fbpx
Wikipedia

Milton Almeida dos Santos ComMC (Brotas de Macaúbas, 3 de maio de 1926São Paulo, 24 de junho de 2001) foi um geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro.

Milton Santos
Nome completo Milton Almeida dos Santos
Nascimento 3 de maio de 1926
Brotas de Macaúbas, BA, Brasil
Morte 24 de junho de 2001 (75 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileiro
Etnia negro
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Universidade de Estrasburgo
Ocupação geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário
Prêmios Prêmio Vautrin Lud (1994)
Orientador(es)(as) Jean Tricart
Instituições Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade de São Paulo
Universidade Católica do Salvador
Campo(s) Geografia, Jornalismo, Advocacia
Tese O Centro da Cidade de Salvador (1958)

Considerado um dos mais renomados intelectuais do Brasil no século XX, foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Embora graduado em Direito, destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo e por seus trabalhos sobre a globalização nos anos 1990. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo.

Foi professor da Universidade Federal da Bahia, da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, da Universidade Columbia, Universidade de Toronto, da Universidade de Dar es Salaam e da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP, onde se tornou professor emérito. Em alguns anos da sua trajetória profissional, conciliou suas atividades acadêmicas com consultorias a Organização Internacional do Trabalho, a Organização dos Estados Americanos e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, além de ter participado da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Ele também escreveu mais de 40 livros, publicados não apenas no Brasil, como também em países como França, Reino Unido, Portugal, Japão e Espanha.

Recebeu diversos títulos acadêmicos e honrarias, entre os quais o prêmio Vautrin Lud, o de maior prestígio e uma espécie de Nobel na área da geografia, e também foi agraciado postumamente em 2006 com o Prêmio Anísio Teixeira.

Índice

Primeiros anos

Milton Santos nasceu no município baiano de Brotas de Macaúbas, na região da Chapada Diamantina, em 3 de maio de 1926. Ainda criança, migrou com sua família para outras cidades do estado, como Ubaitaba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com os pais e os avós maternos (todos professores primários), foi alfabetizado e aprendeu álgebra e a falar francês. Seus pais eram Adalgisa Umbelina de Almeida Santos e Francisco Irineu dos Santos, casados em 1924.

Aos 10 anos, ingressou no internato do Instituto Baiano de Ensino, onde morou por dez anos. Foi no instituto que seu interesse por geografia começou, especialmente pelas aulas do professor Oswaldo Imbassay. Com apenas 13 anos, já lecionava matemática no instituto e aos 15 começou a lecionar geografia. Ao terminar os estudos ginasiais, Milton fez o curso pré-jurídico entre 1942 e 1943 e com 18 anos, prestou o vestibular para direito na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, formando-se em 1948. Mas não deixou o interesse pela geografia de lado, prestando concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Enquanto ainda era estudante, tanto no instituto quanto na universidade, foi membro ativo da militância de esquerda.

Além do magistério, Milton também foi jornalista em Ilhéus, onde conheceu sua futura esposa, Jandira Rocha, com quem teve um filho, Milton Filho. Ele trabalhava no jornal "A Tarde", primeiro como correspondente, depois como editor e nessa época fez amizade com vários políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da escola francesa do pós-guerra, a qual, inicialmente, era voltada para a geomorfologia e os aspectos climáticos, com influência de pensadores como (Pierre Birot, Jean Dresch e Jean Tricart). Gradualmente, passou a se interessar por uma apreensão global do meio físico-natural, incorporando também aspectos demográficos e a dimensão econômica nas relações cidade campo (Pierre George).

Doutorado

Depois de seu casamento com Jandira, a família se mudou de Ilhéus para Salvador, onde Milton ingressou no serviço público e na carreira acadêmica, tornando-se professor da Universidade Católica do Salvador, em 1956. No Congresso Internacional de Geografia, sediado no Rio de Janeiro, Milton foi convidado para fazer doutorado na França. Entre 1956 e 1958, Milton concluiu seu doutorado na Universidade de Estrasburgo, com a tese 'O Centro da Cidade de Salvador', sob orientação do professor Jean Tricart.

Ao regressar ao Brasil, criou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Em 1960, tornou-se Livre Docente em Geografia Humana pela Universidade Federal da Bahia. Nessa época, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1961, viajou a Cuba, como editor do jornal A Tarde, com a comitiva de Jânio Quadros, então eleito Presidente da República. Logo após ser empossado, Jânio o convidou para ser subchefe da casa civil na Bahia, cargo que exerceu durante o curto mandato do presidente.

Em 1963, o então governador da Bahia, Lomanto Júnior, nomeou-o presidente da Comissão de Planejamento Econômico (CPE), cargo que ele deixou em 1964. Enquanto exerceu esse cargo, Milton Santos tratou de temas de política econômica e planejamento regional, a partir de uma perspectiva científica, sem, no entanto, negligenciar seu trabalho no Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais. Chegou a prestar concurso para lecionar na Universidade Federal da Bahia, mas o golpe militar de 1964 interrompeu seus planos.

Exílio

Em 1964, logo após o golpe militar que instituiu a ditadura no Brasil, Milton foi preso e enviado para o 19º BC, no Cabula, onde parte de sua equipe do laboratório e seus amigos iam visitá-lo diariamente. Em junho, na véspera do dia de São João, devido a um início de AVC, Milton foi levado ao hospital e depois foi solto. Nessa época, já tinha recebido vários convites para trabalhar em universidades francesas, porém estava impedido de deixar o país. Importantes personalidades locais, sobretudo o cônsul da França na Bahia, Raymond Van der Haegen, intervieram junto às autoridades militares locais para negociar sua saída do país, após ter cumprido meio ano de prisão domiciliar. Assim, em dezembro, Milton deixou o Brasil, partindo para a França, já separado da sua primeira esposa, a convite da Universidade de Toulouse-Le Mirail (atual Universidade Toulouse - Jean Jaurès). Mais tarde, pela mesma universidade, receberia o título de Doutor Honoris Causa, o primeiro dos 20 que recebeu ao longo de sua vida. Inicialmente, Milton achou que ficaria fora do país por seis meses, mas acabou ficando 13 anos.

De Toulouse, onde morou por três anos, Milton se mudou para Bordeaux. Lá, entre os seus alunos, encontra Marie Hélène Tiercelin, também geógrafa, que mais tarde viria a ser sua mulher, nos últimos quase 30 anos de sua vida e mãe de seu segundo filho, Rafael, nascido em 1977. De Bordeaux, onde ficou durante um ano, foi para Paris, em 1968, onde lecionou na Sorbonne e trabalhou como diretor de pesquisas em planejamento urbano no Institut d'Étude du Développement Économique et Social (IEDES).

Milton permaneceu em Paris até 1971, quando se mudou para o Canadá, para lecionar na Universidade de Toronto. Foi pesquisador convidado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, onde trabalhou com Noam Chomsky. É no MIT que Milton prepara sua grande obra, O Espaço Dividido (1979). Dos Estados Unidos viajou para a Venezuela, onde atuou como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização do país para um programa da ONU, onde manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos, o que facilitou sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina.

É desta época que Milton começa suas pesquisas sobre os processos de urbanização das cidades do então chamado “terceiro mundo”. Foi convidado para lecionar no University College London, mas não deu certo. De volta a Paris, foi chamado de volta à Venezuela, onde lecionou na Faculdade de Economia da Universidade Central. Esteve em seguida na Tanzânia, onde organizou o curso de pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar es Salaam, e lá morou por dois anos. Antes de seu retorno da Tanzânia, recebeu o primeiro convite para voltar a lecionar no Brasil, da Universidade de Campinas. Antes, voltou à Venezuela e partiu para a Columbia University, em Nova Iorque.

Retorno ao Brasil

No final de 1976, houve vários contatos para a contratação de Milton por uma universidade brasileira, mas não havia segurança na área política, e o contato fracassou. Em 1977, Milton tentou inscrever-se na Universidade da Bahia, mas problemas político-administrativas fizeram sua inscrição ser cancelada. Ao regressar da Columbia University, Milton pretendia ir para a Nigéria, mas recusou o convite para aceitar um posto como consultor de planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Essas idas e vindas lhe custaram muito, mas seu retorno representou um grande esforço de muitos geógrafos brasileiros, destacando-se Armen Mamigonian, Maria do Carmo Galvão, Bertha Becker e Maria Adélia Aparecida de Souza. Seu retorno ao Brasil marcou o começo de uma grande mudança estrutural no ensino e na pesquisa em Geografia no Brasil.

Em 1977, seu segundo filho nasceu. Após seu regresso ao Brasil, Milton lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como professor visitante, até 1983. Em 1984 foi contratado como professor titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu mesmo após sua aposentadoria.

Em 1978, publicou o livro "Por uma Geografia Nova", onde critica os parâmetros existentes e pede pela renovação dessa ciência. Produzindo muito, antes e depois do exílio, o impacto de suas obras no Brasil foi enorme. Além de lecionar e orientar novos mestres e doutores, seus trabalhos permitiram novos estudos e caminhos para entender a organização e o impacto de uma nova geografia nos tempos atuais. Em 1994, conquistou o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, equivalente ao Nobel de Geografia. Foi o único brasileiro e latino-americano a receber tal honraria.

Milton Santos continuou lecionando na USP até sua aposentadoria, em 1997 e depois como professor convidado, na FFLCH.

Morte

Em meados da década de 1990, foi diagnosticado em Milton Santos um câncer de próstata. Apesar disso, manteve um ritmo de trabalho intenso e seguiu lecionando na USP até 2000, ano no qual lançou dois novos livros. Em junho de 2001, o quadro da doença agravou-se e o geógrafo foi internado no Hospital do Servidor Público Estadual. Na madrugada de 24 de junho de 2001, ele faleceu aos 75 anos, apresentando um quadro grave de insuficiência respiratória aguda. Ele foi sepultado no Cemitério da Paz, também em São Paulo.

A obra de Milton Santos é inovadora e grandiosa ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um "conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações".

As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro. Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico. Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.

Estas ideias são expostas principalmente em sua obra A natureza do espaço (Editora Hucitec,1996).

No conceito de espaço, Milton Santos revela a noção de paisagem, onde sua forma está em objetos naturais correlacionados com objetos fabricados pelo homem. Santos aponta que espaço e paisagem não são conceitos dicotômicos, onde os processos de mudança social, econômico e político da sociedade resultam na transformação do espaço, que concatenado a paisagem se adaptam para as novas necessidades do homem naquele dado período. Milton Santos revela o conceito de paisagem como algo não estanque no espaço, e sim que a cada período histórico altera, renova e adapta para atender os novos paradigmas do modo de produção social.

Mapa dos Quatro Brasis, a divisão regional do Brasil proposta por Milton Santos e Maria Laura Silveira tomando como critério o "meio técnico-científico-informacional".

Aqui apresentado de uma forma simplista, o geógrafo define os "Sistemas de ações" e "Sistemas de objetos", ou seja, ações humanas e objetos do espaço que interagem constantemente e se determinam constantemente, logo, são indissociáveis durante uma análise geográfica. Somado a isso, a evolução do "meio técnico" para o "meio técnico-científico" e, por fim, para o "meio técnico-científico-informacional" representa a evolução (exclui-se, aqui, o sentido positivista da palavra) da técnica humana e a forma como se interage com o espaço ao longo do tempo. Esses conceitos rompem claramente com uma visão determinista e/ou possibilita.

São ideias apontadas na obra Pensando o espaço do homem (São Paulo: Hucitec, 1982).

Em sua obra O Espaço dividido (1979), hoje considerada um clássico mundial, ele desenvolve uma teoria sobre os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos: um circuito superior ou moderno, capital-intensivo e de alta tecnologia e constituído por atividades ligadas ao setor terciário superior; e um circuito inferior, não moderno, constituído por serviços tradicionais, trabalho-intensivo e de baixa tecnologia. Embora sejam interligados, o circuito inferior é dependente do circuito superior. A cidade é um sistema que inclui tanto uma economia globalizada (seu circuito superior), quanto uma economia produzida a partir das necessidades do lugar (seu circuito inferior).

Santos se refere a circuitos produtivos globalizados (constituídos por empresas nacionais e multinacionais hegemônicas de cada setor) subordinados a forças políticas e econômicas exógenas. Milton Santos já reconhecera, em trabalho anterior, a existência de verdadeiros espaços derivados nos países do Terceiro Mundo. Esses espaços seriam aqueles onde os processos de modernização e transformação regionais estão diretamente relacionados a determinações externas, a "uma vontade longínqua". Segue-se que tanto a formação quanto as transformações das estruturas territoriais para o trabalho, sobretudo aquelas que aparecem como as mais dinâmicas no interior do território nacional de países pobres, são, geralmente, portadoras de razões externas e não se orientam, portanto, para o atendimento das necessidades internas ou para a solução dos problemas internos.

A cada necessidade imposta pelo sistema em vigor, a resposta foi encontrada, nos países subdesenvolvidos, pela criação de uma nova região ou a transformação das regiões preexistentes. É o que estamos chamando 'espaço derivado', cujos princípios de organização devem muito mais a uma vontade longínqua do que aos impulsos ou organizações simplesmente locais

Suas ideias de globalização foram esboçadas antes que este conceito se generalizasse e ele já advertia para a possibilidade do fim da cultura como produção original do conhecimento. Por uma Outra Globalização (do pensamento único à consciência universal), livro escrito dois anos antes de sua morte, é referência hoje em cursos de graduação e pós-graduação em universidades brasileiras e traz uma abordagem crítica sobre o processo de globalização capitalista, ao qual corresponde, segundo o geógrafo, a produção de novos totalitarismos e o pensamento único, que transforma o consumo em ideologia e os cidadãos em meros consumidores, massificando e padronizando a cultura e concentrando a riqueza nas mãos de poucos. Porém, segundo Maria da Conceição Tavares, o otimismo do grande geógrafo reaparece, quando ele se refere às cidades como espaço de liberdade para a cultura popular, em oposição à cultura midiática de massas, e como espaço de solidariedade na luta dos "de baixo" contra a escassez produzida pelos "de cima".

Milton Santos alcançou reconhecimento dentro e fora do Brasil, tendo recebido em 1994, o Prêmio Vautrin Lud, conferido por universidades de cinquenta países, a mais alta honraria da área da geografia, equivalente a um Prêmio Nobel. Ele foi o primeiro e é o único geógrafo da América Latina a ter ganhado o prêmio em questão.

Atividades, prêmios e distinções

Por seus méritos, universidades e instituições ligadas à Geografia passam a outorgar-lhe títulos acadêmicos e honrarias. Os mais importantes são:

Milton Santos recebeu o título de Doutor Honoris Causa das seguintes instituições:

Além da vida acadêmica, Milton Santos desempenhou outras atividades, entre as quaisː

Homenagens póstumas

Com o objetivo de reverenciar a memória de Milton Santos, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) instituiu, em 2004, o Prêmio Milton Santos de Educação Superior. A homenagem ao geógrafo provém da sua valiosa contribuição para a educação superior brasileira. A iniciativa reconhece o mérito de personalidades que contribuem para o engrandecimento e o aprimoramento da educação superior e ocorre a cada dois anos. Os candidatos ao Prêmio são indicados pelas instituições associadas à ABMES e podem ser mantenedores, professores, pesquisadores, empresários e políticos, entre outras personalidades com atuação reconhecida na área educacional. São três as categorias contempladas: Administração de Instituições de Ensino Superior; Desempenho na Área Política; e Gestão Empresarial.

Em 1 de outubro de 2018, o Google homenageou Milton Santos com um Doodle em sua rede mundial. A data marca o dia da premiação do geógrafo com o Prêmio Vautrin Lud, na França, em 1994. O destaque do Google é dado a contribuições relevantes de personalidades das mais variadas áreas para a história da humanidade.

  • O povoamento da Bahia: suas causas econômicas, Imprensa Oficial da Bahia, Salvador/BA, 1948.
  • Estudos sobre geografia, Tipografia Manú, Salvador/BA, 1953.
  • Os estudos regionais e o futuro da geografia, Imprensa Oficial da Bahia, Salvador/BA, 1953.
  • Zona do cacau. Introdução ao estudo geográfico, 1ª edição, Imprensa Oficial da Bahia, Artes Gráficas, Salvador/BA, 1955. 2ª Edição: Companhia Editora Nacional, São Paulo, Col. Brasiliana, vol. 296, Biblioteca Pedagógica Brasileira, 1957.
  • Estudos de Geografia da Bahia, (em colaboração com J. Tricart e outros), Livraria Progresso Ed., Salvador/BA, fotos e mapas, 1958.
  • Localização Industrial, em colaboração com D. Jacobina, Estudos e Problemas da Bahia, Ed. mimeografada da CPE nº 3, Salvador/BA, mapas e tabelas, 1958.
  • A cidade como centro de região. Universidade Federal da Bahia - Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, Imprensa Oficial, Salvador/BA, mapas e fig., 1959.
  • A rede urbana do Recôncavo', Universidade Federal da Bahia - Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, Imprensa Oficial, Salvador/BA, 19 mapas e fig., 1959.
  • O centro da cidade do Salvador, Universidade Federal da Bahia-Editora Progresso Editora, Salvador/BA, 17 mapas, 5 gráficos e 27 fotos, 1959.
  • Marianne em Preto e Branco (viagens), Livraria Progresso Editora, Salvador/BA, 1960.
  • A cidade nos países subdesenvolvidos, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1965.
  • Croissance démographique et consommation alimentaire dans les pays sous-développés, I. Les données de base (320 p.); II. Milieux géographiques et alimentation (341 p.), Centre de Documentation Universitaire (CDU), Paris, França, 1967.
  • Aspects de la géographie et de l’économie urbaine des pays sous-développés, 2 fasc (100 e 92 p.), Centre de Documentation Universitaire (CDU), Paris, França, 1969.
  • Dix essais sur les villes des pays-sous-développés, Ed. Ophrys, Paris, França, 1970.
  • Le métier du géographe en pays sous-développés, Ed. Ophrys, Paris, França, 1971.
  • Les villes du Tiers Monde, Ed. Génin, Librairies Techniques, Géographie Economique et Sociale, tome X, Paris, França, figs., mapas e fotos, 1971.
  • Geografia y economia urbanas en los países subdesarrolados, Ed. Oikos-Tau, Barcelona, Espanha, Colección Ciências Geográficas, fig., 1973.
  • Underdevelopment and poverty: a geographer’s view, The Latin American in Residence Lectures, University of Toronto, Canadá, 1972-1973, 1975.
  • L’espace partagé, Editions Librairies Techniques, M. Th. Génin, Paris, França, 1975.
  • Por uma geografia nova, HUCITEC-EDUSP, São Paulo, 1978 (5ª edição: 1996).
  • O trabalho do geógrafo no Terceiro Mundo, HUCITEC, AGB, São Paulo, 1978 (4ª edição: 1996).
  • A pobreza urbana, Coleção Estudos Urbanos, HUCITEC-UFPE, São Paulo, 1978 (2ª edição: 1979).
  • O espaço dividido, Livraria Editora Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1978.
  • Economia espacial: críticas e alternativas, HUCITEC, São Paulo, 1978.
  • The shared space: the two circuits of the urban economy and its spatial repercussions, Methuen, Londres, 1979.
  • Espaço e sociedade. Editora Vozes, Petrópolis, 1979 (2ª edição: 1982).
  • A urbanização desigual, Vozes, Petrópolis, 1980 (2ª edição: 1982).
  • Manual de geografia urbana, HUCITEC, São Paulo, 1981 (2ª edição: 1989).
  • Pensando o espaço do homem, HUCITEC, São Paulo, 1982, (3ª edição: 1991).
  • Ensaios sobre a urbanização latino-americana, HUCITEC, São Paulo, 1982 (2ª edição : 1986).
  • Pour une géographie nouvelle. Editions Publisud, Paris, 1985, (2ª edição, 1986).
  • Espaço e Método, Nobel, São Paulo, 1985, (3ª edição: 1992).
  • Espacio y Metodo, Geocritica nº 65, Septiembre 1986, Universidad de Barcelona.
  • O Espaço do Cidadão, Nobel, São Paulo, 1987, (3ª edição: 1996, 4ª edição: 1997, 5ª edição: 2000).
  • Metamorfoses do Espaço Habitado, HUCITEC, São Paulo, 1988, (5ª edição: 1997).
  • Por una geografia nueva, Espasa-Calpe, Madrid, 1990.
  • Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo, Nobel, São Paulo, 1990.
  • Espace et Méthode, Publisud, Paris, 1990.
  • A Urbanização Brasileira, Hucitec, São Paulo, 1993, (4ª edição: 1998).
  • Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e meio técnico-científico informacional, Hucitec, São Paulo, 1994. (4ª edição: 1998)
  • De la Totalidad al Lugar, Oikos Tau, Barcelona, 1996.
  • Metamorfosis del Espacio Habitado, Oikos Tau, Barcelona, 1996.
  • A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção. Hucitec, São Paulo, 1996. (3ª edição: 1999)

Orelha

  • La Nature de l’Espace. Technique et Temp. Raison et Émotion. L’Harmattan, Paris, 1997.
  • La Naturaleza del Espacio. Técnica y Tiempo. Razón y Emoción. Ariel, Barcelona, 2000.
  • Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Record, Rio de Janeiro, 2000. (4º edição: 2000)
  • Território e Sociedade. Entrevista com Milton Santos. Entrevistado por Odette Seabra, Mônica de Carvalho, José Corrêa Leite. Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2000 (2ª edição: 2000).
  • O Ensino Superior Público e Particular e o Território Brasileiro (em colaboração com Maria Laura Silveira), ABMES, Brasília, 2000.
  • O Brasil: território e sociedade no início do século XXI (em colaboração com Maria Laura Silveira), Record, Rio de Janeiro, 2001.
  • O País distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania (organização, apresentação e notas de Wagner Costa Ribeiro e ensaio de Carlos Walter Porto Gonçalves), Publifolha, São Paulo, 2002.
  • El ciudadano, la globalización y la geografía. Homenaje a Milton Santos: publicação feita em 2002 na revista eletrônica de Geografia e Ciências Sociais da Universidade de Barcelona, Scripta Nova.
  • Milton Santos, Pensador do Brasil: vídeo da última entrevista concedida pelo geógrafo, em 4 de janeiro de 2001. Direção: Silvio Tendler.
  • Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (2006): documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (aí incluídos tanto os países periféricos quanto as áreas periféricas das cidades). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo , gravada quatro meses antes de sua morte.
  • Thinking Outside the Bubble of the Global North: Introducing Milton Santos and “The Active Role of Geography”: Symposium: Introducing Milton Santos and “The Active Role of Geography” Organisers: Lucas Melgaço and Tim Clarke, In: Antipode. 49, 4, p. 946-951, 2017.
  • Milton Santos: A Critical Geographer From the Global South. Melgaço, L. (ed.) & Prouse, C. (ed.), 2017, London: Springer.

Referências

  1. . Folha de S.Paulo. 24 de junho de 2001. Consultado em 3 de fevereiro de 2021
  2. Wikimedia Foundation (ed.). . G1. Consultado em 9 de dezembro de 2014
  3. . IBE USP. Consultado em 3 de setembro de 2017. .
  4. . Prêmio Anísio Teixeira. Consultado em 21 de novembro de 2014.
  5. . Museu Afro Brasil. Consultado em 21 de novembro de 2018
  6. . Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de novembro de 2018
  7. . Geledés. Consultado em 21 de novembro de 2014
  8. (PDF). Universidade Estadual de Santa Cruz. Consultado em 21 de novembro de 2018
  9. Paul Claval (ed.). . La Cliothèque. Consultado em 21 de novembro de 2018
  10. Maria Auxiliadora da Silva (ed.). . Fundação Perseu Abramo. Consultado em 9 de abril de 2006. Arquivado do em 6 de outubro de 2016
  11. Délio Mendes (ed.). . Nosso São Paulo. Consultado em 21 de novembro de 2018
  12. Santos, Milton (2004). Testamento intelectual. São Paulo: Edusp. p. 141. ISBN 9788571395220
  13. Eliete Viana (ed.). . Jornal da FFLCH. Consultado em 21 de novembro de 2014
  14. . Folha de S.Paulo. 25 de junho de 2001. Consultado em 3 de fevereiro de 2021
  15. Silva, M.A. . Consultado em 25 de setembro de 2014
  16. Agencia Estado (ed.). . O Estado de São Paulo. Consultado em 21 de novembro de 2014
  17. Diniz Filho, Luís Lopes (2009), Fundamentos epistemológicos da geografia, Metodologia do Ensino de História e Geografia (6) 1 ed. , Curitiba: IBPEX, p. 198.
  18. Santos, Milton (2000), Por uma outra globalização, São Paulo: Record.
  19. Santos, Milton (2002). A Natureza do Espaço. São Paulo: Edusp. p. 384. ISBN 8531407133
  20. Santos, Milton (2012). Pensando o espaço do homem. São Paulo: Edusp. p. 96. ISBN 9788531408359
  21. . Folha Online. Folha Ilustrada. 2 de fevereiro de 2001. Consultado em 12 de fevereiro de 2019
  22. . www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 2 de fevereiro de 2001. Consultado em 12 de fevereiro de 2019
  23. Governo do estado do Paraná. . Secretaria de Educação do estado do Paraná (SEED). Consultado em 24 de fevereiro de 2018
  24. Sugimoto, Luiz (19–25 de outubro de 2015). (PDF). Campinas. Jornal da Unicamp: 3. Consultado em 12 de fevereiro de 2019
  25. . UOL Educação. Consultado em 24 de fevereiro de 2018
  26. Wesley Borges Costa, Michelle Neris Moreira, Maria Goreth e Silva Nery. . Espaço em Revista da Universidade Federal de Goiás (UFG). Consultado em 24 de fevereiro de 2018 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  27. Santos, Milton (1979). O Espaço dividido. São Paulo: Edusp. p. 433. ISBN 8531408334
  28. SANTOS, Milton (2009). O trabalho do geógrafo no Terceiro Mundo. São Paulo: Edusp. p. 136. ISBN 9788531411212
  29. Mirlei Fachini Vicente Pereira (ed.). . Sociedade & Natureza. Consultado em 21 de novembro de 2018
  30. Maria da Conceição Tavares (ed.). (PDF). Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Consultado em 9 de dezembro de 2014
  31. (PDF). Milton Santos Site Oficial. Consultado em 21 de novembro de 2018
  32. (PDF). Câmara dos Deputados do Brasil (pdf). 28 de junho de 2011. p. 156. Consultado em 9 de setembro de 2020
  33. UNESP (ed.). . Secretaria da UNESP. Consultado em 21 de novembro de 2018
  34. . Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior. Consultado em 18 de setembro de 2017
  35. . Milton Santos Site Oficial. Consultado em 21 de novembro de 2018
  36. . www.ub.edu. Scripta Nova - Revista electrónica de geografía y ciencias sociales. 30 de setembro de 2002. ISSN . Consultado em 4 de novembro de 2018
  37. , acesso em 21 de julho de 2016.
  38. , acesso em 21 de julho de 2016.
  39. 17 de agosto de 2016, no Wayback Machine., acesso em 26 de julho de 2016.
  40. Melgaço, Lucas (2017). . Antipode (em inglês) (4): 946–951. ISSN . doi:. Consultado em 17 de setembro de 2020
  41. Melgaço, Lucas; Prouse, Carolyn, eds. (2017). . Pioneers in Arts, Humanities, Science, Engineering, Practice (em inglês). ISSN . doi:. Consultado em 17 de setembro de 2020
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Milton Santos


milton, santos, geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado, professor, brasileiro, língua, vigiar, editar, milton, almeida, santos, commc, brotas, macaúbas, maio, 1926, são, paulo, junho, 2001, geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado, prof. Milton Santos geografo escritor cientista jornalista advogado e professor brasileiro Lingua Vigiar Editar Milton Almeida dos Santos ComMC Brotas de Macaubas 3 de maio de 1926 Sao Paulo 24 de junho de 2001 foi um geografo escritor cientista jornalista advogado e professor universitario brasileiro Milton SantosNome completo Milton Almeida dos SantosNascimento 3 de maio de 1926 Brotas de Macaubas BA BrasilMorte 24 de junho de 2001 75 anos Sao Paulo SP BrasilResidencia BrasilNacionalidade brasileiroEtnia negroAlma mater Universidade Federal da Bahia Universidade de EstrasburgoOcupacao geografo escritor cientista jornalista advogado e professor universitarioPremios Premio Vautrin Lud 1994 Orientador es as Jean TricartInstituicoes Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade de Sao Paulo Universidade Catolica do SalvadorCampo s Geografia Jornalismo AdvocaciaTese O Centro da Cidade de Salvador 1958 Considerado um dos mais renomados intelectuais do Brasil no seculo XX foi um dos grandes nomes da renovacao da geografia no Brasil ocorrida na decada de 1970 Embora graduado em Direito destacou se por seus trabalhos em diversas areas da geografia em especial nos estudos de urbanizacao do Terceiro Mundo e por seus trabalhos sobre a globalizacao nos anos 1990 Sua obra caracterizou se por apresentar um posicionamento critico ao sistema capitalista e seus pressupostos teoricos dominantes na geografia de seu tempo Foi professor da Universidade Federal da Bahia da Universidade Paris 1 Pantheon Sorbonne da Universidade Columbia Universidade de Toronto da Universidade de Dar es Salaam e da Faculdade de Filosofia Ciencias Humanas e Letras da USP onde se tornou professor emerito 1 Em alguns anos da sua trajetoria profissional conciliou suas atividades academicas com consultorias a Organizacao Internacional do Trabalho a Organizacao dos Estados Americanos e a Organizacao das Nacoes Unidas para a Educacao a Ciencia e a Cultura alem de ter participado da Comissao de Justica e Paz da Arquidiocese de Sao Paulo Ele tambem escreveu mais de 40 livros publicados nao apenas no Brasil como tambem em paises como Franca Reino Unido Portugal Japao e Espanha 1 Recebeu diversos titulos academicos e honrarias entre os quais o premio Vautrin Lud o de maior prestigio e uma especie de Nobel na area da geografia 2 3 e tambem foi agraciado postumamente em 2006 com o Premio Anisio Teixeira 4 Indice 1 Biografia 1 1 Primeiros anos 1 2 Doutorado 1 3 Exilio 1 4 Retorno ao Brasil 1 5 Morte 2 Recepcao e influencia 3 Reconhecimento 3 1 Atividades premios e distincoes 3 2 Homenagens postumas 4 Livros publicados 35 5 Obras sobre Milton Santos 6 Ver tambem 7 Referencias 8 Ligacoes externasBiografia EditarPrimeiros anos Editar Milton Santos nasceu no municipio baiano de Brotas de Macaubas 5 na regiao da Chapada Diamantina em 3 de maio de 1926 6 7 Ainda crianca migrou com sua familia para outras cidades do estado como Ubaitaba Alcobaca e posteriormente Salvador Em Alcobaca com os pais e os avos maternos todos professores primarios foi alfabetizado e aprendeu algebra e a falar frances 5 Seus pais eram Adalgisa Umbelina de Almeida Santos e Francisco Irineu dos Santos casados em 1924 5 8 Aos 10 anos ingressou no internato do Instituto Baiano de Ensino onde morou por dez anos 7 Foi no instituto que seu interesse por geografia comecou especialmente pelas aulas do professor Oswaldo Imbassay 5 Com apenas 13 anos ja lecionava matematica no instituto e aos 15 comecou a lecionar geografia 1 Ao terminar os estudos ginasiais Milton fez o curso pre juridico entre 1942 e 1943 e com 18 anos prestou o vestibular para direito na Universidade Federal da Bahia em Salvador formando se em 1948 Mas nao deixou o interesse pela geografia de lado prestando concurso para professor catedratico no Colegio Municipal de Ilheus Enquanto ainda era estudante tanto no instituto quanto na universidade foi membro ativo da militancia de esquerda 5 6 Alem do magisterio Milton tambem foi jornalista em Ilheus onde conheceu sua futura esposa Jandira Rocha com quem teve um filho Milton Filho Ele trabalhava no jornal A Tarde primeiro como correspondente depois como editor 5 e nessa epoca fez amizade com varios politicos de esquerda Nesta epoca escreveu o livro Zona do Cacau posteriormente incluido na Colecao Brasiliana ja com influencia da escola francesa do pos guerra a qual inicialmente era voltada para a geomorfologia e os aspectos climaticos com influencia de pensadores como Pierre Birot Jean Dresch e Jean Tricart Gradualmente passou a se interessar por uma apreensao global do meio fisico natural incorporando tambem aspectos demograficos e a dimensao economica nas relacoes cidade campo Pierre George 9 Doutorado Editar Depois de seu casamento com Jandira a familia se mudou de Ilheus para Salvador onde Milton ingressou no servico publico e na carreira academica tornando se professor da Universidade Catolica do Salvador em 1956 5 No Congresso Internacional de Geografia sediado no Rio de Janeiro Milton foi convidado para fazer doutorado na Franca Entre 1956 e 1958 Milton concluiu seu doutorado na Universidade de Estrasburgo com a tese O Centro da Cidade de Salvador sob orientacao do professor Jean Tricart 5 8 1 Ao regressar ao Brasil criou o Laboratorio de Geomorfologia e Estudos Regionais mantendo intercambio com os mestres franceses Em 1960 tornou se Livre Docente em Geografia Humana pela Universidade Federal da Bahia 5 Nessa epoca teve presenca marcante na vida academica em atividades jornalisticas e politicas de Salvador Em 1961 viajou a Cuba como editor do jornal A Tarde com a comitiva de Janio Quadros entao eleito Presidente da Republica Logo apos ser empossado Janio o convidou para ser subchefe da casa civil na Bahia cargo que exerceu durante o curto mandato do presidente 10 Em 1963 o entao governador da Bahia Lomanto Junior nomeou o presidente da Comissao de Planejamento Economico CPE cargo que ele deixou em 1964 Enquanto exerceu esse cargo Milton Santos tratou de temas de politica economica e planejamento regional a partir de uma perspectiva cientifica sem no entanto negligenciar seu trabalho no Laboratorio de Geomorfologia e Estudos Regionais 10 Chegou a prestar concurso para lecionar na Universidade Federal da Bahia mas o golpe militar de 1964 interrompeu seus planos 5 Exilio Editar Em 1964 logo apos o golpe militar que instituiu a ditadura no Brasil Milton foi preso e enviado para o 19º BC no Cabula onde parte de sua equipe do laboratorio e seus amigos iam visita lo diariamente Em junho na vespera do dia de Sao Joao devido a um inicio de AVC Milton foi levado ao hospital e depois foi solto Nessa epoca ja tinha recebido varios convites para trabalhar em universidades francesas porem estava impedido de deixar o pais 5 Importantes personalidades locais sobretudo o consul da Franca na Bahia Raymond Van der Haegen intervieram junto as autoridades militares locais para negociar sua saida do pais apos ter cumprido meio ano de prisao domiciliar Assim em dezembro Milton deixou o Brasil partindo para a Franca ja separado da sua primeira esposa a convite da Universidade de Toulouse Le Mirail atual Universidade Toulouse Jean Jaures Mais tarde pela mesma universidade receberia o titulo de Doutor Honoris Causa o primeiro dos 20 que recebeu ao longo de sua vida Inicialmente Milton achou que ficaria fora do pais por seis meses mas acabou ficando 13 anos 5 10 11 De Toulouse onde morou por tres anos Milton se mudou para Bordeaux La entre os seus alunos encontra Marie Helene Tiercelin tambem geografa que mais tarde viria a ser sua mulher nos ultimos quase 30 anos de sua vida e mae de seu segundo filho Rafael nascido em 1977 De Bordeaux onde ficou durante um ano foi para Paris em 1968 onde lecionou na Sorbonne e trabalhou como diretor de pesquisas em planejamento urbano no Institut d Etude du Developpement Economique et Social IEDES 5 8 11 Milton permaneceu em Paris ate 1971 quando se mudou para o Canada para lecionar na Universidade de Toronto Foi pesquisador convidado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts MIT nos Estados Unidos onde trabalhou com Noam Chomsky E no MIT que Milton prepara sua grande obra O Espaco Dividido 1979 Dos Estados Unidos viajou para a Venezuela onde atuou como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanizacao do pais para um programa da ONU onde manteve contato com tecnicos da Organizacao dos Estados Americanos o que facilitou sua contratacao pela Faculdade de Engenharia de Lima onde foi contratado pela Organizacao Internacional do Trabalho OIT para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na America Latina 5 10 11 E desta epoca que Milton comeca suas pesquisas sobre os processos de urbanizacao das cidades do entao chamado terceiro mundo Foi convidado para lecionar no University College London mas nao deu certo De volta a Paris foi chamado de volta a Venezuela onde lecionou na Faculdade de Economia da Universidade Central Esteve em seguida na Tanzania onde organizou o curso de pos graduacao em Geografia da Universidade de Dar es Salaam e la morou por dois anos Antes de seu retorno da Tanzania recebeu o primeiro convite para voltar a lecionar no Brasil da Universidade de Campinas Antes voltou a Venezuela e partiu para a Columbia University em Nova Iorque 5 10 11 Retorno ao Brasil Editar No final de 1976 houve varios contatos para a contratacao de Milton por uma universidade brasileira mas nao havia seguranca na area politica e o contato fracassou Em 1977 Milton tentou inscrever se na Universidade da Bahia mas problemas politico administrativas fizeram sua inscricao ser cancelada Ao regressar da Columbia University Milton pretendia ir para a Nigeria mas recusou o convite para aceitar um posto como consultor de planejamento do estado de Sao Paulo e na Emplasa Essas idas e vindas lhe custaram muito mas seu retorno representou um grande esforco de muitos geografos brasileiros destacando se Armen Mamigonian Maria do Carmo Galvao Bertha Becker e Maria Adelia Aparecida de Souza Seu retorno ao Brasil marcou o comeco de uma grande mudanca estrutural no ensino e na pesquisa em Geografia no Brasil 5 10 11 Em 1977 seu segundo filho nasceu Apos seu regresso ao Brasil Milton lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ como professor visitante ate 1983 Em 1984 foi contratado como professor titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de Sao Paulo USP onde permaneceu mesmo apos sua aposentadoria 12 Em 1978 publicou o livro Por uma Geografia Nova onde critica os parametros existentes e pede pela renovacao dessa ciencia Produzindo muito antes e depois do exilio o impacto de suas obras no Brasil foi enorme Alem de lecionar e orientar novos mestres e doutores seus trabalhos permitiram novos estudos e caminhos para entender a organizacao e o impacto de uma nova geografia nos tempos atuais 5 10 11 Em 1994 conquistou o Premio Internacional de Geografia Vautrin Lud equivalente ao Nobel de Geografia 5 7 Foi o unico brasileiro e latino americano a receber tal honraria 5 10 Milton Santos continuou lecionando na USP ate sua aposentadoria em 1997 e depois como professor convidado na FFLCH 13 Morte Editar Em meados da decada de 1990 foi diagnosticado em Milton Santos um cancer de prostata 14 Apesar disso manteve um ritmo de trabalho intenso e seguiu lecionando na USP ate 2000 ano no qual lancou dois novos livros Em junho de 2001 o quadro da doenca agravou se e o geografo foi internado no Hospital do Servidor Publico Estadual Na madrugada de 24 de junho de 2001 ele faleceu aos 75 anos apresentando um quadro grave de insuficiencia respiratoria aguda 6 1 15 16 Ele foi sepultado no Cemiterio da Paz tambem em Sao Paulo 5 Recepcao e influencia EditarA obra de Milton Santos e inovadora e grandiosa ao abordar o conceito de espaco De territorio onde todos se encontram o espaco com as novas tecnologias adquiriu novas caracteristicas para se tornar um conjunto indissociavel de sistemas de objetos e sistemas de acoes 17 As velhas nocoes de centro e periferia ja nao se aplicam pois o centro podera estar situado a milhares de quilometros de distancia e a periferia podera abranger o planeta inteiro Dai a correlacao entre espaco e globalizacao que sempre foi perseguida pelos detentores do poder politico e economico mas so se tornou possivel com o progresso tecnologico Para contrapor se a realidade de um mundo movido por forcas poderosas e cegas impoe se para Santos a forca do lugar que por sua dimensao humana anularia os efeitos perversos da globalizacao 18 19 Estas ideias sao expostas principalmente em sua obra A natureza do espaco Editora Hucitec 1996 19 No conceito de espaco Milton Santos revela a nocao de paisagem onde sua forma esta em objetos naturais correlacionados com objetos fabricados pelo homem Santos aponta que espaco e paisagem nao sao conceitos dicotomicos onde os processos de mudanca social economico e politico da sociedade resultam na transformacao do espaco que concatenado a paisagem se adaptam para as novas necessidades do homem naquele dado periodo Milton Santos revela o conceito de paisagem como algo nao estanque no espaco e sim que a cada periodo historico altera renova e adapta para atender os novos paradigmas do modo de producao social 20 Mapa dos Quatro Brasis a divisao regional do Brasil proposta por Milton Santos e Maria Laura Silveira 21 22 23 24 tomando como criterio o meio tecnico cientifico informacional 23 25 26 Aqui apresentado de uma forma simplista o geografo define os Sistemas de acoes e Sistemas de objetos ou seja acoes humanas e objetos do espaco que interagem constantemente e se determinam constantemente logo sao indissociaveis durante uma analise geografica Somado a isso a evolucao do meio tecnico para o meio tecnico cientifico e por fim para o meio tecnico cientifico informacional representa a evolucao exclui se aqui o sentido positivista da palavra da tecnica humana e a forma como se interage com o espaco ao longo do tempo Esses conceitos rompem claramente com uma visao determinista e ou possibilita 20 Sao ideias apontadas na obra Pensando o espaco do homem Sao Paulo Hucitec 1982 20 Em sua obra O Espaco dividido 1979 hoje considerada um classico mundial ele desenvolve uma teoria sobre os dois circuitos da economia urbana dos paises subdesenvolvidos um circuito superior ou moderno capital intensivo e de alta tecnologia e constituido por atividades ligadas ao setor terciario superior e um circuito inferior nao moderno constituido por servicos tradicionais trabalho intensivo e de baixa tecnologia Embora sejam interligados o circuito inferior e dependente do circuito superior A cidade e um sistema que inclui tanto uma economia globalizada seu circuito superior quanto uma economia produzida a partir das necessidades do lugar seu circuito inferior 27 Santos se refere a circuitos produtivos globalizados constituidos por empresas nacionais e multinacionais hegemonicas de cada setor subordinados a forcas politicas e economicas exogenas Milton Santos ja reconhecera em trabalho anterior a existencia de verdadeiros espacos derivados nos paises do Terceiro Mundo 28 Esses espacos seriam aqueles onde os processos de modernizacao e transformacao regionais estao diretamente relacionados a determinacoes externas a uma vontade longinqua Segue se que tanto a formacao quanto as transformacoes das estruturas territoriais para o trabalho sobretudo aquelas que aparecem como as mais dinamicas no interior do territorio nacional de paises pobres sao geralmente portadoras de razoes externas e nao se orientam portanto para o atendimento das necessidades internas ou para a solucao dos problemas internos 29 A cada necessidade imposta pelo sistema em vigor a resposta foi encontrada nos paises subdesenvolvidos pela criacao de uma nova regiao ou a transformacao das regioes preexistentes E o que estamos chamando espaco derivado cujos principios de organizacao devem muito mais a uma vontade longinqua do que aos impulsos ou organizacoes simplesmente locais 27 Suas ideias de globalizacao foram esbocadas antes que este conceito se generalizasse e ele ja advertia para a possibilidade do fim da cultura como producao original do conhecimento Por uma Outra Globalizacao do pensamento unico a consciencia universal livro escrito dois anos antes de sua morte e referencia hoje em cursos de graduacao e pos graduacao em universidades brasileiras e traz uma abordagem critica sobre o processo de globalizacao capitalista ao qual corresponde segundo o geografo a producao de novos totalitarismos e o pensamento unico que transforma o consumo em ideologia e os cidadaos em meros consumidores massificando e padronizando a cultura e concentrando a riqueza nas maos de poucos Porem segundo Maria da Conceicao Tavares o otimismo do grande geografo reaparece quando ele se refere as cidades como espaco de liberdade para a cultura popular em oposicao a cultura midiatica de massas e como espaco de solidariedade na luta dos de baixo contra a escassez produzida pelos de cima 30 Reconhecimento EditarMilton Santos alcancou reconhecimento dentro e fora do Brasil tendo recebido em 1994 o Premio Vautrin Lud conferido por universidades de cinquenta paises a mais alta honraria da area da geografia equivalente a um Premio Nobel 5 Ele foi o primeiro e e o unico geografo da America Latina a ter ganhado o premio em questao Atividades premios e distincoes Editar Por seus meritos universidades e instituicoes ligadas a Geografia passam a outorgar lhe titulos academicos e honrarias Os mais importantes sao 31 Premio Internacional de Geografia Vautrin Lud Paris 1 de outubro de 1994 Premio Anisio Teixeira 2006 post mortem Merito Tecnologico Sindicato dos Engenheiros do Estado de Sao Paulo 1997 Personalidade do Ano Instituto dos Arquitetos do Brasil 1997 Premio Jabuti de Literatura 1997 Premio pelo melhor livro das Ciencias Humanas por A Natureza do Espaco Tecnica e Tempo Razao e Emocao 2 Comendador da Ordem Nacional do Merito Cientifico 1995 32 Emerito da Faculdade de Filosofia Letras e Ciencias Humanas da Universidade de Sao Paulo em 1997 Homem de Ideias 1998 homenagem do Jornal do Brasil a Milton Santos em 1998 Contemplado em concurso nacional da Revista Isto E como um dos 20 Cientistas do Seculo conforme encarte Especial nº 7 de 4 de agosto de 1999 Milton Santos recebeu o titulo de Doutor Honoris Causa das seguintes instituicoes Universidade de Toulouse Franca 1980 Universidade Federal da Bahia 1986 Universidade de Buenos Aires 1992 Universidade Complutense de Madri 1994 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 1995 Universidade Federal de Sergipe 1995 Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre 1996 Universidade Estadual do Ceara 1996 31 Universidade de Passo Fundo 1996 31 Universidade de Barcelona Barcelona 1996 31 Universidade Federal de Santa Catarina Florianopolis 1996 31 Universidade Estadual Paulista Sao Paulo 1997 33 Universidade Nacional de Cuyo Argentina 1997 31 Universidade do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro 1999 31 Alem da vida academica Milton Santos desempenhou outras atividades entre as quaisː 31 Presidente ou membro de distinguidas entidades profissionais como Associacao dos Geografos Brasileiros AGB Associacao Nacional de Pos Graduacao e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional Anpur Associacao Nacional de Pos Graduacao e Pesquisa em Geografia Anpege Consultor de organismos comoː 31 Organizacao Internacional do Trabalho OIT Organizacao dos Estados Americanos OEA Organizacao das Nacoes Unidas para a Educacao Ciencia e Cultura Unesco Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico CNPq Secretaria da Educacao Superior SESu MEC Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo Fapesp SP Homenagens postumas Editar Com o objetivo de reverenciar a memoria de Milton Santos a Associacao Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior ABMES instituiu em 2004 o Premio Milton Santos de Educacao Superior A homenagem ao geografo provem da sua valiosa contribuicao para a educacao superior brasileira A iniciativa reconhece o merito de personalidades que contribuem para o engrandecimento e o aprimoramento da educacao superior e ocorre a cada dois anos Os candidatos ao Premio sao indicados pelas instituicoes associadas a ABMES e podem ser mantenedores professores pesquisadores empresarios e politicos entre outras personalidades com atuacao reconhecida na area educacional Sao tres as categorias contempladas Administracao de Instituicoes de Ensino Superior Desempenho na Area Politica e Gestao Empresarial 34 Em 1 de outubro de 2018 o Google homenageou Milton Santos com um Doodle em sua rede mundial A data marca o dia da premiacao do geografo com o Premio Vautrin Lud na Franca em 1994 O destaque do Google e dado a contribuicoes relevantes de personalidades das mais variadas areas para a historia da humanidade 2 Livros publicados 35 EditarO povoamento da Bahia suas causas economicas Imprensa Oficial da Bahia Salvador BA 1948 Estudos sobre geografia Tipografia Manu Salvador BA 1953 Os estudos regionais e o futuro da geografia Imprensa Oficial da Bahia Salvador BA 1953 Zona do cacau Introducao ao estudo geografico 1ª edicao Imprensa Oficial da Bahia Artes Graficas Salvador BA 1955 2ª Edicao Companhia Editora Nacional Sao Paulo Col Brasiliana vol 296 Biblioteca Pedagogica Brasileira 1957 Estudos de Geografia da Bahia em colaboracao com J Tricart e outros Livraria Progresso Ed Salvador BA fotos e mapas 1958 Localizacao Industrial em colaboracao com D Jacobina Estudos e Problemas da Bahia Ed mimeografada da CPE nº 3 Salvador BA mapas e tabelas 1958 A cidade como centro de regiao Universidade Federal da Bahia Laboratorio de Geomorfologia e Estudos Regionais Imprensa Oficial Salvador BA mapas e fig 1959 A rede urbana do Reconcavo Universidade Federal da Bahia Laboratorio de Geomorfologia e Estudos Regionais Imprensa Oficial Salvador BA 19 mapas e fig 1959 O centro da cidade do Salvador Universidade Federal da Bahia Editora Progresso Editora Salvador BA 17 mapas 5 graficos e 27 fotos 1959 Marianne em Preto e Branco viagens Livraria Progresso Editora Salvador BA 1960 A cidade nos paises subdesenvolvidos Ed Civilizacao Brasileira Rio de Janeiro 1965 Croissance demographique et consommation alimentaire dans les pays sous developpes I Les donnees de base 320 p II Milieux geographiques et alimentation 341 p Centre de Documentation Universitaire CDU Paris Franca 1967 Aspects de la geographie et de l economie urbaine des pays sous developpes 2 fasc 100 e 92 p Centre de Documentation Universitaire CDU Paris Franca 1969 Dix essais sur les villes des pays sous developpes Ed Ophrys Paris Franca 1970 Le metier du geographe en pays sous developpes Ed Ophrys Paris Franca 1971 Les villes du Tiers Monde Ed Genin Librairies Techniques Geographie Economique et Sociale tome X Paris Franca figs mapas e fotos 1971 Geografia y economia urbanas en los paises subdesarrolados Ed Oikos Tau Barcelona Espanha Coleccion Ciencias Geograficas fig 1973 Underdevelopment and poverty a geographer s view The Latin American in Residence Lectures University of Toronto Canada 1972 1973 1975 L espace partage Editions Librairies Techniques M Th Genin Paris Franca 1975 Por uma geografia nova HUCITEC EDUSP Sao Paulo 1978 5ª edicao 1996 O trabalho do geografo no Terceiro Mundo HUCITEC AGB Sao Paulo 1978 4ª edicao 1996 A pobreza urbana Colecao Estudos Urbanos HUCITEC UFPE Sao Paulo 1978 2ª edicao 1979 O espaco dividido Livraria Editora Francisco Alves Rio de Janeiro 1978 Economia espacial criticas e alternativas HUCITEC Sao Paulo 1978 The shared space the two circuits of the urban economy and its spatial repercussions Methuen Londres 1979 Espaco e sociedade Editora Vozes Petropolis 1979 2ª edicao 1982 A urbanizacao desigual Vozes Petropolis 1980 2ª edicao 1982 Manual de geografia urbana HUCITEC Sao Paulo 1981 2ª edicao 1989 Pensando o espaco do homem HUCITEC Sao Paulo 1982 3ª edicao 1991 Ensaios sobre a urbanizacao latino americana HUCITEC Sao Paulo 1982 2ª edicao 1986 Pour une geographie nouvelle Editions Publisud Paris 1985 2ª edicao 1986 Espaco e Metodo Nobel Sao Paulo 1985 3ª edicao 1992 Espacio y Metodo Geocritica nº 65 Septiembre 1986 Universidad de Barcelona O Espaco do Cidadao Nobel Sao Paulo 1987 3ª edicao 1996 4ª edicao 1997 5ª edicao 2000 Metamorfoses do Espaco Habitado HUCITEC Sao Paulo 1988 5ª edicao 1997 Por una geografia nueva Espasa Calpe Madrid 1990 Metropole corporativa fragmentada o caso de Sao Paulo Nobel Sao Paulo 1990 Espace et Methode Publisud Paris 1990 A Urbanizacao Brasileira Hucitec Sao Paulo 1993 4ª edicao 1998 Tecnica Espaco Tempo Globalizacao e meio tecnico cientifico informacional Hucitec Sao Paulo 1994 4ª edicao 1998 De la Totalidad al Lugar Oikos Tau Barcelona 1996 Metamorfosis del Espacio Habitado Oikos Tau Barcelona 1996 A Natureza do Espaco Tecnica e Tempo Razao e Emocao Hucitec Sao Paulo 1996 3ª edicao 1999 Orelha La Nature de l Espace Technique et Temp Raison et Emotion L Harmattan Paris 1997 La Naturaleza del Espacio Tecnica y Tiempo Razon y Emocion Ariel Barcelona 2000 Por uma outra globalizacao Do pensamento unico a consciencia universal Record Rio de Janeiro 2000 4º edicao 2000 Territorio e Sociedade Entrevista com Milton Santos Entrevistado por Odette Seabra Monica de Carvalho Jose Correa Leite Editora Fundacao Perseu Abramo Sao Paulo 2000 2ª edicao 2000 O Ensino Superior Publico e Particular e o Territorio Brasileiro em colaboracao com Maria Laura Silveira ABMES Brasilia 2000 O Brasil territorio e sociedade no inicio do seculo XXI em colaboracao com Maria Laura Silveira Record Rio de Janeiro 2001 O Pais distorcido o Brasil a globalizacao e a cidadania organizacao apresentacao e notas de Wagner Costa Ribeiro e ensaio de Carlos Walter Porto Goncalves Publifolha Sao Paulo 2002 Obras sobre Milton Santos EditarEl ciudadano la globalizacion y la geografia Homenaje a Milton Santos publicacao feita em 2002 na revista eletronica de Geografia e Ciencias Sociais da Universidade de Barcelona Scripta Nova 36 Milton Santos Pensador do Brasil video da ultima entrevista concedida pelo geografo em 4 de janeiro de 2001 Direcao Silvio Tendler 37 Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Ca 2006 documentario do cineasta brasileiro Silvio Tendler discute os problemas da globalizacao sob a perspectiva das periferias ai incluidos tanto os paises perifericos quanto as areas perifericas das cidades O filme e conduzido por uma entrevista com o geografo gravada quatro meses antes de sua morte 38 39 Thinking Outside the Bubble of the Global North Introducing Milton Santos and The Active Role of Geography Symposium Introducing Milton Santos and The Active Role of Geography Organisers Lucas Melgaco and Tim Clarke In Antipode 49 4 p 946 951 2017 40 Milton Santos A Critical Geographer From the Global South Melgaco L ed amp Prouse C ed 2017 London Springer 41 Ver tambem EditarEncontro com Milton SantosReferencias a b c d e Milton Santos foi um dos intelectuais mais importantes do pais Folha de S Paulo 24 de junho de 2001 Consultado em 3 de fevereiro de 2021 a b c Wikimedia Foundation ed Geografo Milton Santos e homenageado por doodle do Google G1 Consultado em 9 de dezembro de 2014 Universidade reflete sobre legado do geografo Milton Santos IBE USP Consultado em 3 de setembro de 2017 Copia arquivada em 2 de outubro de 2015 Agraciados do Premio Anisio Teixeira Premio Anisio Teixeira Consultado em 21 de novembro de 2014 Copia arquivada em 27 de marco de 2019 a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u Milton Almeida dos Santos Museu Afro Brasil Consultado em 21 de novembro de 2018 a b c Professor Milton Santos morre de cancer na prostata aos 75 anos Folha de S Paulo Consultado em 21 de novembro de 2018 a b c Entrevista explosiva com Milton Santos Geledes Consultado em 21 de novembro de 2014 a b c Milton Santos Uma breve biografia PDF Universidade Estadual de Santa Cruz Consultado em 21 de novembro de 2018 Paul Claval ed Histoire de la Geographie Francaise de 1870 a nos jours La Cliotheque Consultado em 21 de novembro de 2018 a b c d e f g h Maria Auxiliadora da Silva ed Biografia do Milton Santos Fundacao Perseu Abramo Consultado em 9 de abril de 2006 Arquivado do original em 6 de outubro de 2016 a b c d e f Delio Mendes ed Milton Santos Nosso Sao Paulo Consultado em 21 de novembro de 2018 Santos Milton 2004 Testamento intelectual Sao Paulo Edusp p 141 ISBN 9788571395220 Eliete Viana ed Geografo e professor da USP Milton Santos e homenageado por alunos Jornal da FFLCH Consultado em 21 de novembro de 2014 Milton Santos morre de cancer aos 75 Folha de S Paulo 25 de junho de 2001 Consultado em 3 de fevereiro de 2021 Silva M A A Obra de Milton Santos Consultado em 25 de setembro de 2014 Agencia Estado ed Morre aos 75 anos o professor Milton Santos O Estado de Sao Paulo Consultado em 21 de novembro de 2014 Diniz Filho Luis Lopes 2009 Fundamentos epistemologicos da geografia Metodologia do Ensino de Historia e Geografia 6 1 ed Curitiba IBPEX p 198 Santos Milton 2000 Por uma outra globalizacao Sao Paulo Record a b Santos Milton 2002 A Natureza do Espaco Sao Paulo Edusp p 384 ISBN 8531407133 a b c Santos Milton 2012 Pensando o espaco do homem Sao Paulo Edusp p 96 ISBN 9788531408359 Milton Santos trabalha com quatro brasis em novo livro Folha Online Folha Ilustrada 2 de fevereiro de 2001 Consultado em 12 de fevereiro de 2019 O mapa Pesquisador trabalha com quatro brasis www1 folha uol com br Folha de S Paulo 2 de fevereiro de 2001 Consultado em 12 de fevereiro de 2019 a b Governo do estado do Parana Brasil Divisao Regional de Milton Santos Secretaria de Educacao do estado do Parana SEED Consultado em 24 de fevereiro de 2018 Sugimoto Luiz 19 25 de outubro de 2015 O SUS que nao se ve PDF Campinas Jornal da Unicamp 3 Consultado em 12 de fevereiro de 2019 Diferentes divisoes regionais do Brasil UOL Educacao Consultado em 24 de fevereiro de 2018 Wesley Borges Costa Michelle Neris Moreira Maria Goreth e Silva Nery REPENSANDO A REGIONALIZACAO BRASILEIRA A PARTIR DA TEORIA DO MEIO TECNICO CIENTIFICO INFORMACIONAL Espaco em Revista da Universidade Federal de Goias UFG Consultado em 24 de fevereiro de 2018 CS1 manut Nomes multiplos lista de autores link a b Santos Milton 1979 O Espaco dividido Sao Paulo Edusp p 433 ISBN 8531408334 SANTOS Milton 2009 O trabalho do geografo no Terceiro Mundo Sao Paulo Edusp p 136 ISBN 9788531411212 Mirlei Fachini Vicente Pereira ed A insercao subordinada do Brasil na divisao internacional do trabalho consequencias territoriais e perspectivas em tempos de globalizacao Sociedade amp Natureza Consultado em 21 de novembro de 2018 Maria da Conceicao Tavares ed Orelha do livro Por uma outra globalizacao do pensamento unico a consciencia universal PDF Por uma outra globalizacao do pensamento unico a consciencia universal Consultado em 9 de dezembro de 2014 a b c d e f g h i Curriculo completo PDF Milton Santos Site Oficial Consultado em 21 de novembro de 2018 Sessao Extraordinaria PDF Camara dos Deputados do Brasil pdf 28 de junho de 2011 p 156 Consultado em 9 de setembro de 2020 UNESP ed Titulos concedidos ao professor Milton Santos Secretaria da UNESP Consultado em 21 de novembro de 2018 Premio Milton Santos de Educacao Superior Associacao Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior Consultado em 18 de setembro de 2017 Livros Milton Santos Site Oficial Consultado em 21 de novembro de 2018 El ciudadano la globalizacion y la geografia Homenaje a Milton Santos www ub edu Scripta Nova Revista electronica de geografia y ciencias sociales 30 de setembro de 2002 ISSN 1138 9788 Consultado em 4 de novembro de 2018 Milton Santos pensador do Brasil acesso em 21 de julho de 2016 Encontro com Milton Santos Parte 1 acesso em 21 de julho de 2016 Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Ca 90 min Arquivado em 17 de agosto de 2016 no Wayback Machine acesso em 26 de julho de 2016 Melgaco Lucas 2017 Thinking Outside the Bubble of the Global North Introducing Milton Santos and The Active Role of Geography Antipode em ingles 4 946 951 ISSN 1467 8330 doi 10 1111 anti 12319 Consultado em 17 de setembro de 2020 Melgaco Lucas Prouse Carolyn eds 2017 Milton Santos A Pioneer in Critical Geography from the Global South Pioneers in Arts Humanities Science Engineering Practice em ingles ISSN 2509 5579 doi 10 1007 978 3 319 53826 6 Consultado em 17 de setembro de 2020 Ligacoes externas Editar O Wikiquote possui citacoes de ou sobre Milton Santos Sitio oficial O mundo Global visto pelo lado de ca com Milton Santos 10 anos sem Milton Santos De la pra ca 2011 video Entrevista com Milton Santos Conexao Roberto D Avila 1998 video Folha Online Brasil Milton Santos AGB perfil do Prof Milton Santos Geopesquisa Curriculo Lattes do Prof Milton Santos Entrevista com Prof Milton Santos no programa Roda Viva da TV Cultura Portal do Brasil Portal da Bahia Portal de biografias Portal da educacao Portal da geografia Obtida de https pt wikipedia org w index php title Milton Santos amp oldid 62861425,