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Coordenadas: 37° 43' 53" N, 22° 45' 54" O

Micenas (AFI: [/my'ke:nai/], em grego moderno Μυκήνες AFI: [/mi'cines/]), é um sítio arqueológico na Grécia, localizado cerca de 90 km a sudoeste de Atenas, no nordeste do Peloponeso. Argos fica a 11 km para sul; Corinto, 48 km para norte. Do monte onde se localiza o palácio, avista-se a Argólida até o golfo Sarónico.

Sítios Arqueológicos de Micenas e Tirinto *
Património Mundial da UNESCO

Porta do Leão, em Micenas.
País Grécia
Tipo Cultural
Critérios i, ii, iii, iv, vi
Referência
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 37° 43′ 53″ N, 22° 45′ 53″ L
Histórico de inscrição
Inscrição 1999 (23ª sessão)
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A Porta do Leão, em Micenas
Círculo tumular A, em Micenas
Mapa parcial da Beócia, Ática e o Peloponeso, mostrando a posição de Micenas

No segundo milênio a.C., Micenas foi um dos maiores centros da civilização grega e uma potência militar que dominou a maior parte do sul da Grécia. O período da história de cerca de 1600 a cerca de 1100 a.C é chamado Micénico em reconhecimento à posição de liderança de Micenas.

Índice

O nome micénico reconstituído do sítio é Mukānai, que é uma forma vocabular no plural, tal como Athānai (Atenas). A mudança de ā para ē é uma mudança fonética do ático tardio para o jónico.

Ainda que a cidadela tenha sido construída por Gregos, o nome não é considerado grego, sendo antes um dos muitos locais pré-Gregos herdados por emigrantes Helenos. John Chadwick sustentava que nomes como Mukanai derivam, certamente de uma ou mais línguas desconhecidas, anteriormente faladas na Grécia. As línguas pré-gregas mantêm-se desconhecidas, mas não há evidências que permitam excluí-las da superfamília Indo-Europeia.

Dinastia Perseida

Segundo a mitologia grega, Micenas teria sido fundada por Perseu, neto do rei Acrísio de Argos, pela sua filha, Dânae. Tendo matado acidentalmente o seu avô, Perseu não herdou o trono de Argos. Em contrapartida, procedeu à troca de domínios com o seu primo, Megapentes, que ficou com Argos enquanto que Perseu passou a reinar em Tirinte, tendo, posteriormente, procedido à fortificação de Micenas.

Perseu, casado com Andrómeda, depois de ter tido dela vários filhos, entrou em guerra com Argos, onde foi morto por Megapentes. O seu filho, Electrião, viu a sucessão disputada pelos Táfios, filhos de Ptérelas. Estes reclamavam para si o trono por pertencerem à linhagem dos Perseidas através do seu bisavô Mestor, irmão de Eléctrion. Como este último não abdicou aos interesses dos Táfios, estes vingaram-se procedendo ao roubo de grande parte dos rebanhos reais, que levou os filhos de Eléctrion a entrar num combate que resultou na morte de todos os contendores. Eléctrion decidiu, então, seguir para a guerra, confiando a sua filha Alcmena ao seu sobrinho Anfitrião, que lhe havia resgatado as cabeças de gado. Anfitrião, contudo, mata acidentalmente o seu tio e é obrigado a purificar-se do seu acto, seguindo para o exílio.

O trono passou para Esténelo, o terceiro na dinastia e filho de Perseu. Este abriu caminho para a futura grandeza ao casar com Nícipe, uma filha do rei Pélope de Élis, o mais poderoso estado da região, na altura. Com esta, teve um filho, Euristeu, o quarto e último rei da Dinastia Perseida. Quando um filho de Héracles, Hilo, matou Esténelo, Euristeu tornou-se conhecido pela inimizade que passou a votar a Héracles e à violenta perseguição aos Heráclidas, os descendentes de Héracles. Estes últimos, que identificar-se-iam com o povo dórico, reclamavam para si o trono de Micenas, pelo que Euristeu determinou-se em aniquilá-los e, em consequência, procuraram refúgio em Atenas. No curso da guerra, Euristeu foi morto juntamente com todos os seus filhos. A dinastia Perseida via chegar o seu fim. O povo de Micenas decide, então, colocar o tio materno de Euristeu, Atreu, um Pelópida, no trono.

Dinastia Átrida

O regresso de Agamémnon

O povo de Micenas tinha sido aconselhado por um oráculo a escolherem o novo rei de entre alguém dos Pelópidas. Os dois pretendentes eram Atreu e o seu irmão, Tiestes. Este foi o inicialmente escolhido. Mas, na sequência desta escolha, o sol percorreu o céu em sentido inverso, pondo-se a Este. Atreu aproveitou o fenómeno para argumentar que, tal como o caminho do sol tinha sido invertido, também a eleição o deveria ser. O argumento foi tido em conta e Atreu tornou-se rei. O seu primeiro acto foi perseguir Tiestes e toda a sua família - isto é, os seus próprios familiares, mas Tiestes conseguiu escapar.

Segundo a lenda, Atreu tinha dois filhos, Agamémnon e Menelau, os Átridas. Egisto, filho de Tiestes, matou Atreu e restaurou o reinado de seu pai. Com a ajuda do Rei Tíndaro de Esparta, os Átridas conseguiram, contudo, levar Tiestes de novo para o exílio. Tíndaro, por sua vez, tinha duas filhas, Helena e Clitemnestra, que casaram, respectivamente, com Menelau e Agamémnon. Este último herdou Micenas e Menelau tornou-se rei de Esparta.

O assassinato de Agamémnon

Pouco depois destes acontecimentos, Helena fugia de casa do seu marido com Páris de Troia. Agamémnon conduziu, então, uma guerra de 10 anos contra Troia no intuito de a reaver para seu irmão. Devido à falta de vento, o navio de guerra onde deveria seguir a Troia não saía praticamente do porto, o que levou-os a chamar um oráculo para esclarecer o que estava acontecendo. O oráculo esclarece que quando Agamemnon matou um cervo em uma floresta sagrada e se gabou de ser o melhor caçador, desagradou Ártemis e como punição Agamémnon deveria sacrificar a sua filha mais velha Ifigênia em seu altar. Clitemnestra é enganada para trazer a filha com a promessa de que ela casaria com Aquiles. Ao descobrir a trama Ifigênia, diante da revolta do exército, aceita se sacrificar. A deusa da caça, Ártemis, substituiu-a, sobre ao altar, no último momento, por uma corça, levando Ifigênia para Táurida para ser sua suma sacerdotisa. Tendo as divindades ficado satisfeitas com tal sacrifício, os ventos começaram a soprar de novo e a frota partiu para Troia.

Conta ainda a lenda que a longa e árdua Guerra de Troia, ainda que tivesse sido, nominalmente, uma vitória para os Gregos, trouxe consigo a anarquia, pirataria e ruína para os povos envolvidos. Mesmo antes da partida da frota grega para Troia, o conflito provocou divisões entre os próprios deuses, acarretando consigo maldições e actos de vingança em torno dos heróis gregos. Depois da guerra, Agamémnon, no seu regresso, foi recebido com todas as honras, sendo de seguida morto durante o banho por Clitemnestra, que o odiava desde a altura em que este tinha ordenado o sacrifício da sua filha, Efigénia, ainda que esta se tenha salvo posteriormente. Clitemnestra foi ajudada no seu crime por Egisto, que reinou em seguida, mas Orestes, filho de Agamémnon, conseguiu fugir para a Fócida, de onde voltou, já adulto, para assassinar Egisto e Clitemnestra. De seguida, fugiu para Atenas para fugir da justiça devido ao matricídio, passando por uma fase de loucura. Entretanto, o trono de Micenas passou para Aletes, filho de Egisto, mas não por muito tempo. Ao recuperar a sanidade, Orestes voltou a Micenas e matou-o, recuperando o trono.

Orestes construiu, então, um dos maiores estados do Peloponeso, mas morreu com a dentada de uma cobra, na Arcádia. O seu filho, Tisâmeno, o último da dinastia Átrida, foi morto pelos Heráclidas no seu regresso ao Peloponeso. Estes reclamavam o direito dos Perseidas de herdar os vários reinos do Peloponeso e sortear o seu domínio. Quaisquer que sejam as realidades históricas reflectidas nestas histórias, os Átridas estavam firmemente estabelecidos na época próxima do fim da Era Heróica, com a chegada dos Dóricos. Não existem histórias estabelecidas sobre qualquer casa real em Micenas depois dos Átridas, o que pode reflectir o facto de que não terão passado pouco mais que cinquenta a sessenta anos desde a queda de Troia VII (que teria inspirado a Troia homérica) e a queda de Micenas.

Os Átridas na Ásia Menor

De facto, houve um eclipse total do sol no mar Egeu a 5 de março de 1223 a.C., que poderia ter levado os Atreus a interpretarem-no como a inversão natural do curso do sol, como se tivesse posto a oriente, de acordo com a lenda. Esta data não resolve todos os enigmas levantados pela narrativa mitológica.

Uma data posterior está relacionada com a Guerra de Troia, que poderia estar, nesse caso, realmente relacionada com Troia VII. Os Perseidas terão estado no poder cerca de 1340, altura de que data a base de uma estátua de Kom el-Heitan no Egito, em memória do itinerário de uma embaixada egípcia ao mar Egeu no tempo de Amenófis III. Aceitando que M-w-k-i-n-u, uma das cidades visitadas, correspondia a Micenas, este é um raro documento a referir a cidade, pertencente aos "Tanaja", identificados com os Dânaos citados por Homero, cujo nome proviria de Dânae, mãe de Perseu, o que sugere que os Perseidas tinham alguma forma de domínio sobre a região do Egeu.

Também no século XIV a.C há notícia dos problemas causados pelos Ahhiya a vários reis do Império Hitita. Ahhiyawa ou Ahhiya, termos que ocorrem algumas vezes em várias tábuas hititas ao longo deste século, corresponderia provavelmente a Achaiwia, forma reconstruída do grego micénico para designar a Acaia. Os Hititas não usavam o termo Danaja, como faziam os Egípcios, ainda que a primeira referência aos Ahhiya nos "Pecados de Madduwatta" preceda a correspondência entre Amenófis III e um dos sucessores de Madduwatta em Arzaua, Tarunta-Radu. As fontes externas correspondentes ao Heládico Tardio IIIA:1 concordam, contudo, na omissão de qualquer grande rei ou outra qualquer estrutura unificadora além de Tanaja / Ahhiya.

Por exemplo, em "Os Pecados de Madduwatta", Attarissiya, o "homem de Ahhiya" (i.e. o seu governante), ataca Madduwatta e repele-o do seu território. Este obtém refúgio e ajuda militar do grande rei Hitita Tudalia. Depois da morte deste último e no reinado do seu filho, Arnuwanda, Madduwatta alia-se a Attarissiya e, juntamente com outro governante, atacam Alaxia, ou seja, Chipre.

Esta é a única ocorrência documental de alguém com o nome de Attarissia. As tentativas de relacionar o nome a Atreu não têm sido suportadas pela comunidade científica, nem existe qualquer evidência de qualquer Pelópida chamado Atreu por esta altura.

Durante o Heládico Tardio LHIIIA:2, Ahhiya, já conhecido como Ahhiyawa, estendeu a sua influência até Mileto, fixando-se na costa da Anatólia, tendo competido com os Hititas pela influência e controlo da Anatólia Ocidental. Por exemplo, por Uhha-Ziti de Arzaua e, através dele, pela região do Rio Seha de Manapa-Tarhunta. Ainda que estabeleçam a credibilidade dos Micénicos enquanto poder histórico, estes documentos levantam tantos problemas quanto os que resolvem.

De forma semelhante, um rei hitita escreveu a chamada "Carta de Tawagalawa" para o grande rei dos Ahhiyawa, sobre os danos causados por um aventureiro de nome Piyama-Radu, de Luwiyan. Nenhum dos nomes desses grandes reis está, de facto, estabelecido, podendo o rei hitita ser Muwatalli II ou o seu irmão Hattusili III, o que fará datar a carta para o Heládico Tardio LHIIIB, segundo os padrões Micénicos. Mas nem na lenda de Atreu nem na de Agamémnon se faz referência a quaisquer irmãos chamados Etewoclewes (Etéocles), nome que, contudo, está associado a Tebas que, durante o precedente período do Heládico Tardio, LHIIIA, Amenófis III considerava igual a Micenas.

Noutros documentos, Muwatalli II (que reinou de 1296–1272 a.C.) firma um tratado com Alaksandu (possivelmente Alexandre, eventualmente identificado como Páris), rei de Uilussa (Ílio ou Troia); e noutro documento refere-se a Uilussa jurando por Apaliuna (Apolo). Mas o Alaksandu do tratado referido não poderia, de acordo com a lenda, ser rei da cidade atacada por Agamenão, já que tal honra pertenceria a Príamo.

O túmulo de Egisto, no exterior das muralhas da cidadela

Neolítico

Deste período foram apenas encontrados e datados alguns fragmentos de cerâmica dispersos em entulho revolvido, referentes a antes de 3500 a.C. O sítio foi habitado, mas a estratigrafia ficou deveras comprometida com as construções posteriores.

Idade do Bronze

Vista da acrópole, na cidade alta

Durante a Idade do Bronze, o padrão na ocupação do espaço de Micenas era o de um monte fortificado rodeado de pequenos povoados rurais, em contraste com a densa urbanização da costa. Como Micenas era a capital de um estado que governou, ou dominou, grande parte do mundo mediterrânico oriental, os seus governantes terão colocado as suas fortalezas características em regiões mais remotas e menos povoadas devido ao seu valor defensivo. Já que existem poucos documentos datáveis nos sítios estudados (como o poderia ser um escaravelho egípcio, por exemplo) e como não há estudos de dendrocronologia efectuados sobre os vestígios encontrados, a cronologia da história de Micenas encontra-se muito dependente da cultura material do Período Heládico.

Heládico inicial

Pensa-se que, neste período, tal como o resto do território continental grego, Micenas tenha sido ocupada por povos de língua não Indo-europeus que praticavam a agricultura e a pecuária, de 3000 a.C. a 2000 a.C. Há evidências arqueológicas de ocupação do sítio, de 3500 a 2100, ainda que deficientemente estratificados, tal como acontece para o período Neolítico.

Heládico médio

Acredita-se que a acrópole de Micenas tenha sido fortificada cerca de 1500 a.C, devido à presença de túmulos verticais datando deste período.Os primeiros sepultamentos em covas ou cistas começaram a oeste da acrópole cerca de 1800-1700 a.C. Neste período, a acrópole já estava cercada, pelo menos parcialmente, pela série mais antiga de muralhas. A respeito dos vestígios desta época, Emily Vermeule chegou a dizer que "nada há no mundo do Heládico Médio que nos prepare para o furioso esplendor dos túmulos verticais.".

Heládico Tardio I

Espadas e vasos micénios

Escavado entre 1952 e 1954 por Papadimitriou e Mylonas, fora das muralhas, o círculo tumular B pertencente a um recinto funerário do século XVII ou XVI a.C. O conjunto é rodeado por paredes de pedra de junta seca, de vinte e oito metros de diâmetro, encerrando catorze grandes túmulos verticais, que se destinariam a membros da realeza, e doze túmulos menores em forma de cista. Alguns dos túmulos apresentavam estelas verticais, permanecendo no local original apenas cinco. As estelas relativas a túmulos masculinos apresentavam decorações em relevo, enquanto que os túmulos de mulheres eram marcados por estelas lisas. O facto de muitos dos túmulos terem sido encontrados inviolados permitiu estudar cerca de trinta e cinco restos mortais de homens, mulheres e crianças, podendo concluir-se que os homens, pelas injúrias evidenciadas nos ossos e pela sua massa muscular, pertenciam a um grupo eminentemente guerreiro.

O Círculo Tumular A, mais recente, apresentava um espólio ainda mais rico, incluindo máscaras mortuárias de eletro, um selo de ametista com a representação de uma figura masculina (túmulo Gama), e um cimbe (vaso alongado e raso) de cristal de rocha com forma de pato no túmulo Ómicron. O espólio tumular pertence à tradição do Heládico Médio, importado da Creta Minoica e das Cíclades.

Heládico Tardio II

Corte do tolo vulgarmente conhecido como "Sala do Tesouro de Atreu"

Posteriormente, os micénios, abandonando a prática das inumações em túmulos verticais, passaram a construir enormes sepulturas circulares chamadas tolos, frequentemente construídas nos lados das colinas. Alan Wace categorizou os nove tolo de Micenas em três grupos, de acordo com as suas características arquiteturais e de engenharia. O primeiro grupo, que inclui o Túmulo Ciclópico, Epano Furno, e o Túmulo de Egisto datam do Heládico Tardio IIA enquanto as mais recentes datam do Heládico Tardio IIIB (o que corresponde ao período de cerca de 1525 a.C. a 1300/1275). O segundo grupo inclui Cato Furno, Panagia Tolo, e o Túmulo do Leão. O terceiro grupo é constituído pelo Túmulo de Clitemnestra, Túmulo dos Génios (ou Tolo Perfeito) e a Sala do Tesouro de Atreu, descoberta pelo arqueólogo alemão Heinrich Schliemann. Uma vez que esta tinha sido saqueada muito tempo antes, não foi considerada como túmulo por Schliemann. As suas proporções permitiram que Schliemann recebesse aí o imperador brasileiro Dom Pedro II, para almoçar no seu interior durante sua visita às escavações arqueológicas.

Heládico Tardio III

À data convencional de 1350 a.C., as fortificações da acrópole, e dos outros montes circundantes, foram reconstruídas num estilo que ficou conhecido como ciclópico devido aos blocos de pedra usados, de tão grandes dimensões que se julgou posteriormente só poderem ter sido manejadas pelos míticos gigantes de um só olho, conhecidos como Ciclopes. Dentro destas muralhas, grande parte das quais ainda é visível, foram construídos sucessivos palácios monumentais. O palácio final, cujos vestígios podem ser admirados actualmente na acrópole, datam do início do período LHIIIA:2. Terão existido palácios anteriores, mas ou foram destruídos ou serviram de base para a construção de outros.

O Portal do Leão (detalhe)

Foram encontrados em torno do mar Egeu mais vestígios, geralmente apenas o chão, de palácios construídos com características arquitectónicas semelhantes, como a existência do mégaro, ou sala do trono, apresentando uma lareira central sob uma abertura no tecto, suportada por quatro colunas dispostas quadrangularmente à sua volta. O trono, contra o centro da parede ao lado da lareira, permitia uma visão desobstruída do governante a partir da entrada. AS paredes de gesso e o chão eram adornadas por frescos coloridos.

A construção mais conhecida de Micenas é o Portal do Leão, que foi erguido em aproximadamente 1250 a.C. Nesta época, Micenas provavelmente era uma cidade próspera, cujo poder político, militar e econômico se estendia até Creta, Pilos e até mesmo a Tebas e Atenas. Entretanto, em cerca de 1200 a.C, o poder de Micenas estava declinando; durante o século XII a.C., o domínio micênico entrou em colapso. Tradicionalmente, isto é atribuído a uma invasão dos dórios, gregos do norte, embora atualmente alguns historiadores duvidem que tal invasão tenha acontecido.

A lembrança do poder de Micenas se manteve nas mentes dos gregos durante os séculos seguintes, conhecidos como a Idade das Trevas. Os poemas épicos atribuídos pelos gregos de gerações posteriores a Homero, a Ilíada e a Odisseia, preservam memórias do período micênico. Os poemas de Homero apresentam o rei Agamemnon de Micenas como o líder máximo dos gregos na guerra de Troia.

Período clássico

Durante o período clássico inicial, Micenas foi habitada novamente, embora jamais tivesse recuperado sua antiga importância. Micênios combateram em Termópilas e em Plateias durante as guerras Médicas. Entretanto, em 468 a.C, tropas de Argos capturam Micenas, venderam os habitantes como escravos e arrasaram a cidade. Argos aproveitou-se do momento que Esparta estava ocupada com a Terceira Guerra Messênia, após o Terremoto de Esparta em 464 a.C, e Micenas não podia contar com este aliado.

Durante os períodos helenístico e romano, as ruínas de Micenas eram uma atração turística, assim como são hoje. Uma pequena aldeia surgiu para atender aos negócios gerados pelos turistas. No entanto, o local foi abandonado no final do Império Romano.

As primeiras escavações em Micenas foram realizadas pelo arqueólogo grego Pittakis em 1841. Ele encontrou e restaurou o Portal do Leão. Em 1874, Schliemann chegou ao local e realizou uma escavação completa. Schliemann acreditava na verdade histórica nos poemas de Homero e interpretou suas descobertas segundo essa linha. Ele encontrou os antigos túmulos verticais com seus esqueletos reais e artefatos fúnebres espetaculares. Quando ele encontrou uma máscara mortuária de ouro em um dos túmulos, ele exclamou: "Contemplem o rosto de Agamenon!".

Desde a época de Schliemann, mais escavações científicas foram realizadas em Micenas, principalmente por arqueólogos gregos mas também pela Escola Britânica de Atenas. A acrópole foi escavada em 1902, e as colinas circundantes foram investigadas metodicamente por escavações subseqüentes.

Hoje, Micenas, um dos locais de fundação da civilização europeia, é um destino turístico popular, a apenas poucas horas de carro de Atenas. O local tem sido bem preservado e as grandes ruínas dos muros ciclópicos e dos palácios na acrópole ainda causam a admiração dos visitantes, particularmente quando é lembrado que eles foram erguidos mil anos antes dos monumentos da Grécia Clássica.


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Notas e referências

Notas

  1. No ano da 78a olimpíada

Referências

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micenas, língua, vigiar, editar, esta, página, cita, fontes, estas, não, cobrem, todo, conteúdo, ajude, inserir, referências, conteúdo, não, verificável, poderá, removido, encontre, fontes, google, notícias, livros, acadêmico, outubro, 2011, coordenadas, micen. 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Beocia Atica e o Peloponeso mostrando a posicao de Micenas No segundo milenio a C Micenas foi um dos maiores centros da civilizacao grega e uma potencia militar que dominou a maior parte do sul da Grecia O periodo da historia de cerca de 1600 a cerca de 1100 a C e chamado Micenico em reconhecimento a posicao de lideranca de Micenas 2 Indice 1 Nome 2 Micenas na mitologia grega 2 1 Dinastia Perseida 2 2 Dinastia Atrida 2 3 Os Atridas na Asia Menor 3 Historia 3 1 Neolitico 3 2 Idade do Bronze 3 2 1 Heladico inicial 3 2 2 Heladico medio 3 2 3 Heladico Tardio I 3 2 4 Heladico Tardio II 3 2 5 Heladico Tardio III 3 3 Periodo classico 4 Arqueologia 5 Notas e referencias 5 1 Notas 5 2 ReferenciasNome EditarO nome micenico reconstituido do sitio e Mukanai que e uma forma vocabular no plural tal como Athanai Atenas A mudanca de a para e e uma mudanca fonetica do atico tardio para o jonico Ainda que a cidadela tenha sido construida por Gregos o nome nao e considerado grego sendo antes um dos muitos locais pre Gregos herdados por emigrantes Helenos John Chadwick sustentava que nomes como Mukanai derivam certamente de uma ou mais linguas desconhecidas anteriormente faladas na Grecia 3 As linguas pre gregas mantem se desconhecidas mas nao ha evidencias que permitam exclui las da superfamilia Indo Europeia Micenas na mitologia grega EditarDinastia Perseida Editar Segundo a mitologia grega Micenas teria sido fundada por Perseu neto do rei Acrisio de Argos pela sua filha Danae Tendo matado acidentalmente o seu avo Perseu nao herdou o trono de Argos Em contrapartida procedeu a troca de dominios com o seu primo Megapentes que ficou com Argos enquanto que Perseu passou a reinar em Tirinte tendo posteriormente procedido a fortificacao de Micenas 4 Perseu casado com Andromeda depois de ter tido dela varios filhos entrou em guerra com Argos onde foi morto por Megapentes 5 O seu filho Electriao viu a sucessao disputada pelos Tafios filhos de Pterelas Estes reclamavam para si o trono por pertencerem a linhagem dos Perseidas atraves do seu bisavo Mestor irmao de Electrion Como este ultimo nao abdicou aos interesses dos Tafios estes vingaram se procedendo ao roubo de grande parte dos rebanhos reais que levou os filhos de Electrion a entrar num combate que resultou na morte de todos os contendores Electrion decidiu entao seguir para a guerra confiando a sua filha Alcmena ao seu sobrinho Anfitriao que lhe havia resgatado as cabecas de gado Anfitriao contudo mata acidentalmente o seu tio e e obrigado a purificar se do seu acto seguindo para o exilio 6 7 O trono passou para Estenelo o terceiro na dinastia e filho de Perseu Este abriu caminho para a futura grandeza ao casar com Nicipe uma filha do rei Pelope de Elis o mais poderoso estado da regiao na altura Com esta teve um filho Euristeu o quarto e ultimo rei da Dinastia Perseida Quando um filho de Heracles Hilo matou Estenelo Euristeu tornou se conhecido pela inimizade que passou a votar a Heracles e a violenta perseguicao aos Heraclidas os descendentes de Heracles Estes ultimos que identificar se iam com o povo dorico reclamavam para si o trono de Micenas pelo que Euristeu determinou se em aniquila los e em consequencia procuraram refugio em Atenas No curso da guerra Euristeu foi morto juntamente com todos os seus filhos A dinastia Perseida via chegar o seu fim O povo de Micenas decide entao colocar o tio materno de Euristeu Atreu um Pelopida no trono Dinastia Atrida Editar O regresso de Agamemnon O povo de Micenas tinha sido aconselhado por um oraculo a escolherem o novo rei de entre alguem dos Pelopidas Os dois pretendentes eram Atreu e o seu irmao Tiestes Este foi o inicialmente escolhido Mas na sequencia desta escolha o sol percorreu o ceu em sentido inverso pondo se a Este Atreu aproveitou o fenomeno para argumentar que tal como o caminho do sol tinha sido invertido tambem a eleicao o deveria ser O argumento foi tido em conta e Atreu tornou se rei O seu primeiro acto foi perseguir Tiestes e toda a sua familia isto e os seus proprios familiares mas Tiestes conseguiu escapar Segundo a lenda Atreu tinha dois filhos Agamemnon e Menelau os Atridas Egisto filho de Tiestes matou Atreu e restaurou o reinado de seu pai Com a ajuda do Rei Tindaro de Esparta os Atridas conseguiram contudo levar Tiestes de novo para o exilio Tindaro por sua vez tinha duas filhas Helena e Clitemnestra que casaram respectivamente com Menelau e Agamemnon Este ultimo herdou Micenas e Menelau tornou se rei de Esparta O assassinato de Agamemnon Pouco depois destes acontecimentos Helena fugia de casa do seu marido com Paris de Troia Agamemnon conduziu entao uma guerra de 10 anos contra Troia no intuito de a reaver para seu irmao Devido a falta de vento o navio de guerra onde deveria seguir a Troia nao saia praticamente do porto o que levou os a chamar um oraculo para esclarecer o que estava acontecendo O oraculo esclarece que quando Agamemnon matou um cervo em uma floresta sagrada e se gabou de ser o melhor cacador desagradou Artemis e como punicao Agamemnon deveria sacrificar a sua filha mais velha Ifigenia em seu altar Clitemnestra e enganada para trazer a filha com a promessa de que ela casaria com Aquiles Ao descobrir a trama Ifigenia diante da revolta do exercito aceita se sacrificar A deusa da caca Artemis substituiu a sobre ao altar no ultimo momento por uma corca levando Ifigenia para Taurida para ser sua suma sacerdotisa Tendo as divindades ficado satisfeitas com tal sacrificio os ventos comecaram a soprar de novo e a frota partiu para Troia 8 Conta ainda a lenda que a longa e ardua Guerra de Troia ainda que tivesse sido nominalmente uma vitoria para os Gregos trouxe consigo a anarquia pirataria e ruina para os povos envolvidos Mesmo antes da partida da frota grega para Troia o conflito provocou divisoes entre os proprios deuses acarretando consigo maldicoes e actos de vinganca em torno dos herois gregos Depois da guerra Agamemnon no seu regresso foi recebido com todas as honras sendo de seguida morto durante o banho por Clitemnestra que o odiava desde a altura em que este tinha ordenado o sacrificio da sua filha Efigenia ainda que esta se tenha salvo posteriormente Clitemnestra foi ajudada no seu crime por Egisto que reinou em seguida mas Orestes filho de Agamemnon conseguiu fugir para a Focida de onde voltou ja adulto para assassinar Egisto e Clitemnestra De seguida fugiu para Atenas para fugir da justica devido ao matricidio passando por uma fase de loucura Entretanto o trono de Micenas passou para Aletes filho de Egisto mas nao por muito tempo Ao recuperar a sanidade Orestes voltou a Micenas e matou o recuperando o trono 9 Orestes construiu entao um dos maiores estados do Peloponeso mas morreu com a dentada de uma cobra na Arcadia O seu filho Tisameno o ultimo da dinastia Atrida foi morto pelos Heraclidas no seu regresso ao Peloponeso Estes reclamavam o direito dos Perseidas de herdar os varios reinos do Peloponeso e sortear o seu dominio Quaisquer que sejam as realidades historicas reflectidas nestas historias os Atridas estavam firmemente estabelecidos na epoca proxima do fim da Era Heroica com a chegada dos Doricos Nao existem historias estabelecidas sobre qualquer casa real em Micenas depois dos Atridas o que pode reflectir o facto de que nao terao passado pouco mais que cinquenta a sessenta anos desde a queda de Troia VII que teria inspirado a Troia homerica e a queda de Micenas Os Atridas na Asia Menor Editar De facto houve um eclipse total do sol no mar Egeu a 5 de marco de 1223 a C que poderia ter levado os Atreus a interpretarem no como a inversao natural do curso do sol como se tivesse posto a oriente de acordo com a lenda Esta data nao resolve todos os enigmas levantados pela narrativa mitologica Uma data posterior esta relacionada com a Guerra de Troia que poderia estar nesse caso realmente relacionada com Troia VII Os Perseidas terao estado no poder cerca de 1340 altura de que data a base de uma estatua de Kom el Heitan no Egito em memoria do itinerario de uma embaixada egipcia ao mar Egeu no tempo de Amenofis III Aceitando que M w k i n u 10 uma das cidades visitadas correspondia a Micenas este e um raro documento a referir a cidade pertencente aos Tanaja identificados com os Danaos citados por Homero cujo nome proviria de Danae mae de Perseu o que sugere que os Perseidas tinham alguma forma de dominio sobre a regiao do Egeu Tambem no seculo XIV a C ha noticia dos problemas causados pelos Ahhiya a varios reis do Imperio Hitita Ahhiyawa ou Ahhiya termos que ocorrem algumas vezes em varias tabuas hititas ao longo deste seculo corresponderia provavelmente a Achaiwia forma reconstruida do grego micenico para designar a Acaia Os Hititas nao usavam o termo Danaja como faziam os Egipcios ainda que a primeira referencia aos Ahhiya nos Pecados de Madduwatta 11 preceda a correspondencia entre Amenofis III e um dos sucessores de Madduwatta em Arzaua Tarunta Radu As fontes externas correspondentes ao Heladico Tardio IIIA 1 concordam contudo na omissao de qualquer grande rei ou outra qualquer estrutura unificadora alem de Tanaja Ahhiya Por exemplo em Os Pecados de Madduwatta Attarissiya o homem de Ahhiya i e o seu governante ataca Madduwatta e repele o do seu territorio Este obtem refugio e ajuda militar do grande rei Hitita Tudalia Depois da morte deste ultimo e no reinado do seu filho Arnuwanda Madduwatta alia se a Attarissiya e juntamente com outro governante atacam Alaxia ou seja Chipre Esta e a unica ocorrencia documental de alguem com o nome de Attarissia As tentativas de relacionar o nome a Atreu nao tem sido suportadas pela comunidade cientifica nem existe qualquer evidencia de qualquer Pelopida chamado Atreu por esta altura Durante o Heladico Tardio LHIIIA 2 Ahhiya ja conhecido como Ahhiyawa estendeu a sua influencia ate Mileto fixando se na costa da Anatolia tendo competido com os Hititas pela influencia e controlo da Anatolia Ocidental Por exemplo por Uhha Ziti de Arzaua e atraves dele pela regiao do Rio Seha de Manapa Tarhunta Ainda que estabelecam a credibilidade dos Micenicos enquanto poder historico estes documentos levantam tantos problemas quanto os que resolvem De forma semelhante um rei hitita escreveu a chamada Carta de Tawagalawa 12 para o grande rei dos Ahhiyawa sobre os danos causados por um aventureiro de nome Piyama Radu de Luwiyan Nenhum dos nomes desses grandes reis esta de facto estabelecido podendo o rei hitita ser Muwatalli II ou o seu irmao Hattusili III o que fara datar a carta para o Heladico Tardio LHIIIB segundo os padroes Micenicos Mas nem na lenda de Atreu nem na de Agamemnon se faz referencia a quaisquer irmaos chamados Etewoclewes Eteocles nome que contudo esta associado a Tebas que durante o precedente periodo do Heladico Tardio LHIIIA Amenofis III considerava igual a Micenas Noutros documentos Muwatalli II que reinou de 1296 1272 a C firma um tratado com Alaksandu possivelmente Alexandre eventualmente identificado como Paris rei de Uilussa Ilio ou Troia 13 e noutro documento refere se a Uilussa jurando por Apaliuna Apolo Mas o Alaksandu do tratado referido nao poderia de acordo com a lenda ser rei da cidade atacada por Agamenao ja que tal honra pertenceria a Priamo Historia Editar O tumulo de Egisto no exterior das muralhas da cidadela Neolitico Editar Deste periodo foram apenas encontrados e datados alguns fragmentos de ceramica dispersos em entulho revolvido referentes a antes de 3500 a C O sitio foi habitado mas a estratigrafia ficou deveras comprometida com as construcoes posteriores 14 Idade do Bronze Editar Vista da acropole na cidade alta Durante a Idade do Bronze o padrao na ocupacao do espaco de Micenas era o de um monte fortificado rodeado de pequenos povoados rurais em contraste com a densa urbanizacao da costa Como Micenas era a capital de um estado que governou ou dominou grande parte do mundo mediterranico oriental os seus governantes terao colocado as suas fortalezas caracteristicas em regioes mais remotas e menos povoadas devido ao seu valor defensivo Ja que existem poucos documentos dataveis nos sitios estudados como o poderia ser um escaravelho egipcio por exemplo e como nao ha estudos de dendrocronologia efectuados sobre os vestigios encontrados a cronologia da historia de Micenas encontra se muito dependente da cultura material do Periodo Heladico Heladico inicial Editar Pensa se que neste periodo tal como o resto do territorio continental grego Micenas tenha sido ocupada por povos de lingua nao Indo europeus que praticavam a agricultura e a pecuaria de 3000 a C a 2000 a C 15 Ha evidencias arqueologicas de ocupacao do sitio de 3500 a 2100 ainda que deficientemente estratificados tal como acontece para o periodo Neolitico 14 Heladico medio Editar Acredita se que a acropole de Micenas tenha sido fortificada cerca de 1500 a C devido a presenca de tumulos verticais datando deste periodo Os primeiros sepultamentos em covas ou cistas comecaram a oeste da acropole cerca de 1800 1700 a C Neste periodo a acropole ja estava cercada pelo menos parcialmente pela serie mais antiga de muralhas A respeito dos vestigios desta epoca Emily Vermeule chegou a dizer que nada ha no mundo do Heladico Medio que nos prepare para o furioso esplendor dos tumulos verticais 16 Heladico Tardio I Editar Espadas e vasos micenios Escavado entre 1952 e 1954 por Papadimitriou e Mylonas fora das muralhas o circulo tumular B pertencente a um recinto funerario do seculo XVII ou XVI a C O conjunto e rodeado por paredes de pedra de junta seca de vinte e oito metros de diametro encerrando catorze grandes tumulos verticais que se destinariam a membros da realeza e doze tumulos menores em forma de cista Alguns dos tumulos apresentavam estelas verticais permanecendo no local original apenas cinco As estelas relativas a tumulos masculinos apresentavam decoracoes em relevo enquanto que os tumulos de mulheres eram marcados por estelas lisas O facto de muitos dos tumulos terem sido encontrados inviolados permitiu estudar cerca de trinta e cinco restos mortais de homens mulheres e criancas podendo concluir se que os homens pelas injurias evidenciadas nos ossos e pela sua massa muscular pertenciam a um grupo eminentemente guerreiro O Circulo Tumular A mais recente apresentava um espolio ainda mais rico incluindo mascaras mortuarias de eletro um selo de ametista com a representacao de uma figura masculina tumulo Gama e um cimbe vaso alongado e raso de cristal de rocha com forma de pato no tumulo omicron O espolio tumular pertence a tradicao do Heladico Medio importado da Creta Minoica e das Ciclades 17 Heladico Tardio II Editar Corte do tolo vulgarmente conhecido como Sala do Tesouro de Atreu Posteriormente os micenios abandonando a pratica das inumacoes em tumulos verticais passaram a construir enormes sepulturas circulares chamadas tolos frequentemente construidas nos lados das colinas Alan Wace categorizou os nove tolo de Micenas em tres grupos de acordo com as suas caracteristicas arquiteturais e de engenharia O primeiro grupo que inclui o Tumulo Ciclopico Epano Furno e o Tumulo de Egisto datam do Heladico Tardio IIA enquanto as mais recentes datam do Heladico Tardio IIIB o que corresponde ao periodo de cerca de 1525 a C a 1300 1275 O segundo grupo inclui Cato Furno Panagia Tolo e o Tumulo do Leao O terceiro grupo e constituido pelo Tumulo de Clitemnestra Tumulo dos Genios ou Tolo Perfeito e a Sala do Tesouro de Atreu descoberta pelo arqueologo alemao Heinrich Schliemann 18 Uma vez que esta tinha sido saqueada muito tempo antes nao foi considerada como tumulo por Schliemann As suas proporcoes permitiram que Schliemann recebesse ai o imperador brasileiro Dom Pedro II para almocar no seu interior durante sua visita as escavacoes arqueologicas Heladico Tardio III Editar A data convencional de 1350 a C as fortificacoes da acropole e dos outros montes circundantes foram reconstruidas num estilo que ficou conhecido como ciclopico devido aos blocos de pedra usados de tao grandes dimensoes que se julgou posteriormente so poderem ter sido manejadas pelos miticos gigantes de um so olho conhecidos como Ciclopes 19 Dentro destas muralhas grande parte das quais ainda e visivel foram construidos sucessivos palacios monumentais O palacio final cujos vestigios podem ser admirados actualmente na acropole datam do inicio do periodo LHIIIA 2 Terao existido palacios anteriores mas ou foram destruidos ou serviram de base para a construcao de outros 20 O Portal do Leao detalhe Foram encontrados em torno do mar Egeu mais vestigios geralmente apenas o chao de palacios construidos com caracteristicas arquitectonicas semelhantes como a existencia do megaro ou sala do trono apresentando uma lareira central sob uma abertura no tecto suportada por quatro colunas dispostas quadrangularmente a sua volta O trono contra o centro da parede ao lado da lareira permitia uma visao desobstruida do governante a partir da entrada AS paredes de gesso e o chao eram adornadas por frescos coloridos 21 22 A construcao mais conhecida de Micenas e o Portal do Leao que foi erguido em aproximadamente 1250 a C Nesta epoca Micenas provavelmente era uma cidade prospera cujo poder politico militar e economico se estendia ate Creta Pilos e ate mesmo a Tebas e Atenas Entretanto em cerca de 1200 a C o poder de Micenas estava declinando durante o seculo XII a C o dominio micenico entrou em colapso Tradicionalmente isto e atribuido a uma invasao dos dorios gregos do norte embora atualmente alguns historiadores duvidem que tal invasao tenha acontecido A lembranca do poder de Micenas se manteve nas mentes dos gregos durante os seculos seguintes conhecidos como a Idade das Trevas Os poemas epicos atribuidos pelos gregos de geracoes posteriores a Homero a Iliada e a Odisseia preservam memorias do periodo micenico Os poemas de Homero apresentam o rei Agamemnon de Micenas como o lider maximo dos gregos na guerra de Troia Periodo classico Editar Durante o periodo classico inicial Micenas foi habitada novamente embora jamais tivesse recuperado sua antiga importancia Micenios combateram em Termopilas 23 e em Plateias durante as guerras Medicas Entretanto em 468 a C Nota 1 tropas de Argos capturam Micenas venderam os habitantes como escravos e arrasaram a cidade 24 Argos aproveitou se do momento que Esparta estava ocupada com a Terceira Guerra Messenia 25 apos o Terremoto de Esparta em 464 a C e Micenas nao podia contar com este aliado 26 Durante os periodos helenistico e romano as ruinas de Micenas eram uma atracao turistica assim como sao hoje Uma pequena aldeia surgiu para atender aos negocios gerados pelos turistas No entanto o local foi abandonado no final do Imperio Romano Arqueologia EditarAs primeiras escavacoes em Micenas foram realizadas pelo arqueologo grego Pittakis em 1841 Ele encontrou e restaurou o Portal do Leao Em 1874 Schliemann chegou ao local e realizou uma escavacao completa Schliemann acreditava na verdade historica nos poemas de Homero e interpretou suas descobertas segundo essa linha Ele encontrou os antigos tumulos verticais com seus esqueletos reais e artefatos funebres espetaculares Quando ele encontrou uma mascara mortuaria de ouro em um dos tumulos ele exclamou Contemplem o rosto de Agamenon Desde a epoca de Schliemann mais escavacoes cientificas foram realizadas em Micenas principalmente por arqueologos gregos mas tambem pela Escola Britanica de Atenas A acropole foi escavada em 1902 e as colinas circundantes foram investigadas metodicamente por escavacoes subsequentes Hoje Micenas um dos locais de fundacao da civilizacao europeia e um destino turistico popular a apenas poucas horas de carro de Atenas O local tem sido bem preservado e as grandes ruinas dos muros ciclopicos e dos palacios na acropole ainda causam a admiracao dos visitantes particularmente quando e lembrado que eles foram erguidos mil anos antes dos monumentos da Grecia Classica Outros projetos Wikimedia tambem contem material sobre este tema Categoria no CommonsCommonsNotas e referenciasNotas No ano da 78a olimpiada Referencias Prefecture of Argolida Grecian net www grecian net Consultado em 24 de abril de 2010 The Mycenaean civilization www greek thesaurus gr Consultado em 24 de abril de 2010 Chadwick John 1976 The Mycenaean World S l Cambridge University Press p 1 ISBN 0 521 21077 1 hardcover or ISBN 0 521 29037 6 paperbackVerifique isbn ajuda Perseu Dicionario da Mitologia Grega e Romana Lisboa Difel 1999 ISBN 972 29 0049 8 Perseus 1 Greek Mythology Link www maicar com Consultado em 9 de maio de 2010 Pterelas Dicionario da Mitologia Grega e Romana Alges Difel 1999 ISBN 972 29 0049 8 BRITO Paloma da Silva Margarida de Souza Neves orientacao Em defesa da sociedade Epilepsia e propensao ao crime no pensamento medico brasileiro 1897 1957 Ifigenia em Aulis de Euripedes Classical E Text HYGINUS FABULAE 100 149 www theoi com Consultado em 19 de novembro de 2010 CASTLEDEN Rodney Mycenaeans 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