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História da Grécia

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A História da Grécia compreende o estudo dos gregos, as áreas por eles governadas e o território da atual Grécia.

O âmbito da habitação e governo do povo grego sofreu várias mudanças através dos anos e, como consequência, a história da Grécia reflete essa elasticidade. Cada período tinha seus próprios interesses.

Os primeiros gregos chegaram à Europa pouco antes de1 500 a.C., e durante seu apogeu, a civilização grega governara tudo o que se incluía entre a Grécia, o Egito e o Indocuche. Os gregos estabeleceram tradições de justiça e liberdade individual, que viriam a se estabelecer como as bases da democracia contemporânea. A sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais. Os gregos da antiguidade chamavam a si próprios de helenos (todos que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia), e davam o nome de Hélade à sua terra. Os que não falavam grego eram chamados de bárbaros. Durante a antiguidade, nunca chegaram a formar um governo nacional, ainda que estivessem unidos pela mesma cultura, religião e língua.

Do passado remoto grego até o mundo atual, grande parte das minoridades gregas permaneceram em seus territórios gregos anteriores (Turquia, Itália, Líbia, Levante), e os emigrantes gregos assimilaram-se a diferentes sociedades por todo o globo (América do Norte, Austrália, norte da Europa, África do Sul e outros). Atualmente, contudo, a maioria dos gregos vive nos Estados da Grécia contemporânea (independente desde 1821) e do Chipre (independente desde 1960).

Índice

Ver artigos principais: Civilização egeia e Civilização Minoica

A primeira civilização a aparecer na Grécia foi a Civilização Minoica (ou minoana, ou mínia) no mar Egeu. Essa cultura tomou lugar aproximadamente entre2 600 a.C. e1 450 a.C. Comparativamente a períodos mais recentes da história grega, pouco se sabe a respeito dos minoanos, de quem até mesmo o nome é um termo moderno, provindo de Minos, lendário rei de Creta. Aparentemente, os minoanos eram um povo pré-Indo-Europeu. Sua língua, conhecida como Eteocretense e desprovida de relação com o idioma grego, é provavelmente o que se vê no sistema de escrita denominado Linear A, encontrado na ilha, mas que ainda não se conseguiu decifrar.

Os minoicos eram um povo principalmente mercante, engajados no comércio marítimo, isto é, eram de cultura talassocrática. Características da vida religiosa minoica incluem principalmente o simbolismo, a ausência de templos e a proeminência de divindades femininas.

Apesar das causas da queda desse povo serem incertas, é sabido que terminaram por serem invadidos pelos micênicos, um povo da Grécia continental.

Ver artigo principal: Civilização Micênica
A Estoa de Átalo restaurada, Atenas

A Grécia Micênica, também conhecida como "Grécia da Idade do Bronze", é o nome dado à civilização da Idade do Bronze do período Heládico Antigo (este último, geralmente estabelecido como o intervalo2 500–1 900 a.C.). A cultura grega desse período durou desde a chegada dos gregos ao Egeu, por volta de1 600 a.C. até o colapso de sua civilização da Idade do Bronze por volta de1 100 a.C. É a esse período que refere-se o trabalho épico de Homero, bem como muito da mitologia grega. O período Micênico teve seu nome adotado a partir do sítio arqueológico de Micenas, cidade situada no nordeste da Argólida, uma região do Peloponeso (enorme península no sul da Grécia). Atenas, Pilos, Tebas e Tirinto também são importantes sítios arqueológicos do período micênico grego.

A Civilização Micênica era dominada por uma aristocracia guerreira. Por volta de1 400 a.C. os micênios estenderam seu controle a Creta, o centro da Civilização Minoica (cf. item anterior, Civilização do Egeu), e adotaram uma forma da escrita minoica para que pudessem registrar sua primitiva variante da língua grega. Ao novo sistema de grafia (símbolos minoicos representando a nova língua grega), o sistema de escrita micênico, se convencionou chamar de Linear B.

Os micênicos enterravam seus nobres em tolos (em grego:θόλοι; singular thólos; literalmente "cúpula" ou "em forma de cúpula"), grandes câmaras de sepultamento circular com um alto teto abobadado e uma passagem de entrada aberta em forma retangular, alinhada com as pedras das quais era feito o sepulcro. Mário Giordani define um exemplo clássico de tolo como sendo "a tumba encontrada em Micenas e conhecida como Tesouro de Atreu."[1] Era comum enterrarem adagas ou qualquer outro equipamento militar com o falecido. A aristocracia era frequentemente enterrada com máscaras de ouro, tiaras, armaduras e armas incrustadas de jóias. Os micênios eram enterrados na posição sentada, e alguns indivíduos da aristocracia foram mumificados.

Por volta de1 100 a.C. a Civilização Micênica entrou em festa pois a vida estava ótima e muito calma. Várias cidades foram saqueadas e a região entrou no que os historiadores denominam Idade das Trevas. Durante esse período, a Grécia viveu um declínio tanto populacional como literário. Os próprios gregos costumavam atribuir a causa desse declínio à invasão duma nova vaga de gregos, os Dórios. Todavia, as evidências arqueológicas que poderiam comprovar esse ponto de vista são escassas.

Ver artigo principal: Idade das Trevas (Grécia)

A Idade das Trevas na Grécia (c.1 200–800 a.C.) refere-se ao período da pré-história grega começando com a presumida invasão dórica, ocasionando o fim da Civilização Micênica noséculo XI a.C., e terminando na ascensão das primeiras cidades-estados gregas noséculo IX a.C., com os poemas épicos de Homero e com as primeiras instâncias da escrita alfabética grega noséculo VIII a.C.

O colapso dos micênicos coincidiu com a queda de vários outros grandes impérios no Oriente Próximo, especialmente o império hitita e o egípcio. O motivo pode ser atribuído a uma invasão da população talassocrática de posse de armas de ferro. Quando os dórios apareceram na Grécia, também eles estavam equipados com armas de ferro de qualidade superior, facilmente dando cabo dos já fracos micênicos. O período que se seguiu a esses acontecimentos é chamado de Idade das Trevas na Grécia ou Idade das Trevas Grega.

A arqueologia mostra que a civilização do mundo grego sofreu um colapso nesse período. Os grandes palácios e cidades dos micênicos foram destruídos ou abandonados. A língua grega deixou de ser escrita. A arte cerâmica da Grécia durante a idade das trevas mostra desenhos geométricos simplistas, desprovida da rica decoração figurativa dos produtos micênicos. Os gregos do período da idade das trevas viviam em habitações menores e mais esparsas, o que sugere a fome, escassez de alimentos e uma queda populacional. Não foram encontrados em sítios arqueológicos nenhum artigo importado, mostrando que o comércio internacional era mínimo. O contato entre poderes do mundo exterior também foi perdido durante essa época, resultando num progresso cultural vagaroso, bem como uma atrofia em qualquer tipo de crescimento.

Os reis desse período mantiveram sua forma de governo até que foram substituídos por uma aristocracia. Mais tarde, nalgumas áreas, essa aristocracia foi substituída por um setor aristocrático dentro de si próprio - a elite da elite. As técnicas militares de guerra tiveram seu foco mudado da cavalaria para a infantaria, e devido ao barato custo de produção e de sua disponibilização local, o ferro substituiu o bronze como metal, sendo usado na manufatura de ferramentas e armas. Lentamente a igualidade cresceu entre os diferentes estratos sociais, resultando na usurpação de vários reis e na ascensão do geno (γένος, genos), ou seja, família.

As famílias, chamadas genos (γένοι; genoi), começaram a reconstruir seu passado, na tentativa de traçar suas linhagens a heróis da Guerra de Troia, e ainda mais além - principalmente a Hércules. Enquanto a maior parte daquelas histórias eram apenas lendas, algumas foram separadas por poetas da escola de Hesíodo. Alguns desses "contadores de histórias", como eram chamados, incluíam Hecateu de Mileto e Acusilau de Argos, mas a maioria desses poemas foram perdidos.

Acredita-se que os poemas épicos de Homero contêm um certo montante de tradição preservada oralmente durante o período da Idade das Trevas. A validade histórica dos escritos de Homero têm sido disputada vigorosamente (cf. a "questão homérica").

Ao fim desse período de estagnação (uma das principais características da Idade das Trevas) a civilização grega foi tomada por um período de renascença que se espalhou pelo mundo grego chegando até o mar Negro e a Península Ibérica. A escrita foi reintroduzida pelos fenícios, retomada e modificada pelos gregos e, depois, pelos romanos e pelos gauleses.

Ver artigos principais: Período Arcaico e Grécia Antiga

O período arcaico vai doséculo XII aoVIII a.C. Geralmente chama-se "Grécia Antiga" a todo o período da história grega anterior ao Império Romano, enquanto "Grécia Arcaica", termo usado pelos historiadores, refere-se especificamente a um dos períodos da antiguidade grega.

Alguns escritores incluem as eras das civilizações minoica e micênica no período arcaico grego, enquanto outros defendem a tese de que essas civilizações eram tão diferentes das culturas gregas posteriores que deveriam ser classificadas separadamente. Tradicionalmente convencionou-se afirmar que o período arcaico grego teve início com a data dos primeiros Jogos Olímpicos em776 a.C., mas a maioria dos historiadores atualmente retrocedem esse intervalo até o ano de1 000 a.C. aproximadamente. A data de transição para o fim desse período é a morte de Alexandre, o Grande em323 a.C., que marcou o início do período classificado como Helenístico. Todavia, nem todos observam essa regra de distinção entre a Grécia Arcaica e a Helenística: alguns escritores preferem considerar a civilização grega antiga como um continuum estendendo-se até o advento do Cristianismo noséculo III d.C.

A Grécia arcaica é considerada pela maioria dos historiadores como uma cultura que representou o fundamento da civilização ocidental. A cultura grega foi uma influência poderosa no Império Romano, que levou a muitas partes da Europa uma versão dessa cultura. A civilização da Grécia arcaica foi de influência pujante no mundo moderno, em diversos aspectos culturais, como língua, política, educação e escolaridade, filosofia, arte e arquitetura, principalmente durante o Renascimento na Europa Ocidental, e, novamente, durante vários períodos revivalistas neoclássicos no séculos XVIII e XIX tanto na Europa como nas Américas.

A unidade política básica na Grécia arcaica era a pólis (πόλις), geralmente traduzida como cidade-estado. A própria palavra "política" (em grego:τα πολιτικά; "assuntos públicos" ou "assuntos do Estado")[2]) significa "assuntos da pólis". Cada cidade era independente, ao menos em teoria. Algumas cidades poderiam ser subordinadas a outras (como uma colônia tradicionalmente acedendo à sua cidade-mãe), outras poderiam adotar formas de governo inteiramente dependentes de outras cidades (os Trinta Tiranos de Atenas foram impostos por Esparta ao fim da Guerra do Peloponeso), mas o título de poder supremo de cada cidade encontrava-se nelas próprias. Isso significa que quando a Grécia entrava em guerra (p.ex., contra o Império Aquemênida), era como se uma aliança entrasse em guerra. Tal característica, por outro lado, também deu ampla oportunidade para guerras dentro da própria Grécia, entre cidades diferentes.

A maioria dos nomes gregos conhecidos de leitores de mundo atual vem dessa época. Entre os poetas, Homero, Hesíodo, Píndaro, Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes e Safo eram ativos. Políticos famosos incluem Temístocles, Péricles, Lisandro, Epaminondas, Alcibíades, Filipe II da Macedônia e seu filho Alexandre, o Grande. Ainda neste período, Sócrates, Platão e Aristóteles deixaram seu legado, bem como Heráclito de Éfeso, Parmênides, Demócrito, Heródoto, Tucídides e Xenofonte. Quase todo o conhecimento e estudo matemático formalizado em Os Elementos de Euclides, publicado no período Helenístico, foi desenvolvido durante a era arcaica.

Duas guerras de importância-mor marcaram o mundo grego antigo: as Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso. As Guerras Médicas (500–448 a.C.) são contadas em "Histórias" de Heródoto. As cidades gregas jônicas revoltaram-se contra o Império Persa e foram apoiadas por algumas cidades do continente, por fim sendo lideradas por Atenas (as batalhas mais memoráveis dessa guerra incluem a Batalha de Maratona, a Batalha das Termópilas, a Batalha de Salamina e a Batalha de Plateia).

Em função de levar a cabo a guerra - e, subsequentemente, de defender a Grécia de ataques posteriores por parte dos Persas - Atenas fundou a Liga, ou Confederação de Delos em477 a.C. Inicialmente cada cidade da confederação contribuiria com soldados e navios a um exército grego comum, mas, com o passar do tempo, Atenas permitiu (e, depois, obrigou) cidades menores a contribuir com capital em vez de construir navios. Qualquer revolução com o intuito de deixar ou modificar a confederação seria punida. Após os conflitos com os persas, o tesouro terminou por ser transferido de Delos para Atenas, o que resultou no fortalecimento dessa cidade sob o controle da confederação. A Liga de Delos terminou sendo referida pejorativamente como "o Império Ateniense".

Em458 a.C., mesmo enquanto as Guerras Médicas ainda tomavam lugar, irrompeu-se a guerra entre a Confederação de Delos e a Confederação do Peloponeso, que compreendia Esparta e seus aliados. Depois de batalhas inconclusivas, os dois lados assinaram um tratado de paz em447 a.C.

Estipulara-se que o tratado deveria durar trinta anos, mas, em vez disso, sobreviveu apenas até431 a.C., quando estourou a temível Guerra do Peloponeso, que mudaria para sempre o mundo grego. As fontes principais acerca do ocorrido nessa famosa guerra são a "História da Guerra do Peloponeso" de Tucídides e a "Helênica" de Xenofonte.

Tucídides relata que uma das causas primeiras da guerra foi a disputa entre Córcira e Epidamno. Essa última era uma cidade de estatura menor, que o próprio Tucídides considera necessário informar o leitor acerca de onde se localiza. Corinto, que também reclamava controle sobre a cidade (Epidamno), interveio na disputa, tomando o lado dos epidamnienses. Receosa de que Corinto pudesse capturar a marinha corcireia (que, em tamanho, ficava atrás somente da ateniense), Córcira buscou a ajuda de Atenas, que terminou por intervir, impedindo Corinto de desembarcar na Córcira durante a Batalha de Sibota, sitiando Potideia e proibindo todo e qualquer comércio de Corinto com Mégara, sua mais próxima aliada (cf. decreto megárico).

Houve desacordo entre os gregos quanto a que partido teria violado o tratado entre as confederações de Delos e do Peloponeso, devido a fato de Atenas estar defendendo uma aliada (que o próprio tratado de paz permitia). Os coríntios pediram ajuda a Esparta. Com receio do poder crescente de Atenas, e observando como os atenienses estavam dispostos a usar-se desse poder para subjugar os megáricos (o embargo ateniense do decreto megárico teria arruinado o estado), Esparta finalmente declarara que o tratado de paz havia sido violado, dando início à Guerra do Peloponeso.

A primeira fase da guerra (conhecida "Guerra dos Dez Anos" ou, menos frequentemente, como "Guerra de Arquídamo", devido ao rei espartano Arquídamo II) estendeu-se até421 a.C., quando tomou lugar a Paz de Nícias. O general e líder ateniense Péricles afirmava que sua cidade lutava uma guerra defensiva, evitando a batalha contra as forças terrestres de força superior dos espartanos, importando todo o necessário através da poderosa marinha ateniense: o plano era simplesmente resistir por mais tempo do que Esparta podia lutar - os espartanos temiam ausentar-se de sua cidade por muito tempo devido às revoltas suscitadas pelos hilotas. Para que essa estratégia funcionasse, Atenas teve que aguentar sítios regulares, até que em430 a.C. a cidade sofreu com o aparecimento duma praga terrível, que terminou por dizimar aproximadamente um quarto de sua população, incluindo o próprio Péricles.

Com a ausência de Péricles no governo e na liderança militar, elementos menos conservadores ganharam poder e Atenas partiu para a ofensiva. A cidade capturou cerca de 300 a 400 hoplitas espartanos na Batalha de Pilos. Essa quantia representava uma fração significante da força ofensiva espartana, que terminou por decidir que não poderiam se dar ao luxo de perder. Enquanto isso, Atenas havia sofrido derrotas humilhantes em Decélia e em Anfípolis. O Tratado de Nícias foi concluído com a recuperação espartana de seus reféns e a recuperação ateniense da cidade de Anfípolis. Atenas e Esparta assinaram o Tratado de Nícias em421 a.C., prometendo mantê-lo por cinquenta anos.

A segunda fase da Guerra do Peloponeso teve início em415 a.C., quando Atenas embarcou na Expedição à Sicília (415–413 a.C.) para apoiar Segesta, cidade que pedira a ajuda ateniense ao ser atacada por Selinunte, líder da cidade de Siracusa, que tentava obter a hegemonia sobre a Sicília. Inicialmente, Esparta estava disposta a não ajudar sua aliada siracusana, da mesma forma que Nícias pedira a Atenas para não se intrometer no assunto, uma vez que o tratado de paz ainda estava de pé. Porém, Alcibíades, general ateniense de grande influência entre os jovens da época, terminou por convencer os atenienses a intervir no conflito, resultando na inflamação de Esparta, que o acusou de atos ímpios incrivelmente grosseiros e terminou por tomar parte, ela também, no conflito, uma vez que não poderia permitir que Atenas subjugasse Siracusa (isso acarretaria no domínio ateniense sobre o mercado ocidental de cereais, além de abrir caminho para a Etrúria[3]). A campanha terminou sendo um completo desastre, e provavelmente a maior derrota sofrida pelos atenienses até então, com Nícias morto e Alcibíades desertando Atenas e juntando forças com Esparta.

Com o apoio do novo general espartano Alcibíades, as possessões jônicas de Atenas rebelam-se. Em411 a.C., por meio duma revolução oligárquica em Atenas, chegou a entrever-se paz, mas a marinha ateniense, que permanecia fiel ao sistema democrático de governo, recusou-se a aceitar a mudança e continuou lutando em nome de Atenas. Alcibíades, que desejava voltar a Atenas, planejava aliar-se aos persas para derrotar os espartanos, mas, como não havia meios, e, mais tarde, devido à suposta tentativa de seduzir a mulher do rei Ágis II, rei espartano, terminou deixando Esparta, dirigindo-se às forças atenienses estacionadas em Samos, onde foi acolhido como general. A oligarquia em Atenas terminou por ruir e Alcibíades entrou em marcha para reconquistar o que havia sido perdido.

Em407 a.C., contudo, Alcibíades seria substituído devido a uma derrota naval na Batalha de Nócio. O general espartano Lisandro, fortalecendo o poder naval de sua cidade, conquistou vitória atrás de vitória. Depois da Batalha de Arginusa, nas ilhas Arginusas, cuja vitória pertenceu aos atenienses, mas que, devido ao mau tempo, teve suas tropas navais impedidas de resgatar alguns de seus náufragos e feridos, Atenas cometeu o erro de executar e ostracizar oito de seus melhores comandantes. Lisandro obteve uma vitória esmagadora na Batalha de Egospótamo (Rio das Cabras) em405 a.C., que virtualmente destruiu a frota ateniense. Atenas terminou por render-se um ano depois, finalmente colocando um fim à Guerra do Peloponeso.

A guerra deixou um rastro de devastação. Descontentes com a hegemonia espartana que se seguiu (incluindo o fato de que Esparta havia cedido a Jônia e o Chipre ao Império Aquemênida com o fim da Guerra Corintiana (395–387 a.C.); cf. Tratado de Antálcidas), Tebas resolveu atacar. Seu general, Epaminondas, esmagou Esparta na Batalha de Leuctra em371 a.C., inaugurando o breve período do dominação tebana na Grécia. Em346 a.C., incapaz de prevalecer em seu conflito com a Fócida, que já durava dez anos, Tebas pediu auxílio a Filipe II da Macedônia, o que resultou no rápido domínio macedônico sobre grande parte da Grécia, que estava enfraquecida depois de 27 anos de luta entre si. A unidade política básica daquele momento em diante foi o império, que terminou por dar início ao período helenístico grego.

Ver artigo principal: Período helenístico
Filipe V da Macedônia, "o querido da Hélade", usando o seu diadema real

O período helenístico da história grega começa com a morte de Alexandre em323 a.C. e termina com a anexação da península e ilhas gregas pela República Romana em146 a.C.. Apesar do fato de que o estabelecimento do governo romano não quebrou a continuidade da sociedade e cultura helenísticas - que permaneceram essencialmente as mesmas até o advento do cristianismo -, ele marcou, contudo, o final da independência política grega.

Durante o período helenístico, a importância da Grécia "em si" (ou seja, o território representado pela Grécia atual) dentro do mundo grecófono delineou nitidamente. Os grandes centros de cultura helenística eram Alexandria e Antioquia, capitais do Egito ptolemaico e da Síria selêucida respectivamente. Outros centros importantes eram Esmirna, Selêucia do Tigre, Éfeso e Pérgamo, todas fora da Grécia continental (cf. Civilização Helenística para a história da civilização grega fora da Grécia durante esse período.)

Atenas e suas aliadas (todas as populações da Grécia Central e do Peloponeso, com exceção de Esparta), ao receberam notícia da morte de Alexandre, revoltaram-se contra a Macedônia, mas foram derrotadas dentro de um ano, na Guerra Lamíaca. Enquanto isso, uma contenda pelo poder deixado por Alexandre irrompeu entre seus generais, resultando no desmembramento de seu império e no estabelecimento dum número de novos reinos (cf. Diádocos). Ptolomeu ficou com o Egito, Seleuco com o Levante, a Mesopotâmia e algumas cidades a leste. O controle da Grécia, Trácia e Anatólia foi contestado, mas por volta de298 a.C. a dinastia antigônida suplantara a antipátrida.

O controle macedônio das cidades-estados gregas foi intermitente, com o aparecimento de revoltas. Atenas, Rodes, Pérgamo e outros estados gregos mantiveram uma independência substancial, juntando-se à Confederação da Etólia (ou "Liga da Etólia") com a intenção de defender essa independência. A Confederação da Acaia (ou "Liga da Acaia") ainda que teoricamente sujeita à dinastia ptolemaica (também chamada de dinastia lágida), agia, de fato, independentemente, controlando a maioria do sul da Grécia. Esparta também continuou independente, mas recusou-se a fazer parte de confederações.

Em267 a.C., Ptolemeu II persuadiu as cidades gregas a revoltarem-se contra a Macedônia, resultando na Guerra de Cremônides, assim chamada devido ao líder ateniense Cremônides. As cidades gregas foram derrotadas e Atenas perdeu sua independência, bem como suas instituições democráticas. Isso marcou o fim de Atenas como agente política, ainda que continuasse sendo a maior, mais rica e mais cultivada cidade da Grécia. Em255 a.C., a Macedônia derrotou a frota egípcia em Cós e estendeu seu domínio à todas as ilhas do Egeu, com exceção de Rodes.

Esparta continuou hostil aos Aqueus, e em227 a.C. terminou por invadir a Acaia, ganhando o controle da Confederação. Os aqueus restantes preferiram distanciar-se da Macedônia e aliar-se a Esparta. Em222 a.C., o exército macedônio derrotou os espartanos e anexou a cidade - era a primeira vez que Esparta era ocupada por um poder estrangeiro.

Filipe V da Macedônia foi o último governante grego a dispor tanto de talento como de oportunidade para unir a Grécia e preservar sua independência contra o poder de Roma, mas morreu com um machucado que não parava de crescer. Sob seus auspícios, a Paz de Naupacto (217 a.C.) Nesse momento ele possuía o controle de toda a Grécia, excetuando-se Atenas, Rodes e Pérgamo.

Em215 a.C., contudo, Filipe forjara uma aliança com o inimigo romano, Cartago. Imediatamente, Roma seduziu as cidades aqueias, fazendo com que abandonassem a antiga lealdade a Filipe, e fez alianças com Rodes e Pérgamo - esse último, o maior poder da Ásia Menor. A Primeira Guerra Macedônica eclodiu em212 a.C., terminando inconclusivamente em205 a.C.. A Macedônia, contudo, havia sido marcada como inimigo de Roma.

Em202 a.C., Roma derrotou Cartago, ficando livre para dar atenção ao oriente. Em198 a.C. estourou a Segunda Guerra Macedônica — por razões ainda obscuras, mas basicamente porque Roma via a Macedônia como um aliado em potencial dos Selêucidas, o maior poder do oriente. Os aliados de Filipe na Grécia deserdaram-no, e em197 a.C. ele foi finalmente derrotado na Batalha de Cinoscéfalos pelo cônsul romano Tito Quíncio Flaminino.

Para a sorte dos gregos, Flamínio era um homem de moderação e um confesso admirador da cultura grega, além de conhecer e falar o idioma - razão pela qual, na verdade, muitos dos aliados de Filipe haviam se aliado a Flamínio. Filipe teve que capitular sua frota e tornar-se um aliado romano, de forma que foi poupado. Durante os Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em196 a.C., Flamínio declarou, em meio ao entusiasmo geral, a independência das cidades gregas, tornando-as livres, apesar de guarnições romanas ainda se encontrarem em Corinto e na Calcídica. A liberdade prometida por Roma, contudo, era uma ilusão. Todas as cidades, exceto Rodes, faziam parte duma nova Confederação controlada pela própria Roma, e a democracia foi substituída por regimes aristocráticos aliados a Roma.

Ver artigo principal: Antiguidade clássica

Militarmente, a Grécia havia entrado num declínio tal que os romanos conquistaram todo o seu território (168 a.C. em diante) - ainda que a cultura grega, em contrapartida, houvesse "conquistado" os romanos.

Apesar do início do governo romano sobre a Grécia ser datado convencionalmente com o saque de Corinto por Lúcio Múmio em146 a.C., no fim da Guerra Aqueia, a Macedônia já havia caído sob o controle romano com a derrota de seu rei, Perseu, por Lúcio Emílio Paulo Macedônico na Batalha de Pidna, em168 a.C., no final da Terceira Guerra Macedônica. Os romanos dividiram a região em quatro repúblicas menores, e em146 a.C., a Macedônia se tornou oficialmente uma província romana, fazendo de Salonica sua capital. O restante das cidades-estados gregas gradualmente, e por fim, prestaram homenagem a Roma, finalmente enterrando sua autonomia de jure. Os romanos deixaram a administração local ao encargo dos gregos sem nem tentar abolir o padrão de política tradicional. A ágora em Atenas continuou a ser o centro da vida civil e cultural.

O édito de Caracala em212 d.C., chamado de Édito de Caracala, concedia a cidadania romana a pessoas nascidas fora da península itálica a todos os adultos do sexo masculino em todo o Império Romano, de forma que populações provinciais tiveram seu status igualado ao da própria cidade de Roma. A importância desse decreto é histórica, mais que política: ele serviu de base para a integração onde os mecanismos econômicos e judiciais do estado poderiam ser aplicados através de todo o Mediterrâneo da mesma forma como houvera sido com o Lácio, em toda a península Itálica. Na prática, naturalmente, a integração não ocorreu de maneira uniforme. As sociedades já integradas a Roma, como a Grécia, foram favorecidas pelo edito, comparadas às sociedades mais distante, às muito pobres ou às que simplesmente eram muito diferentes, como a Britânia, a Dácia e a Germânia.

O édito de Caracala não colocou em movimento o processo que levou à transferência de poder da Itália e do Ocidente à Grécia e ao Oriente, mas sim, acelerou-o, estabelecendo a base para a ascensão da Grécia como poder maior na Europa e no Mediterrâneo durante a Idade Média. Durante este período, o cristianismo, vindo da Palestina, foi introduzido na Grécia na metade doséculo I d.C. por Paulo de Tarso. Diversas das epístolas do Novo Testamento foram dirigidas a cidades gregas como Corinto, Tessalônica, Filipos e Éfeso. Decorridos cerca de 200 anos, a religião cristã tornara-se predominante em toda a Grécia e exerceria uma influência maior no Império Bizantino.

Ver artigo principal: Império Bizantino

A história do Império Bizantino é descrita pelo acadêmico August Heisenberg como a história "do Estado romano da nação grega que se tornou cristão." A divisão do império em ocidente e oriente e o subsequente colapso do Império Romano do Ocidente foram desenvolvimentos que acentuaram constantemente a posição dos gregos no império e terminaram permitindo que fossem identificados com ele de forma completa. O papel principal de Constantinopla começou quando Constantino transformou Bizâncio na nova capital do Império Romano, cujo nome veio a ser mudado para Constantinopla. A cidade, localizada no coração do helenismo, tornou-se um ponto de referência para os gregos até a era moderna.

Os imperadores Constantino e Justiniano exerceram seu domínio sobre Roma durante o período de 324 a 610. Assimilando a tradição romana, os imperadores buscavam prover a base para subsequente melhorias e para a formação do Império Bizantino. Esforços para salvaguardar as fronteiras do império e para restaurar os territórios romanos marcaram os primeiros séculos. Ao mesmo tempo, a formação definitiva e o estabelecimento da doutrina ortodoxa, bem como uma série de conflitos resultantes de heresias desenvolvidas nas fronteiras do império, marcaram o período inicial da história bizantina.

No primeiro período da metade da era bizantina (610-867) o império foi atacado tanto por antigos inimigos (persas, lombardos, ávaros e eslavos) como por novos grupos que apareciam pela primeira vez na história (árabes, búlgaros). A principal característica desse período consiste no fato de que os ataques inimigos não se resumiam às áreas fronteiriças do estado, mas estendiam-se muito além, chegando a ameaçar a própria capital. Ao mesmo tempo, tais ataques perdiam seu caráter periódico e temporário, transformando-se em instalações permanentes que se tornavam novos estados - claro, hostis ao Império Bizantino. Mudanças também podiam ser observadas na estrutura interna do império, ditadas por condições tanto externas como internas. A predominância dos pequenos agricultores livres, a expansão dos estados militares e o desenvolvimento do sistema de temas deram o toque final ao processo evolutivo que começara no período anterior. Mais mudanças também podiam ser vistas no setor administrativo: a administração e a sociedade tinham se tornado gregas de forma imiscível, enquanto o processo de restauração da ortodoxia após o movimento iconoclástico permitiu com sucesso a retomada de ações missionárias entre os povos vizinhos e seus posicionamentos na esfera de influência cultural bizantina. Durante esse período o Estado foi geograficamente reduzido e economicamente prejudicado, uma vez que haviam perdido regiões produtoras de riquezas; o Estado obteve, contudo, uma homogeneidade linguística, dogmática e cultural muito maior.

O ano de 1204 marca o início do período bizantino tardio, quando teve lugar o acontecimento de maior importância para o império. Constantinopla foi perdida pelos gregos pela primeira vez, e o império houvera sido conquistado por cruzados do mundo latino, sendo substituído por um novo império onde o latim seria a língua do governo, período que perdurou por 57 anos. Além disso, o período de ocupação latina influenciou de forma definitiva os desenvolvimentos internos do império, uma vez que elemento feudais começaram a fazer parte do modo de vida bizantino.

Em 1261, o império grego encontrava-se dividido entre os membros da antiga dinastia Comneno greco-bizantina (Despotado de Epiro) e entre a dinastia Paleólogo (a última dinastia até a queda de Constantinopla). Após o enfraquecimento gradual das estruturas do estado grego bizantino e a redução de seu território devido às invasões dos turcos, o Império Bizantino Grego veio finalmente ao fim nas mãos dos otomanos, em 1453, data considerada como o fim do período bizantino.

É importante notar que o termo "bizantino" é uma ideia contemporânea, convencionado por historiadores. O povo da época costumava chamar o império doséculo XX em diante simplesmente como "Império Grego", bem como "Império Romeo-Grego" antes disso. Por esta razão, os gregos às vezes chamam-se a si próprios de "Romioí" (Ρωμιοί) numa forma coloquial. O termo "romeo" ('relacionado a Roma') era por vezes usado devido à tradição legada a muitos aspectos da administração política do império. Deve-se dizer também que muitos impérios em toda a Europa usaram-se do termo, além dos bizantinos gregos, como por exemplo os carolíngios ou o Sacro Império Romano-Germânico (Latin Sacrum Romanum Imperium) germânico, que se consideravam como herdeiros legítimos do Império Romano.

A Batalha de Navarino, em outubro de 1827, marcou o fim definitivo do domínio otomano na Grécia

Quando os otomanos chegaram, duas migrações gregas tiveram lugar. A primeira compreendia a camada intelectual grega, que migrou para a Europa ocidental, influenciando o advento do Renascimento. A segunda migração foi a dos gregos deixando as planícies da península da Grécia e instalando-se nas montanhas. O país, formado, em sua maior parte, por terrenos montanhosos, impediu a conquista pelos otomanos de toda a península grega, uma vez que não chegaram a desenvolver uma presença militar ou administrativa nas montanhas. Houve muitos clãs gregos das montanhas por toda a península e pelas ilhas. Os esfaquiotas de Creta, os suliotas do Epiro e os maniotas do Peloponeso estavam entre os clãs das montanhas mais resilientes durante toda o período do Império Otomano. Entre final doséculo XVI e oséculo XVII, muitos gregos começaram a migrar das montanhas para as planícies. O sistema do millet contribuiu para a coesão étnica dos gregos ortodoxos ao segregar a população do império otomano de acordo com a religião de cada um. A Igreja Ortodoxa Grega, uma instituição etno-religiosa, prestou auxílio aos gregos de todas as áreas geográficas da península (i. é, montanhas, planícies e ilhas) para que preservassem sua herança étnica, cultural, linguística e racial durante os severos anos de domínio otomano. Os gregos que viviam nas planícies durante a ocupação otomana eram ou cristãos que sofriam com o governo estrangeiro ou criptocristãos (muçulmanos gregos que praticavam em segredo a fé da igreja ortodoxa). Muitos gregos tornaram-se criptocristãos com o intuito de evitar pesadas taxações, enquanto, ao mesmo tempo, expressavam sua identidade por manter relações com a igreja ortodoxa grega em segredo. Contudo, os gregos que convertiam-se ao Islã e que não eram criptocristãos eram considerados turcos aos olhos dos gregos ortodoxos, ainda que não adotassem a língua turca. Por outro lado, a camada convertida teve imenso papel na criação da cultura grega moderna, uma vez que tradições e costumes turcos foram aprendidos durante todo o período ocupacional. Os traços mais óbvios da influência turca sobre a cultura grega atual pode ser vista na música e na cozinha gregas.

Ver artigo principal: História da Grécia Moderna
O Massacre de Quios (1824), de Eugène Delacroix, quando os otomanos reprimiram violentamente os gregos. Nos década de 1830 a Grécia obteve sua independência.

O Império Otomano dominou a Grécia até o início doséculo XIX. Em 1821, os gregos insurgiram-se, declarando sua independência na Guerra de Independência da Grécia, apesar de só conseguiram real emancipação em 1829. As elites das nações europeias viram a guerra de independência grega - devidamente acompanhada dos exemplos de atrocidades cometidas pelos turcos - de modo romântico (cf. o quadro "Massacre de Quios" de 1824, por Eugène Delacroix). Uma grande quantidade de voluntários não-gregos lutou pela causa (incluindo, por exemplo, Lord Byron) e, ainda assim, por vezes os otomanos encontravam-se a ponto de suprimir a revolução grega de maneira quase total, não fosse a intervenção da França, Inglaterra e Império Russo. Ioánnis Kapodístrias, o ministro russo de relações exteriores, ele próprio um grego, retornou à pátria-mãe como presidente da nova república, após a oficialização da independência grega. A república desapareceu alguns anos depois, quando poderes ocidentais ajudaram a transformar a Grécia numa monarquia, cujo primeiro rei veio da Baviera, e o segundo, da Dinamarca. Durante oséculo XIX e o começo doséculo XX, numa série de guerras contra os otomanos, a Grécia buscou estender suas fronteiras a fim de incluir a população étnica grega do Império Otomano, lentamente alargando seu território e população até alcançar sua configuração atual em 1947. Na Primeira Guerra Mundial a Grécia juntou-se aos poderes da Tríplice Entente para lutar contra o Império Otomano e a Tríplice Aliança. Depois da guerra foram concedidas a Grécia partes da Ásia Menor, incluindo a cidade de Esmirna, cuja população era, em grande parte, grega. Na época, porém, os nacionalistas turcos liderados por Mustafa Kemal Atatürk derrubaram o governo otomano, organizaram um ataque militar às tropas gregas e derrotaram-nas. Imediatamente, centenas de milhares de turcos vivendo no território da Grécia continental deslocaram-se, indo para a Turquia, numa troca de centenas de milhares de gregos vivendo na Turquia, que deveriam ser mandados à Grécia.

Apesar das forças armadas do país serem numericamente pequenas e mal equipadas, a Grécia contribuiu de forma decisiva com os Aliados na Segunda Guerra Mundial. No início da guerra, a Grécia juntou-se aos Aliados e recusou-se a atender as exigências do Reino de Itália. Em 28 de outubro de 1940, a Itália invadiu a Grécia, mas as tropas gregas expulsaram os invasores após sangrenta batalha (cf. Guerra Greco-Italiana), marcando a primeira vitória dos Aliados na guerra. Hitler envolveu-se relutantemente, com o objetivo principal de garantir o domínio sobre o seu flanco sul: tropas da Alemanha, Hungria, Bulgária e Itália invadiram a Grécia com sucesso, obtendo triunfo sobre as unidades gregas, britânicas, australianas e neo-zelandesas.

Contudo, quando os alemães tentaram tomar Creta num ataque maciço de paraquedistas - com o objetivo de reduzir a ameaça dum possível contra-ataque das forças aliadas no Egito - os Aliados, bem como os cretenses, ofereceram feroz resistência. Apesar da resistência cretense terminar vindo por terra, a batalha retardou os planos alemães de maneira significativa, de modo que a invasão alemã direcionada à União Soviética teve seu início fatalmente próximo do inverno. Um viés alternativo recente acerca do acontecimento é que as tropas alemãs envolvidas na batalha de Creta não eram tão numerosas a ponto de trazerem impacto ao ataque de proporções muito maiores contra a União Soviética.

Durante muitos anos da ocupação nazista, milhares de gregos morreram em combate direto, em campos de concentração ou por pura inanição. Os ocupantes assassinaram grande parte da comunidade judaica apesar das tentativas da Igreja Ortodoxa Grega e de muitos gregos cristãos de proteger os judeus. A economia assumiu ares de languidez. Após a libertação, a Grécia viveu uma guerra civil - entre comunistas e realistas (monarquistas) - igualmente cruel, que durou três anos(1946–1949).

Durante as décadas de 1950 e 1960 a Grécia continuou em lenta evolução, primeiramente com o auxílio dos Estados Unidos, mediante doações e empréstimos do Plano Marshall, e, posteriormente, com o aumento do setor turístico. Em 1967, as forças armadas gregas tomaram o poder através dum golpe de estado, derrubando o governo de direita de Panayiotis Kanellopoulos e estabelecendo a junta militar grega de 1967-1974, que viria a se tornar um regime de coronelismo. Suspeito-se inclusive que a Agência Central de Inteligência (CIA) estaria envolvida no golpe, e o novo regime em Atenas foi apoiado pelos Estados Unidos. Em 1973, o regime aboliu a monarquia grega. Em 1974, o ditador Papadopoulos negou ajuda aos Estados Unidos, conjecturando-se que, como resultado, este país, através da cooperação de Henry Kissinger, teria organizado um segundo golpe de estado. O coronel Demétrios Ioannides foi apontado como novo chefe de estado.

Muitos consideram Ioannides responsável pelo golpe contra o presidente Makarios III do Chipre - o golpe seria um pretexto para a primeira onda de invasões turcas ao Chipre em 1974 (cf. a crise de 1974 entre Grécia e Turquia). Os acontecimentos no Chipre e as manifestações que se seguiram à violenta repressão da insurreição da Politécnica (Η Εξέγερση του Πολυτεχνείου) de Atenas levaram à eclosão dum regime militar. Um carismático político exilado, Konstantínos G. Karamanlís, retornou de Paris como primeiro-ministro interino e depois ganhou nas re-eleições para dois mandatos como líder do partido conservador Nova Democracia (Νέα Δημοκρατία). Em 1975, após o plebiscito que confirmou a deposição do rei Constantino II, uma constituição republicana democrática foi estabelecida. Outro político previamente exilado, Andreas Papandreou, também retornou à Grécia e fundou o partido socialista PASOK, que ganhou as eleições em 1981, dominando o curso político do país por quase duas décadas.

Desde a restauração da democracia a estabilidade e a prosperidade econômica da Grécia tem crescido. O país tornou-se parte da União Europeia em 1981 e adotou o Euro como moeda em 2001. Novas infraestruturas, fundos da UE e rendimentos turísticos em ascensão, sua marinha mercante, seus serviços, suas indústrias elétrica e de telecomunicações trouxeram aos gregos um padrão de vida sem precedente. Tensões continuam a existir entre a Grécia e a Turquia acerca do Chipre e da delimitação de fronteiras no mar Egeu, mas as relações entre esses dois países degelaram consideravelmente depois de uma série de terremotos - primeiro na Turquia e depois na Grécia - e de frequentes amostras de simpatia e generosa assistência pela parte de ambos os lados.

  1. Giordani, Mário Curtis. História da Grécia - Antigüidade Clássica I, 3ª edição, editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1984.
  2. cf. A República de Platão, 407d.
  3. Giordani, Mário Curtis. História da Grécia - Antigüidade Clássica I, 3ª edição, editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1984, p. 126.
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História da Grécia
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Historia da Grecia Lingua Vigiar Editar Foram assinalados varios problemas nesta pagina ou se c cao As fontes nao cobrem todo o texto Texto necessita de revisao devido a inconsistencias e ou dados de confiabilidade duvidosa A Historia da Grecia compreende o estudo dos gregos as areas por eles governadas e o territorio da atual Grecia O ambito da habitacao e governo do povo grego sofreu varias mudancas atraves dos anos e como consequencia a historia da Grecia reflete essa elasticidade Cada periodo tinha seus proprios interesses Os primeiros gregos chegaram a Europa pouco antes de 1 500 a C e durante seu apogeu a civilizacao grega governara tudo o que se incluia entre a Grecia o Egito e o Indocuche Os gregos estabeleceram tradicoes de justica e liberdade individual que viriam a se estabelecer como as bases da democracia contemporanea A sua arte filosofia e ciencia tornaram se fundamentos do pensamento e da cultura ocidentais Os gregos da antiguidade chamavam a si proprios de helenos todos que falavam grego mesmo que nao vivessem na Grecia e davam o nome de Helade a sua terra Os que nao falavam grego eram chamados de barbaros Durante a antiguidade nunca chegaram a formar um governo nacional ainda que estivessem unidos pela mesma cultura religiao e lingua Do passado remoto grego ate o mundo atual grande parte das minoridades gregas permaneceram em seus territorios gregos anteriores Turquia Italia Libia Levante e os emigrantes gregos assimilaram se a diferentes sociedades por todo o globo America do Norte Australia norte da Europa Africa do Sul e outros Atualmente contudo a maioria dos gregos vive nos Estados da Grecia contemporanea independente desde 1821 e do Chipre independente desde 1960 Indice 1 Civilizacao do Egeu Grecia pre historica 2 Periodo Micenico Idade do Bronze 3 Idade das Trevas 4 Periodo arcaico 5 Periodo helenistico 6 Periodo Greco romano 7 Periodo bizantino 8 Periodo otomano 9 Periodo moderno 10 Ver tambem 11 Bibliografia 12 Ligacoes externasCivilizacao do Egeu Grecia pre historica Editar Ver artigos principais Civilizacao egeia e Civilizacao Minoica A primeira civilizacao a aparecer na Grecia foi a Civilizacao Minoica ou minoana ou minia no mar Egeu Essa cultura tomou lugar aproximadamente entre 2 600 a C e 1 450 a C Comparativamente a periodos mais recentes da historia grega pouco se sabe a respeito dos minoanos de quem ate mesmo o nome e um termo moderno provindo de Minos lendario rei de Creta Aparentemente os minoanos eram um povo pre Indo Europeu Sua lingua conhecida como Eteocretense e desprovida de relacao com o idioma grego e provavelmente o que se ve no sistema de escrita denominado Linear A encontrado na ilha mas que ainda nao se conseguiu decifrar Os minoicos eram um povo principalmente mercante engajados no comercio maritimo isto e eram de cultura talassocratica Caracteristicas da vida religiosa minoica incluem principalmente o simbolismo a ausencia de templos e a proeminencia de divindades femininas Apesar das causas da queda desse povo serem incertas e sabido que terminaram por serem invadidos pelos micenicos um povo da Grecia continental Periodo Micenico Idade do Bronze Editar Ver artigo principal Civilizacao Micenica A Estoa de Atalo restaurada Atenas A Grecia Micenica tambem conhecida como Grecia da Idade do Bronze e o nome dado a civilizacao da Idade do Bronze do periodo Heladico Antigo este ultimo geralmente estabelecido como o intervalo 2 500 1 900 a C A cultura grega desse periodo durou desde a chegada dos gregos ao Egeu por volta de 1 600 a C ate o colapso de sua civilizacao da Idade do Bronze por volta de 1 100 a C E a esse periodo que refere se o trabalho epico de Homero bem como muito da mitologia grega O periodo Micenico teve seu nome adotado a partir do sitio arqueologico de Micenas cidade situada no nordeste da Argolida uma regiao do Peloponeso enorme peninsula no sul da Grecia Atenas Pilos Tebas e Tirinto tambem sao importantes sitios arqueologicos do periodo micenico grego A Civilizacao Micenica era dominada por uma aristocracia guerreira Por volta de 1 400 a C os micenios estenderam seu controle a Creta o centro da Civilizacao Minoica cf item anterior Civilizacao do Egeu e adotaram uma forma da escrita minoica para que pudessem registrar sua primitiva variante da lingua grega Ao novo sistema de grafia simbolos minoicos representando a nova lingua grega o sistema de escrita micenico se convencionou chamar de Linear B Os micenicos enterravam seus nobres em tolos em grego 8oloi singular tholos literalmente cupula ou em forma de cupula grandes camaras de sepultamento circular com um alto teto abobadado e uma passagem de entrada aberta em forma retangular alinhada com as pedras das quais era feito o sepulcro Mario Giordani define um exemplo classico de tolo como sendo a tumba encontrada em Micenas e conhecida como Tesouro de Atreu 1 Era comum enterrarem adagas ou qualquer outro equipamento militar com o falecido A aristocracia era frequentemente enterrada com mascaras de ouro tiaras armaduras e armas incrustadas de joias Os micenios eram enterrados na posicao sentada e alguns individuos da aristocracia foram mumificados Por volta de 1 100 a C a Civilizacao Micenica entrou em festa pois a vida estava otima e muito calma Varias cidades foram saqueadas e a regiao entrou no que os historiadores denominam Idade das Trevas Durante esse periodo a Grecia viveu um declinio tanto populacional como literario Os proprios gregos costumavam atribuir a causa desse declinio a invasao duma nova vaga de gregos os Dorios Todavia as evidencias arqueologicas que poderiam comprovar esse ponto de vista sao escassas Idade das Trevas Editar Ver artigo principal Idade das Trevas Grecia A Idade das Trevas na Grecia c 1 200 800 a C refere se ao periodo da pre historia grega comecando com a presumida invasao dorica ocasionando o fim da Civilizacao Micenica no seculo XI a C e terminando na ascensao das primeiras cidades estados gregas no seculo IX a C com os poemas epicos de Homero e com as primeiras instancias da escrita alfabetica grega no seculo VIII a C O colapso dos micenicos coincidiu com a queda de varios outros grandes imperios no Oriente Proximo especialmente o imperio hitita e o egipcio O motivo pode ser atribuido a uma invasao da populacao talassocratica de posse de armas de ferro Quando os dorios apareceram na Grecia tambem eles estavam equipados com armas de ferro de qualidade superior facilmente dando cabo dos ja fracos micenicos O periodo que se seguiu a esses acontecimentos e chamado de Idade das Trevas na Grecia ou Idade das Trevas Grega A arqueologia mostra que a civilizacao do mundo grego sofreu um colapso nesse periodo Os grandes palacios e cidades dos micenicos foram destruidos ou abandonados A lingua grega deixou de ser escrita A arte ceramica da Grecia durante a idade das trevas mostra desenhos geometricos simplistas desprovida da rica decoracao figurativa dos produtos micenicos Os gregos do periodo da idade das trevas viviam em habitacoes menores e mais esparsas o que sugere a fome escassez de alimentos e uma queda populacional Nao foram encontrados em sitios arqueologicos nenhum artigo importado mostrando que o comercio internacional era minimo O contato entre poderes do mundo exterior tambem foi perdido durante essa epoca resultando num progresso cultural vagaroso bem como uma atrofia em qualquer tipo de crescimento Os reis desse periodo mantiveram sua forma de governo ate que foram substituidos por uma aristocracia Mais tarde nalgumas areas essa aristocracia foi substituida por um setor aristocratico dentro de si proprio a elite da elite As tecnicas militares de guerra tiveram seu foco mudado da cavalaria para a infantaria e devido ao barato custo de producao e de sua disponibilizacao local o ferro substituiu o bronze como metal sendo usado na manufatura de ferramentas e armas Lentamente a igualidade cresceu entre os diferentes estratos sociais resultando na usurpacao de varios reis e na ascensao do geno genos genos ou seja familia As familias chamadas genos genoi genoi comecaram a reconstruir seu passado na tentativa de tracar suas linhagens a herois da Guerra de Troia e ainda mais alem principalmente a Hercules Enquanto a maior parte daquelas historias eram apenas lendas algumas foram separadas por poetas da escola de Hesiodo Alguns desses contadores de historias como eram chamados incluiam Hecateu de Mileto e Acusilau de Argos mas a maioria desses poemas foram perdidos Acredita se que os poemas epicos de Homero contem um certo montante de tradicao preservada oralmente durante o periodo da Idade das Trevas A validade historica dos escritos de Homero tem sido disputada vigorosamente cf a questao homerica Ao fim desse periodo de estagnacao uma das principais caracteristicas da Idade das Trevas a civilizacao grega foi tomada por um periodo de renascenca que se espalhou pelo mundo grego chegando ate o mar Negro e a Peninsula Iberica A escrita foi reintroduzida pelos fenicios retomada e modificada pelos gregos e depois pelos romanos e pelos gauleses Periodo arcaico Editar Ver artigos principais Periodo Arcaico e Grecia Antiga O periodo arcaico vai do seculo XII ao VIII a C Geralmente chama se Grecia Antiga a todo o periodo da historia grega anterior ao Imperio Romano enquanto Grecia Arcaica termo usado pelos historiadores refere se especificamente a um dos periodos da antiguidade grega Alguns escritores incluem as eras das civilizacoes minoica e micenica no periodo arcaico grego enquanto outros defendem a tese de que essas civilizacoes eram tao diferentes das culturas gregas posteriores que deveriam ser classificadas separadamente Tradicionalmente convencionou se afirmar que o periodo arcaico grego teve inicio com a data dos primeiros Jogos Olimpicos em 776 a C mas a maioria dos historiadores atualmente retrocedem esse intervalo ate o ano de 1 000 a C aproximadamente A data de transicao para o fim desse periodo e a morte de Alexandre o Grande em 323 a C que marcou o inicio do periodo classificado como Helenistico Todavia nem todos observam essa regra de distincao entre a Grecia Arcaica e a Helenistica alguns escritores preferem considerar a civilizacao grega antiga como um continuum estendendo se ate o advento do Cristianismo no seculo III d C A Grecia arcaica e considerada pela maioria dos historiadores como uma cultura que representou o fundamento da civilizacao ocidental A cultura grega foi uma influencia poderosa no Imperio Romano que levou a muitas partes da Europa uma versao dessa cultura A civilizacao da Grecia arcaica foi de influencia pujante no mundo moderno em diversos aspectos culturais como lingua politica educacao e escolaridade filosofia arte e arquitetura principalmente durante o Renascimento na Europa Ocidental e novamente durante varios periodos revivalistas neoclassicos no seculos XVIII e XIX tanto na Europa como nas Americas A unidade politica basica na Grecia arcaica era a polis polis geralmente traduzida como cidade estado A propria palavra politica em grego ta politika assuntos publicos ou assuntos do Estado 2 significa assuntos da polis Cada cidade era independente ao menos em teoria Algumas cidades poderiam ser subordinadas a outras como uma colonia tradicionalmente acedendo a sua cidade mae outras poderiam adotar formas de governo inteiramente dependentes de outras cidades os Trinta Tiranos de Atenas foram impostos por Esparta ao fim da Guerra do Peloponeso mas o titulo de poder supremo de cada cidade encontrava se nelas proprias Isso significa que quando a Grecia entrava em guerra p ex contra o Imperio Aquemenida era como se uma alianca entrasse em guerra Tal caracteristica por outro lado tambem deu ampla oportunidade para guerras dentro da propria Grecia entre cidades diferentes A maioria dos nomes gregos conhecidos de leitores de mundo atual vem dessa epoca Entre os poetas Homero Hesiodo Pindaro Esquilo Sofocles Euripedes Aristofanes e Safo eram ativos Politicos famosos incluem Temistocles Pericles Lisandro Epaminondas Alcibiades Filipe II da Macedonia e seu filho Alexandre o Grande Ainda neste periodo Socrates Platao e Aristoteles deixaram seu legado bem como Heraclito de Efeso Parmenides Democrito Herodoto Tucidides e Xenofonte Quase todo o conhecimento e estudo matematico formalizado em Os Elementos de Euclides publicado no periodo Helenistico foi desenvolvido durante a era arcaica Duas guerras de importancia mor marcaram o mundo grego antigo as Guerras Medicas e a Guerra do Peloponeso As Guerras Medicas 500 448 a C sao contadas em Historias de Herodoto As cidades gregas jonicas revoltaram se contra o Imperio Persa e foram apoiadas por algumas cidades do continente por fim sendo lideradas por Atenas as batalhas mais memoraveis dessa guerra incluem a Batalha de Maratona a Batalha das Termopilas a Batalha de Salamina e a Batalha de Plateia Em funcao de levar a cabo a guerra e subsequentemente de defender a Grecia de ataques posteriores por parte dos Persas Atenas fundou a Liga ou Confederacao de Delos em 477 a C Inicialmente cada cidade da confederacao contribuiria com soldados e navios a um exercito grego comum mas com o passar do tempo Atenas permitiu e depois obrigou cidades menores a contribuir com capital em vez de construir navios Qualquer revolucao com o intuito de deixar ou modificar a confederacao seria punida Apos os conflitos com os persas o tesouro terminou por ser transferido de Delos para Atenas o que resultou no fortalecimento dessa cidade sob o controle da confederacao A Liga de Delos terminou sendo referida pejorativamente como o Imperio Ateniense Em 458 a C mesmo enquanto as Guerras Medicas ainda tomavam lugar irrompeu se a guerra entre a Confederacao de Delos e a Confederacao do Peloponeso que compreendia Esparta e seus aliados Depois de batalhas inconclusivas os dois lados assinaram um tratado de paz em 447 a C Estipulara se que o tratado deveria durar trinta anos mas em vez disso sobreviveu apenas ate 431 a C quando estourou a temivel Guerra do Peloponeso que mudaria para sempre o mundo grego As fontes principais acerca do ocorrido nessa famosa guerra sao a Historia da Guerra do Peloponeso de Tucidides e a Helenica de Xenofonte Tucidides relata que uma das causas primeiras da guerra foi a disputa entre Corcira e Epidamno Essa ultima era uma cidade de estatura menor que o proprio Tucidides considera necessario informar o leitor acerca de onde se localiza Corinto que tambem reclamava controle sobre a cidade Epidamno interveio na disputa tomando o lado dos epidamnienses Receosa de que Corinto pudesse capturar a marinha corcireia que em tamanho ficava atras somente da ateniense Corcira buscou a ajuda de Atenas que terminou por intervir impedindo Corinto de desembarcar na Corcira durante a Batalha de Sibota sitiando Potideia e proibindo todo e qualquer comercio de Corinto com Megara sua mais proxima aliada cf decreto megarico Houve desacordo entre os gregos quanto a que partido teria violado o tratado entre as confederacoes de Delos e do Peloponeso devido a fato de Atenas estar defendendo uma aliada que o proprio tratado de paz permitia Os corintios pediram ajuda a Esparta Com receio do poder crescente de Atenas e observando como os atenienses estavam dispostos a usar se desse poder para subjugar os megaricos o embargo ateniense do decreto megarico teria arruinado o estado Esparta finalmente declarara que o tratado de paz havia sido violado dando inicio a Guerra do Peloponeso A primeira fase da guerra conhecida Guerra dos Dez Anos ou menos frequentemente como Guerra de Arquidamo devido ao rei espartano Arquidamo II estendeu se ate 421 a C quando tomou lugar a Paz de Nicias O general e lider ateniense Pericles afirmava que sua cidade lutava uma guerra defensiva evitando a batalha contra as forcas terrestres de forca superior dos espartanos importando todo o necessario atraves da poderosa marinha ateniense o plano era simplesmente resistir por mais tempo do que Esparta podia lutar os espartanos temiam ausentar se de sua cidade por muito tempo devido as revoltas suscitadas pelos hilotas Para que essa estrategia funcionasse Atenas teve que aguentar sitios regulares ate que em 430 a C a cidade sofreu com o aparecimento duma praga terrivel que terminou por dizimar aproximadamente um quarto de sua populacao incluindo o proprio Pericles Com a ausencia de Pericles no governo e na lideranca militar elementos menos conservadores ganharam poder e Atenas partiu para a ofensiva A cidade capturou cerca de 300 a 400 hoplitas espartanos na Batalha de Pilos Essa quantia representava uma fracao significante da forca ofensiva espartana que terminou por decidir que nao poderiam se dar ao luxo de perder Enquanto isso Atenas havia sofrido derrotas humilhantes em Decelia e em Anfipolis O Tratado de Nicias foi concluido com a recuperacao espartana de seus refens e a recuperacao ateniense da cidade de Anfipolis Atenas e Esparta assinaram o Tratado de Nicias em 421 a C prometendo mante lo por cinquenta anos A segunda fase da Guerra do Peloponeso teve inicio em 415 a C quando Atenas embarcou na Expedicao a Sicilia 415 413 a C para apoiar Segesta cidade que pedira a ajuda ateniense ao ser atacada por Selinunte lider da cidade de Siracusa que tentava obter a hegemonia sobre a Sicilia Inicialmente Esparta estava disposta a nao ajudar sua aliada siracusana da mesma forma que Nicias pedira a Atenas para nao se intrometer no assunto uma vez que o tratado de paz ainda estava de pe Porem Alcibiades general ateniense de grande influencia entre os jovens da epoca terminou por convencer os atenienses a intervir no conflito resultando na inflamacao de Esparta que o acusou de atos impios incrivelmente grosseiros e terminou por tomar parte ela tambem no conflito uma vez que nao poderia permitir que Atenas subjugasse Siracusa isso acarretaria no dominio ateniense sobre o mercado ocidental de cereais alem de abrir caminho para a Etruria 3 A campanha terminou sendo um completo desastre e provavelmente a maior derrota sofrida pelos atenienses ate entao com Nicias morto e Alcibiades desertando Atenas e juntando forcas com Esparta Com o apoio do novo general espartano Alcibiades as possessoes jonicas de Atenas rebelam se Em 411 a C por meio duma revolucao oligarquica em Atenas chegou a entrever se paz mas a marinha ateniense que permanecia fiel ao sistema democratico de governo recusou se a aceitar a mudanca e continuou lutando em nome de Atenas Alcibiades que desejava voltar a Atenas planejava aliar se aos persas para derrotar os espartanos mas como nao havia meios e mais tarde devido a suposta tentativa de seduzir a mulher do rei Agis II rei espartano terminou deixando Esparta dirigindo se as forcas atenienses estacionadas em Samos onde foi acolhido como general A oligarquia em Atenas terminou por ruir e Alcibiades entrou em marcha para reconquistar o que havia sido perdido Em 407 a C contudo Alcibiades seria substituido devido a uma derrota naval na Batalha de Nocio O general espartano Lisandro fortalecendo o poder naval de sua cidade conquistou vitoria atras de vitoria Depois da Batalha de Arginusa nas ilhas Arginusas cuja vitoria pertenceu aos atenienses mas que devido ao mau tempo teve suas tropas navais impedidas de resgatar alguns de seus naufragos e feridos Atenas cometeu o erro de executar e ostracizar oito de seus melhores comandantes Lisandro obteve uma vitoria esmagadora na Batalha de Egospotamo Rio das Cabras em 405 a C que virtualmente destruiu a frota ateniense Atenas terminou por render se um ano depois finalmente colocando um fim a Guerra do Peloponeso A guerra deixou um rastro de devastacao Descontentes com a hegemonia espartana que se seguiu incluindo o fato de que Esparta havia cedido a Jonia e o Chipre ao Imperio Aquemenida com o fim da Guerra Corintiana 395 387 a C cf Tratado de Antalcidas Tebas resolveu atacar Seu general Epaminondas esmagou Esparta na Batalha de Leuctra em 371 a C inaugurando o breve periodo do dominacao tebana na Grecia Em 346 a C incapaz de prevalecer em seu conflito com a Focida que ja durava dez anos Tebas pediu auxilio a Filipe II da Macedonia o que resultou no rapido dominio macedonico sobre grande parte da Grecia que estava enfraquecida depois de 27 anos de luta entre si A unidade politica basica daquele momento em diante foi o imperio que terminou por dar inicio ao periodo helenistico grego Periodo helenistico Editar Ver artigo principal Periodo helenistico Filipe V da Macedonia o querido da Helade usando o seu diadema real O periodo helenistico da historia grega comeca com a morte de Alexandre em 323 a C e termina com a anexacao da peninsula e ilhas gregas pela Republica Romana em 146 a C Apesar do fato de que o estabelecimento do governo romano nao quebrou a continuidade da sociedade e cultura helenisticas que permaneceram essencialmente as mesmas ate o advento do cristianismo ele marcou contudo o final da independencia politica grega Durante o periodo helenistico a importancia da Grecia em si ou seja o territorio representado pela Grecia atual dentro do mundo grecofono delineou nitidamente Os grandes centros de cultura helenistica eram Alexandria e Antioquia capitais do Egito ptolemaico e da Siria seleucida respectivamente Outros centros importantes eram Esmirna Seleucia do Tigre Efeso e Pergamo todas fora da Grecia continental cf Civilizacao Helenistica para a historia da civilizacao grega fora da Grecia durante esse periodo Atenas e suas aliadas todas as populacoes da Grecia Central e do Peloponeso com excecao de Esparta ao receberam noticia da morte de Alexandre revoltaram se contra a Macedonia mas foram derrotadas dentro de um ano na Guerra Lamiaca Enquanto isso uma contenda pelo poder deixado por Alexandre irrompeu entre seus generais resultando no desmembramento de seu imperio e no estabelecimento dum numero de novos reinos cf Diadocos Ptolomeu ficou com o Egito Seleuco com o Levante a Mesopotamia e algumas cidades a leste O controle da Grecia Tracia e Anatolia foi contestado mas por volta de 298 a C a dinastia antigonida suplantara a antipatrida O controle macedonio das cidades estados gregas foi intermitente com o aparecimento de revoltas Atenas Rodes Pergamo e outros estados gregos mantiveram uma independencia substancial juntando se a Confederacao da Etolia ou Liga da Etolia com a intencao de defender essa independencia A Confederacao da Acaia ou Liga da Acaia ainda que teoricamente sujeita a dinastia ptolemaica tambem chamada de dinastia lagida agia de fato independentemente controlando a maioria do sul da Grecia Esparta tambem continuou independente mas recusou se a fazer parte de confederacoes Em 267 a C Ptolemeu II persuadiu as cidades gregas a revoltarem se contra a Macedonia resultando na Guerra de Cremonides assim chamada devido ao lider ateniense Cremonides As cidades gregas foram derrotadas e Atenas perdeu sua independencia bem como suas instituicoes democraticas Isso marcou o fim de Atenas como agente politica ainda que continuasse sendo a maior mais rica e mais cultivada cidade da Grecia Em 255 a C a Macedonia derrotou a frota egipcia em Cos e estendeu seu dominio a todas as ilhas do Egeu com excecao de Rodes Esparta continuou hostil aos Aqueus e em 227 a C terminou por invadir a Acaia ganhando o controle da Confederacao Os aqueus restantes preferiram distanciar se da Macedonia e aliar se a Esparta Em 222 a C o exercito macedonio derrotou os espartanos e anexou a cidade era a primeira vez que Esparta era ocupada por um poder estrangeiro Filipe V da Macedonia foi o ultimo governante grego a dispor tanto de talento como de oportunidade para unir a Grecia e preservar sua independencia contra o poder de Roma mas morreu com um machucado que nao parava de crescer Sob seus auspicios a Paz de Naupacto 217 a C Nesse momento ele possuia o controle de toda a Grecia excetuando se Atenas Rodes e Pergamo Em 215 a C contudo Filipe forjara uma alianca com o inimigo romano Cartago Imediatamente Roma seduziu as cidades aqueias fazendo com que abandonassem a antiga lealdade a Filipe e fez aliancas com Rodes e Pergamo esse ultimo o maior poder da Asia Menor A Primeira Guerra Macedonica eclodiu em 212 a C terminando inconclusivamente em 205 a C A Macedonia contudo havia sido marcada como inimigo de Roma Em 202 a C Roma derrotou Cartago ficando livre para dar atencao ao oriente Em 198 a C estourou a Segunda Guerra Macedonica por razoes ainda obscuras mas basicamente porque Roma via a Macedonia como um aliado em potencial dos Seleucidas o maior poder do oriente Os aliados de Filipe na Grecia deserdaram no e em 197 a C ele foi finalmente derrotado na Batalha de Cinoscefalos pelo consul romano Tito Quincio Flaminino Para a sorte dos gregos Flaminio era um homem de moderacao e um confesso admirador da cultura grega alem de conhecer e falar o idioma razao pela qual na verdade muitos dos aliados de Filipe haviam se aliado a Flaminio Filipe teve que capitular sua frota e tornar se um aliado romano de forma que foi poupado Durante os Jogos Istmicos realizados no istmo de Corinto em 196 a C Flaminio declarou em meio ao entusiasmo geral a independencia das cidades gregas tornando as livres apesar de guarnicoes romanas ainda se encontrarem em Corinto e na Calcidica A liberdade prometida por Roma contudo era uma ilusao Todas as cidades exceto Rodes faziam parte duma nova Confederacao controlada pela propria Roma e a democracia foi substituida por regimes aristocraticos aliados a Roma Periodo Greco romano Editar Ver artigo principal Antiguidade classica Militarmente a Grecia havia entrado num declinio tal que os romanos conquistaram todo o seu territorio 168 a C em diante ainda que a cultura grega em contrapartida houvesse conquistado os romanos Apesar do inicio do governo romano sobre a Grecia ser datado convencionalmente com o saque de Corinto por Lucio Mumio em 146 a C no fim da Guerra Aqueia a Macedonia ja havia caido sob o controle romano com a derrota de seu rei Perseu por Lucio Emilio Paulo Macedonico na Batalha de Pidna em 168 a C no final da Terceira Guerra Macedonica Os romanos dividiram a regiao em quatro republicas menores e em 146 a C a Macedonia se tornou oficialmente uma provincia romana fazendo de Salonica sua capital O restante das cidades estados gregas gradualmente e por fim prestaram homenagem a Roma finalmente enterrando sua autonomia de jure Os romanos deixaram a administracao local ao encargo dos gregos sem nem tentar abolir o padrao de politica tradicional A agora em Atenas continuou a ser o centro da vida civil e cultural O edito de Caracala em 212 d C chamado de Edito de Caracala concedia a cidadania romana a pessoas nascidas fora da peninsula italica a todos os adultos do sexo masculino em todo o Imperio Romano de forma que populacoes provinciais tiveram seu status igualado ao da propria cidade de Roma A importancia desse decreto e historica mais que politica ele serviu de base para a integracao onde os mecanismos economicos e judiciais do estado poderiam ser aplicados atraves de todo o Mediterraneo da mesma forma como houvera sido com o Lacio em toda a peninsula Italica Na pratica naturalmente a integracao nao ocorreu de maneira uniforme As sociedades ja integradas a Roma como a Grecia foram favorecidas pelo edito comparadas as sociedades mais distante as muito pobres ou as que simplesmente eram muito diferentes como a Britania a Dacia e a Germania O edito de Caracala nao colocou em movimento o processo que levou a transferencia de poder da Italia e do Ocidente a Grecia e ao Oriente mas sim acelerou o estabelecendo a base para a ascensao da Grecia como poder maior na Europa e no Mediterraneo durante a Idade Media Durante este periodo o cristianismo vindo da Palestina foi introduzido na Grecia na metade do seculo I d C por Paulo de Tarso Diversas das epistolas do Novo Testamento foram dirigidas a cidades gregas como Corinto Tessalonica Filipos e Efeso Decorridos cerca de 200 anos a religiao crista tornara se predominante em toda a Grecia e exerceria uma influencia maior no Imperio Bizantino Periodo bizantino Editar Ver artigo principal Imperio Bizantino A historia do Imperio Bizantino e descrita pelo academico August Heisenberg como a historia do Estado romano da nacao grega que se tornou cristao A divisao do imperio em ocidente e oriente e o subsequente colapso do Imperio Romano do Ocidente foram desenvolvimentos que acentuaram constantemente a posicao dos gregos no imperio e terminaram permitindo que fossem identificados com ele de forma completa O papel principal de Constantinopla comecou quando Constantino transformou Bizancio na nova capital do Imperio Romano cujo nome veio a ser mudado para Constantinopla A cidade localizada no coracao do helenismo tornou se um ponto de referencia para os gregos ate a era moderna Os imperadores Constantino e Justiniano exerceram seu dominio sobre Roma durante o periodo de 324 a 610 Assimilando a tradicao romana os imperadores buscavam prover a base para subsequente melhorias e para a formacao do Imperio Bizantino Esforcos para salvaguardar as fronteiras do imperio e para restaurar os territorios romanos marcaram os primeiros seculos Ao mesmo tempo a formacao definitiva e o estabelecimento da doutrina ortodoxa bem como uma serie de conflitos resultantes de heresias desenvolvidas nas fronteiras do imperio marcaram o periodo inicial da historia bizantina No primeiro periodo da metade da era bizantina 610 867 o imperio foi atacado tanto por antigos inimigos persas lombardos avaros e eslavos como por novos grupos que apareciam pela primeira vez na historia arabes bulgaros A principal caracteristica desse periodo consiste no fato de que os ataques inimigos nao se resumiam as areas fronteiricas do estado mas estendiam se muito alem chegando a ameacar a propria capital Ao mesmo tempo tais ataques perdiam seu carater periodico e temporario transformando se em instalacoes permanentes que se tornavam novos estados claro hostis ao Imperio Bizantino Mudancas tambem podiam ser observadas na estrutura interna do imperio ditadas por condicoes tanto externas como internas A predominancia dos pequenos agricultores livres a expansao dos estados militares e o desenvolvimento do sistema de temas deram o toque final ao processo evolutivo que comecara no periodo anterior Mais mudancas tambem podiam ser vistas no setor administrativo a administracao e a sociedade tinham se tornado gregas de forma imiscivel enquanto o processo de restauracao da ortodoxia apos o movimento iconoclastico permitiu com sucesso a retomada de acoes missionarias entre os povos vizinhos e seus posicionamentos na esfera de influencia cultural bizantina Durante esse periodo o Estado foi geograficamente reduzido e economicamente prejudicado uma vez que haviam perdido regioes produtoras de riquezas o Estado obteve contudo uma homogeneidade linguistica dogmatica e cultural muito maior O ano de 1204 marca o inicio do periodo bizantino tardio quando teve lugar o acontecimento de maior importancia para o imperio Constantinopla foi perdida pelos gregos pela primeira vez e o imperio houvera sido conquistado por cruzados do mundo latino sendo substituido por um novo imperio onde o latim seria a lingua do governo periodo que perdurou por 57 anos Alem disso o periodo de ocupacao latina influenciou de forma definitiva os desenvolvimentos internos do imperio uma vez que elemento feudais comecaram a fazer parte do modo de vida bizantino Em 1261 o imperio grego encontrava se dividido entre os membros da antiga dinastia Comneno greco bizantina Despotado de Epiro e entre a dinastia Paleologo a ultima dinastia ate a queda de Constantinopla Apos o enfraquecimento gradual das estruturas do estado grego bizantino e a reducao de seu territorio devido as invasoes dos turcos o Imperio Bizantino Grego veio finalmente ao fim nas maos dos otomanos em 1453 data considerada como o fim do periodo bizantino E importante notar que o termo bizantino e uma ideia contemporanea convencionado por historiadores O povo da epoca costumava chamar o imperio do seculo XX em diante simplesmente como Imperio Grego bem como Imperio Romeo Grego antes disso Por esta razao os gregos as vezes chamam se a si proprios de Romioi Rwmioi numa forma coloquial O termo romeo relacionado a Roma era por vezes usado devido a tradicao legada a muitos aspectos da administracao politica do imperio Deve se dizer tambem que muitos imperios em toda a Europa usaram se do termo alem dos bizantinos gregos como por exemplo os carolingios ou o Sacro Imperio Romano Germanico Latin Sacrum Romanum Imperium germanico que se consideravam como herdeiros legitimos do Imperio Romano Periodo otomano Editar Ver artigos principais Grecia otomana e Historia da Grecia Moderna A Batalha de Navarino em outubro de 1827 marcou o fim definitivo do dominio otomano na Grecia Quando os otomanos chegaram duas migracoes gregas tiveram lugar A primeira compreendia a camada intelectual grega que migrou para a Europa ocidental influenciando o advento do Renascimento A segunda migracao foi a dos gregos deixando as planicies da peninsula da Grecia e instalando se nas montanhas O pais formado em sua maior parte por terrenos montanhosos impediu a conquista pelos otomanos de toda a peninsula grega uma vez que nao chegaram a desenvolver uma presenca militar ou administrativa nas montanhas Houve muitos clas gregos das montanhas por toda a peninsula e pelas ilhas Os esfaquiotas de Creta os suliotas do Epiro e os maniotas do Peloponeso estavam entre os clas das montanhas mais resilientes durante toda o periodo do Imperio Otomano Entre final do seculo XVI e o seculo XVII muitos gregos comecaram a migrar das montanhas para as planicies O sistema do millet contribuiu para a coesao etnica dos gregos ortodoxos ao segregar a populacao do imperio otomano de acordo com a religiao de cada um A Igreja Ortodoxa Grega uma instituicao etno religiosa prestou auxilio aos gregos de todas as areas geograficas da peninsula i e montanhas planicies e ilhas para que preservassem sua heranca etnica cultural linguistica e racial durante os severos anos de dominio otomano Os gregos que viviam nas planicies durante a ocupacao otomana eram ou cristaos que sofriam com o governo estrangeiro ou criptocristaos muculmanos gregos que praticavam em segredo a fe da igreja ortodoxa Muitos gregos tornaram se criptocristaos com o intuito de evitar pesadas taxacoes enquanto ao mesmo tempo expressavam sua identidade por manter relacoes com a igreja ortodoxa grega em segredo Contudo os gregos que convertiam se ao Isla e que nao eram criptocristaos eram considerados turcos aos olhos dos gregos ortodoxos ainda que nao adotassem a lingua turca Por outro lado a camada convertida teve imenso papel na criacao da cultura grega moderna uma vez que tradicoes e costumes turcos foram aprendidos durante todo o periodo ocupacional Os tracos mais obvios da influencia turca sobre a cultura grega atual pode ser vista na musica e na cozinha gregas Periodo moderno Editar Ver artigo principal Historia da Grecia Moderna O Massacre de Quios 1824 de Eugene Delacroix quando os otomanos reprimiram violentamente os gregos Nos decada de 1830 a Grecia obteve sua independencia O Imperio Otomano dominou a Grecia ate o inicio do seculo XIX Em 1821 os gregos insurgiram se declarando sua independencia na Guerra de Independencia da Grecia apesar de so conseguiram real emancipacao em 1829 As elites das nacoes europeias viram a guerra de independencia grega devidamente acompanhada dos exemplos de atrocidades cometidas pelos turcos de modo romantico cf o quadro Massacre de Quios de 1824 por Eugene Delacroix Uma grande quantidade de voluntarios nao gregos lutou pela causa incluindo por exemplo Lord Byron e ainda assim por vezes os otomanos encontravam se a ponto de suprimir a revolucao grega de maneira quase total nao fosse a intervencao da Franca Inglaterra e Imperio Russo Ioannis Kapodistrias o ministro russo de relacoes exteriores ele proprio um grego retornou a patria mae como presidente da nova republica apos a oficializacao da independencia grega A republica desapareceu alguns anos depois quando poderes ocidentais ajudaram a transformar a Grecia numa monarquia cujo primeiro rei veio da Baviera e o segundo da Dinamarca Durante o seculo XIX e o comeco do seculo XX numa serie de guerras contra os otomanos a Grecia buscou estender suas fronteiras a fim de incluir a populacao etnica grega do Imperio Otomano lentamente alargando seu territorio e populacao ate alcancar sua configuracao atual em 1947 Na Primeira Guerra Mundial a Grecia juntou se aos poderes da Triplice Entente para lutar contra o Imperio Otomano e a Triplice Alianca Depois da guerra foram concedidas a Grecia partes da Asia Menor incluindo a cidade de Esmirna cuja populacao era em grande parte grega Na epoca porem os nacionalistas turcos liderados por Mustafa Kemal Ataturk derrubaram o governo otomano organizaram um ataque militar as tropas gregas e derrotaram nas Imediatamente centenas de milhares de turcos vivendo no territorio da Grecia continental deslocaram se indo para a Turquia numa troca de centenas de milhares de gregos vivendo na Turquia que deveriam ser mandados a Grecia Apesar das forcas armadas do pais serem numericamente pequenas e mal equipadas a Grecia contribuiu de forma decisiva com os Aliados na Segunda Guerra Mundial No inicio da guerra a Grecia juntou se aos Aliados e recusou se a atender as exigencias do Reino de Italia Em 28 de outubro de 1940 a Italia invadiu a Grecia mas as tropas gregas expulsaram os invasores apos sangrenta batalha cf Guerra Greco Italiana marcando a primeira vitoria dos Aliados na guerra Hitler envolveu se relutantemente com o objetivo principal de garantir o dominio sobre o seu flanco sul tropas da Alemanha Hungria Bulgaria e Italia invadiram a Grecia com sucesso obtendo triunfo sobre as unidades gregas britanicas australianas e neo zelandesas Contudo quando os alemaes tentaram tomar Creta num ataque macico de paraquedistas com o objetivo de reduzir a ameaca dum possivel contra ataque das forcas aliadas no Egito os Aliados bem como os cretenses ofereceram feroz resistencia Apesar da resistencia cretense terminar vindo por terra a batalha retardou os planos alemaes de maneira significativa de modo que a invasao alema direcionada a Uniao Sovietica teve seu inicio fatalmente proximo do inverno Um vies alternativo recente acerca do acontecimento e que as tropas alemas envolvidas na batalha de Creta nao eram tao numerosas a ponto de trazerem impacto ao ataque de proporcoes muito maiores contra a Uniao Sovietica Durante muitos anos da ocupacao nazista milhares de gregos morreram em combate direto em campos de concentracao ou por pura inanicao Os ocupantes assassinaram grande parte da comunidade judaica apesar das tentativas da Igreja Ortodoxa Grega e de muitos gregos cristaos de proteger os judeus A economia assumiu ares de languidez Apos a libertacao a Grecia viveu uma guerra civil entre comunistas e realistas monarquistas igualmente cruel que durou tres anos 1946 1949 Durante as decadas de 1950 e 1960 a Grecia continuou em lenta evolucao primeiramente com o auxilio dos Estados Unidos mediante doacoes e emprestimos do Plano Marshall e posteriormente com o aumento do setor turistico Em 1967 as forcas armadas gregas tomaram o poder atraves dum golpe de estado derrubando o governo de direita de Panayiotis Kanellopoulos e estabelecendo a junta militar grega de 1967 1974 que viria a se tornar um regime de coronelismo Suspeito se inclusive que a Agencia Central de Inteligencia CIA estaria envolvida no golpe e o novo regime em Atenas foi apoiado pelos Estados Unidos Em 1973 o regime aboliu a monarquia grega Em 1974 o ditador Papadopoulos negou ajuda aos Estados Unidos conjecturando se que como resultado este pais atraves da cooperacao de Henry Kissinger teria organizado um segundo golpe de estado O coronel Demetrios Ioannides foi apontado como novo chefe de estado Muitos consideram Ioannides responsavel pelo golpe contra o presidente Makarios III do Chipre o golpe seria um pretexto para a primeira onda de invasoes turcas ao Chipre em 1974 cf a crise de 1974 entre Grecia e Turquia Os acontecimentos no Chipre e as manifestacoes que se seguiram a violenta repressao da insurreicao da Politecnica H E3egersh toy Polytexneioy de Atenas levaram a eclosao dum regime militar Um carismatico politico exilado Konstantinos G Karamanlis retornou de Paris como primeiro ministro interino e depois ganhou nas re eleicoes para dois mandatos como lider do partido conservador Nova Democracia Nea Dhmokratia Em 1975 apos o plebiscito que confirmou a deposicao do rei Constantino II uma constituicao republicana democratica foi estabelecida Outro politico previamente exilado Andreas Papandreou tambem retornou a Grecia e fundou o partido socialista PASOK que ganhou as eleicoes em 1981 dominando o curso politico do pais por quase duas decadas Desde a restauracao da democracia a estabilidade e a prosperidade economica da Grecia tem crescido O pais tornou se parte da Uniao Europeia em 1981 e adotou o Euro como moeda em 2001 Novas infraestruturas fundos da UE e rendimentos turisticos em ascensao sua marinha mercante seus servicos suas industrias eletrica e de telecomunicacoes trouxeram aos gregos um padrao de vida sem precedente Tensoes continuam a existir entre a Grecia e a Turquia acerca do Chipre e da delimitacao de fronteiras no mar Egeu mas as relacoes entre esses dois paises degelaram consideravelmente depois de uma serie de terremotos primeiro na Turquia e depois na Grecia e de frequentes amostras de simpatia e generosa assistencia pela parte de ambos os lados Ver tambem EditarVer tambem Cronologia da Grecia Antiga e Lista de toponimos gregos Arquitetura da Grecia Antiga Arte da Grecia Antiga Filosofia grega Historia da Europa Historia de Atenas Historia dos Balcas Igreja Ortodoxa Grega Jogos Olimpicos Jogos Olimpicos de Verao de 1896 Jogos Olimpicos de Verao de 2004 Legado grego Grego micenico Lingua grega Lingua grega antiga Literatura grega Matematica grega Megali Idea Misterios de Eleusis Mitologia grega Musica da Grecia Antiga Teatro na Grecia AntigaBibliografia Editar Giordani Mario Curtis Historia da Grecia Antiguidade Classica I 3ª edicao editora Vozes Petropolis RJ 1984 cf A Republica de Platao 407d Giordani Mario Curtis Historia da Grecia Antiguidade Classica I 3ª edicao editora Vozes Petropolis RJ 1984 p 126 Chadwick John The Mycenaean World Cambridge UP ISBN 0 521 29037 6 Mountjoy P A 1986 Mycenaean Decorated Pottery A Guide to Identification Studies in Mediterranean Archaeology 73 Goteborg Paul Astroms Forlag ISBN 91 86098 32 2 Mylonas George E 1966 Mycenae and the Mycenaean Age Princeton UP ISBN 0 691 03523 7 Latacz J Between Troy and Homer The so called Dark Ages in Greece in Storia Poesia e Pensiero nel Mondo antico Studi in Onore di M Gigante Rome 1994 Podzuweit Christian 1982 Die mykenische Welt und Troja In B Hansel ed Sudosteuropa zwischen 1600 und 1000 v Chr 65 88 Ramou Hapsiadi Anna Apo thn Fyletikh Koinwnia sthn Politikh Ekdoseis Kardamitsa Atenas 1982 Taylour Lord William 1964 The Mycenaeans Revised edition 1990 London Thames amp Hudson ISBN 0 500 27586 6 Ligacoes externas Editar O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Historia da Grecia Jeremy B Rutter The Prehistoric Archaeology of the Aegean chronology history bibliography GreciaHistoria Politica Forcas Armadas Regioes Geografia Economia Demografia Cultura Musica Turismo Portal Imagens Portal da Grecia Portal da historia Portal da Grecia Antiga Obtida de https pt wikipedia org w index php title Historia da Grecia amp oldid 59375566,