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Samora (Espanha)

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Samora (em castelhano:Zamora, forma também com uso em português; pronúncia espanhola: [θaˈmoɾa]; também grafada em asturo-leonês como Zamora ou Çamora) é um município e cidade espanhola situada na província homónima, pertencente à comunidade autónoma de Castela e Leão. Tem 149,28 km² de área e em 2019 tinha61 406 habitantes (densidade:411,3 hab./km²).

Samora

Zamora

Município
A Catedral de Samora, vista da outra margem do Rio Douro
Símbolos

Bandeira

Brasão de armas
Lema Muy noble y leal ciudad de Zamora
Gentílico samorano, -na
Localização

Samora
Localização de Samora na Espanha
Coordenadas 41° 30' N5° 45' O
País Espanha
Comunidade autónoma Castela e Leão
Província Samora
Comarca Terra do Pão
História
Fundação 852 (1 169 anos)
Alcaide Francisco Guarido Viñuela(2015, IUCyL)
Características geográficas
Área total 149,28 km²
População total(2019) 61 406 hab.
Densidade 411,3 hab./km²
Altitude 652 m
Código postal 49001–49028
Código do INE 49275
Cidades gêmeas
Oviedo Espanha
Bragança Portugal
Altagracia de Orituco Venezuela
Yaritagua Venezuela
Website

O casco histórico da cidade é classificado como conjunto histórico-artístico desde 1973. O seu núcleo principal – com uma disposição muito alargada e rodeada na sua maioria por muralhas – alça-se sobre uma ampla planície rochosa de 26 a 32 metros de altura, situada à beira do rio Douro, que limita com a cidade a sul. Estas características levaram a que fosse alcunhada de «a bem cercada».

A cidade é integrada por um importante conjunto de edifícios românicos, formado pelos 23 templos do município e pelas 14 igrejas do casco histórico, a que possui o maior número e qualidade de templos românicos em toda a Europa; quinze deles considerados Bem de Interesse Cultural. A este espólio arquitetónico juntam-se a sua catedral, outras 24 igrejas, um castelo, muralhas, uma ponte, dois palácios e nove casas, daí que seja conhecida como «a cidade do românico». Por outro lado, é também significativo o conjunto de edifícios modernistas – 19 no total – apenas equiparado por Teruel em todo o interior espanhol. As celebrações da Semana Santa na cidade foram declaradas de Interesse Turístico Internacional e Bem de Interesse Cultural.

Samora é o lar de diversas instituições autonómicas e internacionais, entre elas o Museu Etnográfico e o Conselho Consultivo de Castela e Leão, e a fundação de cooperação transfronteiriça Rei Afonso Henriques.

Índice

Localização

O município de Samora ocupa uma área de 149,28 km². É a capital de província situada à menor altitude da Meseta Norte e é-no também da província homónima, pertencente à Comunidade Autónoma de Castela e Leão. Localiza-se no tramo médio do Rio Douro, com uma configuração longitudinal ao longo do mesmo, na extensa região que forma a Meseta Norte e a parte da Meseta Central situada a sul do Sistema Central, na zona noroeste da Península Ibérica. Apresenta uma paisagem plana, com escassa vegetação decorrente do seu clima mediterrânico com rasgos de continentalidade.

A parte oriental está situada no vale do rio e atua como fronteira entre as comarcas da Terra do Pão e da Terra do Vinho, situadas a norte e a sul, respetivamente. A parte ocidental é onde o perímetro urbano se separa do rio para continuar para norte, aqui servindo de fronteira entre as comarcas de Terra de Alba e Saiago.

O núcleo principal do casco urbano – com uma disposição muito alargada e rodeada na sua maioria por muralhas – alça-se sobre uma ampla meseta rochosa (a peña tajada referida no Romancero Viejo) de 26 a 32 metros de altura, situada na margem do Rio Douro, que a limita a sul, e da qual deriva a sua alcunha. A altitude é de 652,6 msnm.

Municípios limítrofes

Relevo

Situação do município de Samora dentro da província.

No município existem duas zonas claramente diferenciadas. A primeira delas é constituída pelos vales dos rios Douro e Valderaduey, situados a leste. Não apresentam diferenças de relevo, mantendo-se na cota dos cerca de 630 msnm, à exceção da meseta rochosa conhecida como as Penhas de Santa Marta, com encostas de alguma pendente e cota superior aos 650 metros. Nesta meseta, enquadrada entre o Douro e o antigo leito do Valderaduey, foi onde se instalaram os primeiros povoadores da cidade.

A outra é a constituída pelas terras altas e planícies áridas da meseta. Crescem ligeiramente em altura quanto mais a oeste, passando dos 650 msnm nos Terraços de São Lázaro aos 800 no extremo ocidental do município, nas redondezas da barragem de Ricobaio. A sul do Douro formam um contínuo desde as zonas de campo até ao Carrascal, dividido pelo vale do arroio da Fresneda. Nesta zona aparecem montes com ladeiras de pendentes pronunciadas, entre os quais se destacam Cabeça Falcão (719 m) sobre o arroio de Zape; Voo Grande (734 m), sobre o arroio da Fresneda; Tres Rayas (741 m), sobre o Douro, e o Monte das Víboras, de 825 m., na margem da barragem de Ricobaio, que constitui o ponto mais alto do município.

Hidrografia

A rede hidrográfica de Samora tem como eixo vertebrador o rio Douro, que atravessa o município de este a oeste. A ele juntam-se os seus afluentes, Valderaduey e Esla, se bem que este apenas aparece no extremo oeste do município. Existem também vários arroios, apesar da sua importância hidrológica ser bastante reduzida. Entre estes, destacam-se o Valderrei, Fresneda, os dois da margem direita, e o Zape pela esquerda. Por esta última existem também o arroio Mourisco e o de Rabiche, ambos de percurso bastante curto e nos quais a ação antrópica alterou o seu aspeto natural, assemelhando-se a acéquias. A entrada do Douro no município é enquadrada por uma veiga de grande regadio com uma densa rede de canais e acéquias.

Flora e fauna

O município conta com várias espécies arbóreas e arbustivas, bem como cultivos de sequeiro na peneplanície e de regadio nos vales dos cursos fluviais, sendo um território pobre desde um ponto de vista produtivo.

Entre as espécies arbóreas contam-se a azinheira, o pinheiro-manso e a carvalhiça. A zona de maior abundância destas espécies é na região oeste-noroeste, a de maior altitude do município e, por isso, onde estas se veêm menos afetadas pela inversão térmica, bem como pela aridez menor. Aparecem também exemplares de sobreiros e carvalhos-negrais.

A azinheira é a espécie mais abundante no termo municipal, especialmente na peneplanície. A sua importância económica pressupôs a sua sobrevivência ao longo do tempo, apesar da alteração do seu aspeto natural, sendo podada em forma de candelabro (técnica referida também como olivarla) com o fim último do aproveitamento das suas bolotas e madeira. Por outro lado, o aproveitamento pecuário e o uso dos montes para o cultivo e produção de pastos gerou montes ocos e degradados.

O pinheiro-manso concentra-se sobretudo na envolvente do arroio da Fresneda, formando um monte extenso mas não cerrado, associado à azinheira e com um matagal denso de esteva e lavanda.

A carvalhiça possui uma presença importante, localizando-se em pastos, terrenos de cultivo com árvores esparsas, bem como nalguns montes. Assim, existem pequenas quantidades de uma espécie alóctona, o pinheiro-de-alepo, empregue para reflorestamento no vale de Valorio e no arroio de Zape.

Quanto à vegetação ribeirinha, assinala-se que no rio Douro não se dá o bosque de galeria, mas apenas pequenas massas de árvores, especialmente choupos, nas quais existem também salgueiros e amieiros. Por outro lado, nos arroios e riachos da peneplanície destacam-se as fresnedas, nas quais aparecem também amieiros e choupos.

Quanto ao matagal, constitui a maioria da vegetação existente no município, e nalgumas ladeiras pendentes para os rios Douro e Esla é exclusiva. O carrascal é de longe a formação arbustiva mais destacada, graças à sua boa adaptação ao frio, à aridez, e aos solos pobres em nutrientes. Também se dá o esteval, que aparece em montes degradados e terrenos de cultivo esgotados e abandonados.

Na envolvente do Douro existe uma fauna aquática e ornitológica ligada a este, e nos distintos pastos existem várias explorações de animais com espécies adaptadas à envolvente.

Climograma de Samora (Observatório)

Clima

A cidade tem um clima mediterrânico continental, com parâmetros de temperatura e precipitação que a situam dentro do tipo BSk (semiárido frio) de acordo com a classificação climática de Köppen, tendo verões quentes e invernos frios. Ao ser a cidade de menos altitude em toda a comunidade, as temperaturas são mais altas que nos restantes pontos desta. As precipitações são muito escassas e concentram-se principalmente na primavera e no outono, havendo no verão uma sequia estival bastante marcada. Como fenómeno meteorológico, são significativas as névoas abundantes durante o inverno, causadas pela presença de uma massa de água de importância como é o Douro, que podem ser persistentes durante dias e que reduzem consideravelmente a temperatura média.

Penhas de Santa Marta, formação rochosa à margem do Douro sobre a qual foi estabelecida a cidade.

Idade Antiga

A cidade foi fundada nos primórdios da Idade do Bronze, sendo posteriormente ocupada durante a Idade do Ferro pelo povo celta dos váceos, que a denominaram Ocalam. O assentamento inicial produziu-se na almendra delimitada pelo Castelo e a ladeira de Santo Ildefonso, uma localização estratégica ao tratar-se de uma meseta rochosa defendida pelo Rio Douro, na qual se edificou um castro.

A povoação manteve-se durante o Império Romano. Com efeito, foi frequentemente identificada com a importante mansio e civitas de «Ocelo Durii» (Olho do Douro). De acordo com algumas vozes, esta povoação seria a localidade atual de Villalazán, 12 km a leste, também na margem do Douro, e pela qual passava a Estrada da Prata.

Estátua de Viriato, na praça homónima, obra do escultor Eduardo Barrón, de Moraleja do Vinho.
Cântaro de cerâmica hispano-muçulmana pertencente ao conjunto encontrado no lote do Conselho Consultivo de Castela e Leão. Cerâmica polida, séculos VIII – IX, Museu de Samora.

Segundo outros estudiosos, porém, esta povoação seria efetivamente a cidade atual de Samora. Apesar de não terem aparecido até à data quaisquer restos arqueológicos correspondentes a este período, a toponímia seria um dos argumentos em defesa desta hipótese, já que «Okelo Duri» tinha como significado original penhasco proeminente (as Penhas de Santa Marta), e por outro lado, na margem oposta do rio, situa-se o bairro de San Frontis, nome de origem romano derivado de sub frontis pontis, «por debaixo da ponte». Foi precisamente nessa zona que se manteve em pé até 1310 a Ponte Velha ou de Olivares, da que ainda hoje existem restos visíveis. Além do mais, existe uma mapa tardorromano no qual aparece o termo «Okelo Duri», que corresponderia à cidade de Samora. Também a esta época corresponde Viriato, o terror romanorum, que celebrava as suas vitórias sobre os romanos (oito no total), arrancando um farrapo dos seus estandartes vermelhos e colocando-o na sua lança, que é a origem da bandeira da cidade e da província, a Seña Bermeja. Atribui-se o seu local de nascimento a Torrefrades, povoado da comarca de Saiago; Portugal (Monte Herminius, na Serra da Estrela) ou à província de Huelva.

A primeira referência documental que se possui da cidade aparece no Parrochiale Suevum, de 569, nas quais é referida pelo nome de «Senimure», incluída na diocese de Asturica, pertencente ao Reino Suevo. Aparece da mesma forma numa cunhagem de moedas de Sisebuto no século posterior. Os nomes árabes da cidade foram Azemur (olival silvestre) e Semurah (cidade das turquesas). O nome atual pode provir de uma destas últimas etapas, e é citado como tal no Salmanticense como «uma das praças recuperadas por Afonso I aos mouros». Durante a Reconquista Cristã, a cidade foi muito disputada entre árabes e cristãos.

Idade Média

Alta Idade Média

O período compreendido entre os séculos X e XIII é o de maior relevância para Samora dentro do contexto hispânico. A Batalha de Simancas (939) deu a Ramiro II de Leão o controlo dos vales do Douro e do Tormes, convertendo-se a capital samorana (pela sua posição vantajosa) numa das principais praças fortes que asseguravam a fronteira. A sua importância foi diminuindo a partir da Batalha das Navas de Tolosa (1212), que abriu o sul peninsular aos reinos cristãos, perdendo assim Samora a sua transcendência estratégica.

Durante a Idade Média, voltou a ser tomada e destruída pelos muçulmanos a comando do emir Mohamed, sendo depois reconquistada pelos cristãos no reinado de Afonso II das Astúrias, o Casto, sendo novamente fortificada. O rei Afonso III das Astúrias, o Magno, repovoou-a com moçárabes toledanos em 893, rodeando-a de muralhas e dotando-a inclusivamente de palácios e banhos, convertendo-se, pela sua situação e características, na cidade-fortaleza mais importante dos reinos cristãos. Samora foi descrita pelos cronistas árabes como «a capital do Reino da Galiza, rodeada de sete recintos amuralhados e grandes fossos». Foi uma das praças mais importantes do Reino de Leão, do qual formou parte. Além disso, iniciou a etapa de maior esplendor político, económico e arquitetónico. O paulatino movimento da raia para sul, do Douro ao Tormes, favoreceu tal progresso, sendo apenas quebrado pelas aceifas de Almançor. Muhammad ibn 'Abd-Allah ibn Abū 'Āmir (em árabe محمد بن عبد أبو عامر ), chamado Al-Mansūr (المنصور, Almançor), o Vitorioso, lançou em 981 um primeiro ataque contra a cidade, que foi arrasada. Em 986 decide lançar hostilidades com o rei Bermudo II, atacando Coimbra no ano seguinte (deixando-a de tal maneira que durante sete anos se manteve deserta), e dirigindo-se contra a própria cidade de Leão em 988, destruindo tudo quanto se cruzava com ele. Bermudo refugiou-se em Samora mas não pode conter o avanço do inimigo. Leão, após resistir quatro dias, foi assaltada, pilhada, incendiada e as suas muralhas destruídas. Após este acontecimento, Samora capitulou e Bermudo refugiou-se na Galiza. Em 997, a cidade voltou a sofrer as investidas do muçulmano, que no seu caminho até Santiago de Compostela arrasou de novo a cidade, juntamente com Leão e Astorga.

Maqueta que recria o aspeto da rua Balborraz na Idade Média no Centro de Interpretação das Cidades Medievais.

Samora, a bem cercada foi assim apelidada por Fernando I de Leão, o Magno. Foi ele o encarregado de a reconstruir em 1055, repovoando-a com montanheses e muralhando-a novamente, para a ceder depois à sua filha, Dona Urraca. A sua posição privilegiada fê-la objeto de disputa entre os diversos reinos cristãos. Durante um dos cercos à cidade sucedeu um feito notável que se perpetuou no romanceiro espanhol: a morte inesperada, às mãos do nobre samorano Vellido Dolfos, do rei Sancho II quando este tentou tomar a cidade governada pela sua irmã. A possibilidade de que o indutor fosse o principal beneficiado (o rei Afonso VI, que havia sido encarcerado por Sancho II, seu irmão), é a de que, segundo os cantares de gesta, teria provocado que um dos nobres castelhanos presentes no assédio, Rodrigo Díaz de Vívar, o Cid, lhe fizera jurar não ter participado na morte do seu irmão (o juramento de Santa Gadea, Burgos). Tanto o arrojo de Vellido como o atrevimento de Rodrigo passaram a ser tópicos literários e até coloquiais, bem como a bravura da cidade durante o assédio, imortalizada no refrão popular «No se ganó Zamora en una hora». No lugar no qual, segundo a tradição, foi assassinado o soberano Sancho II por Bellido Delfos, situa-se um tosco monumento rematado em cruz e denominado Cruz do Rei Dom Sancho.

Outro evento de relevância para a cidade foi a conferência de paz entre Afonso VII de Leão, Castela e Galiza e D. Afonso Henriques, rei de Portugal. Como resultado, a 5 de outubro de 1143 foi reconhecida a independência do novo reino, refletida no Tratado de Samora, que marca de maneira oficial o nascimento de Portugal enquanto estado independente. Afonso VII reconheceu Afonso Henriques como monarca graças ao seu desejo de ser imperador e precisar, portanto, de reis que fossem seus vassalos, se bem que uma vez feito o reconhecimento, o monarca português seguiu uma linha de completa autonomia.

Em 1208, o rei Afonso IX de Leão outorgou à cidade de Samora um foro que incluiu aquilo que é considerado como a sua primeira delineação territorial. O termo abarcou uma área muito semelhante à atual, com a única exceção do lado ocidental, no qual se assinalam uma série de aldeias e lugares que foram posteriormente abandonados e convertidos nos atuais prados.

«E estos homezianes ayan atal couto por el monte d'Aloa, por el Camín de Johán Cidiélez, e por Morales, e por Ponteyos de la Torre, e por Arcinielas, e por Vilaralvo el Mayor, e por Cubiellos, e por Sancta María de la Iniesta, e por las Manbras, e por los penedos de Congosta, e por Carrascal, que dizen Aldea de Pelay Alvo»

Afonso IX de Leão (1208), Foro de Samora

Baixa Idade Média

Retrato imaginário de Henrique II de Castela

A importância de Samora entre as cidades da Coroa de Castela na Baixa Idade Média foi comprovada sobretudo pelo seu voto nas Cortes de Castela, condição apenas atribuída a dezassete cidades (às quais se juntou, posteriormente, Granada). A extensão da representação dos procuradores samoranos era extraordinária dado que incluía o território da Galiza, no qual nenhuma cidade tinha voto.

No início de 1367, durante a Primeira Guerra Civil Castelhana, a cidade uniu-se à causa de Pedro I de Castela, convertendo-se num dos seus bastiões mais firmes durante todo o conflito. Após a batalha de Montiel, em 1369, Henrique de Trastâmara assassinou o seu cunhado, Pedro I, e converteu-se em rei de Castela com o nome de Henrique II. No entanto, após este acontecimento, os partidários de Pedro I ganharam força na cidade, o que levou a um assédio entre junho de 1369 e fevereiro de 1371. Como líder da rebelião encontrava-se Fernando Alfonso de Valencia, um dos nobres mais proeminentes de Samora e bisneto de Afonso X e Sancho IV de Leão e Castela; e o alcaide do castelo de Samora, Alfonso López de Tejeda. Numa das suas saídas, Fernando Alfonso de Valencia foi derrotado e feito prisioneiro por Pedro Fernández de Velasco, camareiro-maior do rei Henrique II e responsável pelo cerco à cidade juntamente com a rainha Juana Manuel de Villena. Apesar da resistência dos samoranos, a cidade capitulou e permitiu a entrada das tropas do monarca, que a ocuparam a 26 de fevereiro de 1371, segundo consta de uma carta de Juana Manuel ao seu esposo.

Porém, o alcaide do castelo de Samora, Alfonso López de Tejeda, não aceitou o acordo de capitulação e prosseguiu a sua resistência acompanhado pela sua esposa, Inés Álvarez de Sotomayor, o seu filho varão, os principais nobres samoranos e vários soldados. A rainha Juana Manuel, segundo o relato de Fernão Lopes no capítulo XLI da Chronica de el-rei D. Fernando, ameaçou o alcaide da morte de três dos seus filhos caso este não se rendesse, o que veio a acabar por acontecer. Graças à peste, fome e à consciência de que não iriam receber qualquer ajuda de Portugal, Alfonso López de Tejeda, acompanhado pela sua esposa, filho varão e alguns soldados, abandona o castelo levando consigo as suas chaves, refugiando-se em Portugal para daí continuar as hostilidades contra as tropas de Henrique II.

Idade Moderna

Depois do seu apogeu no século XII, e conforme as fronteiras da reconquista da península pelos reis cristãos se moviam para setentrião, Samora foi perdendo a sua importância estratégica e económica.

A cidade de Zamora tem a maior concentração de edifícios e restos românicos da Europa, com:

  • 24 igrejas românicas, desde o século XI ao século XIII;
  • 1 catedral românica, do século XII;
  • 2 palácios românicos, com restos pré-românicos;
  • 1 ponte românica do século XII, com 250 metros de comprimento;
  • Mais de 9 casas de época românica decoradas com canecillos;
  • Inumeráveis tesouros arquitetônicos em casas e no Museu de Zamora.
Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
68 022 63 783 64 845 65 646
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em castelhano, cujo título é «Zamora».
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Samora (Espanha)
samora, espanha, língua, vigiar, editar, nota, para, outros, significados, veja, samora, esta, página, cita, fontes, estas, não, cobrem, todo, conteúdo, ajude, inserir, referências, conteúdo, não, verificável, poderá, removido, encontre, fontes, google, notíci. Samora Espanha Lingua Vigiar Editar Nota Para outros significados veja Samora Esta pagina cita fontes mas estas nao cobrem todo o conteudo Ajude a inserir referencias Conteudo nao verificavel podera ser removido Encontre fontes Google noticias livros e academico Abril de 2017 Coordenadas 41 30 N 5 45 O Samora 3 4 5 6 em castelhano Zamora forma tambem com uso em portugues pronuncia espanhola 8aˈmoɾa tambem grafada em asturo leones como Zamora ou Camora 7 e um municipio e cidade espanhola situada na provincia homonima pertencente a comunidade autonoma de Castela e Leao Tem 149 28 km de area e em 2019 tinha 61 406 habitantes densidade 411 3 hab km 2 Samora Zamora Municipio A Catedral de Samora vista da outra margem do Rio DouroSimbolosBandeira Brasao de armasLema Muy noble y leal ciudad de ZamoraGentilico samorano naLocalizacaoSamoraLocalizacao de Samora na EspanhaCoordenadas 41 30 N 5 45 OPais EspanhaComunidade autonoma Castela e LeaoProvincia SamoraComarca Terra do Pao 1 HistoriaFundacao 852 1 169 anos Alcaide Francisco Guarido Vinuela 2015 IUCyL Caracteristicas geograficasArea total 149 28 km Populacao total 2019 2 61 406 hab Densidade 411 3 hab km Altitude 652 mCodigo postal 49001 49028Codigo do INE 49275Cidades gemeasOviedo EspanhaBraganca PortugalAltagracia de Orituco VenezuelaYaritagua VenezuelaWebsite www wbr zamora wbr es O casco historico da cidade e classificado como conjunto historico artistico desde 1973 O seu nucleo principal com uma disposicao muito alargada e rodeada na sua maioria por muralhas alca se sobre uma ampla planicie rochosa de 26 a 32 metros de altura 8 situada a beira do rio Douro que limita com a cidade a sul Estas caracteristicas levaram a que fosse alcunhada de a bem cercada 9 A cidade e integrada por um importante conjunto de edificios romanicos formado pelos 23 templos do municipio e pelas 14 igrejas do casco historico a que possui o maior numero e qualidade de templos romanicos em toda a Europa quinze deles considerados Bem de Interesse Cultural 10 A este espolio arquitetonico juntam se a sua catedral outras 24 igrejas um castelo muralhas uma ponte dois palacios e nove casas dai que seja conhecida como a cidade do romanico Por outro lado e tambem significativo o conjunto de edificios modernistas 19 no total 11 12 apenas equiparado por Teruel em todo o interior espanhol As celebracoes da Semana Santa na cidade foram declaradas de Interesse Turistico Internacional e Bem de Interesse Cultural Samora e o lar de diversas instituicoes autonomicas e internacionais entre elas o Museu Etnografico 13 e o Conselho Consultivo de Castela e Leao 14 e a fundacao de cooperacao transfronteirica Rei Afonso Henriques 15 Indice 1 Geografia 1 1 Localizacao 1 2 Municipios limitrofes 18 1 3 Relevo 1 4 Hidrografia 1 5 Flora e fauna 1 6 Clima 2 Historia 2 1 Idade Antiga 2 2 Idade Media 2 2 1 Alta Idade Media 2 2 2 Baixa Idade Media 2 3 Idade Moderna 3 Patrimonio cultural 4 Demografia 5 Notas e referenciasGeografia EditarLocalizacao Editar O municipio de Samora ocupa uma area de 149 28 km E a capital de provincia situada a menor altitude da Meseta Norte e e no tambem da provincia homonima pertencente a Comunidade Autonoma de Castela e Leao Localiza se no tramo medio do Rio Douro com uma configuracao longitudinal ao longo do mesmo na extensa regiao que forma a Meseta Norte e a parte da Meseta Central situada a sul do Sistema Central na zona noroeste da Peninsula Iberica 16 Apresenta uma paisagem plana com escassa vegetacao decorrente do seu clima mediterranico com rasgos de continentalidade A parte oriental esta situada no vale do rio e atua como fronteira entre as comarcas da Terra do Pao e da Terra do Vinho situadas a norte e a sul respetivamente A parte ocidental e onde o perimetro urbano se separa do rio para continuar para norte aqui servindo de fronteira entre as comarcas de Terra de Alba e Saiago 16 O nucleo principal do casco urbano com uma disposicao muito alargada e rodeada na sua maioria por muralhas alca se sobre uma ampla meseta rochosa a pena tajada referida no Romancero Viejo de 26 a 32 metros de altura situada na margem do Rio Douro que a limita a sul e da qual deriva a sua alcunha A altitude e de 652 6 msnm 17 Municipios limitrofes 18 Editar Noroeste San Pedro de la Nave Almendra Palacios del Pan e Andavias Norte Monfarracinos Valcabado Roales del Pan e La Hiniesta Nordeste CoresesOeste Muelas del Pan Este Villaralbo e ArcenillasSudoeste Pereruela e Almaraz de Duero Sul Entrala Sudeste El Perdigon e Morales del VinoRelevo Editar Situacao do municipio de Samora dentro da provincia No municipio existem duas zonas claramente diferenciadas A primeira delas e constituida pelos vales dos rios Douro e Valderaduey situados a leste Nao apresentam diferencas de relevo mantendo se na cota dos cerca de 630 msnm a excecao da meseta rochosa conhecida como as Penhas de Santa Marta com encostas de alguma pendente e cota superior aos 650 metros Nesta meseta enquadrada entre o Douro e o antigo leito do Valderaduey foi onde se instalaram os primeiros povoadores da cidade 16 A outra e a constituida pelas terras altas e planicies aridas da meseta Crescem ligeiramente em altura quanto mais a oeste passando dos 650 msnm nos Terracos de Sao Lazaro aos 800 no extremo ocidental do municipio nas redondezas da barragem de Ricobaio A sul do Douro formam um continuo desde as zonas de campo ate ao Carrascal dividido pelo vale do arroio da Fresneda Nesta zona aparecem montes com ladeiras de pendentes pronunciadas entre os quais se destacam Cabeca Falcao 719 m sobre o arroio de Zape Voo Grande 734 m sobre o arroio da Fresneda Tres Rayas 741 m sobre o Douro e o Monte das Viboras de 825 m na margem da barragem de Ricobaio que constitui o ponto mais alto do municipio 16 Hidrografia Editar A rede hidrografica de Samora tem como eixo vertebrador o rio Douro que atravessa o municipio de este a oeste A ele juntam se os seus afluentes Valderaduey e Esla se bem que este apenas aparece no extremo oeste do municipio Existem tambem varios arroios apesar da sua importancia hidrologica ser bastante reduzida Entre estes destacam se o Valderrei Fresneda os dois da margem direita e o Zape pela esquerda Por esta ultima existem tambem o arroio Mourisco e o de Rabiche ambos de percurso bastante curto e nos quais a acao antropica alterou o seu aspeto natural assemelhando se a acequias A entrada do Douro no municipio e enquadrada por uma veiga de grande regadio com uma densa rede de canais e acequias 16 Flora e fauna Editar O municipio conta com varias especies arboreas e arbustivas bem como cultivos de sequeiro na peneplanicie e de regadio nos vales dos cursos fluviais sendo um territorio pobre desde um ponto de vista produtivo Entre as especies arboreas contam se a azinheira o pinheiro manso e a carvalhica A zona de maior abundancia destas especies e na regiao oeste noroeste a de maior altitude do municipio e por isso onde estas se veem menos afetadas pela inversao termica bem como pela aridez menor Aparecem tambem exemplares de sobreiros e carvalhos negrais 16 A azinheira e a especie mais abundante no termo municipal especialmente na peneplanicie A sua importancia economica pressupos a sua sobrevivencia ao longo do tempo apesar da alteracao do seu aspeto natural sendo podada em forma de candelabro tecnica referida tambem como olivarla com o fim ultimo do aproveitamento das suas bolotas e madeira Por outro lado o aproveitamento pecuario e o uso dos montes para o cultivo e producao de pastos gerou montes ocos e degradados O pinheiro manso concentra se sobretudo na envolvente do arroio da Fresneda formando um monte extenso mas nao cerrado associado a azinheira e com um matagal denso de esteva e lavanda A carvalhica possui uma presenca importante localizando se em pastos terrenos de cultivo com arvores esparsas bem como nalguns montes Assim existem pequenas quantidades de uma especie aloctona o pinheiro de alepo empregue para reflorestamento no vale de Valorio e no arroio de Zape Quanto a vegetacao ribeirinha assinala se que no rio Douro nao se da o bosque de galeria mas apenas pequenas massas de arvores especialmente choupos nas quais existem tambem salgueiros e amieiros Por outro lado nos arroios e riachos da peneplanicie destacam se as fresnedas nas quais aparecem tambem amieiros e choupos 16 Quanto ao matagal constitui a maioria da vegetacao existente no municipio e nalgumas ladeiras pendentes para os rios Douro e Esla e exclusiva O carrascal e de longe a formacao arbustiva mais destacada gracas a sua boa adaptacao ao frio a aridez e aos solos pobres em nutrientes Tambem se da o esteval que aparece em montes degradados e terrenos de cultivo esgotados e abandonados 16 Na envolvente do Douro existe uma fauna aquatica e ornitologica ligada a este e nos distintos pastos existem varias exploracoes de animais com especies adaptadas a envolvente 16 Climograma de Samora Observatorio Clima Editar A cidade tem um clima mediterranico continental com parametros de temperatura e precipitacao que a situam dentro do tipo BSk semiarido frio de acordo com a classificacao climatica de Koppen 19 tendo veroes quentes e invernos frios Ao ser a cidade de menos altitude em toda a comunidade as temperaturas sao mais altas que nos restantes pontos desta As precipitacoes sao muito escassas e concentram se principalmente na primavera e no outono havendo no verao uma sequia estival bastante marcada Como fenomeno meteorologico sao significativas as nevoas abundantes durante o inverno 20 causadas pela presenca de uma massa de agua de importancia como e o Douro que podem ser persistentes durante dias e que reduzem consideravelmente a temperatura media 16 Historia Editar Penhas de Santa Marta formacao rochosa a margem do Douro sobre a qual foi estabelecida a cidade Idade Antiga Editar A cidade foi fundada nos primordios da Idade do Bronze sendo posteriormente ocupada durante a Idade do Ferro pelo povo celta dos vaceos que a denominaram Ocalam O assentamento inicial produziu se na almendra delimitada pelo Castelo e a ladeira de Santo Ildefonso uma localizacao estrategica ao tratar se de uma meseta rochosa defendida pelo Rio Douro na qual se edificou um castro A povoacao manteve se durante o Imperio Romano Com efeito foi frequentemente identificada com a importante mansio e civitas de Ocelo Durii Olho do Douro De acordo com algumas vozes esta povoacao seria a localidade atual de Villalazan 12 km a leste tambem na margem do Douro e pela qual passava a Estrada da Prata 21 22 Estatua de Viriato na praca homonima obra do escultor Eduardo Barron de Moraleja do Vinho Cantaro de ceramica hispano muculmana pertencente ao conjunto encontrado no lote do Conselho Consultivo de Castela e Leao Ceramica polida seculos VIII IX Museu de Samora Segundo outros estudiosos porem esta povoacao seria efetivamente a cidade atual de Samora Apesar de nao terem aparecido ate a data quaisquer restos arqueologicos correspondentes a este periodo a toponimia seria um dos argumentos em defesa desta hipotese ja que Okelo Duri tinha como significado original penhasco proeminente as Penhas de Santa Marta e por outro lado na margem oposta do rio situa se o bairro de San Frontis nome de origem romano derivado de sub frontis pontis por debaixo da ponte Foi precisamente nessa zona que se manteve em pe ate 1310 a Ponte Velha ou de Olivares da que ainda hoje existem restos visiveis Alem do mais existe uma mapa tardorromano no qual aparece o termo Okelo Duri que corresponderia a cidade de Samora 23 Tambem a esta epoca corresponde Viriato o terror romanorum que celebrava as suas vitorias sobre os romanos oito no total arrancando um farrapo dos seus estandartes vermelhos e colocando o na sua lanca que e a origem da bandeira da cidade e da provincia a Sena Bermeja Atribui se o seu local de nascimento a Torrefrades povoado da comarca de Saiago Portugal Monte Herminius na Serra da Estrela ou a provincia de Huelva A primeira referencia documental que se possui da cidade aparece no Parrochiale Suevum de 569 nas quais e referida pelo nome de Senimure 24 25 incluida na diocese de Asturica pertencente ao Reino Suevo Aparece da mesma forma numa cunhagem de moedas de Sisebuto no seculo posterior 26 Os nomes arabes da cidade foram Azemur olival silvestre e Semurah cidade das turquesas O nome atual pode provir de uma destas ultimas etapas e e citado como tal no Salmanticense como uma das pracas recuperadas por Afonso I aos mouros Durante a Reconquista Crista a cidade foi muito disputada entre arabes e cristaos 27 Idade Media Editar Alta Idade Media Editar O periodo compreendido entre os seculos X e XIII e o de maior relevancia para Samora dentro do contexto hispanico A Batalha de Simancas 939 deu a Ramiro II de Leao o controlo dos vales do Douro e do Tormes convertendo se a capital samorana pela sua posicao vantajosa numa das principais pracas fortes que asseguravam a fronteira A sua importancia foi diminuindo a partir da Batalha das Navas de Tolosa 1212 que abriu o sul peninsular aos reinos cristaos perdendo assim Samora a sua transcendencia estrategica Durante a Idade Media voltou a ser tomada e destruida pelos muculmanos a comando do emir Mohamed sendo depois reconquistada pelos cristaos no reinado de Afonso II das Asturias o Casto sendo novamente fortificada O rei Afonso III das Asturias o Magno repovoou a com mocarabes toledanos em 893 rodeando a de muralhas e dotando a inclusivamente de palacios e banhos convertendo se pela sua situacao e caracteristicas na cidade fortaleza mais importante dos reinos cristaos Samora foi descrita pelos cronistas arabes como a capital do Reino da Galiza rodeada de sete recintos amuralhados e grandes fossos Foi uma das pracas mais importantes do Reino de Leao do qual formou parte Alem disso iniciou a etapa de maior esplendor politico economico e arquitetonico O paulatino movimento da raia para sul do Douro ao Tormes favoreceu tal progresso sendo apenas quebrado pelas aceifas de Almancor Muhammad ibn Abd Allah ibn Abu Amir em arabe محمد بن عبد أبو عامر chamado Al Mansur المنصور Almancor o Vitorioso lancou em 981 um primeiro ataque contra a cidade que foi arrasada Em 986 decide lancar hostilidades com o rei Bermudo II atacando Coimbra no ano seguinte deixando a de tal maneira que durante sete anos se manteve deserta e dirigindo se contra a propria cidade de Leao em 988 destruindo tudo quanto se cruzava com ele Bermudo refugiou se em Samora mas nao pode conter o avanco do inimigo Leao apos resistir quatro dias foi assaltada pilhada incendiada e as suas muralhas destruidas Apos este acontecimento Samora capitulou e Bermudo refugiou se na Galiza Em 997 a cidade voltou a sofrer as investidas do muculmano que no seu caminho ate Santiago de Compostela arrasou de novo a cidade juntamente com Leao e Astorga Maqueta que recria o aspeto da rua Balborraz na Idade Media no Centro de Interpretacao das Cidades Medievais Samora a bem cercada foi assim apelidada por Fernando I de Leao o Magno Foi ele o encarregado de a reconstruir em 1055 repovoando a com montanheses e muralhando a novamente para a ceder depois a sua filha Dona Urraca A sua posicao privilegiada fe la objeto de disputa entre os diversos reinos cristaos Durante um dos cercos a cidade sucedeu um feito notavel que se perpetuou no romanceiro espanhol a morte inesperada as maos do nobre samorano Vellido Dolfos do rei Sancho II quando este tentou tomar a cidade governada pela sua irma 27 A possibilidade de que o indutor fosse o principal beneficiado o rei Afonso VI que havia sido encarcerado por Sancho II seu irmao e a de que segundo os cantares de gesta teria provocado que um dos nobres castelhanos presentes no assedio Rodrigo Diaz de Vivar o Cid lhe fizera jurar nao ter participado na morte do seu irmao o juramento de Santa Gadea Burgos Tanto o arrojo de Vellido como o atrevimento de Rodrigo passaram a ser topicos literarios e ate coloquiais bem como a bravura da cidade durante o assedio imortalizada no refrao popular No se gano Zamora en una hora No lugar no qual segundo a tradicao foi assassinado o soberano Sancho II por Bellido Delfos situa se um tosco monumento rematado em cruz e denominado Cruz do Rei Dom Sancho 28 Outro evento de relevancia para a cidade foi a conferencia de paz entre Afonso VII de Leao Castela e Galiza e D Afonso Henriques rei de Portugal Como resultado a 5 de outubro de 1143 foi reconhecida a independencia do novo reino refletida no Tratado de Samora que marca de maneira oficial o nascimento de Portugal enquanto estado independente Afonso VII reconheceu Afonso Henriques como monarca gracas ao seu desejo de ser imperador e precisar portanto de reis que fossem seus vassalos se bem que uma vez feito o reconhecimento o monarca portugues seguiu uma linha de completa autonomia Em 1208 o rei Afonso IX de Leao outorgou a cidade de Samora um foro que incluiu aquilo que e considerado como a sua primeira delineacao territorial O termo abarcou uma area muito semelhante a atual com a unica excecao do lado ocidental no qual se assinalam uma serie de aldeias e lugares que foram posteriormente abandonados e convertidos nos atuais prados 29 E estos homezianes ayan atal couto por el monte d Aloa por el Camin de Johan Cidielez e por Morales e por Ponteyos de la Torre e por Arcinielas e por Vilaralvo el Mayor e por Cubiellos e por Sancta Maria de la Iniesta e por las Manbras e por los penedos de Congosta e por Carrascal que dizen Aldea de Pelay Alvo Afonso IX de Leao 1208 Foro de Samora Baixa Idade Media Editar Retrato imaginario de Henrique II de Castela A importancia de Samora entre as cidades da Coroa de Castela na Baixa Idade Media foi comprovada sobretudo pelo seu voto nas Cortes de Castela condicao apenas atribuida a dezassete cidades as quais se juntou posteriormente Granada A extensao da representacao dos procuradores samoranos era extraordinaria dado que incluia o territorio da Galiza no qual nenhuma cidade tinha voto No inicio de 1367 durante a Primeira Guerra Civil Castelhana a cidade uniu se a causa de Pedro I de Castela 30 convertendo se num dos seus bastioes mais firmes durante todo o conflito 31 Apos a batalha de Montiel em 1369 Henrique de Trastamara assassinou o seu cunhado Pedro I e converteu se em rei de Castela com o nome de Henrique II 32 33 No entanto apos este acontecimento os partidarios de Pedro I ganharam forca na cidade o que levou a um assedio entre junho de 1369 34 e fevereiro de 1371 30 Como lider da rebeliao encontrava se Fernando Alfonso de Valencia um dos nobres mais proeminentes de Samora e bisneto de Afonso X e Sancho IV de Leao e Castela e o alcaide do castelo de Samora Alfonso Lopez de Tejeda 35 Numa das suas saidas Fernando Alfonso de Valencia foi derrotado e feito prisioneiro por Pedro Fernandez de Velasco camareiro maior do rei Henrique II e responsavel pelo cerco a cidade juntamente com a rainha Juana Manuel de Villena Apesar da resistencia dos samoranos a cidade capitulou e permitiu a entrada das tropas do monarca que a ocuparam a 26 de fevereiro de 1371 segundo consta de uma carta de Juana Manuel ao seu esposo Porem o alcaide do castelo de Samora Alfonso Lopez de Tejeda nao aceitou o acordo de capitulacao e prosseguiu a sua resistencia acompanhado pela sua esposa Ines Alvarez de Sotomayor o seu filho varao os principais nobres samoranos e varios soldados 34 A rainha Juana Manuel segundo o relato de Fernao Lopes no capitulo XLI da Chronica de el rei D Fernando ameacou o alcaide da morte de tres dos seus filhos caso este nao se rendesse o que veio a acabar por acontecer 34 Gracas a peste fome e a consciencia de que nao iriam receber qualquer ajuda de Portugal Alfonso Lopez de Tejeda acompanhado pela sua esposa filho varao e alguns soldados abandona o castelo levando consigo as suas chaves refugiando se em Portugal para dai continuar as hostilidades contra as tropas de Henrique II 34 Idade Moderna Editar Depois do seu apogeu no seculo XII e conforme as fronteiras da reconquista da peninsula pelos reis cristaos se moviam para setentriao Samora foi perdendo a sua importancia estrategica e economica Patrimonio cultural EditarA cidade de Zamora tem a maior concentracao de edificios e restos romanicos da Europa com 36 24 igrejas romanicas desde o seculo XI ao seculo XIII 1 catedral romanica do seculo XII 2 palacios romanicos com restos pre romanicos 1 ponte romanica do seculo XII com 250 metros de comprimento Mais de 9 casas de epoca romanica decoradas com canecillos Inumeraveis tesouros arquitetonicos em casas e no Museu de Zamora Demografia EditarVariacao demografica do municipio entre 1991 e 20041991 1996 2001 200468 022 63 783 64 845 65 646Notas e referencias EditarEste artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipedia em castelhano cujo titulo e Zamora Diputacion de Zamora Nuestros ayuntamientos Zamora DiputacionDeZamora es Consultado em 31 de dezembro de 2009 a b Cifras oficiales de 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