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Samson et Dalila

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(Agosto de 2013)
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Samson et Dalila ("Sansão e Dalila" em francês) é uma ópera em três atos do compositor francês Camille Saint-Saëns com libreto de Ferdinand Lemaire, baseado nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes da Bíblia. Este tema bíblico e as escolhas dramatúrgicas e formais de Saint-Saëns colocam Samson e Dalila a meio caminho entre a ópera e o oratório. Estreou a 2 de dezembro de 1877 no Hoftheater de Weimar, na Alemanha.

Samson et Dalila
Sansão e Dalila
Idioma original Francês
Compositor Camille Saint-Saëns
Libretista Ferdinand Lemaire
Tipo do enredo Épico
Número de atos 3
Número de cenas 4
Ano de estreia 1877
Local de estreia Hoftheater, Weimar

Índice

Sansão (guerreiro-chefe dos hebreus) tenor
Dalila (sacerdotisa dos filisteus) mezzo-soprano
Sumo Sacerdote de Dagom
(O Sumo Sacerdote de Dagom, deus dos filisteus)
barítono
Abimeleque (O sátrapa de Gaza, que condena os hebreus
por se negarem a aceitar Dagom como seu deus)
baixo

A história passa-se na Palestina nos tempos bíblicos.

É a história de um homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel, os filisteus, mas não o suficiente para resistir à malícia de uma mulher.

Acto I

A história passa-se na Palestina entre os anos 1050 a.C. e 1000 a.C..

Uma praça pública em Gaza, junto à entrada do templo de Dagom.

Uma multidão de hebreus, homens e mulheres, choram a sua derrota diante dos filisteus, e invocam a piedade do Deus de Israel. Entre eles está Sansão, que assume a liderança e os exorta a não perderem a fé nem a esperança. A princípio, a multidão parece desanimada e descrente, mas pouco a pouco Sansão consegue reacender neles a chama do fervor e da coragem. Chega Abimelec, que insulta com grande insolência o povo hebreu e o seu Deus: "Não vedes que o vosso Deus permanece surdo aos vossos gritos? Ele que mostre o seu poder, e venha quebrar as vossas correias e dar-vos a liberdade! O vosso Deus treme diante de Dagon, o maior dos deuses!" Os hebreus cantam um hino de desafio: Israël romps ta chaîne! O peuple, lève-toi! Abimelec precipita-se sobre Sansão com a espada na mão para feri-lo; Sansão, lança-o ao chão e, pegando da espada, mata Abimelec ali mesmo. Reina grande confusão, e os hebreus fogem seguindo Sansão. O Sumo Sacerdote de Dagom sai do templo, acompanhado de guardas e soldados, e depara-se com o cadáver de Abimelec. O sacerdote incita-os a vingarem aquela morte e a exterminarem da face da terra os filhos de Israel, mas os filisteus são tomados pelo terror. Soldados filisteus carregam o corpo de Abimelec. Um mensageiro palestino traz a notícia de que os israelitas, liderados por Sansão, causam a devastação, o terror e a morte entre os filisteus. Alguns velhos hebreus reunidos na praça cantam um hino de louvor ao Deus de Israel. Sansão reaparece, acompanhado de alguns hebreus. As portas do templo de Dagon abrem-se e surge Dalila acompanhada de lindas jovens palestinas que levam nas mãos buquês de flores e, com suaves cânticos, saúdam a chegada da primavera. Dalila começa a empregar as suas armas de sedução, dirigindo-se a Sansão: Je viens célébrer la victoire, eu venho celebrar a vitória daquele que reina no meu coração. O acto termina com Dalila cantando uma ária com tal poder de sedução que é muito difícil pôr a culpa em Sansão - quem não se deixaria seduzir? - Printemps qui commence. A ária é plena de um lânguido sensualismo oriental, de forma que, ao terminar de ouvi-la, estamos totalmente embriagados.

Acto II

O vale de Sorec, na Palestina

Vê-se à esquerda a habitação de Dalila, com um ligeiro pórtico coberto de verdejantes folhagens e plantas orientais. Sentada sobre uma rocha, deslumbrantemente vestida, Dalila parece pensativa. A orquestra toca uma música sensual, sugerindo odaliscas dançando nuas. Dalila preocupa-se: será que Sansão virá? Será que eu vou poder seduzi-lo? Amour, viens aider ma faiblesse. O Sumo Sacerdote chega para conversar com Dalila. Eles cantam um longo dueto, exprimindo suas preocupações e ansiedades. Ambos estão interessados na destruição de Sansão. O sacerdote oferece a Dalila dinheiro para que ela descubra o segredo da força de Sansão. Ela diz-lhe que não se preocupe: o seu desejo de vingança já é mais que suficiente. O dueto termina num reverberante pacto de vingança: Unissons-nous tous deux! Mort au chef des hébreux! O sacerdote afasta-se para não ser surpreendido por Sansão que já vem a chegar. Dalila cobre-o de carícias numa ária de resplandecente beleza, Mon coeur s'ouvre à ta voix. Na conversa com Sansão, porém, ela insiste sempre: "Tu não me amas de verdade, Sansão, porque se tu me amasses, tu me revelarias o segredo da tua força." Quando Sansão nasceu, os seus pais fizeram uma promessa ao Deus de Israel: Sansão seria consagrado a Deus e o seu cabelo jamais seria cortado. Sansão não pode revelar este segredo a ninguém. O que começou num terno diálogo de amor termina num discussão violenta: Dalila pede a Sansão que saia da sua presença e não volte mais. Sansão hesita. Voltando-se para Dalila, ele acaba lhe revelando o segredo fatal. Os dois entram na casa. A tempestade, o trovão e o relâmpago açoitam com fúria aquela casa. Assim que Sansão adormece, Dalila abre a janela e acena para uns soldados filisteus que se escondiam na moita. Sansão grita: Trahison!

Acto III

Cena 1

Uma prisão em Gaza

Cortaram os cabelos de Sansão, cegaram-no e acorrentaram-no. Vemo-lo atado a uma manivela que move a pedra de um moinho. Ouve-se uma música triste, fúnebre, pesada e angustiada. Vois ma misère, hélas! Vois ma détresse! geme Sansão. Lá fora, ouve-se o coro dos hebreus escravizados, que o recriminam sem parar. Na verdade, é a própria consciência de Sansão que o atormenta.

Cena 2

Interior do templo de Dagon

No interior do templo, vê-se uma estátua do deus, semelhante a um peixe, e a mesa dos sacrifícios. No meio do santuário, duas colunas de mármore parecem sustentar todo o edifício. Vemos o Sumo Sacerdote de Dagon circundado de príncipes filisteus e Dalila junto com jovens palestinas coroadas de flores e com taças na mão. O templo está cheio de gente. Cantam um hino em homenagem a Dagon e depois ouve-se o Bacanal, uma peça orquestral muito excitante, um ballet em homenagem ao deus dos filisteus. Sansão entra, conduzido por um rapazinho. A humilhação de Sansão é o ponto alto do espectáculo; Dalila e o Sumo Sacerdote gozam com ele. O sacerdote ordena ao rapazinho que conduza Sansão para o centro do templo, para que todos possa vê-lo. Apoiando-se nas colunas do templo, Sansão faz uma prece ao Deus de Israel: "Permite-me, Senhor, vingar meus olhos aos filisteus!" Jeová ouve-lhe a prece, e restitui-lhe a força no último momento da sua vida. O templo desaba, matando Sansão, Dalila, e mais filisteus do que Sansão matou em toda a sua vida.

  • (em francês)
  1. Huebner, Steven (8 de janeiro de 2021). . « Musique en France aux XIXe et XXe siècles : discours et idéologies ». Nouvelle Histoire de la Musique en France (1870-1950) (em francês)

Samson et Dalila
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Samson et Dalila Lingua Vigiar Editar Este artigo ou seccao nao cita fontes confiaveis e independentes Ajude a inserir referencias O conteudo nao verificavel pode ser removido Encontre fontes Google noticias livros e academico Agosto de 2013 A neutralidade deste artigo foi questionada Marco de 2010 Samson et Dalila Sansao e Dalila em frances e uma opera em tres atos do compositor frances Camille Saint Saens com libreto de Ferdinand Lemaire baseado nos capitulos 13 a 16 do Livro dos Juizes da Biblia Este tema biblico e as escolhas dramaturgicas e formais de Saint Saens colocam Samson e Dalila a meio caminho entre a opera e o oratorio 1 Estreou a 2 de dezembro de 1877 no Hoftheater de Weimar na Alemanha Samson et DalilaSansao e DalilaIdioma original FrancesCompositor Camille Saint SaensLibretista Ferdinand LemaireTipo do enredo EpicoNumero de atos 3Numero de cenas 4Ano de estreia 1877Local de estreia Hoftheater Weimar Indice 1 Personagens 2 Sinopse 2 1 Acto I 2 2 Acto II 2 3 Acto III 2 3 1 Cena 1 2 3 2 Cena 2 3 Ligacoes externas 4 Ver tambem 5 Discografia 6 ReferenciasPersonagens EditarSansao guerreiro chefe dos hebreus tenorDalila sacerdotisa dos filisteus mezzo sopranoSumo Sacerdote de Dagom O Sumo Sacerdote de Dagom deus dos filisteus baritonoAbimeleque O satrapa de Gaza que condena os hebreus por se negarem a aceitar Dagom como seu deus baixo A historia passa se na Palestina nos tempos biblicos Sinopse EditarE a historia de um homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel os filisteus mas nao o suficiente para resistir a malicia de uma mulher Acto I Editar A historia passa se na Palestina entre os anos 1050 a C e 1000 a C Uma praca publica em Gaza junto a entrada do templo de Dagom Uma multidao de hebreus homens e mulheres choram a sua derrota diante dos filisteus e invocam a piedade do Deus de Israel Entre eles esta Sansao que assume a lideranca e os exorta a nao perderem a fe nem a esperanca A principio a multidao parece desanimada e descrente mas pouco a pouco Sansao consegue reacender neles a chama do fervor e da coragem Chega Abimelec que insulta com grande insolencia o povo hebreu e o seu Deus Nao vedes que o vosso Deus permanece surdo aos vossos gritos Ele que mostre o seu poder e venha quebrar as vossas correias e dar vos a liberdade O vosso Deus treme diante de Dagon o maior dos deuses Os hebreus cantam um hino de desafio Israel romps ta chaine O peuple leve toi Abimelec precipita se sobre Sansao com a espada na mao para feri lo Sansao lanca o ao chao e pegando da espada mata Abimelec ali mesmo Reina grande confusao e os hebreus fogem seguindo Sansao O Sumo Sacerdote de Dagom sai do templo acompanhado de guardas e soldados e depara se com o cadaver de Abimelec O sacerdote incita os a vingarem aquela morte e a exterminarem da face da terra os filhos de Israel mas os filisteus sao tomados pelo terror Soldados filisteus carregam o corpo de Abimelec Um mensageiro palestino traz a noticia de que os israelitas liderados por Sansao causam a devastacao o terror e a morte entre os filisteus Alguns velhos hebreus reunidos na praca cantam um hino de louvor ao Deus de Israel Sansao reaparece acompanhado de alguns hebreus As portas do templo de Dagon abrem se e surge Dalila acompanhada de lindas jovens palestinas que levam nas maos buques de flores e com suaves canticos saudam a chegada da primavera Dalila comeca a empregar as suas armas de seducao dirigindo se a Sansao Je viens celebrer la victoire eu venho celebrar a vitoria daquele que reina no meu coracao O acto termina com Dalila cantando uma aria com tal poder de seducao que e muito dificil por a culpa em Sansao quem nao se deixaria seduzir Printemps qui commence A aria e plena de um languido sensualismo oriental de forma que ao terminar de ouvi la estamos totalmente embriagados Acto II Editar O vale de Sorec na Palestina Ve se a esquerda a habitacao de Dalila com um ligeiro portico coberto de verdejantes folhagens e plantas orientais Sentada sobre uma rocha deslumbrantemente vestida Dalila parece pensativa A orquestra toca uma musica sensual sugerindo odaliscas dancando nuas Dalila preocupa se sera que Sansao vira Sera que eu vou poder seduzi lo Amour viens aider ma faiblesse O Sumo Sacerdote chega para conversar com Dalila Eles cantam um longo dueto exprimindo suas preocupacoes e ansiedades Ambos estao interessados na destruicao de Sansao O sacerdote oferece a Dalila dinheiro para que ela descubra o segredo da forca de Sansao Ela diz lhe que nao se preocupe o seu desejo de vinganca ja e mais que suficiente O dueto termina num reverberante pacto de vinganca Unissons nous tous deux Mort au chef des hebreux O sacerdote afasta se para nao ser surpreendido por Sansao que ja vem a chegar Dalila cobre o de caricias numa aria de resplandecente beleza Mon coeur s ouvre a ta voix Na conversa com Sansao porem ela insiste sempre Tu nao me amas de verdade Sansao porque se tu me amasses tu me revelarias o segredo da tua forca Quando Sansao nasceu os seus pais fizeram uma promessa ao Deus de Israel Sansao seria consagrado a Deus e o seu cabelo jamais seria cortado Sansao nao pode revelar este segredo a ninguem O que comecou num terno dialogo de amor termina num discussao violenta Dalila pede a Sansao que saia da sua presenca e nao volte mais Sansao hesita Voltando se para Dalila ele acaba lhe revelando o segredo fatal Os dois entram na casa A tempestade o trovao e o relampago acoitam com furia aquela casa Assim que Sansao adormece Dalila abre a janela e acena para uns soldados filisteus que se escondiam na moita Sansao grita Trahison Acto III Editar Cena 1 Editar Uma prisao em Gaza Cortaram os cabelos de Sansao cegaram no e acorrentaram no Vemo lo atado a uma manivela que move a pedra de um moinho Ouve se uma musica triste funebre pesada e angustiada Vois ma misere helas Vois ma detresse geme Sansao La fora ouve se o coro dos hebreus escravizados que o recriminam sem parar Na verdade e a propria consciencia de Sansao que o atormenta Cena 2 Editar Interior do templo de Dagon No interior do templo ve se uma estatua do deus semelhante a um peixe e a mesa dos sacrificios No meio do santuario duas colunas de marmore parecem sustentar todo o edificio Vemos o Sumo Sacerdote de Dagon circundado de principes filisteus e Dalila junto com jovens palestinas coroadas de flores e com tacas na mao O templo esta cheio de gente Cantam um hino em homenagem a Dagon e depois ouve se o Bacanal uma peca orquestral muito excitante um ballet em homenagem ao deus dos filisteus Sansao entra conduzido por um rapazinho A humilhacao de Sansao e o ponto alto do espectaculo Dalila e o Sumo Sacerdote gozam com ele O sacerdote ordena ao rapazinho que conduza Sansao para o centro do templo para que todos possa ve lo Apoiando se nas colunas do templo Sansao faz uma prece ao Deus de Israel Permite me Senhor vingar meus olhos aos filisteus Jeova ouve lhe a prece e restitui lhe a forca no ultimo momento da sua vida O templo desaba matando Sansao Dalila e mais filisteus do que Sansao matou em toda a sua vida Ligacoes externas Editar Libreto em frances Ver tambem EditarMon cœur s ouvre a ta voixDiscografia EditarSansao Richard Cassily Dalila Shirley Verrett Sumo Sacerdote de Dagao Robert Massard Abimeleque Giovanni Foiani Coro e Orquestra do Teatro alla Scala de Milao maestro Georges Pretre Gravacao feita ao vivo no Teatro alla Scala de Milao em 1970 Sansao Placido Domingo Dalila Elena Obraztsova Sumo Sacerdote de Dagao Renato Bruson Abimeleque Pierre Thau Coro e Orquestra de Paris maestro Daniel Barenboim Gravacao feita no Teatro Antique National d Orange em 1978Referencias Editar Portal da musica Huebner Steven 8 de janeiro de 2021 1877 La creation de Samson et Dalila entre opera et oratorio Musique en France aux XIXe et XXe siecles discours et ideologies Nouvelle Histoire de la Musique en France 1870 1950 em frances Obtida de https pt wikipedia org w index php title Samson et Dalila amp oldid 61523025,