fbpx
Wikipedia

Sacro Império Romano-Germânico



Sacrum Romanum Imperium
Heiliges Römisches Reich

Sacro Império Romano-Germânico

Império




962 – 1806
Bandeira Brasão
Extensão máxima do Sacro Império Romano-Germânico durante a Dinastia de Hohenstaufen (1155-1268) sobreposto às fronteiras modernas.
A evolução territorial do Sacro Império Romano com o passar dos anos, sobreposto às atuais fronteiras da Europa
Continente Europa
Capital Roma (de jure)
Aachen (800–1556)
Viena
Língua oficial latim, alemão, italiano, línguas germânicas ocidentais, Línguas românicas e línguas eslavas
Religião catolicismo;
luteranismo
(oficialmente reconhecido desde a Paz de Augsburgo);
calvinismo
(oficialmente reconhecido desde a Paz de Vestfália)
Governo Monarquia eletiva
Imperador
• 962 - 967 Otão I
• 1027–1039 Conrado II
• 1530–1556 Carlos V
• 1637–1657 Fernando III
• 1792–1806 Francisco II
Legislatura Reichstag
Período histórico Idade Média e Idade Moderna
2 de fevereiro de 962 Otão I é coroado Rei da Itália
1034 Conrado II assume a coroa da Burgúndia
25 de setembro de 1555 Paz de Augsburgo
24 de outubro de 1648 Paz de Vestfália
6 de agosto de 1806 Dissolução
População
• 1500 est. 16 000 000
• 1786 est. 26 265 000

Sacro Império Romano-Germânico (em latim: Sacrum Imperium Romanum; em alemão: Heiliges Römisches Reich) foi um complexo de territórios multiétnico localizado na Europa Central que se desenvolveu durante a Alta Idade Média e continuou até sua dissolução em 1806. O maior território do império depois de 962 foi o Reino da Alemanha, embora também incluísse o Reino da Boêmia, o Reino da Borgonha, o Reino Itálico e muitos outros territórios.

Em 25 de dezembro de 800, o Papa Leão III coroou o rei franco Carlos Magno como imperador, revivendo o título na Europa Ocidental, mais de três séculos após a queda do Império Romano do Ocidente. O título continuou na dinastia carolíngia até 888 e de 896 a 899, após ser contestado pelos governantes da Itália em uma série de guerras civis até a morte do último requerente italiano, Berengário, em 924.

O título foi revivido em 962, quando Otão I foi coroado imperador, formando-se como o sucessor de Carlos Magno e dando início a uma existência contínua do império durante mais de 800 anos. Alguns historiadores referem-se à coroação de Carlos Magno como a origem do império em si, enquanto outros preferem a coroação de Otão I como seu início. Os estudiosos geralmente concordam, no entanto, em relacionar uma evolução das instituições e princípios que constituem o império, descrevendo uma assunção gradual do título e do papel imperial.

O termo exato "Sacro Império Romano" não foi usado até aoséculo XIII, mas o conceito de translatio imperii, a noção de que ele exerceu o poder supremo herdado dos imperadores romanos, foi fundamental para o prestígio do Imperador Romano-Germânico. O cargo de imperador romano sagrado era tradicionalmente eletivo, embora frequentemente controlado por dinastias. Os príncipes-eleitores alemães, os nobres mais altos do império, geralmente elegiam um dos seus pares como "Rei dos Romanos" e mais tarde ele seria coroado como "imperador" pelo Papa por meio da Romzug; a tradição das coroações papais foi interrompida no século XVI. O império nunca alcançou a extensão da unificação política formada na França, evoluindo, em vez disso, para uma monarquia eletiva descentralizada e limitada, composta por centenas de subunidades: principados, ducados, condados, cidades imperiais livres e outros domínios. O poder do imperador era limitado e, apesar dos vários príncipes, senhores, bispos e cidades do império serem vassalos que deviam a obediência ao imperador, eles possuíam também uma extensão de privilégios que lhes conferiam independência de facto em seus territórios. O imperador Francisco I terminou o império em 6 de agosto de 1806, após a criação da Confederação do Reno por Napoleão.

Índice

O Sacro Império Romano-Germânico invocava o legado do Império Romano do Ocidente, considerado como acabado com a abdicação de Rômulo Augusto em 476. Embora o papa Leão III tenha coroado Carlos Magno como Imperator Augustus em 25 de dezembro de 800, e seu filho, Luís I, o Piedoso, também tenha sido coroado como Imperador pelo Papa, o império e toda sua estrutura não foram formalizados por décadas, devido principalmente à tendência dos francos de dividir as heranças entre os filhos após a morte do rei. Isso é notável quando Luís I foi coroado em 814, após a morte de seu pai, mas apenas em 816, o papa Papa Estêvão VI, que sucedeu Leão III, foi a Reims e de novo coroou Luís. Com esse ato, o imperador fortaleceu o papado, instituindo o papel essencial do papa nas coroações imperiais.

Terminologias contemporâneas para o império variaram muito durante os séculos. O termo Império Romano foi usado em 1034 para denotar as terras sob o domínio de Conrado II, e Império Sagrado em 1157. O uso do termo Imperador Romano para referir-se aos soberanos da Europa Central começou com Otão II (imperador 973-983). Os imperadores de Carlos Magno (imperador de 800 a 814) a Otão I (Imperador de 962-973) usavam simplesmente a frase Imperator Augustus (ambos, sem a palavra "romano", eram os títulos preferidos em vez de imperador romano). O termo preciso Sacro Império Romano (alemão: Heiliges Römisches Reich; latim: Sacrum Romanum Imperium) data de 1254; a versão final Sacro Império Romano-Germânico (alemão Heiliges Römisches Reich Deutscher Nation) apareceu em 1512, depois de diversas variações no fim doséculo XV.

Contemporâneos da época não sabiam ao certo como definir essa entidade. Na sua famosa descripção de 1667, De statu imperii Germanici, publicada sob o codinome Severinus de Monzambano, Samuel Pufendorf escreveu: "Nihil ergo aliud restat, quam ut dicamus Germaniam esse irregulare aliquod corpus et monstro simile ...".[carece de fontes?] No seu Essai sur l'histoire generale et sur les moeurs et l'esprit des nations (1756), o filosofo francês Voltaire descreveu o Sacro Império Romano-Germânico como uma "aglomeração" que não é "nem sagrada, nem romana, e nem um império".[carece de fontes?] Em Fausto, numa cena escrita em 1775, o autor alemão Goethe era um dos bebedores no Porão de Auerbach em Leipzig e perguntou "Nosso império romano e sagrado, jovens, o que o mantém ainda unido?" Goethe tinha um longo, mas não muito favorável ensaio sobre suas experiências como aprendiz no Reichskammergericht em seu trabalho autobiográfico Dichtung und Wahrheit.[carece de fontes?]

Uso do termo "romano"

De um ponto de vista jurídico o Império Romano, fundado por Augusto em27 a.C. e dividido formalmente em duas "partes" após a morte do imperador Teodósio, em 395, havia sobrevivido somente na parte oriental que, com a deposição do último imperador ocidental Rômulo Augusto, em 476, tinha obtido também as insígnias da parte ocidental reunindo de um ponto de vista formal o Império Romano. A coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III em 800 foi ato privado de perfil jurídico legítimo: somente o imperador romano do Oriente (chamado "bizantino" mais tarde pelos iluministas noséculo XVIII) seria digno de coroar um par seu na parte ocidental, razão pela qual Constantinopla viu-se sempre com superioridade e suspeita daquele ato.[carece de fontes?]

Este ato foi justificado, do ponto de vista formal, com dois expedientes:

  • O fato de que, na época, o Império Bizantino era governado por uma mulher, Irene de Bizâncio, ilegítima aos olhos ocidentais, criava um vazio de poder que tornava possíveis eventuais golpes de mão (de fato na época o Império Bizantino não tinha nenhuma possibilidade de intervir diretamente na Europa ocidental);
  • A questão que o papa se declarasse como direto herdeiro do Império Romano arrogando-se o poder temporal graças ao documento (falso) da Doação de Constantino, com o qual o imperador Constantino teria cedido a soberania sobre a cidade de Roma (e seu território limítrofe) ao papa Silvestre I; o documento, desmentido como falso já noséculo XV, foi redigido realmente noséculo VIII, quando o papa, ameaçado pelo avanço dos lombardos, tinha que fazer valer a própria autoridade. Naquela ocasião ele havia feito outro ato análogo, entretanto formalmente ilegítimo, com a coroação do rei dos francos Pepino, o Breve, como agradecimento pela ajuda recebida na luta com os lombardos.

Os imperadores romano-germânicos buscaram com muitos modos fazer-se aceitar pelos bizantinos como seus pares: com relações diplomáticas, matrimônios políticos ou ameaças. Algumas vezes porém não obtiveram os resultados esperados, porque de Constantinopla eram sempre chamados como "rei dos germanos", jamais "imperador".[carece de fontes?] A pretensão de apresentar como herdeiro dos romanos, juridicamente discutível, teve alguns inegáveis resultados positivos, como a recuperação do direito romano, a partir da metade doséculo XII, que com as atividades da universidade, tornou-se presente no ocidente, substituindo na parte as legislações germânicas, em vigor desde os tempos das migrações dos povos bárbaros.[carece de fontes?]

Dos Francos do Leste à Controvérsia da Investidura

Evolução territorial do Sacro Império Romano-Germânico.

Seguindo a tradição franca, Carlos Magno tinha a intenção de dividir seu território quando morresse entre seus filhos. Assim que ele morreu, apenas um filho tinha sobrevivido, Luís I, o Piedoso. Luís concordou em herdar todos os domínios de seu pai e o título de imperador. A resolução de Luís de quebrar com a tradição e passar todas suas terras para apenas um filho levou para uma série de guerras civis que terminaram com o repartição de 843. É importante distinguir o Frância Oriental criado pela repartição dos territórios de Carlos Magno em 843 do império. O título imperial foi primeiramente concedido a Lotário I filho mais novo de Luís I, o Piedoso e depois passado a diversos ramos da dinastia carolíngia, freqüentemente tendo sido sustentado por não mais que alguns monarcas do norte da península Itálica.[carece de fontes?]

A Frância Oriental desenvolveu-se como uma entidade separada até que um não Carolíngio foi eleito como rei no começo doséculo X. A posterior coroação de seu filho Otão I como sucessor a imperador marcou o início da associação da Frância Oriental com o título de imperador, uma associação que se manteve intacta até a abdicação de Francisco I em 1806.[carece de fontes?] Com a divisão do reinado Franco com o Tratado de Verdun em 843, a dinastia carolíngia prosseguiu independente nas três divisões. A parte oriental ficou sob o domínio de Luís, o Germânico, que foi substituído por diversos líderes até a morte de Luís, a Criança, o último carolíngio da parte oriental.[carece de fontes?] Os líderes da Alamania, Baviera, França e Saxônia elegeram Conrado I[necessário esclarecer] dos Francos, que não era um Carolíngio, como líder em 911. Seu sucessor, Henrique I da Germânia(r. 919–936), um saxão eleito no Reichstag de Fritzlar em 919, conseguiu a aceitação de um Império Oriental separado da parte Ocidental (ainda comandada pelos carolíngios) em 921, chamando a si mesmo Rex Francorum Orientalum (Rei dos Francos do Leste). Ele fundou a dinastia otoniana.[carece de fontes?]

Henrique indicou seu filho Otão, que foi eleito rei em Aquisgrano em 936, como seu sucessor. Um casamento-aliança com a soberana viúva do Reino Itálico deu a Otão o controle de toda essa nação. Sua posterior coroação como imperador Otão I (depois chamado "o Grande") em 962 marcaria um avanço importante, quando desde então a realeza Franco-Oriental – e não o Reino Franco Ocidental que era o outro restante dos reinos francos – teria a bênção do papa. Otão ganhou muito do seu poder logo, quando, em 955, os Magiares foram derrotadas na Batalha de Lechfeld.[carece de fontes?]

Em contemporâneas e posteriores escrituras, essa coroação seria também referida como translatio imperii, a transferência do "Império dos Romanos" para um novo império. Os imperadores alemães ainda pensavam serem sucessores diretos daqueles do Império Romano; por isso inicialmente chamavam-se Augustus. No começo eles não se chamavam imperadores "romanos", provavelmente para não provocar um conflito com o imperador romano que ainda existia em Constantinopla. O termo imperator romanorum apenas se tornou comum sob Conrado II (sendo sua coroação em 1027, portanto na primeira metade doséculo XI) depois do Grande Cisma.[carece de fontes?]

Nesse tempo, o reinado oriental não era "alemão", mas uma "confederação" de antigas tribos germânicas de Bávaros, Alamanos, Francos e Saxões. O império era uma união política que provavelmente sobreviveu por causa da influência do rei Henrique, o Saxão e seu filho, Oto. Embora formalmente eleito pelos líderes das tribos germânicas, eles eram na verdade capazes de indicar seus sucessores.[carece de fontes?]

Isso mudou depois que Henrique II morreu em 1024 sem ter tido nenhum filho. Conrado II, primeiro da dinastia Saliana, foi então eleito rei em 1024 depois de um certo debate sobre. Como exatamente era escolhido o rei aparentava ser uma complicada conglomeração de influência pessoal, querelas tribais, heranças, e a aprovação pelos líderes no que acabou tornando-se o colegiado de eleitores.[carece de fontes?]

O Sacro Império em 1097

Já nesse tempo, o dualismo entre os territórios das tribos antigas enraizadas nas terras francas, e o rei/imperador, ficou aparente. Cada rei preferia gastar mais tempo em suas próprias terras; os Saxões, por exemplo, gastavam muito tempo em Palatinados em volta das montanhas de Harz, entre elas a Goslar. Essa prática apenas mudou sob Otão III (rei 983, imperador de 996 a 1002), que começou a usar bispados por todo o império como locais temporários de governo. Além disso, seus sucessores Henrique II, Conrado II, e Henrique III, aparentemente se organizavam para apontar os duques dos territórios. Nessa época não tinha mais coincidência, a terminologia mudara e as primeiras denominações de regnum Teutonicum (Reino Alemão) surgiam.[carece de fontes?]

O império quase entrou em colapsou na Questão das Investiduras, na qual o papa Gregório VII declarou a excomunhão do rei Henrique IV (rei em 1056, imperador de 1084 a 1106). Embora ele tenha voltado atrás em 1077 Caminhada a Canossa, a excomunhão teve fortes conseqüências. Durante isso, os duques alemães elegeram um segundo, Rodolfo da Suábia, na qual Henrique IV conseguiu derrotar apenas depois de uma guerra de três anos em 1080. Os místicos pilares do império foram permanentemente abalados; o rei alemão foi humilhado. Mais importante ainda, a igreja era claramente um jogador independente no sistema político do império, não sujeita à autoridade imperial.[carece de fontes?]

Sob os Hohenstaufen

Conrado III subiu ao trono em 1138, sendo o primeiro da dinastia de Hohenstaufen, que queria restaurar a glória do império mesmo depois das condições de 1122, a Concordata de Worms. Foi Frederico I (rei 1152, imperador de 1155 a 1190) que primeiro chamou o império de "Sacro", com o qual ele pretendia mudar principalmente as leis e a legislação.[carece de fontes?]

Adhemar de Monetel carrega a Lança Sagrada.

Ainda, sob Frederico I, a ideia da romanização do império surgia de novo, o que aparentava ser um esforço para justificar o poder do imperador independentemente do (agora fortalecido) papa. Uma assembleia imperial nos arredores de Roncaglia (Placência) em 1158 explicitamente contestou os direitos imperiais durante o conselho dos quattuor doctores do emergente setor judicial da Universidade de Bolonha, citando frases como princeps legibus solutus ("o imperador não é coberto pela lei") da Digestas do Corpo do Direito Civil. As leis romanas foram criadas para um sistema totalmente diferente e não cobria a estrutura do império que era obviamente secundária; o importante aqui foi que a corte do imperador fez um esforço para criar uma constituição legal.[carece de fontes?]

Direitos imperiais foram referidos como regalia desde a Controvérsia da Investidura, mas foram citadas pela primeira vez em Roncaglia. Essa compreensível lista incluía estradas públicas, tarifas, tributos, taxas punitivas, e a investidura. Esses direitos eram agora explicitamente ditos na Lei Romana, um importante ato constitucional; no norte dos Alpes ele era agora ligado à lei feudal, a mudança mais significativa da dissolução dos feudos de Henrique, o Leão em 1180, o que levou a sua excomunhão pública. Frederico I então comandou por um tempo promovendo uma maior união dos duques germânicos para todo o império.[carece de fontes?]

Outra importante mudança constitucional de Roncaglia foi o estabelecimento de uma nova paz (Landfrieden) para todo o império, num esforço para abolir hostilidades pessoais não apenas entre os diversos duques locais, mas por outro lado ligar os subordinados do imperador ao sistema legal de jurisdições e ao tribunal público de atos – um conceito primitivo do "Estado de direito", em termos modernos, que na época, não era ainda inteiramente aceito.[carece de fontes?]

Para resolver o problema de que o imperador não era (depois da Controvérsia da Investidura) mais capaz de usar a igreja como mecanismo para manter o seu poder, o Staufer surgiu lentamente tornando-se o ministerialia, antigo "militar não livre", que Frederico esperava ser mais consistente do que os duques locais. Inicialmente usado principalmente para a guerra, essa nova classe de povo formaria a base para os posteriores cavaleiros, outra base de poder imperial.[carece de fontes?]

O Sacro Império Romano-Germânico da Dinastia de Hohenstaufen e o Reino da Sicília. As terras dos Hohenstaufen, imperiais e detidas diretamente no Império, são mostradas em amarelo brilhante.

Outro conceito novo da época era a fundação sistemática de novas cidades, tanto pelo imperador como pelos duques locais. Isso acontecia parcialmente devido a explosão populacional, mas também para concentrar o poder econômico em locais estratégicos, no lugar de se ter apenas cidades sobre as fundações de antigas cidades romanas ou sob o poderio dos antigos bispados. Cidades que foram fundadas noséculo XII incluem Friburgo, possivelmente o modelo econômico de muitas outras futuras cidades, e Munique.[carece de fontes?]

O reino do último imperador Staufer, Frederico II, era em muitos aspectos diferente dos antigos imperadores. Ainda uma criança, ele primeiro foi o soberano do Reino da Sicília, enquanto na Alemanha, o segundo filho de Frederico I (Filipe da Suábia) e o filho de Henrique, o Leão (Otão IV) competiam com ele pelo título de Rei dos Alemães. Depois de finalmente ser coroado imperador em 1220, ele entrou em conflito com o papa quando clamou poder sobre Roma. Surpreendentemente para muitos, ele organizou a Sexta Cruzada para tomar Jerusalém em 1228 enquanto ainda estava excomungado pelo papa.[carece de fontes?]

Enquanto Frederico trouxe a ideia mística do império até o último estágio, ele foi também o primeiro a dar o maior dos passos que levariam à fragmentação. De um lado, ele concentrou o poder ao criar um estado inovador na Sicília, com serviços públicos, finanças, e outras reformas. Do outro lado, Frederico foi o imperador que mais deu poderes aos duques alemães sob a forma de dois importantes privilégios que nunca mais seriam retirados pelo poder central. Em 1220, no Tratado com os príncipes da Igreja, Frederico deu um certo número de regalias em favor dos bispos, dentre eles as tarifas e o fortalecimento. No Statutum in favorem principum de 1232 ele estendeu esses privilégios aos outros territórios (não clericais) (Frederico II foi forçado a dar esses privilégios devido à rebelião de seu filho, Henrique). Embora muitos desses privilégios tenham existidos antes, eles eram agora garantidos globalmente, e de uma vez por todas, permitir aos duques alemães que mantivessem a paz no norte dos Alpes enquanto Frederico concentrava-se na sua terra natal na Itália. O documento de 1232 marcou a primeira vez que duques alemães foram chamados de domini terræ, donos de suas terras, uma grande mudança na terminologia. Os Cavaleiros Teutônicos foram chamados para a Prússia pelo duque Conrado de Masóvia para cristianizar os Prussianos em 1226.[carece de fontes?]

Durante o longo período dos imperadores da dinastia Hohenstaufen (1138-1254) na península Itálica, os príncipes alemães se tornaram fortes e começaram, sucessivamente, a colonização majoritariamente pacífica das terras eslavas ocidentais, assim a influência do império cresceu fortemente e incluía a Pomerânia e a Silésia.[carece de fontes?]

Crescimento territorial depois dos Staufen

Bandeira do Sacro Império Romano-Germânico 1200-1350

Depois da morte de Frederico II em 1250, nenhuma das dinastias nobres de produzir um rei provaram serem capazes de tal, e os duques líderes elegeram diversos reis para a competição a imperador. O período de 1246 (começando com a eleição de Henrique Raspe e Guilherme II, Conde da Holanda) até 1273, quando Rodolfo I de Habsburgo foi eleito rei, é geralmente referido como o Interregno. Durante o interregno, muito do que restou da autoridade imperial foi perdido, assim como os príncipes tiveram tempo de consolidar seus territórios e se tornar cada vez mais independentes.[carece de fontes?]

Em 1257, uma dupla eleição gerou uma conjuntura que garantiu um longo interregno. Guilherme da Holanda tinha caído no ano anterior, e Conrado da Suábia tinha morrido três anos antes. Primeiro, três eleitores (Eleitorado do Palatinado, Colônia e Mogúncia) (sendo a maioria da persuasão de Guelfo) deram seu veredito para Ricardo da Cornualha que era o sucessor de William da Holanda como rei. Depois de um tempo, um quarto eleitor, Boêmia, aderiu a essa escolha. Entretanto, poucos meses depois, a Boêmia e os outros três eleitores Tréveris, Brandemburgo e Saxônia votaram por Afonso X de Castela, este tendo como base o partido de Gibelino. O Conselho agora tinha dois reis. Era permitido ao rei da Boêmia de mudar o seu voto, ou a eleição estaria completa quando quatro eleitores escolhessem um rei? Seriam os quatro eleitores juntos capazes de depor Ricardo alguns meses depois, se a eleição tivesse sido válida?[carece de fontes?]

As dificuldades em eleger um rei eventualmente levaram ao surgimento de um colégio fixo de eleitores, o Kurfürsten, cuja composição e procedimentos foram estabelecidos na Bula Dourada de 1356. Esse desenvolvimento provavelmente simboliza o surgimento da dualidade entre Kaiser und Reich (imperador e reino), imperador e realeza, que não eram mais consideradas a mesma coisa. Isso foi ainda mais exposto quando os reis pós-Staufen tentaram sustentar seu poder. Antes, a força do império (e as finanças) era amplamente garantida pelas próprias terras do império, o chamado Reichsgut que sempre pertenceu ao respectivo rei (e incluía muitas cidades imperiais). Depois doséculo XIII, sua relevância perdeu força (muito embora em algumas partes a situação continuou a mesma até o fim do império em 1806). Em vez disso, o Reichsgut estava cada vez mais sob as mãos de duques locais, algumas vezes para dar mais dinheiro ao império, mas mais freqüentemente, para recompensar a fidelidade deles ou num esforço de civilizar alguns duques teimosos. A governança direta do Reichsgut não fazia parte mais nem do desejo do rei nem dos duques.[carece de fontes?]

Sacro Império Romano-Germânico de 1273-1378, e suas principais dinastias

Em vez disso, os reis, começando com Rodolfo I de Habsburgo, se baseavam nas terras de suas respectivas dinastias para dar suporte ao seu poder. Em contraste com o Reichsgut, que era mais esparso e difícil de administrar, esses territórios era compactos e, portanto mais fáceis de controlar. Em 1282, Rodolfo I deu o comando da Áustria e a Estíria para seus próprios filhos.[carece de fontes?]

Com Henrique VII, a Casa de Luxemburgo entrava em cena. Em 1312, ele foi coroado como o primeiro imperador desde Frederico II. Depois dele todos os reis e imperadores fortaleceram as terras de suas próprias famílias (Hausmacht): Luís IV de Wittelsbach (rei 1314, imperador de 1328 a 1347) fortaleceram suas terras na Baviera; Carlos IV de Luxemburgo, neto de Henrique VII, deu mais força à sua terra natal na Boêmia.[carece de fontes?]

Oséculo XIII também foi palco de mudança estrutural geral em como as terras eram administradas. Em vez de deveres pessoais, o dinheiro se tornou cada vez mais comum o representante do valor econômico da agricultura. Camponeses estavam sendo obrigados a pagar tributos por suas terras. O conceito de "propriedade" estava substituindo formas mais antigas de jurisdição, embora eles estivessem intimamente ligados. Nas dependências (não no mesmo nível do império), o poder se tornou cada vez mais enriquecido: Não importa quem tivesse a terra tinha jurisdição, de onde outros poderes se derivavam. É importante notar que, entretanto, dentro da jurisdição, nessa época, não incluía legislação, o que virtualmente não existia direito até oséculo XV. A prática do tribunal foi fortemente misturada com costumes e hábitos tradicionais.[carece de fontes?]

Foi durante esse tempo que essas regiões começaram a se transformar nos predecessores dos estados modernos que surgiram depois. Esse processo variou bastante entre os territórios e foi mais avançado nos territórios que eram mais semelhantes às terras das antigas tribos germânicas, como por exemplo, Baviera. Foi mais lento naqueles territórios mais esparsos e que foram fundados com privilégios imperiais.[carece de fontes?]

Reforma imperial

O território do Sacro Império em 1400
Ver artigo principal: Reforma imperial

A "constituição" do império ainda estava desorganizada no começo doséculo XV. Embora alguns procedimentos e instituições tenham sido criados, como por exemplo, a Bula Dourada de 1356, as regras de como o rei, os eleitores, e os outros duques deviam cooperar dentro do império dependia mais da personalidade do respectivo rei. Isso foi provado ser fatal quando Sigismundo de Luxemburgo (rei 1410, imperador de 1433 a 1437) e Frederico III de Habsburgo (rei 1440, imperador de 1452 a 1493) ignorou as velhas terras do império e majoritariamente morou nas suas terras natais. Sem a presença do rei, a velha instituição do Hoftag, a assembleia dos homens da nobreza. O Reichstag como um órgão legislativo do império não existia ainda. Pior ainda, duques freqüentemente iam aos seus feudos para organizarem guerras locais contra outros duques.[carece de fontes?]

Ao mesmo tempo, a igreja também estava em crise. O conflito entre diversos papas só foi resolvido no Concílio de Constança(1414–1418). Depois de 1419, muita energia foi gasta na luta contra a heresia dos Hussitas. A ideia medieval de um Corpus christianum unificado, na qual o papado e o império eram as instituições líderes, começava a sucumbir.[carece de fontes?] Com essas mudanças dramáticas, muita discussão surgiu noséculo XV dentro do império. Costumes antigos não eram mais adequados para descrever a estrutura da época, e um reforço do antigo Landfrieden era necessário. Durante esse tempo, o conceito de "reform" surgiu, no senso original do verbo em latim re-formare, para reganhar a antiga identidade que fora perdida.[carece de fontes?]

Quando Frederico III precisou dos duques para financiar a Guerra contra o Reino da Hungria em 1486 e no mesmo tempo que seu filho, Maximiliano I foi eleito rei, ele foi confrontado com um pedido dos duques para a união de um conselho imperial. Pela primeira vez, a assembleia de eleitores e outros duques, agora chamada de Reichstag (que mais tarde ganhou a união das Cidades Imperiais Livres). Enquanto Frederico recusava-se a se unir ao conselho, seu filho, mais conciliatório, finalmente compareceu ao Reichstag em Worms em 1495, depois da morte de seu pai em 1493. Nisso, o rei e os duques concordaram em quatro propostas, geralmente referidas como Reichsreform (Reforma Imperial): um conjunto de decretos legais para dar ao império em estado de quase-fragmentação a sua estrutura original. Dentre outros, esse decreto produziu os círculos imperiais e a Reichskammergericht (Câmara da Corte Imperial); estruturas que iriam — em certo nível — persistir até a queda do império em 1806.[carece de fontes?]

Entretanto, demorou mais algumas décadas até que as novas regulamentações fossem aceitas e a nova corte entrasse em funcionamento; apenas em 1512 que os Círculos Imperiais ficariam totalmente formados. O rei também deixou claro que a sua própria corte, o Reichshofrat, continuasse funcionando paralelamente ao Reichskammergericht. É interessante notar que nesse mesmo ano, o império recebeu o seu novo título, o Heiliges Römisches Reich Deutscher Nation ("Sacro Império Romano da Nação Germânica").

Crise depois da Reforma

Em 1517, Martinho Lutero iniciou o que seria depois conhecido Reforma Protestante. Nessa época, muitos duques locais viram a chance para se opor à hegemonia do Carlos V. O império então ficou dividido por linhas religiosas, com o Norte, o Leste e a muitas das grandes cidades — Estrasburgo, Frankfurt e Nuremberga— tornando-se protestante enquanto o Sul e o Oeste permaneceram católicos. Conflitos religiosos emergiram em várias partes da Europa durante um século, embora a região alemã estivesse quieta desde a paz de Augsburgo em 1555 até a Defenestração de Praga em 1618. Quando os Boêmios rebelaram-se contra o imperador, o resultado imediato foi uma série de conflitos conhecidos como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que devastou o império. Poderes externos, incluindo a França e a Suécia, intervieram no conflito e fortaleceram o poder imperial, mas eles também tomaram consideráveis partes de terra para eles mesmos. O longo conflito feriu o império de tal forma que ele nunca mais recuperaria sua força total de novo.[carece de fontes?]

O longo declínio

O império depois da Paz de Vestfália, 1648.
O império nas vésperas da Revolução Francesa, 1789

O fim do império veio em diversas etapas. A Paz de Vestfália em 1648, que acabou com a Guerra dos Trinta Anos, deu aos territórios autonomia quase que completa. A Confederação Suíça, que já tinha conseguido uma quase-independência em 1499, e a Holanda do Norte deixaram o império. Embora os estados constituintes ainda tivessem algumas restrições — em particular, eles não podiam formar alianças contra o Imperador — o império a partir desse ponto foi uma entidade impotente, existindo apenas no nome. Os imperadores Habsburgo focaram-se em consolidar seus estados no Império Austríaco e outros lugares.[carece de fontes?]

Com o avanço de Luís XIV, os Habsburgos ficaram dependendo da ajuda dos arquiduques da Áustria para conter o avanço do Reino da Prússia, que estavam dominando alguns territórios dentro do próprio império. Durante oséculo XVIII, os Habsburgos estavam envolvidos em vários conflitos pela Europa, tal como a Guerra da Sucessão Espanhola, a Guerra de Sucessão Polonesa e a Guerra da Sucessão Austríaca. O Dualismo alemão entre Áustria e Prússia dominava a história do império desde 1740. A partir de 1792, a França revolucionária estava em Guerra com várias partes do império interruptamente. O império foi formalmente dissolvido em 6 de agosto de 1806 quando o último imperador romano-germânico Francisco I (a partir de 1804, imperador Francisco I da Áustria) abdicou após sofrer uma derrota militar pelos franceses sob o comando de Napoleão Bonaparte (ver Tratado de Pressburg). Napoleão reorganizou muito do império na Confederação do Reno, um estado satélite francês. Francisco da Dinastia de Habsburgo-Lorena sobreviveu ao desmanche do império, continuando a reinar como Imperador da Áustria e Rei da Hungria até a dissolução final do Império Austro-Húngaro em 1918, como consequência da Primeira Guerra Mundial. A Confederação Napoleônica do Reno foi finalmente substituída pela Confederação Germânica e depois pela Confederação Norte-Germânica, até os territórios falantes do alemão, exceto a Áustria, serem unidos sob a liderança do Reino da Prússia até 1871, formando depois o Império Alemão(1871–1918). O Império Alemão foi extinto em 1918, como consequência da Primeira Guerra Mundial, sendo sucedido pela República de Weimar(1919–1933).[carece de fontes?]

Resquícios atuais

Às vezes é dito que o único atual sobrevivente do império é o pequeno principado de Liechtenstein, localizado entre a Suíça e a Áustria.

Ainda existe um Habsburgo reclamando o trono imperial, Otto de Habsburgo. Entretanto, o trono do império nunca foi meramente hereditário, e títulos de nobreza não são mais oficiais na Alemanha e nas outras repúblicas da Europa Central.[carece de fontes?]

A partir da Alta Idade Média em diante, o império estava sendo regido sob uma frágil coexistência do império com a luta de duques locais para tirar o poder para longe dele. Com uma grande extensão que encontrava outros reinados medievais como a França e a Inglaterra, os imperadores eram incapazes de manter controle sobre as terras que oficialmente tinham. Em vez disso, para assegurar sua própria posição e não ser deposto, os imperadores eram forçados a dar mais e mais autonomia aos governantes locais: nobres e bispos. Esse processo começou noséculo XI com a Questão das Investiduras e foi mais ou menos concluída em 1648 com a Paz de Vestfália. Diversos imperadores tentaram reverter essa dissolução da sua autoridade, mas eram frustrados pelo papado e pelos príncipes do império.[carece de fontes?]

Rei dos Romanos

Ver artigo principal: Rei dos Romanos
A Coroa do Imperador Romano-Germânico (segunda metade doséculo X), em exposição no Schatzkammer de Viena.

Um pretendente a imperador deveria primeiramente ser eleito como Rei dos Romanos (Rex romanorum/römischer König). Reis eram eleitos desde muito tempo: noséculo IX pelos líderes das cinco tribos mais importantes: (os francos sálios da Lorena, os francos ripuários da Francônia, os saxões, os bávaros, e os suábios);depois pelos principais duques e bispos do reino; finalmente apenas pelos chamados príncipes-eleitores. Esse colégio eleitoral foi formalmente estabelecido em 1356 pelo rei da Boêmia, Carlos IV, através do decreto conhecido como Bula Dourada. Inicialmente, havia apenas sete eleitores: o Eleitor do Palatinado, o Rei da Boêmia, o duque da Saxónia, o marquês de Brandemburgo, e os arcebispos de Colônia, Mogúncia, e Tréveris. Durante a Guerra dos Trinta Anos, o Duque da Baviera ganhou direito ao voto como oitavo eleitor. Esperava-se de um candidato à eleição que oferecesse concessões de terra e dinheiro para os eleitores para que assim pudesse assegurar os votos.[carece de fontes?]

Em muitos casos, isso levava muitos anos enquanto o rei se ocupava de outras tarefas: frequentemente ele precisava primeiro resolver rebeliões no norte da Itália, ou alguma querela com o papa. Depois os imperadores dispensaram a coroação papal, contentando-se com o título de Imperador-Eleito: o último imperador a ser coroado pelo papa foi Carlos V em 1530.[carece de fontes?]

O imperador devia ser um homem de bom caráter com mais de dezoito anos. Esperava-se que todos os seus quatro avós tivessem sangue nobre. Nenhuma lei exigia que ele fosse católico, mas o direito imperial presumia que ele o fosse. E ele também não precisava ser alemão (Carlos V e Afonso X de Castela não eram, e Henrique VIII de Inglaterra foi candidato na eleição de 1519). A partir doséculo XVII, os candidatos geralmente possuíam estados dentro do império. Luís XIV, considerou permitir que a Alsácia-Lorena, recentemente adquirida pelos franceses, voltasse a fazer parte do império de modo a habilitá-lo a candidatar-se ao trono.[carece de fontes?]

O imperador não podia simplesmente expedir decretos e governar o império de maneira autônoma. Seu poder era severamente restrito pelos diversos líderes locais: no final doséculo XV, o Reichstag estabeleceu-se como o corpo legislativo do império, uma complexa assembleia que se reunia a períodos irregulares a pedido do imperador e cujo local de reunião variava. O Reichstag se tornaria uma assembleia permanente somente após 1663.[carece de fontes?]

Patrimônio imperial

Uma entidade era considerada Reichsstand (patrimônio imperial) se, de acordo com o direito feudal, não fosse subordinada a mais ninguém exceto o próprio imperador. Eles incluíam:

  • Territórios governados por um príncipe ou duque, e em alguns casos reis. Governantes do Sacro Império Romano-Germânico, com a exceção do Rei da Boêmia (um eleitor), não podiam ser soberanos de reinos dentro do império, mas alguns tinham reinos fora dos domínios do império, como era o caso do Reino Unido, onde o governante era também Príncipe-eleitor de Hanôver desde 1719 até a dissolução do império.[carece de fontes?]
  • Territórios feudais liderados por um dignitário clérigo, que era então considerado príncipe da Igreja. Num caso parecido de Príncipe-Bispo, o território temporal (chamado príncipe-bispado) frequentemente excedia a sua – já grande – diocese, dando ao bispo tanto o poder temporal quanto o clerical. São exemplos os três príncipe-arcebispados: Colônia, Tréveris, e Mogúncia.[carece de fontes?]
  • Cidades Imperiais Livres

O número de territórios era incrivelmente grande, chegando a cerca de 300 na época da Paz de Vestfália. Muitos deles não possuíam mais do que alguns quilômetros quadrados, razão pela qual o império era frequentemente descrito como uma "colcha de retalhos" (Flickenteppich) (veja Kleinstaaterei).[carece de fontes?]

Reichstag

Ver artigo principal: Reichstag

O Reichstag era o corpo legislativo do Sacro Império. Ela era dividido em três classes distintas:[carece de fontes?]

  • O Conselho de Eleitores, que incluía os Eleitores do Sacro Império Romano.
  • O Conselho de Príncipes, que incluía tanto nobres quanto clérigos.
    • A bancada secular: Príncipes (aqueles com o título de Príncipe, Grão-Duque, Duque, Conde Palatino, Marquês ou Conde) com votos individuais; alguns tinham mais que um voto porque governavam diversos territórios. Ainda, o conselho incluía condes (grafs, que eram agrupados em quatro colégios: Wetterau, Suábia, Francônia, e Vestfália). Cada colégio contava um voto no total de votos.
    • A Bancada Eclesiástica: Bispos, certos abades, e os dois grão-mestres da Ordem Teutônica e da Ordem de São João tinham votos individuais. Outros abades eram agrupados em dois colégios: Suábia e o Reno. Cada colégio tinha um voto coletivo.
  • O Conselho das Cidades Imperiais, que incluía representantes das cidades imperiais livres eram agrupados em dois colégios: Suábia e Reno. Cada colégio tinha direito a um voto coletivo. O conselho das cidades imperiais não era totalmente igual aos outros; ele podia não votar em várias votações como a admissão de novos territórios. A representação das cidades livres no Reichstag se tornou comum desde a Alta Idade Média. No entanto, sua participação foi formalmente reconhecida apenas em 1648, com a Paz de Vestfália quando acabara a Guerra dos Trinta Anos.

Cortes imperiais

O império tinha também duas cortes: o Reichshofrat (também conhecido como o Conselho Áulico) baseada na corte do rei/imperador (depois em Viena), e a Reichskammergericht (Corte da Câmara Imperial), estabelecida com a Reforma Imperial de 1495.[carece de fontes?]

Círculos imperiais

Ver artigo principal: Círculo Imperial
O Sacro Império Romano-Germânico em 1512 e os círculos imperiais

Como parte da Reforma Imperial (Reichsreform), seis círculos imperiais foram estabelecidas em 1500 e estendidos para dez em 1512. Esses eram grupos regionais compostos pela maioria (mas não por todos) os vários estados do império com o propósito de defesa, impostos imperiais, supervisão tributária, manter a paz e segurança pública. Cada círculo tinha seu próprio Kreistag ("Dieta Circular").[carece de fontes?]

Tem sido dito que a história moderna da Alemanha foi predeterminada por três fatores: o Reich, a Reforma Protestante, e depois o dualismo entre Império Austríaco e o Reino da Prússia. Muitos esforços têm sido feitos para entender por que o Reich nunca formou um poder forte e centralizado sobre seus territórios, como aconteceu com a sua vizinha França. Algumas razões incluem:[carece de fontes?]

  • O império era um corpo federativo desde o início: ao contrário da França, que tinha feito parte do Império Romano, na parte oriental do Reino Franco, as tribos germânicas que depois fizeram parte da nação germânica (Saxões, Turíngios, Francos, Bávaros, Alamanos ou Suábios) eram muito mais independentes e relutavam em ceder o poder a uma autoridade central. Todas as tentativas de fazer o reino uma monarquia hereditária falharam; em vez disso, o rei era sempre eleito. Depois, cada candidato para rei fazia promessas para o seu eleitorado, o chamado Wahlkapitulationen (Capitulações eleitorais), assim dando aos nobres mais e mais poder através dos séculos.
  • Devido às conotações religiosas, o império era uma instituição duramente afetada pela disputa entre o Papa e os reis germânicos em suas respectivas coroações como imperador. Nunca ficou claro sob quais condições o papa devia coroar o imperador e especialmente se todo o poder do imperador era dependente do poder clerical do papa. Muito debate aconteceu sobre isso, especialmente durante oséculo XI, levando à Questão das Investiduras e a Concordata de Worms em 1122.
  • Se o sistema feudal do império, onde o rei era formalmente o topo da chamada "pirâmide feudal", era a causa ou sintoma da fraqueza do império não é certo. Em qualquer caso, a obediência militar, que – de acordo com a tradição germânica – estava intimamente ligada à doação de terras aos tributários, sempre foi um problema: quando o império tinha que ir para a guerra, as decisões demoravam e eram tímidas.
  • Até oséculo XVI, os interesses econômicos do sul e do oeste divergiam daqueles do norte, onde a Liga Hanseática operava. A Liga Hanseática era muito mais ligada com a Escandinávia e o Báltico do que com o resto da Alemanha.
  • A historiografia alemã de hoje vê o Sacro Império Romano-Germânico como um sistema balanceado de organizar uma multidão de estados (efetivamente independentes) sob um complexo sistema de regulamentos legais. Pequenos estados como os senhorios e as cidades imperiais livres sobreviveram por séculos como entidades independentes, embora eles não tivessem nenhum poderio militar. As cortes supremas, Reichshofrat e o Reichskammergericht ajudaram a diminuir os conflitos, ou ao menos mantê-los como guerras de palavras em vez de guerras verdadeiras.
  • O grande número de territórios diferentes com diferentes línguas (alemão, francês, italiano, tcheco, esloveno, etc.), denominações religiosas e diferentes formas de governo levaram a uma grande variedade de culturas, o que pode ser visto na atual Alemanha com as culturas regionais, costumes e dialetos que mudam às vezes no raio de poucos quilômetros.

Depois do fim das Guerras Napoleônicas uma nova União alemã foi criada em 1815. Ela sobreviveu até 1866 quando o Reino da Prússia dissolveu a Confederação germânica para formar a Confederação da Alemanha do Norte que se tornaria um estado-nação em 1871, o Império Alemão.

Instituições

Notas

  1. Capital de facto devido a nela se localizar a residência imperial e respectiva Corte.
  2. A expressão para designar o império, em outras línguas faladas historicamente dentro de suas fronteiras era: Em checo: Svatá ríše rímská, depois Svatá ríše rímská národa nemeckého;
    neerlandês: Heilige Roomse Rijk, depois; Heilige Roomse Rijk der Duitse Naties/Volkeren;
    francês: Saint Empire Romain Germanique;
    italiano: Sacro Romano Impero;
    esloveno: Sveto rimsko cesarstvo, depois Sveto rimsko cesarstvo nemške narodnosti

Referências

  1. , Encyclopædia Britannica Online. Acessado em 15 de fevereiro de 2014.
  2. James Bryce, The Holy Roman Empire (The MacMillan Company, 1913), .
  3. Joachim Whaley, Germany and the Holy Roman Empire: Volume I: Maximilian I to the Peace of Westphalia, 1493–1648 (2012), .
  4. Lonnie R. Johnson, Central Europe: Enemies, Neighbors, Friends (1996), Oxford University Press, .
  5. Norman F. Cantor (1993), Civilization of the Middle Ages, pp. 212–215
  6. Bamber Gascoigne. . HistoryWorld
  7. Norman Davies, A History of Europe (Oxford, 1996), pp. 316–317.
  8. While Charlemagne and his successors assumed variations of the title emperor, none termed themselves Roman emperor until Otto II in 983. , Encyclopædia Britannica Online. Acessado em 15 de fevereiro de 2014.
  9. Bryce,
  10. Heer, Friedrich (1967). The Holy Roman Empire. New York: Frederick A. Praeger. pp. 1–8. ISBN 978-0-297-17672-5
  11. Davies, pp.317,1246.
  12. Martin Arbage, "Otto I", in , Volume 2 (Routledge, 2004), p. 810: "Otto can be considered the first ruler of the Holy Roman empire, though that term was not used until the twelfth century."
  13. , Heraldica.org.
  14. John Gilissen, « La notion d'empire dans l'histoire universelle », in : Les grands empires, De Boeck Université, 1989, p. 846.
  15. Francis Rapp, Le Saint-Empire romain germanique. D'Otton le Grand à Charles Quint, Paris, 2000, p. 17.
  16. Azevedo, Henrique Machado Rodrigues de. (pdf) (em português e inglês). publicadireito.com.br. Consultado em 14 de janeiro de 2012 !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)
  17. A cabana. [S.l.: s.n.]
  18. . infoescola. Consultado em 14 de janeiro de 2012[ligação inativa]
  19. . infopédia.com. Consultado em 14 de janeiro de 2012

Bibliografia

  • Heinz Angermeier, Das Alte Reich in der deutschen Geschichte. Studien über Kontinuitäten und Zäsuren, München 1991 (em Alemão)
  • Karl Otmar Freiherr von Aretin, Das Alte Reich 1648–1806. 4 vols. Stuttgart, 1993–2000 (em Alemão)
  • Peter Claus Hartmann, Kulturgeschichte des Heiligen Römischen Reiches 1648 bis 1806. Wien, 2001 (em Alemão)
  • Georg Schmidt, Geschichte des Alten Reiches. München, 1999 (em Alemão)
  • James Bryce, The Holy Roman Empire. ISBN 0-333-03609-3 (em Inglês)
  • Jonathan W. Zophy (ed.), The Holy Roman Empire: A Dictionary Handbook. Greenwood Press, 1980 (em Inglês)
  • . (em alemão)
  • George Donaldson, Germany: A Complete History. Gotham Books, New York 1985 (em Inglês)
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre o Sacro Império Romano-Germânico
  • (em alemão)
  • (em alemão)
  • (em alemão)
  • (em alemão). In "Meyers Kleines Konversationslexikon in sechs Bänden. Bd. 2. Leipzig u. Wien : Bibliogr. Institut 1908
  • (em alemão)
  • (em inglês)


Controle de autoridade

Sacro Império Romano-Germânico
sacro, império, romano, germânico, complexo, territórios, multiétnico, europa, central, 1806, língua, vigiar, editar, sacrum, romanum, imperium, heiliges, römisches, reich, império, 1806, bandeira, brasãoextensão, máxima, durante, dinastia, hohenstaufen, 1155,. Sacro Imperio Romano Germanico complexo de territorios multietnico na Europa Central 800 1806 Lingua Vigiar Editar Sacrum Romanum Imperium Heiliges Romisches Reich Sacro Imperio Romano GermanicoImperio 962 1806 Bandeira BrasaoExtensao maxima do Sacro Imperio Romano Germanico durante a Dinastia de Hohenstaufen 1155 1268 sobreposto as fronteiras modernas A evolucao territorial do Sacro Imperio Romano com o passar dos anos sobreposto as atuais fronteiras da EuropaContinente EuropaCapital Roma de jure Aachen 800 1556 Viena nota 1 Lingua oficial latim alemao italiano linguas germanicas ocidentais Linguas romanicas e linguas eslavasReligiao catolicismo luteranismo oficialmente reconhecido desde a Paz de Augsburgo calvinismo oficialmente reconhecido desde a Paz de Vestfalia Governo Monarquia eletivaImperador 962 967 Otao I 1027 1039 Conrado II 1530 1556 Carlos V 1637 1657 Fernando III 1792 1806 Francisco IILegislatura ReichstagPeriodo historico Idade Media e Idade Moderna 2 de fevereiro de 962 Otao I e coroado Rei da Italia 1034 Conrado II assume a coroa da Burgundia 25 de setembro de 1555 Paz de Augsburgo 24 de outubro de 1648 Paz de Vestfalia 6 de agosto de 1806 DissolucaoPopulacao 1500 est 16 000 000 1786 est 26 265 000 Precedido por Sucedido porReino da GermaniaReino Italico Antiga Confederacao HelveticaRepublica das Sete Provincias Unidas dos Paises BaixosConfederacao do RenoImperio AustriacoPrimeiro Imperio FrancesReino da Prussia Sacro Imperio Romano Germanico em latim Sacrum Imperium Romanum em alemao Heiliges Romisches Reich foi um complexo de territorios multietnico localizado na Europa Central que se desenvolveu durante a Alta Idade Media e continuou ate sua dissolucao em 1806 1 O maior territorio do imperio depois de 962 foi o Reino da Alemanha embora tambem incluisse o Reino da Boemia o Reino da Borgonha o Reino Italico e muitos outros territorios 2 3 4 Em 25 de dezembro de 800 o Papa Leao III coroou o rei franco Carlos Magno como imperador revivendo o titulo na Europa Ocidental mais de tres seculos apos a queda do Imperio Romano do Ocidente O titulo continuou na dinastia carolingia ate 888 e de 896 a 899 apos ser contestado pelos governantes da Italia em uma serie de guerras civis ate a morte do ultimo requerente italiano Berengario em 924 O titulo foi revivido em 962 quando Otao I foi coroado imperador formando se como o sucessor de Carlos Magno 5 e dando inicio a uma existencia continua do imperio durante mais de 800 anos 6 7 8 Alguns historiadores referem se a coroacao de Carlos Magno como a origem do imperio em si 9 10 enquanto outros preferem a coroacao de Otao I como seu inicio 11 12 Os estudiosos geralmente concordam no entanto em relacionar uma evolucao das instituicoes e principios que constituem o imperio descrevendo uma assuncao gradual do titulo e do papel imperial 3 9 O termo exato Sacro Imperio Romano nao foi usado ate ao seculo XIII mas o conceito de translatio imperii a nocao de que ele exerceu o poder supremo herdado dos imperadores romanos foi fundamental para o prestigio do Imperador Romano Germanico 3 O cargo de imperador romano sagrado era tradicionalmente eletivo embora frequentemente controlado por dinastias Os principes eleitores alemaes os nobres mais altos do imperio geralmente elegiam um dos seus pares como Rei dos Romanos e mais tarde ele seria coroado como imperador pelo Papa por meio da Romzug a tradicao das coroacoes papais foi interrompida no seculo XVI O imperio nunca alcancou a extensao da unificacao politica formada na Franca evoluindo em vez disso para uma monarquia eletiva descentralizada e limitada composta por centenas de subunidades principados ducados condados cidades imperiais livres e outros dominios 4 13 O poder do imperador era limitado e apesar dos varios principes senhores bispos e cidades do imperio serem vassalos que deviam a obediencia ao imperador eles possuiam tambem uma extensao de privilegios que lhes conferiam independencia de facto em seus territorios O imperador Francisco I terminou o imperio em 6 de agosto de 1806 apos a criacao da Confederacao do Reno por Napoleao Indice 1 Etimologia 1 1 Uso do termo romano 2 Historia 2 1 Dos Francos do Leste a Controversia da Investidura 2 2 Sob os Hohenstaufen 2 3 Crescimento territorial depois dos Staufen 2 4 Reforma imperial 2 5 Crise depois da Reforma 2 6 O longo declinio 2 7 Resquicios atuais 3 Instituicoes 3 1 Rei dos Romanos 3 2 Patrimonio imperial 3 3 Reichstag 3 4 Cortes imperiais 3 5 Circulos imperiais 4 Analise 5 Imperios sucessores 6 Ver tambem 6 1 Instituicoes 7 Notas 8 Referencias 8 1 Bibliografia 9 Ligacoes externasEtimologia EditarO Sacro Imperio Romano Germanico invocava o legado do Imperio Romano do Ocidente considerado como acabado com a abdicacao de Romulo Augusto em 476 Embora o papa Leao III tenha coroado Carlos Magno como Imperator Augustus em 25 de dezembro de 800 e seu filho Luis I o Piedoso tambem tenha sido coroado como Imperador pelo Papa o imperio e toda sua estrutura nao foram formalizados por decadas devido principalmente a tendencia dos francos de dividir as herancas entre os filhos apos a morte do rei Isso e notavel quando Luis I foi coroado em 814 apos a morte de seu pai mas apenas em 816 o papa Papa Estevao VI que sucedeu Leao III foi a Reims e de novo coroou Luis Com esse ato o imperador fortaleceu o papado instituindo o papel essencial do papa nas coroacoes imperiais 14 15 Terminologias contemporaneas para o imperio variaram muito durante os seculos O termo Imperio Romano foi usado em 1034 para denotar as terras sob o dominio de Conrado II e Imperio Sagrado em 1157 O uso do termo Imperador Romano para referir se aos soberanos da Europa Central comecou com Otao II imperador 973 983 Os imperadores de Carlos Magno imperador de 800 a 814 a Otao I Imperador de 962 973 usavam simplesmente a frase Imperator Augustus ambos sem a palavra romano eram os titulos preferidos em vez de imperador romano O termo preciso Sacro Imperio Romano alemao Heiliges Romisches Reich latim Sacrum Romanum Imperium data de 1254 a versao final Sacro Imperio Romano Germanico alemao Heiliges Romisches Reich Deutscher Nation apareceu em 1512 depois de diversas variacoes no fim do seculo XV nota 2 Contemporaneos da epoca nao sabiam ao certo como definir essa entidade Na sua famosa descripcao de 1667 De statu imperii Germanici publicada sob o codinome Severinus de Monzambano Samuel Pufendorf escreveu Nihil ergo aliud restat quam ut dicamus Germaniam esse irregulare aliquod corpus et monstro simile carece de fontes No seu Essai sur l histoire generale et sur les moeurs et l esprit des nations 1756 o filosofo frances Voltaire descreveu o Sacro Imperio Romano Germanico como uma aglomeracao que nao e nem sagrada nem romana e nem um imperio carece de fontes Em Fausto numa cena escrita em 1775 o autor alemao Goethe era um dos bebedores no Porao de Auerbach em Leipzig e perguntou Nosso imperio romano e sagrado jovens o que o mantem ainda unido Goethe tinha um longo mas nao muito favoravel ensaio sobre suas experiencias como aprendiz no Reichskammergericht em seu trabalho autobiografico Dichtung und Wahrheit carece de fontes Uso do termo romano Editar De um ponto de vista juridico o Imperio Romano fundado por Augusto em 27 a C e dividido formalmente em duas partes apos a morte do imperador Teodosio em 395 havia sobrevivido somente na parte oriental que com a deposicao do ultimo imperador ocidental Romulo Augusto em 476 tinha obtido tambem as insignias da parte ocidental reunindo de um ponto de vista formal o Imperio Romano A coroacao de Carlos Magno pelo papa Leao III em 800 foi ato privado de perfil juridico legitimo somente o imperador romano do Oriente chamado bizantino mais tarde pelos iluministas no seculo XVIII seria digno de coroar um par seu na parte ocidental razao pela qual Constantinopla viu se sempre com superioridade e suspeita daquele ato carece de fontes Este ato foi justificado do ponto de vista formal com dois expedientes O fato de que na epoca o Imperio Bizantino era governado por uma mulher Irene de Bizancio ilegitima aos olhos ocidentais criava um vazio de poder que tornava possiveis eventuais golpes de mao de fato na epoca o Imperio Bizantino nao tinha nenhuma possibilidade de intervir diretamente na Europa ocidental 16 A questao que o papa se declarasse como direto herdeiro do Imperio Romano arrogando se o poder temporal gracas ao documento falso da Doacao de Constantino com o qual o imperador Constantino teria cedido a soberania sobre a cidade de Roma e seu territorio limitrofe ao papa Silvestre I o documento desmentido como falso ja no seculo XV foi redigido realmente no seculo VIII quando o papa ameacado pelo avanco dos lombardos tinha que fazer valer a propria autoridade Naquela ocasiao ele havia 17 feito outro ato analogo entretanto formalmente ilegitimo com a coroacao do rei dos francos Pepino o Breve como agradecimento pela ajuda recebida na luta com os lombardos Os imperadores romano germanicos buscaram com muitos modos fazer se aceitar pelos bizantinos como seus pares com relacoes diplomaticas matrimonios politicos ou ameacas Algumas vezes porem nao obtiveram os resultados esperados porque de Constantinopla eram sempre chamados como rei dos germanos jamais imperador carece de fontes A pretensao de apresentar como herdeiro dos romanos juridicamente discutivel teve alguns inegaveis resultados positivos como a recuperacao do direito romano a partir da metade do seculo XII que com as atividades da universidade tornou se presente no ocidente substituindo na parte as legislacoes germanicas em vigor desde os tempos das migracoes dos povos barbaros carece de fontes Historia EditarDos Francos do Leste a Controversia da Investidura Editar Ver artigos principais Imperio Carolingio e Questao das Investiduras Evolucao territorial do Sacro Imperio Romano Germanico Seguindo a tradicao franca Carlos Magno tinha a intencao de dividir seu territorio quando morresse entre seus filhos Assim que ele morreu apenas um filho tinha sobrevivido Luis I o Piedoso Luis concordou em herdar todos os dominios de seu pai e o titulo de imperador A resolucao de Luis de quebrar com a tradicao e passar todas suas terras para apenas um filho levou para uma serie de guerras civis que terminaram com o reparticao de 843 E importante distinguir o Francia Oriental criado pela reparticao dos territorios de Carlos Magno em 843 do imperio O titulo imperial foi primeiramente concedido a Lotario I filho mais novo de Luis I o Piedoso e depois passado a diversos ramos da dinastia carolingia frequentemente tendo sido sustentado por nao mais que alguns monarcas do norte da peninsula Italica carece de fontes A Francia Oriental desenvolveu se como uma entidade separada ate que um nao Carolingio foi eleito como rei no comeco do seculo X A posterior coroacao de seu filho Otao I como sucessor a imperador marcou o inicio da associacao da Francia Oriental com o titulo de imperador uma associacao que se manteve intacta ate a abdicacao de Francisco I em 1806 carece de fontes Com a divisao do reinado Franco com o Tratado de Verdun em 843 a dinastia carolingia prosseguiu independente nas tres divisoes A parte oriental ficou sob o dominio de Luis o Germanico que foi substituido por diversos lideres ate a morte de Luis a Crianca o ultimo carolingio da parte oriental carece de fontes Os lideres da Alamania Baviera Franca e Saxonia elegeram Conrado I necessario esclarecer dos Francos que nao era um Carolingio como lider em 911 Seu sucessor Henrique I da Germania r 919 936 um saxao eleito no Reichstag de Fritzlar em 919 conseguiu a aceitacao de um Imperio Oriental separado da parte Ocidental ainda comandada pelos carolingios em 921 chamando a si mesmo Rex Francorum Orientalum Rei dos Francos do Leste Ele fundou a dinastia otoniana carece de fontes Henrique indicou seu filho Otao que foi eleito rei em Aquisgrano em 936 como seu sucessor Um casamento alianca com a soberana viuva do Reino Italico deu a Otao o controle de toda essa nacao Sua posterior coroacao como imperador Otao I depois chamado o Grande em 962 marcaria um avanco importante quando desde entao a realeza Franco Oriental e nao o Reino Franco Ocidental que era o outro restante dos reinos francos teria a bencao do papa Otao ganhou muito do seu poder logo quando em 955 os Magiares foram derrotadas na Batalha de Lechfeld carece de fontes Em contemporaneas e posteriores escrituras essa coroacao seria tambem referida como translatio imperii a transferencia do Imperio dos Romanos para um novo imperio Os imperadores alemaes ainda pensavam serem sucessores diretos daqueles do Imperio Romano por isso inicialmente chamavam se Augustus No comeco eles nao se chamavam imperadores romanos provavelmente para nao provocar um conflito com o imperador romano que ainda existia em Constantinopla O termo imperator romanorum apenas se tornou comum sob Conrado II sendo sua coroacao em 1027 portanto na primeira metade do seculo XI depois do Grande Cisma carece de fontes Nesse tempo o reinado oriental nao era alemao mas uma confederacao de antigas tribos germanicas de Bavaros Alamanos Francos e Saxoes O imperio era uma uniao politica que provavelmente sobreviveu por causa da influencia do rei Henrique o Saxao e seu filho Oto Embora formalmente eleito pelos lideres das tribos germanicas eles eram na verdade capazes de indicar seus sucessores carece de fontes Isso mudou depois que Henrique II morreu em 1024 sem ter tido nenhum filho Conrado II primeiro da dinastia Saliana foi entao eleito rei em 1024 depois de um certo debate sobre Como exatamente era escolhido o rei aparentava ser uma complicada conglomeracao de influencia pessoal querelas tribais herancas e a aprovacao pelos lideres no que acabou tornando se o colegiado de eleitores carece de fontes O Sacro Imperio em 1097 Ja nesse tempo o dualismo entre os territorios das tribos antigas enraizadas nas terras francas e o rei imperador ficou aparente Cada rei preferia gastar mais tempo em suas proprias terras os Saxoes por exemplo gastavam muito tempo em Palatinados em volta das montanhas de Harz entre elas a Goslar Essa pratica apenas mudou sob Otao III rei 983 imperador de 996 a 1002 que comecou a usar bispados por todo o imperio como locais temporarios de governo Alem disso seus sucessores Henrique II Conrado II e Henrique III aparentemente se organizavam para apontar os duques dos territorios Nessa epoca nao tinha mais coincidencia a terminologia mudara e as primeiras denominacoes de regnum Teutonicum Reino Alemao surgiam carece de fontes O imperio quase entrou em colapsou na Questao das Investiduras na qual o papa Gregorio VII declarou a excomunhao do rei Henrique IV rei em 1056 imperador de 1084 a 1106 Embora ele tenha voltado atras em 1077 Caminhada a Canossa a excomunhao teve fortes consequencias Durante isso os duques alemaes elegeram um segundo Rodolfo da Suabia na qual Henrique IV conseguiu derrotar apenas depois de uma guerra de tres anos em 1080 Os misticos pilares do imperio foram permanentemente abalados o rei alemao foi humilhado Mais importante ainda a igreja era claramente um jogador independente no sistema politico do imperio nao sujeita a autoridade imperial carece de fontes Sob os Hohenstaufen Editar Conrado III subiu ao trono em 1138 sendo o primeiro da dinastia de Hohenstaufen que queria restaurar a gloria do imperio mesmo depois das condicoes de 1122 a Concordata de Worms Foi Frederico I rei 1152 imperador de 1155 a 1190 que primeiro chamou o imperio de Sacro com o qual ele pretendia mudar principalmente as leis e a legislacao carece de fontes Adhemar de Monetel carrega a Lanca Sagrada Ainda sob Frederico I a ideia da romanizacao do imperio surgia de novo o que aparentava ser um esforco para justificar o poder do imperador independentemente do agora fortalecido papa Uma assembleia imperial nos arredores de Roncaglia Placencia em 1158 explicitamente contestou os direitos imperiais durante o conselho dos quattuor doctores do emergente setor judicial da Universidade de Bolonha citando frases como princeps legibus solutus o imperador nao e coberto pela lei da Digestas do Corpo do Direito Civil As leis romanas foram criadas para um sistema totalmente diferente e nao cobria a estrutura do imperio que era obviamente secundaria o importante aqui foi que a corte do imperador fez um esforco para criar uma constituicao legal carece de fontes Direitos imperiais foram referidos como regalia desde a Controversia da Investidura mas foram citadas pela primeira vez em Roncaglia Essa compreensivel lista incluia estradas publicas tarifas tributos taxas punitivas e a investidura Esses direitos eram agora explicitamente ditos na Lei Romana um importante ato constitucional no norte dos Alpes ele era agora ligado a lei feudal a mudanca mais significativa da dissolucao dos feudos de Henrique o Leao em 1180 o que levou a sua excomunhao publica Frederico I entao comandou por um tempo promovendo uma maior uniao dos duques germanicos para todo o imperio carece de fontes Outra importante mudanca constitucional de Roncaglia foi o estabelecimento de uma nova paz Landfrieden para todo o imperio num esforco para abolir hostilidades pessoais nao apenas entre os diversos duques locais mas por outro lado ligar os subordinados do imperador ao sistema legal de jurisdicoes e ao tribunal publico de atos um conceito primitivo do Estado de direito em termos modernos que na epoca nao era ainda inteiramente aceito carece de fontes Para resolver o problema de que o imperador nao era depois da Controversia da Investidura mais capaz de usar a igreja como mecanismo para manter o seu poder o Staufer surgiu lentamente tornando se o ministerialia antigo militar nao livre que Frederico esperava ser mais consistente do que os duques locais Inicialmente usado principalmente para a guerra essa nova classe de povo formaria a base para os posteriores cavaleiros outra base de poder imperial carece de fontes O Sacro Imperio Romano Germanico da Dinastia de Hohenstaufen e o Reino da Sicilia As terras dos Hohenstaufen imperiais e detidas diretamente no Imperio sao mostradas em amarelo brilhante Outro conceito novo da epoca era a fundacao sistematica de novas cidades tanto pelo imperador como pelos duques locais Isso acontecia parcialmente devido a explosao populacional mas tambem para concentrar o poder economico em locais estrategicos no lugar de se ter apenas cidades sobre as fundacoes de antigas cidades romanas ou sob o poderio dos antigos bispados Cidades que foram fundadas no seculo XII incluem Friburgo possivelmente o modelo economico de muitas outras futuras cidades e Munique carece de fontes O reino do ultimo imperador Staufer Frederico II era em muitos aspectos diferente dos antigos imperadores Ainda uma crianca ele primeiro foi o soberano do Reino da Sicilia enquanto na Alemanha o segundo filho de Frederico I Filipe da Suabia e o filho de Henrique o Leao Otao IV competiam com ele pelo titulo de Rei dos Alemaes Depois de finalmente ser coroado imperador em 1220 ele entrou em conflito com o papa quando clamou poder sobre Roma Surpreendentemente para muitos ele organizou a Sexta Cruzada para tomar Jerusalem em 1228 enquanto ainda estava excomungado pelo papa carece de fontes Enquanto Frederico trouxe a ideia mistica do imperio ate o ultimo estagio ele foi tambem o primeiro a dar o maior dos passos que levariam a fragmentacao De um lado ele concentrou o poder ao criar um estado inovador na Sicilia com servicos publicos financas e outras reformas Do outro lado Frederico foi o imperador que mais deu poderes aos duques alemaes sob a forma de dois importantes privilegios que nunca mais seriam retirados pelo poder central Em 1220 no Tratado com os principes da Igreja Frederico deu um certo numero de regalias em favor dos bispos dentre eles as tarifas e o fortalecimento No Statutum in favorem principum de 1232 ele estendeu esses privilegios aos outros territorios nao clericais Frederico II foi forcado a dar esses privilegios devido a rebeliao de seu filho Henrique Embora muitos desses privilegios tenham existidos antes eles eram agora garantidos globalmente e de uma vez por todas permitir aos duques alemaes que mantivessem a paz no norte dos Alpes enquanto Frederico concentrava se na sua terra natal na Italia O documento de 1232 marcou a primeira vez que duques alemaes foram chamados de domini terrae donos de suas terras uma grande mudanca na terminologia Os Cavaleiros Teutonicos foram chamados para a Prussia pelo duque Conrado de Masovia para cristianizar os Prussianos em 1226 carece de fontes Durante o longo periodo dos imperadores da dinastia Hohenstaufen 1138 1254 na peninsula Italica os principes alemaes se tornaram fortes e comecaram sucessivamente a colonizacao majoritariamente pacifica das terras eslavas ocidentais assim a influencia do imperio cresceu fortemente e incluia a Pomerania e a Silesia carece de fontes Crescimento territorial depois dos Staufen Editar Bandeira do Sacro Imperio Romano Germanico 1200 1350 Os principes eleitores Depois da morte de Frederico II em 1250 nenhuma das dinastias nobres de produzir um rei provaram serem capazes de tal e os duques lideres elegeram diversos reis para a competicao a imperador O periodo de 1246 comecando com a eleicao de Henrique Raspe e Guilherme II Conde da Holanda ate 1273 quando Rodolfo I de Habsburgo foi eleito rei e geralmente referido como o Interregno Durante o interregno muito do que restou da autoridade imperial foi perdido assim como os principes tiveram tempo de consolidar seus territorios e se tornar cada vez mais independentes carece de fontes Em 1257 uma dupla eleicao gerou uma conjuntura que garantiu um longo interregno Guilherme da Holanda tinha caido no ano anterior e Conrado da Suabia tinha morrido tres anos antes Primeiro tres eleitores Eleitorado do Palatinado Colonia e Moguncia sendo a maioria da persuasao de Guelfo deram seu veredito para Ricardo da Cornualha que era o sucessor de William da Holanda como rei Depois de um tempo um quarto eleitor Boemia aderiu a essa escolha Entretanto poucos meses depois a Boemia e os outros tres eleitores Treveris Brandemburgo e Saxonia votaram por Afonso X de Castela este tendo como base o partido de Gibelino O Conselho agora tinha dois reis Era permitido ao rei da Boemia de mudar o seu voto ou a eleicao estaria completa quando quatro eleitores escolhessem um rei Seriam os quatro eleitores juntos capazes de depor Ricardo alguns meses depois se a eleicao tivesse sido valida carece de fontes As dificuldades em eleger um rei eventualmente levaram ao surgimento de um colegio fixo de eleitores o Kurfursten cuja composicao e procedimentos foram estabelecidos na Bula Dourada de 1356 Esse desenvolvimento provavelmente simboliza o surgimento da dualidade entre Kaiser und Reich imperador e reino imperador e realeza que nao eram mais consideradas a mesma coisa Isso foi ainda mais exposto quando os reis pos Staufen tentaram sustentar seu poder Antes a forca do imperio e as financas era amplamente garantida pelas proprias terras do imperio o chamado Reichsgut que sempre pertenceu ao respectivo rei e incluia muitas cidades imperiais Depois do seculo XIII sua relevancia perdeu forca muito embora em algumas partes a situacao continuou a mesma ate o fim do imperio em 1806 Em vez disso o Reichsgut estava cada vez mais sob as maos de duques locais algumas vezes para dar mais dinheiro ao imperio mas mais frequentemente para recompensar a fidelidade deles ou num esforco de civilizar alguns duques teimosos A governanca direta do Reichsgut nao fazia parte mais nem do desejo do rei nem dos duques carece de fontes Sacro Imperio Romano Germanico de 1273 1378 e suas principais dinastias Em vez disso os reis comecando com Rodolfo I de Habsburgo se baseavam nas terras de suas respectivas dinastias para dar suporte ao seu poder Em contraste com o Reichsgut que era mais esparso e dificil de administrar esses territorios era compactos e portanto mais faceis de controlar Em 1282 Rodolfo I deu o comando da Austria e a Estiria para seus proprios filhos carece de fontes Com Henrique VII a Casa de Luxemburgo entrava em cena Em 1312 ele foi coroado como o primeiro imperador desde Frederico II Depois dele todos os reis e imperadores fortaleceram as terras de suas proprias familias Hausmacht Luis IV de Wittelsbach rei 1314 imperador de 1328 a 1347 fortaleceram suas terras na Baviera Carlos IV de Luxemburgo neto de Henrique VII deu mais forca a sua terra natal na Boemia carece de fontes O seculo XIII tambem foi palco de mudanca estrutural geral em como as terras eram administradas Em vez de deveres pessoais o dinheiro se tornou cada vez mais comum o representante do valor economico da agricultura Camponeses estavam sendo obrigados a pagar tributos por suas terras O conceito de propriedade estava substituindo formas mais antigas de jurisdicao embora eles estivessem intimamente ligados Nas dependencias nao no mesmo nivel do imperio o poder se tornou cada vez mais enriquecido Nao importa quem tivesse a terra tinha jurisdicao de onde outros poderes se derivavam E importante notar que entretanto dentro da jurisdicao nessa epoca nao incluia legislacao o que virtualmente nao existia direito ate o seculo XV A pratica do tribunal foi fortemente misturada com costumes e habitos tradicionais carece de fontes Foi durante esse tempo que essas regioes comecaram a se transformar nos predecessores dos estados modernos que surgiram depois Esse processo variou bastante entre os territorios e foi mais avancado nos territorios que eram mais semelhantes as terras das antigas tribos germanicas como por exemplo Baviera Foi mais lento naqueles territorios mais esparsos e que foram fundados com privilegios imperiais carece de fontes Reforma imperial Editar O territorio do Sacro Imperio em 1400 Ver artigo principal Reforma imperial A constituicao do imperio ainda estava desorganizada no comeco do seculo XV Embora alguns procedimentos e instituicoes tenham sido criados como por exemplo a Bula Dourada de 1356 as regras de como o rei os eleitores e os outros duques deviam cooperar dentro do imperio dependia mais da personalidade do respectivo rei Isso foi provado ser fatal quando Sigismundo de Luxemburgo rei 1410 imperador de 1433 a 1437 e Frederico III de Habsburgo rei 1440 imperador de 1452 a 1493 ignorou as velhas terras do imperio e majoritariamente morou nas suas terras natais Sem a presenca do rei a velha instituicao do Hoftag a assembleia dos homens da nobreza O Reichstag como um orgao legislativo do imperio nao existia ainda Pior ainda duques frequentemente iam aos seus feudos para organizarem guerras locais contra outros duques carece de fontes Ao mesmo tempo a igreja tambem estava em crise O conflito entre diversos papas so foi resolvido no Concilio de Constanca 1414 1418 Depois de 1419 muita energia foi gasta na luta contra a heresia dos Hussitas A ideia medieval de um Corpus christianum unificado na qual o papado e o imperio eram as instituicoes lideres comecava a sucumbir carece de fontes Com essas mudancas dramaticas muita discussao surgiu no seculo XV dentro do imperio Costumes antigos nao eram mais adequados para descrever a estrutura da epoca e um reforco do antigo Landfrieden era necessario Durante esse tempo o conceito de reform surgiu no senso original do verbo em latim re formare para reganhar a antiga identidade que fora perdida carece de fontes Quando Frederico III precisou dos duques para financiar a Guerra contra o Reino da Hungria em 1486 e no mesmo tempo que seu filho Maximiliano I foi eleito rei ele foi confrontado com um pedido dos duques para a uniao de um conselho imperial Pela primeira vez a assembleia de eleitores e outros duques agora chamada de Reichstag que mais tarde ganhou a uniao das Cidades Imperiais Livres Enquanto Frederico recusava se a se unir ao conselho seu filho mais conciliatorio finalmente compareceu ao Reichstag em Worms em 1495 depois da morte de seu pai em 1493 Nisso o rei e os duques concordaram em quatro propostas geralmente referidas como Reichsreform Reforma Imperial um conjunto de decretos legais para dar ao imperio em estado de quase fragmentacao a sua estrutura original Dentre outros esse decreto produziu os circulos imperiais e a Reichskammergericht Camara da Corte Imperial estruturas que iriam em certo nivel persistir ate a queda do imperio em 1806 carece de fontes Entretanto demorou mais algumas decadas ate que as novas regulamentacoes fossem aceitas e a nova corte entrasse em funcionamento apenas em 1512 que os Circulos Imperiais ficariam totalmente formados O rei tambem deixou claro que a sua propria corte o Reichshofrat continuasse funcionando paralelamente ao Reichskammergericht E interessante notar que nesse mesmo ano o imperio recebeu o seu novo titulo o Heiliges Romisches Reich Deutscher Nation Sacro Imperio Romano da Nacao Germanica 18 Crise depois da Reforma Editar Em 1517 Martinho Lutero iniciou o que seria depois conhecido Reforma Protestante Nessa epoca muitos duques locais viram a chance para se opor a hegemonia do Carlos V O imperio entao ficou dividido por linhas religiosas com o Norte o Leste e a muitas das grandes cidades Estrasburgo Frankfurt e Nuremberga tornando se protestante enquanto o Sul e o Oeste permaneceram catolicos Conflitos religiosos emergiram em varias partes da Europa durante um seculo embora a regiao alema estivesse quieta desde a paz de Augsburgo em 1555 ate a Defenestracao de Praga em 1618 Quando os Boemios rebelaram se contra o imperador o resultado imediato foi uma serie de conflitos conhecidos como a Guerra dos Trinta Anos 1618 1648 que devastou o imperio Poderes externos incluindo a Franca e a Suecia intervieram no conflito e fortaleceram o poder imperial mas eles tambem tomaram consideraveis partes de terra para eles mesmos O longo conflito feriu o imperio de tal forma que ele nunca mais recuperaria sua forca total de novo carece de fontes O longo declinio Editar O imperio depois da Paz de Vestfalia 1648 O imperio nas vesperas da Revolucao Francesa 1789 O fim do imperio veio em diversas etapas A Paz de Vestfalia em 1648 que acabou com a Guerra dos Trinta Anos deu aos territorios autonomia quase que completa A Confederacao Suica que ja tinha conseguido uma quase independencia em 1499 e a Holanda do Norte deixaram o imperio Embora os estados constituintes ainda tivessem algumas restricoes em particular eles nao podiam formar aliancas contra o Imperador o imperio a partir desse ponto foi uma entidade impotente existindo apenas no nome Os imperadores Habsburgo focaram se em consolidar seus estados no Imperio Austriaco e outros lugares carece de fontes Com o avanco de Luis XIV os Habsburgos ficaram dependendo da ajuda dos arquiduques da Austria para conter o avanco do Reino da Prussia que estavam dominando alguns territorios dentro do proprio imperio Durante o seculo XVIII os Habsburgos estavam envolvidos em varios conflitos pela Europa tal como a Guerra da Sucessao Espanhola a Guerra de Sucessao Polonesa e a Guerra da Sucessao Austriaca O Dualismo alemao entre Austria e Prussia dominava a historia do imperio desde 1740 A partir de 1792 a Franca revolucionaria estava em Guerra com varias partes do imperio interruptamente O imperio foi formalmente dissolvido em 6 de agosto de 1806 quando o ultimo imperador romano germanico Francisco I a partir de 1804 imperador Francisco I da Austria abdicou apos sofrer uma derrota militar pelos franceses sob o comando de Napoleao Bonaparte ver Tratado de Pressburg Napoleao reorganizou muito do imperio na Confederacao do Reno um estado satelite frances Francisco da Dinastia de Habsburgo Lorena sobreviveu ao desmanche do imperio continuando a reinar como Imperador da Austria e Rei da Hungria ate a dissolucao final do Imperio Austro Hungaro em 1918 como consequencia da Primeira Guerra Mundial A Confederacao Napoleonica do Reno foi finalmente substituida pela Confederacao Germanica e depois pela Confederacao Norte Germanica ate os territorios falantes do alemao exceto a Austria serem unidos sob a lideranca do Reino da Prussia ate 1871 formando depois o Imperio Alemao 1871 1918 O Imperio Alemao foi extinto em 1918 como consequencia da Primeira Guerra Mundial sendo sucedido pela Republica de Weimar 1919 1933 carece de fontes Resquicios atuais Editar As vezes e dito que o unico atual sobrevivente do imperio e o pequeno principado de Liechtenstein localizado entre a Suica e a Austria Ainda existe um Habsburgo reclamando o trono imperial Otto de Habsburgo Entretanto o trono do imperio nunca foi meramente hereditario e titulos de nobreza nao sao mais oficiais na Alemanha e nas outras republicas da Europa Central carece de fontes Instituicoes EditarA partir da Alta Idade Media em diante o imperio estava sendo regido sob uma fragil coexistencia do imperio com a luta de duques locais para tirar o poder para longe dele Com uma grande extensao que encontrava outros reinados medievais como a Franca e a Inglaterra os imperadores eram incapazes de manter controle sobre as terras que oficialmente tinham Em vez disso para assegurar sua propria posicao e nao ser deposto os imperadores eram forcados a dar mais e mais autonomia aos governantes locais nobres e bispos Esse processo comecou no seculo XI com a Questao das Investiduras e foi mais ou menos concluida em 1648 com a Paz de Vestfalia Diversos imperadores tentaram reverter essa dissolucao da sua autoridade mas eram frustrados pelo papado e pelos principes do imperio carece de fontes Rei dos Romanos Editar Ver artigo principal Rei dos Romanos A Coroa do Imperador Romano Germanico segunda metade do seculo X em exposicao no Schatzkammer de Viena Um pretendente a imperador deveria primeiramente ser eleito como Rei dos Romanos Rex romanorum romischer Konig Reis eram eleitos desde muito tempo no seculo IX pelos lideres das cinco tribos mais importantes os francos salios da Lorena os francos ripuarios da Franconia os saxoes os bavaros e os suabios depois pelos principais duques e bispos do reino finalmente apenas pelos chamados principes eleitores Esse colegio eleitoral foi formalmente estabelecido em 1356 pelo rei da Boemia Carlos IV atraves do decreto conhecido como Bula Dourada Inicialmente havia apenas sete eleitores o Eleitor do Palatinado o Rei da Boemia o duque da Saxonia o marques de Brandemburgo e os arcebispos de Colonia Moguncia e Treveris Durante a Guerra dos Trinta Anos o Duque da Baviera ganhou direito ao voto como oitavo eleitor Esperava se de um candidato a eleicao que oferecesse concessoes de terra e dinheiro para os eleitores para que assim pudesse assegurar os votos carece de fontes Em muitos casos isso levava muitos anos enquanto o rei se ocupava de outras tarefas frequentemente ele precisava primeiro resolver rebelioes no norte da Italia ou alguma querela com o papa Depois os imperadores dispensaram a coroacao papal contentando se com o titulo de Imperador Eleito o ultimo imperador a ser coroado pelo papa foi Carlos V em 1530 carece de fontes O imperador devia ser um homem de bom carater com mais de dezoito anos Esperava se que todos os seus quatro avos tivessem sangue nobre Nenhuma lei exigia que ele fosse catolico mas o direito imperial presumia que ele o fosse E ele tambem nao precisava ser alemao Carlos V e Afonso X de Castela nao eram e Henrique VIII de Inglaterra foi candidato na eleicao de 1519 A partir do seculo XVII os candidatos geralmente possuiam estados dentro do imperio Luis XIV considerou permitir que a Alsacia Lorena recentemente adquirida pelos franceses voltasse a fazer parte do imperio de modo a habilita lo a candidatar se ao trono carece de fontes O imperador nao podia simplesmente expedir decretos e governar o imperio de maneira autonoma Seu poder era severamente restrito pelos diversos lideres locais no final do seculo XV o Reichstag estabeleceu se como o corpo legislativo do imperio uma complexa assembleia que se reunia a periodos irregulares a pedido do imperador e cujo local de reuniao variava O Reichstag se tornaria uma assembleia permanente somente apos 1663 carece de fontes Patrimonio imperial Editar Uma entidade era considerada Reichsstand patrimonio imperial se de acordo com o direito feudal nao fosse subordinada a mais ninguem exceto o proprio imperador Eles incluiam Territorios governados por um principe ou duque e em alguns casos reis Governantes do Sacro Imperio Romano Germanico com a excecao do Rei da Boemia um eleitor nao podiam ser soberanos de reinos dentro do imperio mas alguns tinham reinos fora dos dominios do imperio como era o caso do Reino Unido onde o governante era tambem Principe eleitor de Hanover desde 1719 ate a dissolucao do imperio carece de fontes Territorios feudais liderados por um dignitario clerigo que era entao considerado principe da Igreja Num caso parecido de Principe Bispo o territorio temporal chamado principe bispado frequentemente excedia a sua ja grande diocese dando ao bispo tanto o poder temporal quanto o clerical Sao exemplos os tres principe arcebispados Colonia Treveris e Moguncia carece de fontes Cidades Imperiais Livres O numero de territorios era incrivelmente grande chegando a cerca de 300 na epoca da Paz de Vestfalia Muitos deles nao possuiam mais do que alguns quilometros quadrados razao pela qual o imperio era frequentemente descrito como uma colcha de retalhos Flickenteppich veja Kleinstaaterei carece de fontes Reichstag Editar Os Eleitores do Sacro Imperio Romano Ver artigo principal Reichstag O Reichstag era o corpo legislativo do Sacro Imperio Ela era dividido em tres classes distintas carece de fontes O Conselho de Eleitores que incluia os Eleitores do Sacro Imperio Romano O Conselho de Principes que incluia tanto nobres quanto clerigos A bancada secular Principes aqueles com o titulo de Principe Grao Duque Duque Conde Palatino Marques ou Conde com votos individuais alguns tinham mais que um voto porque governavam diversos territorios Ainda o conselho incluia condes grafs que eram agrupados em quatro colegios Wetterau Suabia Franconia e Vestfalia Cada colegio contava um voto no total de votos A Bancada Eclesiastica Bispos certos abades e os dois grao mestres da Ordem Teutonica e da Ordem de Sao Joao tinham votos individuais Outros abades eram agrupados em dois colegios Suabia e o Reno Cada colegio tinha um voto coletivo O Conselho das Cidades Imperiais que incluia representantes das cidades imperiais livres eram agrupados em dois colegios Suabia e Reno Cada colegio tinha direito a um voto coletivo O conselho das cidades imperiais nao era totalmente igual aos outros ele podia nao votar em varias votacoes como a admissao de novos territorios A representacao das cidades livres no Reichstag se tornou comum desde a Alta Idade Media No entanto sua participacao foi formalmente reconhecida apenas em 1648 com a Paz de Vestfalia quando acabara a Guerra dos Trinta Anos Cortes imperiais Editar O imperio tinha tambem duas cortes o Reichshofrat tambem conhecido como o Conselho Aulico baseada na corte do rei imperador depois em Viena e a Reichskammergericht Corte da Camara Imperial estabelecida com a Reforma Imperial de 1495 carece de fontes Circulos imperiais Editar Ver artigo principal Circulo Imperial O Sacro Imperio Romano Germanico em 1512 e os circulos imperiais Como parte da Reforma Imperial Reichsreform seis circulos imperiais foram estabelecidas em 1500 e estendidos para dez em 1512 Esses eram grupos regionais compostos pela maioria mas nao por todos os varios estados do imperio com o proposito de defesa impostos imperiais supervisao tributaria manter a paz e seguranca publica Cada circulo tinha seu proprio Kreistag Dieta Circular carece de fontes Analise EditarTem sido dito que a historia moderna da Alemanha foi predeterminada por tres fatores o Reich a Reforma Protestante e depois o dualismo entre Imperio Austriaco e o Reino da Prussia Muitos esforcos tem sido feitos para entender por que o Reich nunca formou um poder forte e centralizado sobre seus territorios como aconteceu com a sua vizinha Franca 18 Algumas razoes incluem carece de fontes O imperio era um corpo federativo desde o inicio ao contrario da Franca que tinha feito parte do Imperio Romano na parte oriental do Reino Franco as tribos germanicas que depois fizeram parte da nacao germanica Saxoes Turingios Francos Bavaros Alamanos ou Suabios eram muito mais independentes e relutavam em ceder o poder a uma autoridade central Todas as tentativas de fazer o reino uma monarquia hereditaria falharam em vez disso o rei era sempre eleito Depois cada candidato para rei fazia promessas para o seu eleitorado o chamado Wahlkapitulationen Capitulacoes eleitorais assim dando aos nobres mais e mais poder atraves dos seculos Devido as conotacoes religiosas o imperio era uma instituicao duramente afetada pela disputa entre o Papa e os reis germanicos em suas respectivas coroacoes como imperador Nunca ficou claro sob quais condicoes o papa devia coroar o imperador e especialmente se todo o poder do imperador era dependente do poder clerical do papa Muito debate aconteceu sobre isso especialmente durante o seculo XI levando a Questao das Investiduras e a Concordata de Worms em 1122 Se o sistema feudal do imperio onde o rei era formalmente o topo da chamada piramide feudal era a causa ou sintoma da fraqueza do imperio nao e certo Em qualquer caso a obediencia militar que de acordo com a tradicao germanica estava intimamente ligada a doacao de terras aos tributarios sempre foi um problema quando o imperio tinha que ir para a guerra as decisoes demoravam e eram timidas Ate o seculo XVI os interesses economicos do sul e do oeste divergiam daqueles do norte onde a Liga Hanseatica operava A Liga Hanseatica era muito mais ligada com a Escandinavia e o Baltico do que com o resto da Alemanha A historiografia alema de hoje ve o Sacro Imperio Romano Germanico como um sistema balanceado de organizar uma multidao de estados efetivamente independentes sob um complexo sistema de regulamentos legais Pequenos estados como os senhorios e as cidades imperiais livres sobreviveram por seculos como entidades independentes embora eles nao tivessem nenhum poderio militar As cortes supremas Reichshofrat e o Reichskammergericht ajudaram a diminuir os conflitos ou ao menos mante los como guerras de palavras em vez de guerras verdadeiras O grande numero de territorios diferentes com diferentes linguas alemao frances italiano tcheco esloveno etc denominacoes religiosas e diferentes formas de governo levaram a uma grande variedade de culturas o que pode ser visto na atual Alemanha com as culturas regionais costumes e dialetos que mudam as vezes no raio de poucos quilometros Imperios sucessores EditarDepois do fim das Guerras Napoleonicas uma nova Uniao alema foi criada em 1815 Ela sobreviveu ate 1866 quando o Reino da Prussia dissolveu a Confederacao germanica para formar a Confederacao da Alemanha do Norte que se tornaria um estado nacao em 1871 o Imperio Alemao 19 Ver tambem EditarLista de Estados do Sacro Imperio Romano Germanico Joias da Coroa Austriaca Imperio CarolingioInstituicoes Editar Lista de imperadores do Sacro Imperio Romano Germanico Lista de rainhas da Germania e imperatrizes do Sacro Imperio Romano Germanico Lista de monarcas da AlemanhaNotas Capital de facto devido a nela se localizar a residencia imperial e respectiva Corte A expressao para designar o imperio em outras linguas faladas historicamente dentro de suas fronteiras era Em checo Svata rise rimska depois Svata rise rimska naroda nemeckeho neerlandes Heilige Roomse Rijk depois Heilige Roomse Rijk der Duitse Naties Volkeren frances Saint Empire Romain Germanique italiano Sacro Romano Impero esloveno Sveto rimsko cesarstvo depois Sveto rimsko cesarstvo nemske narodnostiReferencias Holy Roman Empire Encyclopaedia Britannica Online Acessado em 15 de fevereiro de 2014 James Bryce The Holy Roman Empire The MacMillan Company 1913 p 183 a b c Joachim Whaley Germany and the Holy Roman Empire Volume I Maximilian I to the Peace of Westphalia 1493 1648 2012 pp 17 20 a b Lonnie R Johnson Central Europe Enemies Neighbors Friends 1996 Oxford University Press p 23 Norman F Cantor 1993 Civilization of the Middle Ages pp 212 215 Bamber Gascoigne History of the Holy Roman Empire HistoryWorld Norman Davies A History of Europe Oxford 1996 pp 316 317 While Charlemagne and his successors assumed variations of the title emperor none termed themselves Roman emperor until Otto II in 983 Holy Roman Empire Encyclopaedia Britannica Online Acessado em 15 de fevereiro de 2014 a b Bryce pp 2 3 Heer Friedrich 1967 The Holy Roman Empire New York Frederick A Praeger pp 1 8 ISBN 978 0 297 17672 5 Davies pp 317 1246 Martin Arbage Otto I in Medieval Italy An Encyclopedia Volume 2 Routledge 2004 p 810 Otto can be considered the first ruler of the Holy Roman empire though that term was not used until the twelfth century The Holy Roman Empire Heraldica org John Gilissen La notion d empire dans l histoire universelle in Les grands empires De Boeck Universite 1989 p 846 Francis Rapp Le Saint Empire romain germanique D Otton le Grand a Charles Quint Paris 2000 p 17 Azevedo Henrique Machado Rodrigues de APONTAMENTOS SOBRE A INFLUENCIA DA QUEDA DO IMPERIO ROMANO E SURGIMENTO DO SACRO IMPERIO ROMANO GERMANICO NA IDEIA CLASSICA DE PODER CONSTITUINTE pdf em portugues e ingles publicadireito com br Consultado em 14 de janeiro de 2012 CS1 manut Lingua nao reconhecida link A cabana S l s n a b Historia da Alemanha infoescola Consultado em 14 de janeiro de 2012 ligacao inativa Confederacao Germanica infopedia com Consultado em 14 de janeiro de 2012 Bibliografia Editar Heinz Angermeier Das Alte Reich in der deutschen Geschichte Studien uber Kontinuitaten und Zasuren Munchen 1991 em Alemao Karl Otmar Freiherr von Aretin Das Alte Reich 1648 1806 4 vols Stuttgart 1993 2000 em Alemao Peter Claus Hartmann Kulturgeschichte des Heiligen Romischen Reiches 1648 bis 1806 Wien 2001 em Alemao Georg Schmidt Geschichte des Alten Reiches Munchen 1999 em Alemao James Bryce The Holy Roman Empire ISBN 0 333 03609 3 em Ingles Jonathan W Zophy ed The Holy Roman Empire A Dictionary Handbook Greenwood Press 1980 em Ingles Deutsche Reichstagsakten em alemao George Donaldson Germany A Complete History Gotham Books New York 1985 em Ingles Ligacoes externas Editar O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre o Sacro Imperio Romano Germanico A Estrutura constitucional do Reich em alemao Das Heilige Reich Museu Alemao de Historia Berlim em alemao Lista de guerras do Sacro Imperio Romano Germanico em alemao Deutschland beim Tode Kaiser Karls IV 1378 A Alemanha na morte do imperador Carlos IV em alemao In Meyers Kleines Konversationslexikon in sechs Banden Bd 2 Leipzig u Wien Bibliogr Institut 1908 Livros e artigos sobre o Reich em alemao O Sacro Imperio Romano Germanico em ingles Portal da Europa Portal dos Estados extintos Portal da historiaControle de autoridade Obtida de https pt wikipedia org w index php title Sacro Imperio Romano Germanico amp oldid 62284118,