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Gato de Cheshire

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O Gato de Cheshire, Gato Risonho, Gato Listrado ou Gato Que Ri é um gato fictício famoso através do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll. A personagem é principalmente caracterizada pelo seu sorriso pronunciado. Embora mais celebrado relacionando-se a Alice no País das Maravilhas, o Gato de Cheshire antecede o romance de 1865 e transcende o contexto de literatura. Evidencia-se também na cultura popular e na mídia - da propaganda política à televisão - , sendo alvo de diversos estudos. Uma da suas características mais distintas é que, de tempos em tempos, o seu corpo desaparece, com a última parte visível sendo o seu icónico sorriso.

Gato de Cheshire
Personagem ficcional de Alice no País das Maravilhas
Ilustração do Gato de John Tenniel.
Criado(a) por Lewis Carroll
Descrição ficcional
Sexo Masculino
Espécie Gato de pelo curto inglês (British Shorthair)
Aparições
Outros Tu és louca, eu sou louco, todos somos loucos! Se não fôssemos loucos não estaríamos aqui.

Índice

Não faltam teorias sobre a famosa expressão "sorrir como um gato de Cheshire" ("grinning like a Cheshire cat") ao longo da história inglesa.

  1. Uma possível origem da frase remete-nos ao povo de Cheshire, certo condado na Inglaterra conhecido pela grande quantidade de quintas leiteiras - daí os gatos sorrirem pela abundância de creme e de leite;
  2. Segundo o Dicionário Brewer, "The phrase has never been satisfactorily accounted for, but it has been said that cheese was formely sold in Cheshire moulded like a cat that looked as though it was grinning" (o que pode ser traduzido como: "A frase nunca foi satisfatoriamente contabilizada, mas diz-se que o queijo anteriormente vendido em Cheshire era moldado como um gato que parecia estar sorrindo"). O queijo era desfiado a partir da extremidade da cauda, de maneira que a última parte a ser comida era a cabeça do gato sorridente.
  3. Mapa Administrativo de Cheshire
    De acordo com a explicação de Samuel Maunder em 1853, "This phrase owes its origin to the unhappy attempts of a sign painter of that country to represent a lion rampant, which was the crest of an influential family, on the sign-boards of many of the inns. The resemblance of these lions to cats caused them to be generally called by the more ignoble name. A similar case is to be found in the village of Charlton, between Pewsey and Devizes, Wiltshire. A public-house by the roadside is commonly known by the name of “The Cat at Charlton”. The sign of the house was originally a lion or tiger, or some such animal – the crest of the family of Sir Edward Poore." (ou seja, "Esta frase deve ter origem nas tentativas infelizes de um pintor de placas daquele país para representar um leão desenfreado, que era o brasão de uma família influente, nas tabuletas de muitas das pousadas. A semelhança desses leões com gatos fez com que eles fossem geralmente chamados pelo nome mais ignóbil. Um caso similar é encontrado na vila de Charlton`, entre Pewsey e Devizes. Um estabelecimento público na beira da estrada é comumente conhecido pelo nome de ´The Cat at Charltron". O letreiro da casa era inicialmente um leão ou um tigre, ou algum desses animais - o brasão de família de Sir Edward Poore." .
  4. A primeira aparição conhecida da expressão literatura remete-nos ao séc. XVIII, com Francis Grose no Classical Dictionary of the Vulgar Tongue em 1788. Nele encontramos a seguinte entrada: "Cheshire Cat. `He grins like a Cheshire Cat; said of any one who shows his teeth and gums in laughing." ("Gato de Cheshire. Ele sorri como um Gato de Cheshire; dito a qualquer um que mostre os dentes e as gengivas ao sorrir.")
  5. A frase aparece novamente impressa no pseudônimo de John Wolcot, Peter Pindar, em Pair of Lyric Epistles (1792): "Lo, like a Cheshire cat our court will grin." (isto é, " Lo, como um gato de Cheshire nossa corte vai sorrir")
  6. A frase aparece também impressa no romance The Newcomes (1855) de William Makepeace Thackeray: "That woman grins like a Cheshire cat" ("Aquela mulher sorri como um gato de Cheshire")

Um pesquisa publicada em 2015 mostrou o quão fantasiosas eram tanta supostas explicadas vistas na Internet. A expressão foi finalmente explicada amalgamada com a outra frase "grinning like a cat that got the [split] cream" (ou seja, "sorrindo como um gato que tem o creme derramado") - que se poderia referir a qualquer outra região, embora Cheshire tenha sido o principal produtor de leite, queijo e creme por séculos - com o status político privilegiado único de Cheshire. Mesmo que qualquer uma dessas teorias teriam sido algo que a justificasse bem.

Aparições no Enredo

Ilustração de John Tenniel - o Gato desaparecendo.

Cap. 6 - "Porco e Pimenta"

O Gato aparece pela primeira vez no capítulo 6 "Porco e pimenta", quando Alice vê um Peixe-Lacaio entregar a um Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa da casa.

Alice observa esta operação curiosa e, após uma conversa com o sapo que a deixa perplexa, atreve-se a entrar na casa. Depara-se com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta e a fazer uma sopa, mas é tanta a pimenta que ela deita na sopa que todos na divisão - a Duquesa, o bebé e a própria Alice - não conseguem parar de espirrar violentamente, com a exceção da cozinheira e do Gato de Cheshire.

Depois de sair da casa, encontra-se num bosque, onde o Gato de Cheshire aparece e Alice pergunta-lhe se há algum lugar em que não haja gente louca. E como ir até lá. O Gato argumenta que todos são loucos, inclusive ele e Alice, acabando por lhe indicar a hipótese de visitar o Chapeleiro Maluco ou a Lebre de Março antes de desparecer lentamente, deixando apenas o seu sorriso pendente. Alice escolhe a Lebre, na esperança de se não tratar de uma criatura louca, apesar de ter ouvido as considerações do Gato, e parte imediatamente.

Cap. 8 - "O Campo de Cróquete de Sua Majetade"

O Gato de Cheshire aparece novamente quando Alice e a Rainha de Copas jogam cróquete (Capítulo 8 - O Campo de Cróquete de Sua Majestade). Ao aparecer só sua cabeça no jogo, a Rainha se irrita com ele e manda cortar cabeça do Gato. O carrasco se recusa, dizendo que é muito velho para começar a cortar cabeças sem corpo. Devido ao fato do Gato pertencer à Duquesa, a Rainha solicita a liberação desta da prisão para resolver a questão. No capítulo seguinte, a Duquesa aparece no campo, vai ao encontro de Alice com uma grande simpatia por ter salvado seu Gato.

Perspetiva de David Day

De acordo com a análise recente do estudioso David Day, o gato de Lewis Carrol era Edward Bouverie Pusey, professor de Hebraico em Oxford e mentor de Carroll.

Imagem mostrando uma catenária formada por um fio flexível fixado entre dois postes.

O nome Pusey foi sugerido por Alice, algures no Cap.6, chamar ao gato "Cheshire Puss" (por outras palavras, "Gatinho/Bichano de Cheshire"). Pusey era uma autoridade nos Pais da Igreja e, na época de Carrol, Pusey era conhecido, após a Sucessão Apostólica, como a Catenária Patrística (ou Patristic Catenary).

Como matemático, Carrol estaria bem familiarizado com um outro significado da palavra "catenária": curva plana que representa uma curva formada pelo peso de um fio flexível suspenso em duas extremidades - o que sugere a forma do sorriso do Gato de Cheshire.

"RIDDLE: What kind of a cat can grin?

ANSWER: A Catenary."

- David Day, Queen`s Quaterly (2010)

Outras possíveis inspirações

Escultura de um gato de Cheshire sorridente, St. Wilfrid`s Church, Grappenhall, Cheshire

Muitas são as outras possíveis sugestões para a inspiração de Carroll relativamente ao nome e expressão do Gato de Cheshire, como numa escultura do séc. XVI de um gato sorridente, na face oeste da Igreja de St. Wilfrid em Grappenhall (uma vila a cerca de 6 km do seu local de nascimento - Daresbury, Cheshire.

Imagem de uma fêmea de gato de pelo curto inglês (British Shorthair)

O pai de Lewis Carroll, reverendo Charles Dodgson, foi Reitor de Croft e Arquidiácono de Richmond em North Yorkshire, Inglaterra, entre 1843 e 1868; e Carroll aí viveu desde 1843 a 1850. Historiadores acreditam que o Gato de Cheshire de Lewis Carroll foi inspirado numa escultura da Igreja de São Pedro, em Croft.

O gato esculpido em St. Nicolas Church, Cranleigh, Surrey

Outra possível inspiração terá sido o gato de pelo curto inglês (British Shorthair), visto que Carroll viu um desses gatos ilustrado num rótulo de um queijo fabricado em Cheshire. A imagem de perfil da Cat Fanciers` Association diz: "When gracelessness is observed, the British Shorthair is duly embarrassed, quickly recovering with a 'Cheshire cat smile'" (o que pode ser traduzido como: "Quando a falta de graciosidade é observada, o gato de pelo curto inglês fica devidamente envergonhado, recuperando-se rapidamente com um "sorriso de gato de Cheshire").

Em 1992, membros da Lewis Carroll Society atribuíram-na (a expressão) a: uma gárgula encontrada num pilar da Igreja de São Nicolas, em Cranleigh, aonde Carroll muitas vezes costumava viajar quando morava em Guildford (embora essa afirmação seja muito duvidosa, porque Carroll havia-se mudado para Guildford três anos depois da publicação de Alice no País das Maravilhas); e a uma escultura numa igreja na vila de Croft-on-Tees, no nordeste de Inglaterra, onde Charles, o seu pai, havia sido reitor.

Acredita-se que Carroll tenha visitado a Igreja de São Cristóvão em Pott Shrigley, Cheshire, onde se encontra uma escultura em pedra semelhante ao gato ilustrado por Tenniel no livro.

A personagem fictícia do Gato de Cheshire foi retratada por outros criadores e usada como inspiração para novas personagens, nomeadamente na mídia televisiva (cinema, televisão, videojogos) e na mídia impressa (literatura, banda desenhada, etc). Outros conceitos não mediáticos que se serviram da imagem do Gato de Cheshire incluem a música, negócios e ciência.

Gato de Cheshire de peluche pertencente ao The Children`s Museum of Indianápolis.

Antes de 1951, quando Walt Disney lançou uma adaptação animada da história, havia poucas alusões pós-Alice à personagem. Martin Gardner, autor de The Annotated Alice, perguntou se T. S. Eliot tinha o Gato de Cheshire em mente ao escrever Morning at the Window, mas não nota outras alusões significativas no período pré-guerra.

Imagens e referências ao Gato de Cheshire surgiram com frequência crescente nas décadas 1960 a 1970, juntamente com referências mais frequentes às obras de Carroll em geral. O Gato de Cheshire apareceu em LSD Blotters, bem como letras de música (c.f. White Rabbit de Jefferson Airplane) e ficção popular.

No filme de animação da Disney de 1951, Alice no País das Maravilhas, o Gato de Cheshire é retratado como uma personagem inteligente e manhosa, que às vezes ajuda Alice e outras vezes a coloca em apuros. Ele canta frequentemente o primeiro verso do poema de Jabberwocky. O personagem animado foi dobrado por Sterling Holloway (versão de 1951) e Jim Cummings (2004-presente).

Poster da adaptação de Alice in Wonderland (2010) de Tim Burton

Na adaptação televisiva dos livros de Carroll de 1985, o Gato de Cheshire é dobrado por Telly Savalas, onde canta uma música triste chamada "There`s No Way Home", que simplesmente leva ainda mais Alice a tentar encontrar um caminho para casa.

Na adaptação televisiva de 1999, o Gato de Cheshire é dobrado por Whoopi Goldberg, onde ele age como amigo e aliado de Alice.

O Gato de Cheshire aparece na versão de 2010 de Alice no País das Maravilhas, dirigida por Tim Burton. O ator britânico Stephen Fry dobra a personagem. No filme, Cheshire (ou "Chess",como é frequentemente tratado) liga a ferida de Bandersnatch e guia Alice para o Chapeleiro Maluco e para a Lebre de Março. Ao longo das suas aparições, "Chess" é capaz de se tornar intangível ou sem peso, bem como invisível (e, portanto, sobreviver à decapitação), e geralmente é mostrado no ar, na altura do ombro das personagens de tamanho humano. Na adaptação do filme, Cheshire é um personagem que não só se pode tornar invisível como também tornar invisíveis objetos em seu redor.

Em 25 de Outubro de 2019, foi relatado que um projeto indeterminado relacionado com o Gato de Cheshire está sendo desenvolvido pela Disney para o seu serviço de streaming, Disney +.

Referências

  1. Esta foi a explicação declarada em Annotated Alice de Martin Gardner.
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Gato de Cheshire
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Gato de Cheshire Lingua Vigiar Editar Esta pagina cita fontes mas estas nao cobrem todo o conteudo Ajude a inserir referencias Conteudo nao verificavel podera ser removido Encontre fontes Google noticias livros e academico Outubro de 2020 O Gato de Cheshire Gato Risonho Gato Listrado ou Gato Que Ri e um gato ficticio famoso atraves do livro Alice no Pais das Maravilhas de Lewis Carroll A personagem e principalmente caracterizada pelo seu sorriso pronunciado Embora mais celebrado relacionando se a Alice no Pais das Maravilhas o Gato de Cheshire antecede o romance de 1865 e transcende o contexto de literatura Evidencia se tambem na cultura popular e na midia da propaganda politica a televisao sendo alvo de diversos estudos Uma da suas caracteristicas mais distintas e que de tempos em tempos o seu corpo desaparece com a ultima parte visivel sendo o seu iconico sorriso Gato de CheshirePersonagem ficcional de Alice no Pais das MaravilhasIlustracao do Gato de John Tenniel Criado a por Lewis CarrollDescricao ficcionalSexo MasculinoEspecie Gato de pelo curto ingles British Shorthair AparicoesOutros Tu es louca eu sou louco todos somos loucos Se nao fossemos loucos nao estariamos aqui Indice 1 Origens 2 A Personagem 2 1 Aparicoes no Enredo 2 1 1 Cap 6 Porco e Pimenta 2 1 2 Cap 8 O Campo de Croquete de Sua Majetade 2 2 Perspetiva de David Day 2 2 1 Outras possiveis inspiracoes 3 Adaptacoes 4 ReferenciasOrigens EditarNao faltam teorias sobre a famosa expressao sorrir como um gato de Cheshire grinning like a Cheshire cat ao longo da historia inglesa Uma possivel origem da frase remete nos ao povo de Cheshire certo condado na Inglaterra conhecido pela grande quantidade de quintas leiteiras dai os gatos sorrirem pela abundancia de creme e de leite Segundo o Dicionario Brewer The phrase has never been satisfactorily accounted for but it has been said that cheese was formely sold in Cheshire moulded like a cat that looked as though it was grinning 1 o que pode ser traduzido como A frase nunca foi satisfatoriamente contabilizada mas diz se que o queijo anteriormente vendido em Cheshire era moldado como um gato que parecia estar sorrindo O queijo era desfiado a partir da extremidade da cauda de maneira que a ultima parte a ser comida era a cabeca do gato sorridente 2 Mapa Administrativo de CheshireDe acordo com a explicacao de Samuel Maunder em 1853 This phrase owes its origin to the unhappy attempts of a sign painter of that country to represent a lion rampant which was the crest of an influential family on the sign boards of many of the inns The resemblance of these lions to cats caused them to be generally called by the more ignoble name A similar case is to be found in the village of Charlton between Pewsey and Devizes Wiltshire A public house by the roadside is commonly known by the name of The Cat at Charlton The sign of the house was originally a lion or tiger or some such animal the crest of the family of Sir Edward Poore 3 ou seja Esta frase deve ter origem nas tentativas infelizes de um pintor de placas daquele pais para representar um leao desenfreado que era o brasao de uma familia influente nas tabuletas de muitas das pousadas A semelhanca desses leoes com gatos fez com que eles fossem geralmente chamados pelo nome mais ignobil Um caso similar e encontrado na vila de Charlton entre Pewsey e Devizes Um estabelecimento publico na beira da estrada e comumente conhecido pelo nome de The Cat at Charltron O letreiro da casa era inicialmente um leao ou um tigre ou algum desses animais o brasao de familia de Sir Edward Poore A primeira aparicao conhecida da expressao literatura remete nos ao sec XVIII com Francis Grose no Classical Dictionary of the Vulgar Tongue em 1788 Nele encontramos a seguinte entrada Cheshire Cat He grins like a Cheshire Cat said of any one who shows his teeth and gums in laughing Gato de Cheshire Ele sorri como um Gato de Cheshire dito a qualquer um que mostre os dentes e as gengivas ao sorrir A frase aparece novamente impressa no pseudonimo de John Wolcot Peter Pindar em Pair of Lyric Epistles 1792 Lo like a Cheshire cat our court will grin isto e Lo como um gato de Cheshire nossa corte vai sorrir A frase aparece tambem impressa no romance The Newcomes 1855 de William Makepeace Thackeray That woman grins like a Cheshire cat Aquela mulher sorri como um gato de Cheshire Um pesquisa publicada em 2015 mostrou o quao fantasiosas eram tanta supostas explicadas vistas na Internet 4 A expressao foi finalmente explicada amalgamada com a outra frase grinning like a cat that got the split cream ou seja sorrindo como um gato que tem o creme derramado que se poderia referir a qualquer outra regiao embora Cheshire tenha sido o principal produtor de leite queijo e creme por seculos com o status politico privilegiado unico de Cheshire Mesmo que qualquer uma dessas teorias teriam sido algo que a justificasse bem A Personagem EditarAparicoes no Enredo Editar Ilustracao de John Tenniel o Gato desaparecendo Cap 6 Porco e Pimenta Editar O Gato aparece pela primeira vez no capitulo 6 Porco e pimenta quando Alice ve um Peixe Lacaio entregar a um Sapo Lacaio um convite para a Duquesa da casa Alice observa esta operacao curiosa e apos uma conversa com o sapo que a deixa perplexa atreve se a entrar na casa Depara se com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta e a fazer uma sopa mas e tanta a pimenta que ela deita na sopa que todos na divisao a Duquesa o bebe e a propria Alice nao conseguem parar de espirrar violentamente com a excecao da cozinheira e do Gato de Cheshire Depois de sair da casa encontra se num bosque onde o Gato de Cheshire aparece e Alice pergunta lhe se ha algum lugar em que nao haja gente louca E como ir ate la O Gato argumenta que todos sao loucos inclusive ele e Alice acabando por lhe indicar a hipotese de visitar o Chapeleiro Maluco ou a Lebre de Marco antes de desparecer lentamente deixando apenas o seu sorriso pendente Alice escolhe a Lebre na esperanca de se nao tratar de uma criatura louca apesar de ter ouvido as consideracoes do Gato e parte imediatamente Cap 8 O Campo de Croquete de Sua Majetade Editar O Gato de Cheshire aparece novamente quando Alice e a Rainha de Copas jogam croquete Capitulo 8 O Campo de Croquete de Sua Majestade Ao aparecer so sua cabeca no jogo a Rainha se irrita com ele e manda cortar cabeca do Gato O carrasco se recusa dizendo que e muito velho para comecar a cortar cabecas sem corpo Devido ao fato do Gato pertencer a Duquesa a Rainha solicita a liberacao desta da prisao para resolver a questao No capitulo seguinte a Duquesa aparece no campo vai ao encontro de Alice com uma grande simpatia por ter salvado seu Gato Perspetiva de David Day Editar De acordo com a analise recente do estudioso David Day o gato de Lewis Carrol era Edward Bouverie Pusey professor de Hebraico em Oxford e mentor de Carroll 5 Imagem mostrando uma catenaria formada por um fio flexivel fixado entre dois postes O nome Pusey foi sugerido por Alice algures no Cap 6 chamar ao gato Cheshire Puss por outras palavras Gatinho Bichano de Cheshire Pusey era uma autoridade nos Pais da Igreja e na epoca de Carrol Pusey era conhecido apos a Sucessao Apostolica como a Catenaria Patristica ou Patristic Catenary Como matematico Carrol estaria bem familiarizado com um outro significado da palavra catenaria curva plana que representa uma curva formada pelo peso de um fio flexivel suspenso em duas extremidades o que sugere a forma do sorriso do Gato de Cheshire 6 RIDDLE What kind of a cat can grin ANSWER A Catenary David Day Queen s Quaterly 2010 Outras possiveis inspiracoes Editar Escultura de um gato de Cheshire sorridente St Wilfrid s Church Grappenhall Cheshire Muitas sao as outras possiveis sugestoes para a inspiracao de Carroll relativamente ao nome e expressao do Gato de Cheshire como numa escultura do sec XVI de um gato sorridente na face oeste da Igreja de St Wilfrid em Grappenhall uma vila a cerca de 6 km do seu local de nascimento Daresbury Cheshire 7 Imagem de uma femea de gato de pelo curto ingles British Shorthair O pai de Lewis Carroll reverendo Charles Dodgson foi Reitor de Croft e Arquidiacono de Richmond em North Yorkshire Inglaterra entre 1843 e 1868 e Carroll ai viveu desde 1843 a 1850 8 Historiadores acreditam que o Gato de Cheshire de Lewis Carroll foi inspirado numa escultura da Igreja de Sao Pedro em Croft 9 O gato esculpido em St Nicolas Church Cranleigh Surrey Outra possivel inspiracao tera sido o gato de pelo curto ingles British Shorthair visto que Carroll viu um desses gatos ilustrado num rotulo de um queijo fabricado em Cheshire 10 A imagem de perfil da Cat Fanciers Association diz When gracelessness is observed the British Shorthair is duly embarrassed quickly recovering with a Cheshire cat smile 11 o que pode ser traduzido como Quando a falta de graciosidade e observada o gato de pelo curto ingles fica devidamente envergonhado recuperando se rapidamente com um sorriso de gato de Cheshire Em 1992 membros da Lewis Carroll Society atribuiram na a expressao a uma gargula encontrada num pilar da Igreja de Sao Nicolas em Cranleigh aonde Carroll muitas vezes costumava viajar quando morava em Guildford embora essa afirmacao seja muito duvidosa porque Carroll havia se mudado para Guildford tres anos depois da publicacao de Alice no Pais das Maravilhas e a uma escultura numa igreja na vila de Croft on Tees no nordeste de Inglaterra onde Charles o seu pai havia sido reitor 12 Acredita se que Carroll tenha visitado a Igreja de Sao Cristovao em Pott Shrigley Cheshire onde se encontra uma escultura em pedra semelhante ao gato ilustrado por Tenniel no livro 13 Adaptacoes EditarA personagem ficticia do Gato de Cheshire foi retratada por outros criadores e usada como inspiracao para novas personagens nomeadamente na midia televisiva cinema televisao videojogos e na midia impressa literatura banda desenhada etc Outros conceitos nao mediaticos que se serviram da imagem do Gato de Cheshire incluem a musica negocios e ciencia Gato de Cheshire de peluche pertencente ao The Children s Museum of Indianapolis Antes de 1951 quando Walt Disney lancou uma adaptacao animada da historia havia poucas alusoes pos Alice a personagem Martin Gardner autor de The Annotated Alice perguntou se T S Eliot tinha o Gato de Cheshire em mente ao escrever Morning at the Window mas nao nota outras alusoes significativas no periodo pre guerra 14 Imagens e referencias ao Gato de Cheshire surgiram com frequencia crescente nas decadas 1960 a 1970 juntamente com referencias mais frequentes as obras de Carroll em geral O Gato de Cheshire apareceu em LSD Blotters bem como letras de musica c f White Rabbit de Jefferson Airplane 15 16 e ficcao popular 17 18 No filme de animacao da Disney de 1951 Alice no Pais das Maravilhas o Gato de Cheshire e retratado como uma personagem inteligente e manhosa que as vezes ajuda Alice e outras vezes a coloca em apuros Ele canta frequentemente o primeiro verso do poema de Jabberwocky O personagem animado foi dobrado por Sterling Holloway versao de 1951 e Jim Cummings 2004 presente Poster da adaptacao de Alice in Wonderland 2010 de Tim Burton Na adaptacao televisiva dos livros de Carroll de 1985 o Gato de Cheshire e dobrado por Telly Savalas onde canta uma musica triste chamada There s No Way Home que simplesmente leva ainda mais Alice a tentar encontrar um caminho para casa Na adaptacao televisiva de 1999 o Gato de Cheshire e dobrado por Whoopi Goldberg onde ele age como amigo e aliado de Alice O Gato de Cheshire aparece na versao de 2010 de Alice no Pais das Maravilhas dirigida por Tim Burton O ator britanico Stephen Fry dobra a personagem 19 No filme Cheshire ou Chess como e frequentemente tratado liga a ferida de Bandersnatch e guia Alice para o Chapeleiro Maluco e para a Lebre de Marco Ao longo das suas aparicoes Chess e capaz de se tornar intangivel ou sem peso bem como invisivel e portanto sobreviver a decapitacao e geralmente e mostrado no ar na altura do ombro das personagens de tamanho humano Na adaptacao do filme Cheshire e um personagem que nao so se pode tornar invisivel como tambem tornar invisiveis objetos em seu redor Em 25 de Outubro de 2019 foi relatado que um projeto indeterminado relacionado com o Gato de Cheshire esta sendo desenvolvido pela Disney para o seu servico de streaming Disney 20 Referencias Esta foi a explicacao declarada em Annotated Alice de Martin Gardner Gardner Martin 1999 The Annotated Alice Alice s adventures in Wonderland amp Through the looking glass W W Norton ISBN 0 393 04947 0 Maunder Samuel 1853 The Treasury of Knowledge and Library Reference 12th ed Longman Orme Brown Green amp Longmans p 396 Young Peter Origins of the Cheshire Cat Cheshire History 55 2015 2016 184 193 Day David 2010 Oxford in Wonderland Queen s Quaterly 117 3 402 423 Day David 24 08 2015 The Cheshire Cat s Grin Solving the greatest mystery of Wonderland 150 years later The Walrus Lewis 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