas Os agrupamentos tambem facilitam a filosofia para a abordagem dos alunos Os alunos podem aprender os principios basicos envolvidos em um aspecto do campo sem ficarem sobrecarregados com todo o conjunto de teorias filosoficas Varias fontes apresentam esquemas categoricos diferentes As categorias adotadas neste artigo visam amplitude e simplicidade Esses cinco ramos principais podem ser separados em sub ramos e cada sub ramo contem muitos campos especificos de estudo 156 Metafisica e Epistemologia Teoria do valor Ciencia Logica e Matematica Historia da filosofia ocidental Tradicoes filosoficas Essas divisoes nao sao exaustivas nem mutuamente exclusivas Um filosofo pode se especializar em epistemologia kantiana estetica platonica ou filosofia politica moderna Alem disso essas investigacoes filosoficas as vezes se sobrepoem umas as outras e a outras como ciencia religiao ou matematica 157 Metafisica Ver artigo principal Metafisica Metafisica do grego antigo meta meta depois de alem de tudo e Fysis physis natureza ou fisica e o estudo da realidade do ser da natureza real do que quer que seja dos primeiros principios as vezes chamado ontologia embora alguns filosofos definam ontologia como um ramo da metafisica 158 Um ponto importante de debate e entre realismo que sustenta que existem entidades que existem independentemente de sua percepcao mental e o idealismo que sustenta que a realidade e mentalmente construida ou imaterial A metafisica lida com o topico da identidade A essencia e o conjunto de atributos que tornam um objeto o que e fundamentalmente e sem o qual perde sua identidade enquanto que o acidente e uma propriedade que o objeto possui sem a qual o objeto ainda pode reter sua identidade Os particulares sao objetos que se diz existir no espaco e no tempo em oposicao aos objetos abstratos como numeros e universais que sao propriedades mantidas por varios detalhes Epistemologia Ver artigo principal Epistemologia Epistemologia e o estudo do conhecimento do grego episteme conhecimento e logos teoria 159 160 Os epistemologos se preocupam com uma serie de tarefas que podemos classificar em duas categorias primeiro devemos determinar a natureza do conhecimento isto e o que significa dizer que alguem sabe ou deixa de saber algo Segundo devemos determinar a extensao do conhecimento humano isto e quanto sabemos ou podemos saber 161 Os assuntos pertencentes a epistemologia sao essencialmente o conhecimento proposicional ou conhecimento descritivo que engloba a crenca a verdade e a justificacao a natureza da justificacao internalismo ou o externalismo a extensao do conhecimento humano as fontes de conhecimento o ceticismo cartesiano ou de Hume 162 fontes do conhecimento percepcao introspeccao memoria razao testemunho etc os limites do conhecimento ceticismo e fechamento etc 161 Outros assuntos ou ramos da epistemologia incluem a epistemologia da virtude uma colecao de abordagens recentes da epistemologia que dao aos conceitos de virtude epistemica ou intelectual um papel importante e fundamental 163 a epistemologia naturalizada que enfatiza a aplicacao de metodos resultados e teorias das ciencias empiricas 164 a epistemologia religiosa 165 a epistemologia moral 166 a epistemologia social a epistemologia feminista 167 Teoria dos valores Ver artigo principal Teoria dos valores A teoria da beleza pura de Kant reunia quatro aspectos a liberdade dos conceitos a objetividade o desinteresse do espectador e sua obrigatoriedade 168 Retrato de Johann Gottlieb Becker 1768 O filosofo britanico Thomas Hobbes sustentou que muitas se nao todas nossas acoes sao motivadas por desejos egoistas 169 Retrato por John Michael Wright c 1669 1670 Teoria dos valores e usado de pelo menos de tres maneiras diferentes na filosofia em seu sentido mais amplo e um rotulo generico usado para abranger todos os ramos da filosofia moral da filosofia social e politica da estetica e as vezes da filosofia feminista e da filosofia da religiao quaisquer que sejam as areas da filosofia que abrangem algum Aspecto avaliativo em seu sentido mais restrito teoria do valor e usada para uma area relativamente estreita da teoria etica normativa particularmente mas nao exclusivamente que preocupa os consequencialistas Nesse sentido restrito teoria do valor e aproximadamente sinonimo de axiologia que pode ser pensada como uma area da filosofia que se preocupa principalmente em classificar o que e bom e o quao bom e Por exemplo uma questao tradicional de axiologia diz respeito a se os objetos de valor sao estados psicologicos subjetivos ou estados objetivos do mundo 170 Etica Ver artigos principais Etica metaetica e moralidade A etica ou filosofia moral consiste em sistematizar defender e recomendar conceitos de comportamento certo e errado atualmente os filosofos geralmente dividem as teorias eticas em tres areas gerais a metaetica a etica normativa e a etica aplicada a metaetica investiga de onde vem nossos principios eticos e o que eles significam se sao apenas invencoes sociais ou nao se envolvem mais do que expressoes de nossas emocoes individuais As respostas meteticas a essas duvidas se concentram nas questoes das verdades universais na vontade de Deus no papel da razao nos julgamentos eticos e no significado dos proprios termos eticos a etica normativa assume uma tarefa mais pratica que e chegar a padroes morais que regulam a conduta certa e errada isso pode envolver a articulacao dos bons habitos que devemos adquirir dos deveres que devemos seguir ou das consequencias de nosso comportamento para os outros por fim a etica aplicada envolve o exame de questoes controversas especificas como aborto infanticidio direitos dos animais preocupacoes ambientais homossexualidade pena de morte ou guerras 169 Estetica Ver artigo principal Estetica A estetica e o estudo filosofico da beleza e do gosto e relacionada a filosofia da arte que se preocupa com a natureza da arte e com os conceitos nos quais as obras de arte individuais sao interpretadas e avaliadas 171 E mais precisamente definida como o estudosensorio ou valores senso emocionais as vezes chamados de julgamento de sentimento e gosto 172 Suas principais divisoes sao a teoria da arte teoria literaria teoria do cinema e teoria da musica Um exemplo da teoria da arte e discernir o conjunto de principios subjacentes ao trabalho de um determinado artista ou movimento artistico como a estetica cubista 173 O mais completo e influente dos primeiros teoricos da estetica foi Immanuel Kant no final do seculo XVIII Kant as vezes e considerado um formalista na teoria da arte isto e alguem que pensa que o conteudo de uma obra de arte nao e de interesse estetico 168 SociedadeAlguns dos que estudam filosofia tornam se filosofos profissionais normalmente trabalhando como professores que ensinam pesquisam e escrevem em instituicoes academicas 174 No entanto a maioria dos estudantes de filosofia academica contribui mais tarde para direito jornalismo religiao ciencias politica negocios ou artes 175 176 Por exemplo figuras publicas com formacao em filosofia incluem comediantes Steve Martin e Ricky Gervais cineasta Terrence Malick Papa Joao Paulo II co fundador da Wikipedia Larry Sanger empreendedor de tecnologia Peter Thiele candidato a vice presidente Carly Fiorina 177 178 Ver tambemOutros projetos Wikimedia tambem contem material sobre este tema Definicoes no Wikcionario Livros e manuais no Wikilivros Citacoes no Wikiquote Textos originais no Wikisource Imagens e media no CommonsCommons Wikisource Wikiquote Wikilivros Wikcionario Anti intelectualismo Artes liberais Conhecimento Cosmovisao Filosofia Portuguesa Historia da filosofia no Brasil Historia das ideias Historia das mentalidades Historia intelectual Intelectualismo Metafilosofia Mulheres na filosofia SabedoriaReferencias in Infopedia em linha Porto Porto Editora 2003 2014 consult 2014 12 20 13 49 01 Disponivel na Internet http www infopedia pt filosofia Priberam Filosofia Dicionario Priberam da Lingua Portuguesa Consultado em 16 de novembro de 2019 Strong s Greek 5385 filosofia philosophia the love or pursuit of wisdom biblehub com Home Oxford English Dictionary oed com Cambridge University Faculty of Philosophy Faculty of philosophy University of Cambridge Consultado em 28 de marco de 2019 University of Oxford Oxford Living Dictionaries Oxford Living Dictionaries Consultado em 28 de marco de 2019 Sellars Wilfrid 1963 Empiricism and the Philosophy of Mind PDF S l Routledge and Kegan Paul Ltd pp 1 40 Chalmers David J 1995 Facing up to the problem of consciousness Journal of Consciousness Studies 2 3 200 219 Consultado em 28 de marco de 2019 Henderson Leah 2019 The problem of induction Stanford Encyclopedia of Philosophy Consultado em 28 de marco de 2019 Adler Mortimer J 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Locke Berkeley Hume cujas pesquisas culminam na Filosofia critica de Kant Essas figuras canonicas foram celebradas pela profundidade e rigor de seus tratamentos das questoes filosoficas perenes Steven Nadler 15 de abril de 2008 A Companion to Early Modern Philosophy S l John Wiley amp Sons p 2 ISBN 978 0 470 99883 0 O estudo da filosofia moderna primitiva exige que prestemos atencao a uma ampla variedade de perguntas e a um amplo panteao de pensadores as figuras canonicas tradicionais Descartes Spinoza Leibniz Locke Berkeley e Hume com certeza mas tambem uma grande elenco de apoio Richard Rorty Richard McKay Rorty Richard M Schneewind Jerome B Schneewind Quentin Skinner Cambridge University Press 8 de novembro de 1984 Philosophy in History Essays in the Historiography of Philosophy S l Cambridge University Press p 125 ISBN 978 0 521 27330 5 Os estudos literarios filosoficos e historicos geralmente se baseiam em uma nocao do que e canonico Na filosofia americana os estudiosos vao de Jonathan Edwards a John Dewey na literatura americana de James Fenimore Cooper a F Scott Fitzgerald em teoria politica de Platao a Hobbes e Locke Os textos ou autores que preenchem os espacos em branco de A a Z nessas e em outras tradicoes intelectuais constituem o canone e ha uma narrativa que liga texto a texto ou autor a autor uma historia da literatura americana Escolas do pensamento economico economico e assim por diante A mais convencional dessas historias esta incorporada nos cursos universitarios e nos livros didaticos que os acompanham Este ensaio examina um desses cursos a Historia da Filosofia Moderna e os textos que ajudaram a cria lo Se um filosofo nos Estados Unidos perguntasse por que as sete pessoas no meu titulo compreendem a Filosofia Moderna a resposta inicial seria elas eram as melhores e porque existem conexoes filosoficas e historicas entre elas A referencia emprega parametros obsoletos coautor ajuda Reale Giovanni Antiseri Dario Historia da Filosofia Sao Paulo 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nessa epoca porque houve continuidade e sobrevivencia da filosofia antiga os medievais se preocuparam em assimilar a medida que lhes foi possivel a pratica e o saber das geracoes anteriores Historia de la Filosofia Medieval p 10 The Blackwell Dictionary of Western Philosophy Verbete Medieval Philosophy Arquivado em 19 de outubro de 2011 no Wayback Machine O tema central da filosofia medieval foi a tentativa de unir a fe a razao Netton Ian Richard 1998 Neoplatonism in Islamic Philosophy Routledge Encyclopedia of Philosophy Corbin Henry 1964 Historia da Filosofia Islamica David Twetten Aristotelian Cosmology and Causality in Classical Arabic Philosophy and its Greek Background prepublication w corrections In Damien Janos ed Ideas in Motion in Baghdad and Beyond Philosophical and Theological Exchanges between Christians and Muslims in the Third Ninth and Fourth Tenth Centuries pp 312 433 Leiden Brill em ingles Frank Daniel H Leaman Oliver H Frank Daniel 11 de setembro de 2003 The 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recolocaram o homem no centro das atencoes e canalizaram seus esforcos no sentido de recuperar e transmitir o saber classico particularmente o da filosofia de Platao von Fritz Kurt Rev Maurer Armand Levi Albert W Stroll Avrum Wolin Richard Western philosophy em ingles Encyclopaedia Britannica Online Sanskrit Dictionary for Spoken Sanskrit spokensanskrit org John Bowker Oxford Dictionary of World Religions p 259 Wendy Doniger 2014 On Hinduism S l Oxford University Press p 46 ISBN 978 0 19 936008 6 Karl Potter 1961 A Fresh Classification of India s Philosophical Systems Journal of Asian Studies 21 1 25 32 JSTOR 2050985 doi 10 2307 2050985 Quote Qualquer que seja a fonte da classificacao geralmente aceita dos sistemas filosoficos indianos para a maioria dos estudiosos nesse campo as seis divisoes nao parecem se originarem da logica Como uma tentativa sistematica de lidar com problemas teoricos da metafisica logica epistemologia e topicos relacionados o relato dos seis sistemas apresenta varias deficiencias evidentes Duas destas serao mencionados brevemente Uma segunda deficiencia no relato do seis sistemas e que ele cobre apenas filosofos ortodoxos isto e as escolas hindus de pensamento Do ponto de vista filosofico as opinioes dos budistas e jainistas sao igualmente importantes Andrew Nicholson 2013 Unifying Hinduism Philosophy and Identity in Indian Intellectual History Columbia University Press ISBN 978 0231149877 pp 2 5 a b P Bilimoria 2000 Indian Philosophy Editor Roy Perrett Routledge ISBN 978 1135703226 p 88 William A Young 2005 The World s Religions Worldviews and Contemporary Issues S l Pearson Prentice Hall pp 61 64 78 79 ISBN 978 0 13 183010 3 Sushil Mittal Gene Thursby 2017 Religions of India An Introduction S l Taylor amp Francis pp 3 5 15 18 53 55 63 67 85 88 93 98 107 115 ISBN 978 1 134 79193 4 a b c Jan Westerhoff 23 de maio de 2018 The Golden Age of Indian Buddhist Philosophy ISBN 978 0 19 104705 3 em ingles OUP Oxford Richard Gombrich 2006 Theravada 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notavel por sua ampla aceitacao e resistencia historica Era uma crenca padrao de praticamente todas as escolas antigas do budismo indiano a excecao notavel e a Pudgalavadins e persistiu sem mudancas na era moderna ambas as visoes sao espelhadas pela moderna perspectiva Theravadin de Mahasi Sayadaw de que nao ha pessoa ou alma e a moderna visao Mahayana do decimo quarto Dalai Lama que o Buda ensinou que nossa crenca em um eu independente e a raiz e causa de todo sofrimento Paul Dundas 2002 The Jains 2nd Edition Routledge ISBN 978 0415266055 pp 1 19 40 44 Hiltebeitel Alf 2007 Hinduism In Joseph Kitagawa The Religious Traditions of Asia Religion History and Culture Routledge Robert Minor 1986 Modern Indian Interpreters of the Bhagavad Gita State University of New York Press ISBN 0 88706 297 0 pp 74 75 81 Encyclopaedia Britannica 2015 Bhagavad Gita Hinduism Enrique Dussel 17 de outubro de 2016 Paulo de Tarso na filosofia politica atual e outros ensaios ISBN 978 85 349 4472 4 Paulus Editora 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